sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ROTEIRO PARA INTERCESSÃO NOS EVENTOS - MINISTÉRIO DA INTERCESSÃO




1. Por se tratar de uma batalha espiritual os membros da equipe de intercessão devem preparar-se no período que anteceder o evento através das práticas espirituais (jejum, sacramento da penitência, participação da celebração eucarística, adoração, meditação do santo terço, oração pessoal e leitura orante da Bíblia). Aliás, estas práticas devem estar presentes no dia-a-dia de qualquer intercessor.

2. No início da intercessão sugere-se que se proceda da seguinte maneira:
a) Iniciar com a oração de São Miguel Arcanjo.

b) Orar o Magnificat (Lc 1,46-55).
c) Clamar a armadura do Cristão proclamando a Palavra de Ef 6,10-17.
d) Pedir a Jesus o dom da humildade (2 Cor 10,4-5).
e) Clamar pela proteção do sangue de Jesus sobre todos os servos, suas casas, famílias, trabalhos, etc. (1Pd 1,18-19; Rm 5,9).
f) Pedir a proteção de Maria Santíssima como mãe e intercessora junto a Jesus e a proteção de todos os anjos e santos de Deus.
g) Fazer em seguida um breve momento de oração de perdão individual.
h) Orar uns pelos outros pedindo o Batismo no Espirito Santo, para que todos sejam canais sem obstruções.

3. Em seguida faz-se um grande louvor, ora-se em línguas com manifestação dos carismas (dom do discernimento, palavra de sabedoria, palavra de ciência, visualizações etc.). Estes carismas devem ser utilizados durante toda a extensão da reunião durante o evento.

4. Exercer a intercessão profética e de concórdia: a palavra de ciência e de sabedoria ajudará a orar pelas situações que forem surgindo. Para isso é preciso fazer silêncio e escuta depois do momento de louvor ou da oração em línguas. As orações da equipe de intercessão deverão ser inspiradas no poder do Espírito Santo, usando os carismas de ciência, profecia, sabedoria e discernimento.

5. A Bíblia deve ser usada como referência para a oração e para algumas confirmações na Sagrada Escritura.

6. As profecias, palavras de ciência, visualizações e moções devem ser bem discernidas entre os intercessores fazendo-se uso do discernimento reflexivo. Em seguida estes direcionamentos deverão ser escritos de forma coerente, concisa e objetiva e encaminhados para a coordenação geral do evento.

7. Rezar o rosário de São Miguel Arcanjo às 8h, às 12h, às 15h e às 18h durante todos os dias do evento.

8. Em seguida proclamar Eclo. 36, 1-19 orando com esta palavra em favor dos participantes, dos pregadores, das equipes, etc.:

9. Após proclamar Eclo 36, voltar para o item 3 e continuar intercedendo pelo evento.

10. Ao final de cada dia do evento a intercessão deve terminar com louvores e orações de ação de graças, crendo que todas as orações já chegaram diante de Deus. É importante ressaltar que mesmo encerrada a intercessão no evento, o intercessor continua intercedendo em seu coração e em suas orações pessoais, devendo ficar atento, pois o Senhor poderá lhe conceder palavras, discernimentos e moções durante este período e até mesmo quando estiver dormindo o Senhor poderá lhe falar em sonhos.

Observação:

- No momento da Missa, os intercessores devem participar dela. A Missa é a maior intercessão existente, pois é o memorial da paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste caso o Santíssimo deverá ser recolhido e depositado no sacrário.

- Durante os momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento com todos os participantes, os intercessores também deverão participar.

- Durante os intervalos para a alimentação deve-se fazer um rodízio, tomando o cuidado para manter no mínimo três intercessores na sala de intercessão que deverão continuar as orações conforme o roteiro sugerido.

- A equipe deve ser composta por no mínimo seis e no máximo 12 intercessores.
Amados irmãos e irmãs intercessores, é preciso que nos convençamos de que a base de tudo o que realizamos na RCC está na oração de intercessão. Aprouve a Deus estabelecer assim. Se desejarmos contemplar conversões em nossos eventos e em nossos Grupos de Oração, precisamos desenvolver profundo amor e paixão pelas almas perdidas e insistir neste mister até que, voluntariamente, comecemos a ver em nossas reuniões de oração e eventos da RCC lágrimas sendo vertidas em prol dos pecadores perdidos. Não há fórmulas, métodos ou estratégias mais eficazes para a conversão de pecadores do que a fervorosa intercessão.

