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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Jo 7,38)



Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Jo 7,38)



A experiência em Deus é sempre transformadora. Quem já teve o seu encontro pessoal com Jesus, o Filho de Deus e o Primogênito da criação (Colossenses 1,18), sabe muito bem que a vida nunca mais é a mesma. Com efeito, depois da experiência em Cristo Jesus, as coisas velhas já não importam mais, pois Ele faz novas todas as coisas, inclusive o nosso ânimo, e nos renova completamente, saciando nossa sede de Deus, nossa sede da Água Viva que jorra do Coração de Jesus.

O autor dessas breves linhas teve o privilégio de viver inúmeras experiências em Cristo Jesus no grupo de oração, nos cenáculos e nos congressos, muito embora saiba e tenha bem presente o quão é indigno dessas graças amorosamente concedidas por Jesus pelas mãos virginais de Maria.

Cada encontro com Jesus é sempre diferente, renovado, com uma surpresa nova do Espírito Santo a cada dia.

O importante é que todos saibamos que a pessoa que está unida a Cristo é uma pessoa completa e realizada, não tem sede nem fome, pois o Senhor, Deus de Misericórdia, providencia tudo, muito embora o caminho seja recheado de pedras, cruzes e espinhos. Na verdade, Jesus conduz seus seguidores por um caminho que o próprio Mestre trilhou, a fim de que seus discípulos sejam, efetivamente, a sua imagem e semelhança, tanto na dor do calvário como na glória da ressurreição.

Se as dores e os sofrimentos de Cristo também são nossos sofrimentos do dia-a-dia, guardadas, evidentemente, as devidas proporções, penso que a glória de Cristo, como ensinou o apóstolo, também nos é reservada com todo o amor e generosidade do Senhor, Nosso Deus. Em outras palavras, Jesus nos concede a cruz e, por meio dela e de Seus méritos, nos concede a glória devida por todo o amor e paciência que tivermos com os trabalhos e sofrimento da vida presente.

Mas é preciso ter sede, sede de Deus. Uma vontade de beber da fonte viva que brota do Coração de Jesus.

Entretanto, isso não é fácil de compreender.

Vamos ver na Bíblia:

“Naqueles dias, 3 o povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e dizia: ‘Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado?’ 4 Moisés clamou ao Senhor, dizendo: ‘Que farei por este povo? Por pouco não me apedrejam!’ 5O Senhor disse a Moisés: ‘Passa adiante do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma a tua vara com que feriste o rio Nilo e vai. 6Eu estarei lá, diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Ferirás a pedra e dela sairá água para o povo beber’. Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel. 7 E deu àquele lugar o nome de Massa e Meriba, por causa da disputa dos filhos de Israel e porque tentaram o Senhor, dizendo: ‘O Senhor está no meio de nós ou não?’” (Êx 17,3-7)

Aqui você percebe que o povo estava com sede e se voltou contra Moisés, tentando a Deus e duvidando, apesar de terem visto com os próprios olhos tudo o que Deus fez quando os retirou com mão poderosa do Egito, especialmente a abertura do Mar Vermelho. O povo agiu de modo errado, porém recorreu a quem, de fato, poderia fazer alguma coisa, o Profeta Moisés, que foi o grande instrumento de Deus no Antigo Testamento. O povo foi duramente repreendido, mas Deus fez brotar água da pedra, e o povo bebeu e ficou saciado.

Se a água da pedra é capaz de saciar o povo, imagine então a Água Viva que brota do Coração de Jesus!...

Vamos ver no Evangelho:

“...Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta de meio-dia. 7 Chegou uma mulher de Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: ‘Dá-me de beber’. 8 Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 A mulher samaritana disse então a Jesus: ‘Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?’ De fato, os judeus não se dão com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: ‘Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva’. 11 A mulher disse a Jesus: ‘Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar água viva? 12 Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?’ 13 Respondeu Jesus: ‘Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 14 Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna’. 15A mulher disse a Jesus: ‘Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la’. 19b ‘Senhor, vejo que és um profeta!’ 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar’. 21Disse-lhe Jesus: ‘Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade’. 25 A mulher disse a Jesus: ‘Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas’. 26 Disse-lhe Jesus: ‘Sou eu, que estou falando contigo’. 39ª Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus. 40 Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias. 41E muitos outros creram por causa da sua palavra. 42 E disseram à mulher: ‘Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.

Feliz aquele que tem sede e vai a Jesus, para receber a Água Viva que brota do Coração de Cristo. Quem beber dessa Água não terá mais sede e ainda se tornará uma mananciar para todos os que cruzarem o seu caminho. Não basta beber da Água Viva, é preciso ser fonte de Água Viva para os outros também, pois Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Jo 7,38)

E você? Tem sede?

“Novamente me disse: Está pronto! Eu sou o Alfa e o Ômega, o Começo e o Fim. A quem tem sede eu darei gratuitamente de beber da fonte da água viva.” (Apocalipse 21, 6)

Então procure Jesus, a fonte de Água Viva!

“Mostrou-me então o anjo um rio de água viva resplandecente como cristal de rocha, saindo do trono de Deus e do Cordeiro. (Apocalipse 22, 1)

E lembre-se, Maria foi a primeira a beber dessa fonte maravilhosa chamada Jesus. Maria é a forma de Cristo, e Cristo é a Palavra de Deus feita carne (feita ser humano). Portanto, saiba que a Água que jorra do Coração de Jesus, originariamente, é Água que jorra do Coração Imaculado de Maria, pois Deus Pai Todo Poderoso realizou grandes coisas em Favor da Imaculada Nossa Mãe.

Jesus, Fonte de Água Viva que jorra para a Eternidade, lembrai-Vos de nós!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

SEXTA-FEIRA SANTA - DIA DE MEDITAR PROFUNDAMENTE A PAIXÃO DE CRISTO.