Que o Senhor derrame sobre todos nós o seu Espírito Santo para que a cada dia aumente em nossos corações o desejo santo de salvar almas.

Núcleo Nacional do Ministério de Intercessão - RCCBRASIL

domingo, 27 de outubro de 2019

O Pecado da Vaidade – Orgulho, Narcisismo – e os Pecados Capitais!


O Pecado da Vaidade – Orgulho – e os Pecados Capitais!
Narciso - Símbolo da Vaidade (narcisismo)
Fazia um bom tempo que não publicava no blog e nem escrevia sobre questões da nossa fé. Mas diante do que recentemente me ocorreu, achei que deveria compartilhar o difícil aprendizado que tive, pois, com certeza, será muito útil aos irmãos da caminhada de fé.
Como bem sabemos, a vida do fiel cristão sobre a terra é uma LUTA CONTÍNUA, conforme ao Espírito Santo nos ensina no capítulo 7, versículos 1 a 2, do Livro de Jó. Entretanto, em meio à dureza dos combates, temos a inclinação de nos retirarmos do campo de batalha e nos colocarmos no cômodo campo das ilusões, onde podemos justificar tudo segundo os nossos critérios e a nossa própria medida e onde podemos fugir da realidade criando um “mundinho” à parte.
Quando não cometemos voluntariamente esse erro, o demônio tenta habilmente nos levar para a “zona de conforto” ou nos iludir com suas artimanhas, para que deixemos de realizar a OBRA DE DEUS para divagarmos pelas suas fraudes e ilusões. Em outras palavras, o inimigo da nossa salvação procura de tal modo nos cegar, que passamos a viver não uma vida em busca de Deus, mas uma vida em busca de nós mesmos, segundo as falsas e exageradas expectativas que nós mesmos criamos.
O Espírito Santo instruiu a Igreja acerca dos chamados PECADOS CAPITAIS, eis que tais pecados são normalmente parte da estratégia que o demônio usa para obscurecer a mente dos cristãos e levá-los a viverem uma vida que, ao invés de buscar a Cristo, seu Reino e sua Justiça, busca a si mesmo e suas próprias vaidades.
Importante lembrar quais são os Pecados Capitais, conhecê-los, estudá-los e saber como evitá-los.
Segundo o recomendadíssimo site e aplicativo “CATÓLICO ORANTE”, são estes os pecados capitais:
1 - A Gula
Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula.
2 - A Avareza
É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
3 - A Luxúria
A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria
4 - A Ira
A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira.
5 - A Inveja
A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é frequentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.
6 - A Preguiça
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia
7 - A Orgulho ou Vaidade
Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.”[1]
Vou falar neste brevíssimo texto unicamente do pecado capital da vaidade (igulamente compreendido como 'narcisismo'), também referido como orgulho. Em relação aos demais, tenho que a transcrição acima os explica, mas, no que se refere à vaidade, há um grande perigo, sendo justamente o meu propósito alertá-los para que não cometam o mesmo erro que eu cometi, erro este que me custou cicatrizes e desperdícios de graças de Deus.
Lembro que certa vez, durante as férias, estivemos na Praia do Morro dos Conventos, no Litoral Sul de Santa Catarina. Nessa praia, estivemos num parque aquático onde passamos o dia, era o mês de janeiro do ano de 2003.
Havia nesse parque um quiosque e todos falavam sobre uma famosa bebida que era comercializada ali, chamavam-na de tequila[2]. Na verdade era uma bebida preparada com sucos e pedaços de frutas, um copo grande de plástico e um canudo, e que continha uma quantidade aparentemente pequena de bebida alcoólica. Influenciado por uma pessoa então próxima da família, eu acabei comprando.
Comecei, então, a consumir a “tequila”. Parecia um suco, inclusive sentia-se um gosto semelhante ao mel, muito apreciável, aliás. Não se sentia de modo algum que a bebida era alcoólica.
Fui consumindo sem perceber, porém, quando estava no final, quando havia apenas alguns pedaços de gelo no fundo do copo, é que percebi que estava completamente alcoolizado e sem condições de dirigir. Felizmente estava como minha família e minha esposa voltou conduzindo o nosso veículo.
Eu, porém, olhava para as placas e sequer conseguia lê-las. O efeito daquela bebida era diferente do que uma embriaguez comum, a tequila deixava a visão turva, uma espécie de cegueira, simplesmente não conseguia ler nada e nem me orientar adequadamente. Não se fica cambaleante ou com fala arrastada, simplesmente se fica cego ou com uma visão turva e nebulosa.
E esse é exatamente o efeito do pecado capital da VAIDADE. Nós ficamos cegos, perdemos o foco em JESUS CRISTO e ficamos desorientados.
No início, a VAIDADE não se dá a perceber, mas, como a tequila, entorpece a pessoa de tal modo que o cristão, ao invés de buscar a glória de Deus, passa a buscar a si mesmo. Isso significa dizer que o vaidoso, ainda que fale de Deus, ainda que evangelize, ainda que se coloque à frente das comunidades, busca unicamente os seus próprios interesses, para comprazer-se e vangloria-se de seus feitos e ser admirado e aplaudido pelas pessoas.
E essa cegueira é de tal modo sutil e intensa que a pessoa, mesmo que seja bem intencionada e de boa-fé, não consegue sair sem o auxílio do Espírito Santo.
Como sintomas desse estado de cegueira, observo que a pessoa, que antes alcançava muitas graças com seus pedidos, que obtinha muitos favores de Deus e que gozava da intimidade de Jesus, passa a viver num completo DESERTO e sente claramente que DEUS NÃO A ESCUTA MAIS. A sensação de abandono e outros sofrimentos desabam como uma tempestade, e não há nada que ajude uma alma assim enquanto não for despertada de suas falsas certezas e de sua vaidade.
Vive-se uma “noite escura da alma”, mas isso, uma vez mal interpretado, pode acarretar que a pessoa de afunde ainda mais no orgulho e pense que está num caminho de ascese e santidade, o que faz com que seu estado fique ainda mais deplorável. Com efeito, o vaidoso, além de estar em rota de suicídio espiritual, agora pensa que é santo!..., mas essa “santidade” não existe, pois o vaidoso, como eu disse, é um desorientado que não vê um palmo à frente do nariz.
Lembre-se da vaidade de Simão Pedro, quando disse que estaria disposto a ir até à morte por Jesus. Observe como Jesus permitiu a negação de Pedro para acordá-lo dessa vaidade, e como Jesus teve de ir atrás de Pedro no “Mar da Galileia” para confirmá-lo novamente na missão (João 21, 15-19). Essa providência de Jesus era necessária, sem ela Pedro não seria a Rocha onde a Igreja está alicerçada.
Também lembre que São Paulo, que obviamente conversou muito com São Pedro e que, a exemplo de Pedro também "caiu do cavalo", prontamente aprendeu: "Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque, quando me sinto fraco, então é que sou forte. (II Coríntios 12, 10)"
Dando sequência, observo que uma alma vaidosa jamais será santa, isso não tem nada de “noite escura”, ascese e santidade. É uma doença da alma que precisa ser tratada como se a alma estivesse numa UTI espiritual, cujo único médico é o próprio Jesus que nos medica com o Espírito Santo.
Também observo que o pecado tem consequências, que o salário do pecado é a morte e que a cura começa com um intervenção correcional[3] de Deus. Explico: O pecado é uma doença que exige um remédio amargo, ou seja, o castigo ou a duríssima experiência com que Deus faz a alma acordar, e a alma é castigada e provada de acordo com o pecado que cometeu.
A vaidade, que é tratada como uma espécie de sinônimo e pecado-irmão do orgulho, é castigada pela humilhação, sendo atingido justamente o ponto sobre o qual se inflamava a vaidade. A autossuficiência é castigada pela fraqueza e pela impotência. A vaidade física é castigada pela doença e pelas cicatrizes...
Com efeito, uma pessoa vaidosa por conta da beleza de seu corpo vai ter como castigo correcional (castigo de correção) cicatrizes, machucados, doenças que vão atingir justamente a parte do corpo que a pessoa gostava de exibir, com o que o fiel se vê forçado a esconder-se por conta da vergonha. Se a pessoa tem vaidade de seus bens, vai sofrer contínuas perdas patrimoniais. Se tem orgulho de sua inteligência, vai cometer erros primários e vai sofrer muitos questionamentos até por si mesma. Se pensa que é forte, vai ver-se impotente e fraco diante das situações da vida.
Entretanto, esta é justamente a hora de refugiar-se na oração, clamar ao Espírito Santo que mostre o que está acontecendo. Fundamental é fazer um bom retiro, participar de um encontro de cura e libertação, voltar ao cenáculo, enfim, buscar reencontrar o primeiro amor, para que o Espírito acorde a alma e lhe mostre onde está errando.
Quando fiz isso, participei do ENF – Encontro Nacional de Formação da RCC-2019. Num dos intensos momentos do Espírito Santo, recebi a palavra de ciência: “Vaidade!” e, após, “Não estás buscando a glória de Deus, mas tua própria glória, para comprazer-te com o que não és!”
Nesse momento compreendi o porquê de tantos obstáculos que surgiram nos meses que antecederam o ENF, cheguei a desistir por conta de um acidente de bicicleta no qual sofri lesões no rosto e quebrei o nariz. Mas a Providência me permitiu ir ao ENF, inclusive uma pessoa que eu havia conseguido para fosse no meu lugar desistiu e, como eu já estava com a viagem paga, resolvi ir de qualquer modo. Durante os dias que antecederam a viagem, fui acometido de grande ansiedade, e pela oposição de familiares, havia um medo obsessivo, como se eu estivesse rumando para a morte, como se fosse ocorrer um acidente ou assalto. A viagem de ida foi muito angustiante, precisei rezar várias vezes, mas a volta foi jubilosa.
Para confirmar a graça de Deus, nos dias que sucederam ao meu regresso encontrei na Catedral nosso Bispo Emérito, sendo-me possível confessar com ele, recebendo, enfim, o perdão da minha vaidade.
Tudo ficou bem após a confissão!...
Por isso, queridos e queridas, cuidado com o PECADO, especialmente com o PECADO DA VAIDADE. Este pecado derrubou Lúcifer e muitas almas que poderiam ter se santificado ao longo de suas vidas, sendo uma espécie de pecado extremamente perigosa e que engana muito.
Para manter-se livre da VAIDADE, é preciso ter HUMILDADE e OBEDIÊNCIA!... E precisamos recorrer frequentemente à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, pois Ela é nossa Mestra nesses duríssimos combates, Ela conhece e sabe o que é a verdadeira humildade, pois disse: EIS AQUI A SERVA DO SENHOR!...
Deus abençoe você!...
Atenciosamente....