Prezados amigos do Grupo de Oração Água Viva:

É com o coração cheio de alegria que me ponho a escrever, em plena Sexta-Feira Santa, dia de meditar profundamente a dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Conforme ensinamento constante no livro Imitação de Cristo: “Se não sabes contemplar as coisas celestiais, medita na paixão do Salvador, e habita gostosamente em suas chagas sagradas” (Imitação de Cristo, Editora Ave-Maria, Livro II, Capítulo 4, Pág. 131). Portanto, passemos agora a reviver em nosso coração os momentos marcantes de Jesus, para que possamos ter paciência e força diante dos sofrimentos do mundo.

I- PRIMEIRO MISTÉRIO DOLOROSO – A AGONIA NO HORTO:

Após o encerramento da ceia pascal, Jesus dirigiu-se ao Monte das Oliveiras, local onde passou a angustiar-se em razão de tudo o que haveria de lhe acontecer nas próximas horas.

Assim diz a Palavra:

“...Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsâmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.’ E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai e vigiai comigo.’ Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.’...” (Mateus, 26, 36-39)


Em face da agonia, o inimigo aproximou-se e tentou violentamente Jesus, no intuito de convencê-lo a desobedecer ao Pai. Jesus, porém, fez-se obediente até a morte, dando-nos o exemplo de como devemos reagir diante das sugestões daquele que se opõe a Deus, que é obedecendo ao Pai até o último momento de vida.
Além disso, é preciso observar que nós, quando estivermos diante de momentos angustiantes, precisamos nos voltar ao Pai, com obediência e resignação.
Por último, observemos que Nosso Senhor Jesus Cristo nos mostrou o caminho da Cruz, o caminho da vida, a chave do Céu. Se houvesse outro caminho para a Salvação, que não a Cruz, Jesus o teria mostrado, com exemplos e palavras.



"Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca".

II- SEGUNDO MISTÉRIO DOLOROSO - A FLAGELAÇÃO DE JESUS:

Muito embora o tenha reconhecido inocente, Pilatos manda flagelar Jesus, que é submetido ao escárnio pelos soldados romanos. Jesus sofre muitas chicotadas, a ponto de quase ser morto ali mesmo.
Meditando sobre a flagelação de Jesus, observamos que, muitas vezes, nós também somos flagelados pelos problemas da vida, principalmente os problemas no âmbito familiar. Nós também já sentimos o duro flagelo de ser rejeitado (a) pelas pessoas que mais amamos. Já sentimos também o duro flagelo da doença, do abandono, da crítica, do desprezo, das dificuldades financeiras.


Portanto, diante da tribulação e da flagelação representada pela cruz pessoal de cada um de nós, PACIÊNCIA. Pois é o caminho da tribulação, a porta estreita, que leva ao Reino dos Céus. Se Jesus também sofreu, muito embora reconhecidamente INOCENTE, também nós poderemos passar – e por certo passaremos – por momentos de tribulação. Nessas horas, é fundamental estar com a palavra de Deus bem presente na vida, para pô-la em prática, pois é o sopro de CRISTO (o Evangelho) que aniquila todos os males.
III- TERCEIRO MISTÉRIO DOLOROSO – A COROAÇÃO DE ESPINHOS:

Não bastasse a flagelação injusta, Jesus ainda foi submetido a profunda humilhação por parte dos soldados romanos, que lhe confeccionaram uma coroa de espinhos, lhe cobriram com um manto escarlate (vermelho), e lhe cuspiam e esbofeteavam, gritando jocosamente “Salve o Rei dos Judeus”.


Você talvez já tenha passado por situação assim, de se ver ou se sentir humilhado. Quando isso ocorre, tenha paciência. Lembre-se do que está escrito em Eclesiástico, capítulo 2:


“Meu filho, se entrares no serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara tua alma para a provação; humilha teu coração espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não se perturbe no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento de vida se enriqueça.
Aceita tudo o que te acontecer. Na dor permanece firme; na humilhação tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimenta o ouro e a prata, e os homens [e mulheres] agradáveis a Deus, pelo caminho da humilhação. Põe a tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor a ele até na velhice.”


Você também pode passar por isso, sentir-se humilhado no trabalho, em casa, nos lugares onde precisa ir. Pense muito no trecho bíblico acima citado. Lembre que a palavra de Deus é o sopro que aniquila todos os males. Além disso, se o próprio Cristo foi humilhado e não teve nenhuma reação diante dos opróbrios, é porque esta é a forma mais recomendada de enfrentar uma situação que – pelo menos momentaneamente – se revela imodificável.

IV- JESUS CARREGANDO A CRUZ.

Momento de intenso sofrimento é quando Jesus é obrigado a carregar a própria cruz. Medite cada passo do Senhor dos Passos. Quanta dor, quanto sofrimento. O peso esmagador da cruz, sobrecarregada pelos pecados do mundo. Lembre que Jesus já vinha de uma noite toda de agonia e tortura, estando sem dormir e, possivelmente, sem comer nem beber. Lembre também de São Bernardo, que recebeu a revelação de que a chaga mais dolorosa de Jesus era a chaga do ombro, no qual ele tinha de apoiar a cruz. Pense no Divino Mestre, em seus passos sofridos, cambaleantes, nas três quedas que sofreu. Não deixe de meditar no momento especial do encontro entre a Mãe e o Filho. Será que existe dor maior para uma mãe ver o filho nestas condições.



V- NO QUINTO MISTÉRIO, MEDITE A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS.

Procure meditar a forma estúpida e violenta como Jesus foi crucificado. Lembre-se do Salmo 22 (21):

“Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? (...) Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. Todos os que me vêem zombam de mim. Dizem, meneando a cabeça: ‘Esperou no Senhor, pois que ele o livre; que o salve se o ama’. (...) Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas. Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Transpassaram minhas mãos e meus pés: poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, repartem entre si as minhas vestes, e lançam a sorte sobre a minha túnica...”