[1] www.catolicorante.com.br
[2] Na verdade era um coquete alcoólico que misturava frutas tropicais, sucos e tequila.
[3] Correcional é que corrige.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO (Padre Duarte Souza Lara)


ORAÇÃO DE LIBERTAÇÃO (Padre Duarte Souza Lara)

Sinal da Cruz. Pai Nosso...

Livrai-nos de todo mal e de toda a perturbação diabólica, Vós, que pela morte e ressurreição de JESUS CRISTO, VOSSO AMADO FILHO, nos libertastes do poder das trevas e da morte e nos transferistes para o Vosso Reino de Luz e santidade, libertai agora esses nossos irmãos de todo o domínio e ligação com satanás e os seus anjos. Libertai-os de todas as forças do mal, esmagai-as e destruí-as, para que eles possam ficar bem e viver segundo a vossa santíssima vontade. Libertai-os de todos os malefícios, das bruxarias, da magia negra, das missas negras, dos feitiços, das maldições, do mau olhado, dos cultos satânicos, das consagrações a satanás. Destruí qualquer ligação com satanás e com todas as pessoas ligadas a satanás, vivas ou defuntas. Libertai-as de toda a infestação diabólica, de toda a possessão diabólica, de toda a obsessão diabólica, e de tudo aquilo que é pecado ou consequência do pecado. Destruí todos esses males no inferno, para que nunca mais atormentem esses nossos irmãos, nem uma outra criatura no mundo. Deus Pai Todo Poderoso, peço-vos em nome de JESUS CRISTO SALVADOR, que pela intercessão da VIRGEM IMACULADA, que ordeneis a todos os espíritos imundos, a todas as presenças que atormentam esses nossos irmãos, a deixá-los imediatamente, a deixá-los definitivamente, e a ir para o inferno eterno, encadeados por SÃO MIGUEL ARCANJO, por SÃO GABRIEL e por SÃO RAFAEL, pelos nossos ANJOS DA GUARDA, esmagados debaixo do calcanhar da SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, nossa MÃE IMACULADA. Vós que criastes o homem à vossa imagem e semelhança, na santidade e na justiça e depois do pecado não o abandonastes. Antes com sábia providência cuidastes da sua salvação, pelo mistério da encarnação, paixão, morte e ressurreição de vosso muito amado FILHO, salvai esses vossos servos, libertai-os do mal, da escravidão do inimigo. Afastai deles o espírito de mentira, soberba, luxúria, avareza, ira, inveja, gula, preguiça e de toda a espécie de maldade. Recebei-os no vosso reino. Abri seu coração para entender o vosso evangelho, para que vivam sempre como filhos da luz, deem testemunho da verdade, pratiquem obras de caridade segundo os vossos mandamentos. Com o sopro da vossa boca expulsai, SENHOR, os espíritos malignos, ordenai que se retirem porque chegou o vosso reino, por NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, Vosso Filho, que é DEUS CONVOSCO, NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, AMÉM. Bênção.