Não é preciso muito esforço para perceber que Jesus padeceu enorme sofrimento. Além da humilhação, Jesus ainda foi transpassado pelos pregos, fixado na cruz e elevado para a salvação do mundo.
Era em torno do meio-dia. Jesus permaneceu nesta agonia profunda até às 3 horas da tarde, momento em que expirou e morreu.
Medite e tenha certeza: FOI TUDO POR VOCÊ, POR AMOR A VOCÊ!
Jesus foi crucificado para resgatar a dívida e a dignidade da espécie humana. Isso inclui, obviamente, você também. Toda vez que você olhar para um crucifixo lembre: FOR POR NÓS, POR TODOS NÓS, QUE JESUS ENTREGOU A SUA VIDA.
O SANGUE que JORROU DA CRUZ é fonte de misericórdia para todos os seres humanos, um manancial inesgotável, uma abismo infinito do amor de Deus para com todas as pessoas. Feliz quem, no momento favorável, confia-se na incomparável e imensurável misericórdia de DEUS. Quem não confiar e não buscar a misericórdia, enfrentará a JUSTIÇA!

Foi por VOCÊ, porque o (a) amo, no mais profundo do meu coração.











sábado, 1 de novembro de 2025

SAUDADE SIM. TRISTEZA NÃO!



Saudade Sim, Tristeza Não. Dia de Finados.
Olá amigos do Grupo Água Viva!


A Igreja celebra em 02 de novembro o Dia de Finados. Trata-se de um dia dedicado a todos os nossos entes queridos que já partiram desta vida para a Eternidade, e que muitas saudades deixaram em nossos corações.


Entretanto, é bom observar que a morte é um tema polêmico, que faz surgir inúmeras discussões a respeito do que vem depois. Também há muita controvérsia em torno do porquê da morte, principalmente quando colhe pessoas jovens, provocando intenso trauma nas famílias.
Como sempre sustentamos, nada melhor do que a Bíblia para nos dar a palavra certe e adequada à compreensão dos momentos marcados pela morte. Portanto, passamos a analisar algumas passagens bíblicas.


“As almas dos justos, ao contrário, estão nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado uma desgraça. Os insensatos pensavam que a partida dos justos do nosso meio era um aniquilamento, mas agora estão na paz. (...) Por uma breve pena receberão grandes benefícios, porque Deus os provou e os encontro dignos dele. Deus examinou-os como ouro no crisol, e os aceitou como holocausto perfeito. (...) Porque o justo morre prematuramente? Ainda que morra prematuramente o justo encontrará repouso. Velhice honrada não consiste em ter vida longa, nem é medida pelo número de anos. (...) O justo agradou a Deus, e Deus o amou. Como ele vivia entre os pecadores Deus o transferiu. Foi arrebatado, para que a malícia não lhe pervertesse os sentimentos, ou para que o engano não o seduzisse. (...) Amadurecido em pouco tempo, o justo atingiu a plenitude de uma vida longa. A alma dele era agradável ao Senhor, e este se apressou a retirá-lo do meio da maldade. Muita gente vê isso mas não compreende nada; não reflete que a graça e a misericórdia de Deus são para seus escolhidos, e a proteção dele é para os seus santos. (...) Muita gente verá o fim do sábio, mas não compreenderá o que Deus queria a respeito dele, nem porque o colocou em segurança. (...) Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa e o Altíssimo cuida deles....” (Livro da Sabedoria, Capítulos 3, 4 e 5, Edição Pastoral).

Você percebeu? Observou bem? Portanto, não se deixe enganar, a morte é um capítulo da vida, todos passaremos por este caminho. Feliz quem viveu uma vida justa e santa, pois sua recompensa será incomparável e eterna. Lembre-se sempre que os mortos estão mortos na Terra, porém vivos no Céu.


Apesar de tudo isso que estamos lendo, observa-se que é muito difícil superar os traumas da morte, principalmente quando ela vem de modo trágico ou repentino. A tristeza bate forte e a saudade da pessoa amada aperta forte o coração. Nesses momentos chorar é bom, porém não se pode chorar para sempre, pois chorar para sempre é neurose.


O Livro do Eclesiástico traz uma passagem muito interessante a respeito da tristeza, passagem esta que convém transcrever:


“não se deixe dominar pela tristeza, nem se aflija com preocupações. Alegria do coração é vida para o homem, e a satisfação lhe prolonga a vida. Anime-se e console o coração e afaste a melancolia para longe. Pois a tristeza já arruinou muita gente, e não serve para nada.” (Eclo. 30 21-23)



Portanto, se você perdeu alguém, chore e guarde o luto conforme o costume e a tradição, pelo tempo recomendado, depois conforme-se, pois a tristeza não tem utilidade alguma, nem para você e muito menos para o falecido. Lembre-se: SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO.


Ao invés de ficar chorando ou se lamentando, reze pela pessoa que faleceu. Mande rezar missas por ele ou por ela. Comungue, faça obras de caridade, faça boas obras em honra da pessoa falecida, isso sim será de grande proveito para a alma, pois temos em nós a certeza da ressurreição.


Meus amigos, peço que não esqueçam seus mortos e nem os trate como pessoas perdidas. Eu não me conformo quando ouço alguém dizer: “perdi meu irmão!” ou “perdi meu pai!”, pois, se cremos na ressurreição, eles não estão perdidos.


Nunca se esqueça dos falecidos de sua família. Trate-os como pessoas transferidas para outro local, local este onde no futuro você também estará. Muitas vezes, ainda no velório, há toda aquela comoção, porém na missa de sétimo dias há apenas alguns parentes do falecido e, um certo tempo depois, ele cai no mais completo esquecimento. Isso é um grande erro.


Reze pelos seus falecidos. Reze sempre. Não acredite em doutrinas que proíbem os fiéis de rezarem pelos mortos, pois tais doutrinas contradizem grosseiramente a Sagrada Escritura. O Livro do Eclesiástico, em seu Capítulo 7, versículo 33, diz claramente: “Não negue sua atenção nem aos mortos”. O Livro dos Macabeus demonstra o sacrifício realizado em prol das pessoas que morreram em combate. Portanto, é bom e salutar rezar pelos mortos, uma obra de piedade e amor.


Muito mais poderíamos escrever, porém, a fim de não deixar a postagem muito extensa, reunimos o que acima foi exposto, para que todos saibam que a morte para o justo é uma transferência para o Paraíso, razão pela qual devemos nós buscar esta condição de justos, para merecer na outra vida o prêmio da bem-aventurança.

SAUDADE SIM!!!! TRISTEZA NÃO!!!!

A paz de Jesus e o amor de Maria.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Bem-vindo à perfeição [Perfeito é quem deixa a vontade de Deus atuar em si, ainda que pareça um desastrado para o mundo]

 


Quando a alma aprendeu a sofrer com paciência, não escolhendo entre alegrias e tristezas, mas por tudo dando graças e louvando a santidade de Deus em todas as situações, aí pode-se dizer que avançou muito em direção à perfeição. Isso não impede que ocorram embaraços diários nas situações corriqueiras, pois é vontade de Deus que seus assemelhados não sejam vistos pelo mundo, mas antes considerados uns desastrados, simplórios, gente que "não tem boca prá nada...", ingênuos, "esquisitos", etc...
Mas, quando a alma aprendeu a sofrer com alegria, bebendo afetuosamente o cálice dos destinos, sem investigar o porquê disso ou daquilo, aí sim, BEM-VINDO À PERFEIÇÃO!!!

 
 Como você percebeu, a perfeição não é de acordo com os critérios do mundo, mas de acordo com a forma como permitimos que a VONTADE DE DEUS se realize em nossas vidas. Quando maior for nossa aceitação à vontade de Deus, o que, obviamente, inclui aceitar nossos próprios defeitos, a rejeição dos outros, a saúde fraca, os medos, dúvidas, incertezas, as hostilizadades, as zombarias, as incompreensões...... (e por aí vai...), TANTO MAIOR SERÁ NOSSA SILENCIOSA E DISCRETA PERFEIÇÃO DIANTE DE DEUS...!

 
 
 
E, principalmente, a perfeição passa pela CRUZ. Quem não toma sua cruz para seguir Jesus, não O encontrará!
 
Obviamente que nesse caminho há a OBEDIÊNCIA, VIDA VIRTUOSA e um ESFORÇO DIÁRIO PARA SER BOM, isso sem falar em uma ardentíssima devoção à Santíssima Virgem Maria, que foi a primeira a trilhar o caminho da perfeição, pois tinha, teve e tem Jesus dentro de si.
 
Mas é preciso deixar claro que os progressos efetivos somente são alcançados com a graça de Deus, que é abundante aos que buscam a perfeição, cientes de que "Sem Mim nada podeis fazer."

Não há perfeição maior do que as pessoas que se assemelham a Jesus, no modo de viver e na aceitação do sofrimento!

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Combati o bom combate - As Virtudes da Paciência e do Silêncio - Santa Faustina - Viver Pra Mim é Cristo, Padre Fábio de Melo.



“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.”


O fragmento acima, retirado a segunda carta de São Paulo a Timóteo (4,7), traduz fielmente o que é a vida do Cristão sobre a Terra, uma luta incessante, que somente encerrará quando o discípulo fiel de Cristo estiver com Ele no Céu.


Portanto, é preciso armar-se de muita paciência, perseverança e ânimo para suportar as vicissitudes da vida, pois de combate em combate se chega ao Céu. Em outras palavras, o Cristão deve sempre estar pronto para grandes combates, para empreender grandes esforços e honrar e glorificar a Deus com as experiências da vida.


Ninguém passa pela vida sem enfrentar problemas, sem sofrimento, sem perdas.

É uma ilusão achar-se feliz quando não sucede importunação ou mal algum. Na verdade, encontra a felicidade quem aprendeu a sofrer com alegria, ou, pelo menos, como paciência e resignação.

Ter ânimo e sujeitar-se pacientemente à vontade de Deus é essencial para quem pretende vencer o combate da vida, como São Paulo o fez.

Os sofrimentos físicos são um exercício de paciência, uma verdadeira escola. Os sofrimentos morais ou sofrimentos da alma são ainda mais difíceis, muitas vezes ocultos no silêncio do coração, sem ser notado por ninguém, num silencioso e diário martírio.

Por isso, armar-se de paciência é muito importante, para vencer as adversidades e o próprio inimigo da alma. A paciência na adversidade fortalece a alma. As pessoas que nos exercitam na paciência (aquelas que por vezes são inoportunas, incomodativas, cansativas ou opositoras) são, na verdade, benfeitoras da nossa alma, muito embora isso, segundo os conceitos humanos, pareça algo incompreensível, uma humilhação contínua, enfim, uma situação vexatória e incomodativa que suscita indignação.

Com efeito, muitas vezes a virtude é explorada ou oprimida porque fica silenciosa, porém sairá amplamente vencedora se tiver ânimo para a luta e paciência para suportar os momentos adversos. Poucos sabem, mas “A paciência dá glória a Deus” (Diário de Santa Faustina, 920).

Nessas horas de combate e adversidade, além da paciência, é preciso o silêncio, a mais eloquente forma de confundir os inimigos, exatamente como Jesus fez quando estava diante de Herodes. “O Silêncio é uma linguagem tão poderosa que atinge o Trono de Deus vivo. O silencio é a Sua palavra, embora oculta, mas poderosa e viva” (Diário de Santa Faustina, parágrafo 888). “Quando me calo, sei que vou vencer” (Diário, 896). Santa Faustina chegou ao ponto de dizer “A paciência, a oração e o silêncio – eis o que fortalece a minha alma” (Diário, 944).

É importante, ainda, observar que “Antes de cada grande graça, a minha alma é submetida à prova da paciência” (Diário, 1084). Ou seja, as provações são um bom sinal, mas é preciso paciência, silêncio e ânimo para suportar os momentos adversos e perseverar até o momento em que a Providência nos dê a vitória.