À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém.


Salve Rainha...

São José, rogai por nós. São Padre Pio. Santa Gema Galgani. Beata Anna Catharina Emmerich. Santo Antão. São Francisco de Assis. São João Maria Vianney. São Dom Bosco.
Nossa Senhora Auxiliadora, ROGAI POR NÓS!

BENDIGAMOS AO SENHOR, DEMOS GRAÇAS A DEUS!

sábado, 11 de maio de 2019

Mãe - Algo tão sublime e extraordinário, que o próprio Deus quis ter a sua, fazendo dela Rainha do Céu e Senhora do Mundo.







Lembre-se, o 4º Mandamento diz: "Honrarás teu pai e tua mãe. " Como Jesus cumpria fielmente os mandamentos, sabemos que Ele honrou o Pai, a ponto de fazer-se obediente até à morte, e honrou a Mãe, a ponto de coroá-la como Rainha do Céu, Senhora do Mundo. Portanto, tome cuidado com quem não respeita a Mãe do Senhor, pois quem fala isso está, por via oblíqua, insinuando que o Filho de Deus é pecador, por descumprir o 4º Mandamento.

Além disso, é vontade expressa de Jesus que se dê à sua Mãe o tratamento de Rainha, com as honras que  são próprias a tal condição. Assim, cumpriremos nós, a exemplo de Jesus, o 4º Mandamento.

FELIZ DIA DAS MÃES! E que a Mãe das Mães esteja sempro conosco, agora e sempre, amém.

Nossa Senhora, Mãe Admirável, rogai por nós.

sábado, 27 de abril de 2019

A Festa da Misericórdia - Jesus eu Confio em Vós!

“Quem confia na minha misericórdia não perecerá, porque todas as suas causas são minhas,  e os  seus inimigos desbaratados aos pés do meu escabelo. “ (Diário de Santa Faustina, parágrafo 723).


“Louvai ao Senhor, porque Ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia. (...) Vós que temeis ao Senhor, repeti: ‘Eterna é a sua misericórdia.’...” (Salmo 117, 01-04)

Sua Misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que O temem (Lucas 1-50)



“Quando uma alma se aproxima de Mim com confiança, encho-a de tantas graças, que ela não pode encerrá-las todas em si mesma e as irradia para as outras almas.” (Diário de Santa Faustina, parágrafo 1074).

Saiba como Rezar o Terço da Divina Misericórdia!


(clique na imagem acima, para ampliá-la)

Mas o que Jesus disse a respeito desta devoção?

Leia abaixo:


Pela recitação deste Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe. Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia. Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se decepcionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso” (Diário, 1541).


“Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória (…) Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma” (Diário, 811)

“Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem esse Terço.

(…) Anota estas palavras, Minha filha, fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia, tirem proveito do Sangue e da Àgua que jorraram para eles” (Diário, 848) .

“Recita, sem cessar, este Terço que te ensinei. Todo aquele que o recitar alcançará grande misericórdia na hora da sua morte. Os sacerdotes o recomendarão aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais endurecido, se recitar este Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia” (Diário, 687).

A FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA

"Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel,seja benzida solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia."  (Diário, 49).

"Desejo que, no primeiro domingo depois da Páscoa, a Imagem seja exposta publicamente. Esse Domingo é a Festa da Misericórdia. Pelo Verbo Encarnado dou a conhecer o abismo da Minhas misericórdia" (Diário, 88).

"Olha para o abismo da Minha misericórdia e dá a esta misericórdia louvor e glória. (...) Na festa da minha miserícórdia percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e fortalecerei." (Diário, 206).

"Durante a oração ouvi estas palavras interiormente: 'Os dois raios representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas dsa MInha misericórdia, quando na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança. Estes raios defendem as almas da ira de Meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da Justiça de Deus. Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia.'..." (Diário, 299).

"Pede ao meu servo fiel [o sacerdote] que, neste dia, fale ao mundo inteiro desta minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará o perdão total de suas culpas e penas. A Humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia." (Diário, 300).



domingo, 14 de abril de 2019

Revesti-vos da Armadura de Deus [Estatuto do Desarmamento do Católico,Estratégia do mal, Jesus é a Palavra, a Palavra é Verdade, Devoção aos Santos, Devoção à Virgem Maria, Grande Tribulação, Imitação de Cristo, Confissão dos Pecados, Divina Misericórdia, Palavra de Deus, Armadura de Deus]

Revesti-vos da Armadura de Deus
Lembro que certa vez escrevi que vivemos numa época de grande confusão em torno de assuntos que envolvem a compreensão e vivência da espiritualidade. Todos os dias surgem novas religiões, novas doutrinas, novos símbolos, a ponto de as pessoas se sentirem num verdadeiro “shopping” ou “self-service”[1], julgando-se no direito de escolherem a religião que bem entenderem, conforme suas intenções pessoais ou seus interesses, no mais das vezes dissociados da vontade de Deus[2], que é a salvação das almas e que todas cheguem aos conhecimento da verdade.
Parece que tudo é uma questão de escolha, em cada um pode servir-se nesse “buffet[3] espiritual”, conforme o que achar melhor, pouco importando o que é a Verdade ou quais as conseqüências de viver na ilusão e na mentira, apegando-se excessivamente aos bens perecedouros[4], às ilusões e enganos deste mundo, sem se preocupar com o que virá após a morte.
Quando Jesus realizou sua oração sacerdotal (São João, capítulo 17, versículos de 11 a 19), Ele clamou ao Pai que santificasse seus discípulos com a Verdade, afirmando “A tua Palavra é a Verdade.

Ora, sabemos que Jesus é a Palavra[5] que se fez ser humano e habitou entre nós. Também sabemos que Jesus é a verdadeira luz, que ilumina todo ser humano, e que em Jesus recebemos a grande dádiva, a grande bênção universal de nos tornarmos filhos de Deus.
Portanto, se Jesus é a Palavra e a Palavra é Verdade, precisamos buscar essa Verdade, desprezando todos os caminhos obscuros e desvios que levam às ilusões e mentiras.
Com efeito, de acordo com o ensinamento de Nosso Senhor, o que importa é que sigamos o caminho da Verdade. Não adianta nos apresentarem um jardim florido, como vastas áreas de sombra e facilidades (ilusões do mundo), se para chegarmos ao local desejado (Céu) precisamos passar pelo deserto (dificuldades, porta estreita...). Não adianta querer a fácil estrada do litoral, se nosso destino passa pela serra. O caminho errado não leva a lugar algum. Além disso, é preciso ter cuidado, pois O caminho dos pecadores é muito bem pavimentado, mas no final dele estão o inferno, as trevas e os castigos (Eclesiástico, 21, 11).
Lembre-se: Jesus é o Caminho e a Palavra de Deus é a Verdade[6]. O que passa disso são as fábulas do mundo e os engodos[7] do inferno.
Mas é importante referir que a confusão espalhada pelo mundo objetiva não só afastar as pessoas do Caminho da Verdade, mas, também, afastá-las de tudo que leva à Verdade.