Além disso, os atos de paciência devem ser oferecidos a Deus, como um presente, pois são atos que O glorificam. É justamente por isso que Deus nos dá muitas ocasiões para exercitarmos a paciência, algumas vezes no limite da suportabilidade.

Especificamente sobre a virtude da paciência, transcrevo mais um fragmento do Diário de Santa Faustina: “Conheci que a maior força está contida na paciência. Vejo que a paciência sempre conduz à vitória, embora não imediatamente, essa vitória se manifestará depois de anos. A paciência anda junto com a mansidão.” (Diário, 1514)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

No parágrafo 86 do Diário de Santa Faustina, Jesus fala a respeito das contrariedades no trabalho religioso, afirmando que “Não recompenso o bom êxito, mas pela paciência e pelo trabalho suportado por Minha causa.”

"...A alma que está unida com Deus deve ser preparada para grandes e árduos combates." (Diário de Santa Faustina, parágrafo 121)

Portanto, temos de ter em mente que a vida é uma luta. Mal vencemos um combate, já temos outra situação, de modo que a vida passa assim, numa sucessão de batalhas.


Feliz aquele que nunca desanimar.

Um forte abraço a todos.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

Abaixo, um vídeo extraordinário, com a música, viver para mim é Cristo, de Padre Fábio de Melo. 




segunda-feira, 29 de abril de 2024

Aprendendo a perdoar. A importância do Perdão. "Dê o Primeiro Passo, Perdoe". "A Cura pela Missa". Oração do Padre Robert De Grandis.

Lembro que, há alguns anos, deparei-me com o livro “Dê o Primeiro Passo, Perdoe”,  cuja autoria é atribuída ao Padre Robert De Grandis, sacerdote norte-americano que é uma das grandes referências do catolicismo do Século XX, especialmente em se tratando de RCC – Renovação Carismática Católica.
 

No livro, o Padre De Grandis fala sobre a importância e a força libertadora do perdão.

Há também outro livro igualmente importante, também de autoria do Padre De Grandis, é “A Cura pela Missa”, também de leitura recomendada.
 
Uma oração muito importante elaborada pelo Padre De Grandis é esta:

“Senhor Jesus, peço-Vos hoje a graça de perdoar.

Senhor, eu Vos perdoo pelas vezes em que não respondeste às minhas orações como eu desejei; em que a morte, a enfermidade e as dificuldades financeiras abateram a minha família e por aquilo que me pareceu um castigo e que, segundo diziam, era a vontade de Deus. Tornei-me amargo e rebelde. Purificai hoje o meu coração e minha mente, Senhor Jesus.

Senhor, perdoo a mim próprio por todas as vezes em que não Te coloquei no centro da minha vida; eu me perdoo por usar o teu Santo Nome em vão; eu me perdoo por não amar as outras pessoas como Tu as amas; eu me perdoo, pelas vezes em que julguei, condenei, prejudiquei, fofoquei, menti, enganei ou dei continuidade a rumores; eu me perdoo, por não ter aceitado ou respeitado a mim próprio ou a outras pessoas; eu me perdoo, pela linguagem suja que utilizei e por ter contado piadas impuras; eu me perdoo, por ter abusado do álcool ou das drogas; eu me perdoo, pelo uso ou promoção do uso de contraceptivos; eu me perdoo, pelo envolvimento em actos homosexuais; forniquei, masturbei, ou cometi adultério, eu me perdoo; violei qualquer pessoa, física sexualmente, eu me perdoo; pratiquei o aborto ou induzi alguém a fazê-lo, eu me perdoo; vi, usei ou dei materiais pornográficos, eu me perdoo; por mergulhar na superstição, usar tábuas de comunicação com espíritos, ler horóscopos, ir a sessões espíritas, consultar cartomantes, ler as mãos e usar amuletos… Rejeito todas essas superstições e Vos aceito como Meu Senhor e Salvador. Comunicai-me Vosso Espírito Santo.

Senhor, Jesus, ajuda-me a perdoar à minha mãe através de um acto da minha vontade: perdoo à minha mãe pelas vezes que me magoou, ficou ressentida e zangada comigo, me puniu, preferiu meus irmãos e irmãs a mim, me chamou de tolo, feio, estúpido, o pior de seus filhos. Eu lhe perdoo por ter dito que eu dava muita despesa, era malquisto, um acidente, um erro, que não era o que ela esperava. Eu lhe perdoo por me dar em adopção, por manipular, controlar ou reclamar, por julgar, condenar ou criticar; por não aceitar meus amigos, esposo(a); por ser superprotectora ou interferir: Eu perdoo à minha mãe por abusar do álcool ou das drogas; por ter casos extra-conjugais; por separar-se do meu pai ou divorciar-se; por casar-se de novo; por ficar doente ou morrer…

Senhor Jesus, concedei-me a graça de perdoar ao meu pai por criticar, envergonhar, humilhar as pessoas; perdoo ao meu pai pela falta de apoio, de amor, de afeição, de atenção e de companhia. Dou-lhe meu perdão por suas brigas, discussões, abandonos, ausências de casa; eu perdoo ao meu pai por se haver divorciado de minha mãe, por suas bebedeiras, pelas suas ásperas críticas; eu perdoo ao meu pai, por ser violento fisicamente ou por castigar severamente; por abuso sexual verbal ou emocional; por abusar do álcool ou das drogas, eu lhe perdoo; por jogar ou ser irresponsável financeiramente, eu lhe perdoo; por não dizer “Eu amo você”; por não me proteger, eu perdoo ao meu pai; por ter casos extra-conjugais; por separar-se da minha mãe ou divorciar-se; por casar-se de novo; por ficar doente ou morrer, eu perdoo ao meu pai…

Senhor, perdoo aos meus irmãos e irmãs, aos que me rejeitaram, me caluniaram, me odiaram, me detestaram, disputaram o amor de meus pais, me agrediram, foram severos demais comigo e tornaram minha vida desagradável….

Senhor, perdoo à minha esposa (ao meu marido) pela falta de amor, de atenção e de comunicação; por seus defeitos, debilidades, falhas e outros actos ou palavras que me prejudicaram e perturbaram…

Senhor, perdoo aos meus filhos pela falta de respeito, pela desobediência, pelo pouco amor, cordialidade e compreensão; pelos seus vícios e afastamento da Igreja...

Senhor, perdoo aos meus parentes próximos, meus avós, tios, além de outros que têm interferido em minha família, causando confusão, colocando meus pais um contra o outro…

Senhor, perdoo aos parentes, especialmente minha sogra e meu sogro, cunhados e cunhadas, além das pessoas que se tornaram meus parentes em virtude de meu casamento, que de algum modo me ofenderam…

Senhor, perdoo aos meus colegas de trabalho que são desagradáveis e tornam minha vida insuportável, empurram-me trabalho que não me compete, falam mal de mim, não cooperam comigo, tentam tirar meu emprego…

Também meus vizinhos devem ser perdoados, Senhor, pois eles são barulhentos, dão festas à noite, têm cães que latem o tempo

todo e não me deixam dormir. Eles me importunam com suas brigas e mexericos…

Senhor, perdoo a todos os padres, a todas as freiras, a todos os bispos, à minha paróquia, às paróquias do passado, aos conselhos paroquiais e a todas as conferências da Igreja e á Igreja Católica Romana, por todas as suas mudanças, falta de apoio, mesquinhez, maus sermões, falta de cordialidade; por não me apoiarem como devem, não me inspirarem, não me utilizarem em posição-chave não me utilizando no melhor de minhas capacidades, e por quaisquer aborrecimentos que hajam infligido a mim ou à minha família, mesmo que em um passado distante…

Perdoo a todos os profissionais que me prejudicaram de algum modo: médicos, enfermeiros, advogados, juízes, políticos e funcionários públicos.

Perdoo a todos os que prestam serviços: polícias, bombeiros, motoristas de autocarros, assistentes sociais e, muito especialmente, mecânicos de automóveis e técnicos de TV que me enganaram…

Perdoo ao meu empregador que não me paga o suficiente, não aprecia o meu trabalho, é muito descortês e pouco razoável, ranzinza, implicante e, além de tudo, não me promove…

Perdoo, Senhor a todos os professores da escola e a todos os instrutores do passado ou do presente. Também àqueles que me insultaram, me humilharam, zombaram de mim, me chamaram de tolo e me prenderam depois da aula.

Senhor, perdoo aos meus amigos que me decepcionaram, perderam contacto comigo, não se prontificaram quando precisei de ajuda, pediram-me dinheiro emprestado e não me pagaram.

Senhor, rezo especialmente pela graça de perdoar àquela pessoa que mais me prejudicou na vida e rezo em especial para que eu possa perdoar a mim próprio.

Senhor, suplico o perdão de todas essas pessoas pelas mágoas que lhes causei, especialmente meu pai, minha mãe, meu cônjuge e meus filhos.

Agradeço-Vos, Senhor, pelo amor que recebi por meio deles.

Amém.

Se agora se sente melhor física, psicológica ou espiritualmente, é porque você acabou de ter uma experiência de cura por meio do perdão. Deve estar se sentindo mais leve e tranquilo. Senão, recomendo que leia diariamente esta oração lentamente durante novena-9 dias. Peço ao Espírito Santo que o guie, que abra o seu coração e a sua mente, por meio do processo do perdão.” De Grandis, Pe. Robert, SSJ. A Cura pela missa. São Paulo, Loyola, 1987

Além dessa oração eu recomendo a você que agora lê o nosso pequeno BLOG que reze da seguinte forma:

1) Primeiro identifique as pessoas que mais precisa perdoar. Faça uma lista. No começo talvez você pense não há muitas pessoas a perdoar, porém quando começar a fazer a lista verá que o número de pessoas aumenta o tempo todo, a ponto de o papel começar a ficar pequeno. Essa lista é a “LISTINHA DO PERDÃO”.

2) Feita a lista reze pelas pessoas que você mesmo anotou o nome, muitas delas serão de sua própria família, principalmente o cônjuge e os afins (parentes do cônjuge, sogra, sogro, cunhados...).

3) Peça encarecidamente que Deus lhe conceda a graça de perdoar essas pessoas.

4) Além disso, também recomendo que você participe da Santa Missa e, durante o ato penitencial, peça perdão pelos pecados das pessoas que magoaram você, como se os pecados fossem seus! É!... É isso mesmo!... Peça perdão pelos pecados dessas pessoas como se fossem seus esses pecados, como se você estivesse prestando contas e dando satisfação a Deus pelos pecados dessas pessoas que você colocou na “listinha do perdão”.

Está difícil? Então vamos fazer assim, quando você estiver na Missa, preste a atenção pois o ato penitencial é logo no início, logo após sinal da cruz, quando as pessoas normalmente cantam “Piedade, piedade, Senhor” ou “Misericórdia...”. Quando o padre falar “peçamos perdão a Deus”, você, mentalmente, começa: “Senhor, peço-Vos perdão pelos pecados de minha esposa (meu esposo), pelas suas grosserias, pelas suas palavras duras, pela sua indiferença, pelo abandono em que me deixa, por não reconhecer meus esforços, etc... Peço-Vos, ó Deus, que perdoe minha esposa (meu marido) pela traição, ofensas, humilhações, etc... Aí você segue em relação às outras pessoas que você tem dificuldade para perdoar.

5) Lembre também de abençoar as pessoas que o (a) ofenderam. Quando você abençoa a bênção repousa sobre você. Pode ser que você si sinta um bobo ou uma boba em perdoar e abençoar que o (a) ofendeu, porém, quando terminar a oração, estará em tamanha paz que jamais vai querer guardar qualquer mágoa novamente. Depois de fazer isso, você experimentará grande liberdade interior e uma paz profunda na alma, paz que ninguém vai poder lhe tirar.

A Paz de Jesus, o Amor de Maria Santíssima estejam em seus corações.

sábado, 12 de agosto de 2023

Um bom começo...

Um bom começo 


Depois que uma alma aceita verdadeiramente Jesus Cristo, a vida que ela vive tem de mostrar a diferença. Torna-se virtuosa, casta, honesta, íntegra; enfim, ostenta inúmeras aparências de Cristo. Aquela pessoa nervosa, fuxiqueira, irrequieta, maliciosa aos poucos vai se transformando (não que isso seja fácil), vai se amoldando e, gradativa e continuamente, se tornando uma imitação do Filho de Deus.  Algum tempo após o encontro pessoal com Jesus, já se percebe naquela alma uma mansidão que não tinha, uma doçura que não era conhecida, uma bondade que não se imaginaria que ela pudesse dispor. 

Uma pessoa que não apresenta essas transformações é por que não teve verdadeiramente um encontro pessoal com Jesus. Até pode ser vista com frequência na Igreja, até cargos ocupa, fazendo uso da indumentária exigida. Porém, sua conduta revela que a experiência foi unicamente momentânea e superficial. Em outras palavras, houve uma experiência religiosa que suscitou frutos, porém estes não vingaram em razão de que a alma recusou o molde de Cristo em si.

Isso acontece quando Deus é considerado um "quebra-galho", um auxílio oportuno para momentos inoportunos. Lógico que Deus é auxílio em todas as ocasiões, mas se Ele não está no centro da nossa vida, nossa experiência religiosa será unicamente superficial, como uma sensação transitória e efêmera, que foi útil em um dia, mas depois não serviu mais.

Nossa vida e nossa conduta serão nosso termômetro. Se a experiência em Deus foi válida, as pessoas vão perceber o quanto nós mudamos e o quanto nós melhoramos. Muitos vão perceber a mansidão e a bondade de Jesus em nós, na proporção da nossa estatura, evidentemente. Mas também saberão diferenciar que há momentos em que precisamos ser graves e enérgico, porém sem perder a mansidão e a humildade de coração.

Essa mudança não será automática e muito menos instantânea. Haverá conflitos entre o "eu" passado e o "eu" renovado em Cristo. E isso obviamente não será fácil. O novo fiel será testado, provado e tentado, e não fará pouca coisa se sofrer em silêncio. Assim, todos verão em você uma cópia fiel daquele cuja fé você professa, pois verão as marcas e sinais de Jesus na sua vida.

Se você quer viver uma experiência concreta e transformadora em Cristo, aprofunde-se na fé, nas práticas piedosas, na oração, e prepare-se corajosamente para o sofrimento. Evite a murmuração, fofocas, escândalos, algazarra, gritaria e coisas do gênero. Não tenha medo, encha-se de coragem, não cultive maus sentimentos (desejo de vingança, tristezas, desânimo, mágoa, ressentimento, etc); Evite julgar as pessoas e não dê seguimento a rumores e fofocas (se um assunto constrangedor chegou a até você, que não passa adiante, faça bom uso do silêncio).

Isso não é tudo, mas é um bom começo.

(Diácono Marcos)

terça-feira, 5 de abril de 2022

QUARESMA, TEMPO DE CONVERSÃO - É PRECISO IR AO DESERTO.



QUARESMA - É PRECISO IR AO DESERTO
Você obviamente sabe que para tudo na vida exige preparação. Para realizar um trabalho, exercer uma profissão, cumprir uma tarefa, etc, é preciso aprender e preparar-se para as dificuldades que normalmente aparecem e para as quais as pessoas sempre esperam de nós a solução ou uma resposta satisfatória.

No esporte, os jogadores fazem pré-temporada, para ter fôlego para as competições do ano todo. Os estudantes leem e releem seus livros para as provas. Os profissionais de todas as áreas sempre reservam um tempo para atualização e aperfeiçoamento.

Mas e na vida? E na caminhada da espiritualidade?

Também precisamos dessa preparação. Precisamos seguir o exemplo de Jesus, sair da multidão e ir ao deserto e realizar exercícios espirituais que nos fortaleçam. Também o deserto é o local propício para o encontro com Deus e também para o enfrentamento do inimigo. No deserto, deixamos o mundo de lado, submetemos a carne à servidão, encontramos a Deus e d’Ele recebemos força para enfrentar o maligno, que sempre espreita a ocasião favorável para tentar fazer cair os servos do Deus Altíssimo.

A Quaresma é o tempo propício para a prática desses exercícios, para a esmola, para as santas leituras, para o jejum, para a busca de Deus e também para a compreensão de tudo aquilo que Deus pretende realizar através de nós.

Quaresma quer dizer quadragésima ou o período de quarenta dias, lembrando que o número quarenta é muito significativo na Bíblia. O dilúvio consistiu em quarenta dias e quarenta noites de chuva torrencial (Gênesis 7,4). Em Sodoma não havia quarenta justos (Gênesis 18, 29). Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos (Êxodo 16, 35). Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites na montanha ( Êxodo 24, 18). “Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.” (Êxodo 34, 28). “Eis já quarenta anos que o Senhor teu Deus está contigo, e nada te faltou.” (Deuteronômio 2, 7). “Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor te conduziu durante esses quarenta anos no deserto, para humilhar-te e provar-te, e para conhecer os sentimentos de teu coração, e saber se observarias ou não os seus mandamentos.” (Deuteronômio 8, 2) (Jejum de Moisés). “Passados quarenta dias e quarenta noites, o Senhor entregou-me as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança.” (Deuteronômio 9, 11). “Como da primeira vez, fiquei sobre o monte quarenta dias e quarenta noites, e ainda dessa vez o Senhor ouviu-me, e renunciou a destruir-te.” (Deuteronômio 10, 10). “Eu vos conduzi durante quarenta anos pelo deserto, sem que vossas vestes se gastassem sobre vós, nem os sapatos de vossos pés.” (Deuteronômio 29, 5). “Davi tinha trinta anos quando começou a reinar, e seu reinado durou quarenta anos” (II Samuel 5, 4). “Salomão reinou sobre todo o Israel durante quarenta anos, em Jerusalém”. (I Reis 11, 42). Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, andou quarenta dias e quarenta noites, até Horeb, a montanha de Deus (I Reis 19, 8). “O reinado de Salomão sobre todo o Israel durou quarenta anos, em Jerusalém.” (II Crônicas 9, 30).

Essas são apenas algumas citações em que o número quarenta aparece com forte conteúdo simbólico.

Mas lembremos – como já referi antes - que a quaresma também nos remete ao deserto, onde Jesus viveu esse período maravilhosamente frutífero após o batismo recebido de João. O deserto nos lembra da carência, da falta das coisas, da necessidade que temos do auxílio de Deus e dos anjos, dos animais ferozes (dificuldades e oposição maligna). O deserto lembra a fome, a sede (coisas que precisamos saber renunciar pelo bem da família) e as tentações que sofremos todos os dias.

Portanto, precisamos imitar Jesus e também ir ao deserto para os exercícios próprios da quaresma. Aliás, este período quaresmal deve ser dedicado aos exercícios próprios da espiritualidade, à ascese (exercícios e esforços para a purificação gradual da alma e do corpo), à conversão, ao aprofundamento e principalmente à meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos de um exame de consciência que nos permita identificar vícios e falhas no nosso procedimento. Precisamos confessar nossas culpas e nos encher de novo ânimo. Precisamos da cor roxa, que simboliza a penitência (os padres usam estolas da cor roxa justamente com este significado), mas precisamos também ser assíduos à Igreja, participando das celebrações e cumprindo aquilo que a Igreja nos pede.

Com efeito, para melhor compreender este período e como devemos vivê-lo, vamos estabelecer três palavras-chave: ORAÇÃO, PENITÊNCIA e CARIDADE. Portanto, nesta quaresma, exercitemo-nos na ORAÇÃO, na PENITÊNCIA e na CARIDADE, para que durante todo o ano nós possamos ser mais do que vencedores.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.

Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição da Virgem Maria sem pecado concebida.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Por que Enfrentamos Problemas?


Por que Enfrentamos Problemas?

Todos nós já passamos por situações problemáticas, adversidades, "incomodações". Ninguém escapa. Mais cedo ou mais tarde os problemas vêm, e provocam estragos na nossa vida.
Basta olhar uma pessoa querida que, de repente, mudou de ânimo; uma pessoa que dava mostras de ser feliz e agora anda triste a atribulada. Não demora muito para que alguém comece a especular a causa de tal mudança, sugerindo este ou aquele motivo, este ou aquele problema.
E isso, de fato, é muito comum, porque os problemas são cíclicos, ou seja, vêm de tempos em tempos.
Algumas pessoas enfrentam uma "incomodação" a cada três meses, outras a cada 6 meses, outras uma vez por ano. Há também pessoas que são obrigadas a conviver com os problemas diariamente, como é o caso dos problemas de família e os problemas conjugais.
O certo é que, de tempos em tempos, a tribulação vem, com maior ou menor intensidade.
Quando isso ocorre, ficamos sem saber o que deve ser feito. Acabamos correndo de um lado para outro, só encontrando alívio aos pés da cruz. A esse respeito, veja essa impressionante frase do livro Imitação de Cristo:

"Porque Deus está pronto para socorrer os que pelejam e esperam em sua graça, proporcionando-nos ocasiões de combate para que alcancemos a vitória." (Imitação de Cristo – Livro I – Capítulo XI)
Portanto, quando o problema bate, e é certo que, mais dia menos dia, ele vem, ao invés do desespero a esperança em Deus. Aproximemo-nos de Deus nos momentos difíceis. Quanto maior o problema, mais próximo de Deus você deve estar. Apegar-se a Deus, essa é a principal recomendação. Após, é preciso reagir, aceitar e buscar a vitória, sempre postulando (pedindo) a graça de Deus. Quando o problema é superado, não se esqueça de dar graças!
Mais uma vez, peço que medite em um trecho da extraordinária obra "Imitação de Cristo".

"Não imagines que tudo está perdido quando te acontece alguma coisa contrária. Não deves julgar do teu estado pela inquietação presente em que te achas, nem entregar-te à aflição, seja qual for a causa dela, nem perder alento como se não houvesse esperança ou remédio. 4. Não te julgues inteiramente desamparado do meu socorro, ainda que te envie de tempos a tempos alguma tribulação, ou te prive da consolação desejada; porque este é o caminho por onde se vai ao Reino dos Céus. E sem dúvida te convém mais a ti, e aos demais servos meus, serdes exercitados nas adversidades do que suceder-vos tudo segundo vossos desejos. Eu conheço o segredo do teu coração e sei que convém muito à tua salvação que algumas vezes te deixe desconsolado; para que não te ensoberbeças nos sucessos prósperos e queiras comprazer-te em ti mesmo, como se fosses o que não és..." (Imitação de Cristo, Livro III, Capítulos 3 e 4)

Por último, faço referência à passagem do Evangelho que abaixo transcrevo:

"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha." (Mateus, 7,24-25)
Você percebeu? Jesus está avisando que virão problemas (chuva, enxurrada e ventos fortes), porém quem ouve sua palavra e a põe em prática permanece de pé.

Portanto, quando enfrentamos problemas, vamos ter paciência e nos apegarmos ainda mais a Deus, através de uma oração mais intensa, com participação frequente na missa (com confissão e comunhão) e participação no grupo de oração, onde se preparam as pessoas para o combate e onde são curadas as feridas dos combatentes.

Um forte abraço a todos. A Paz de Jesus!!!! E o Amor de Maria!!!!!
Divino Coração de Jesus providenciai....
Mãe da Divina Graça, rogai por nós...
São Padre Pio, rogai por nós...
São Francisco e Santo Antônio, rogai por nós....

Diácono Marcos Suzin,

Ladainha ao Preciosíssimo SANGUE DE JESUS!

Reze a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nó...