Um dos meus livros preferidos é o “Imitação de Cristo”, que é considerado a mais importante das obras depois da Sagrada Escritura.
Veja abaixo uma extraordinária passagem deste clássico cristão (Livro III, Capítulo 4).
“Está certo que o inimigo antigo de todos os modos se esforça para sufocar os teus bons desejos a apartar-te dos exercícios devotos: como é honrar os Santos, meditar em minha paixão dolorosa, ter dor pelos pecados, guardar teu coração, formar propósito firme de emenda e aproveitar na virtude. Sugere-te mil pensamentos maus, para te causar enfado [tédio, aborrecimento] e turbação [medo, sentir-se ameaçado], para te apartar da oração das santas leituras. Aborrece-lhe a humilde confissão dos pecados, e, se pudesse, faria que deixasses de comungar. Não lhe dês crédito, nem faças caso dele ainda que muitas vezes te arme laços para te seduzir. Atribui-lhe os pensamentos criminosos e torpes que te inspira e dize-lhe: VAI-TE DAQUI, espírito imundo; envergonha-te, miserável; mui perverso deves ser para me trazeres à imaginação tais torpezas. Retira-te de mim, malvado embusteiro, não terás parte em meu coração; Jesus está comigo como invencível guerreiro e tu ficarás confundido. Antes quero morrer e sofrer todos os tormentos imagináveis que consentir com tua malícia. ‘Cala-te e não me fales mais; não te darei ouvidos por mais que me importunes. A quem posso temer sendo o Senhor a minha luz e minha salvação’ (Mc 4,39 e Salmo 26,1). ‘Ainda que um exército se formasse em batalha contra mim, ainda assim não temeria o meu coração. O Senhor é o meu sustentáculo e o meu Redentor’ (Salmo 26,3)...”
Feita esta leitura, aproveito para demonstrar o que para muitos pode parecer óbvio, mas, diante da cegueira do mundo, nem tão perceptível assim.
O mal está, de todas as formas, vomitando um rio de abominações para tentar submergir a Verdade, visivelmente tentando desarmar os cristãos católicos para, assim, destruí-los.
Com efeito, não são poucas as investidas com o claro propósito de afastar o cristão da vida religiosa, especialmente da humilde confissão dos pecados (confissão sacramental ao sacerdote[8]), da devoção aos santos e demais seres gloriosos (anjos), da vida de oração, da devoção à Santíssima Virgem Maria e todas piedosas devoções promovidas em seu nome, e, principalmente, buscando afastar o fiel da comunhão frequente.
Mas o que isso significa?
Afastar o cristão da humilde confissão dos pecados é fazer com que os pecados lhe fiquem retidos e, com isso, provoquem o acúmulo de culpas e a consequente condenação. Aliás, é importante observar que o confessionário é o trono da misericórdia, ou seja, o local onde o Senhor manifesta e opera o maior de seus atributos, a Divina Misericórdia. Quando uma alma se confessa, presta honra, louvor e glória à Divina Misericórdia, submetendo-se ao único tribunal em que o réu confessa e é absolvido. Quando um pecador, do fundo de sua alma, clama o perdão do Senhor, louva e glorifica o maior dos atributos de Deus (a misericórdia), e Deus, prazerosamente, lhe perdoa todos os pecados, justificando-o, apagando e esquecendo as suas faltas. Portanto, confessar os pecados, além de glorificar profundamente a misericórdia de Deus, é uma poderosíssima arma de salvação que a misericórdia do Senhor insistente e benignamente põe à nossa disposição. Portanto, toda a oposição ao sacramento da reconciliação (confissão sacramental ao sacerdote) é uma tática para desarmar o cristão e, assim, fazê-lo submergir (afundar) em seus pecados e neles morrer.
Honrar os santos é honrar a Deus, pois nenhum santo se santifica por méritos próprios, mas pela graça de Deus dispensada pela Virgem Santíssima. Com efeito, quando se honra um santo, não se deixa Deus de lado, pois tudo provém de Deus, que é louvado pelos feitos de suas almas eleitas. A glória do santo é glória de Deus, pois somente Deus é a fonte de toda graça, prodígios e milagres. Dessa forma, é fundamental que cada pessoa tenha pelo menos um santo de devoção, o qual será eficaz intercessor junto ao Pai e poderoso auxílio. Assim, honrar e ser devoto dos santos, além de honrar e glorificar a Deus que é a fonte de toda a santidade, é uma arma poderosa de salvação, para fazer frente às batalhas da vida e vencê-la, para honra e glória do nome de Jesus Cristo, Senhor Nosso.
O demônio odeia sobremodo os santos, especialmente aqueles que ainda estão neste mundo, pois são pessoas que, pela graça de Deus, venceram Satanás e seus perversos aliados. Uma alma que se santifica é uma alma de que – pelo poder de Deus e pelas graças dispensadas pela Virgem Maria – vence o demônio.
Os santos são almas daqueles que vieram das grandes tribulações, que lavaram e alvejaram suas vestes nos Sangue do Cordeiro[9], e, por isso, foram mais do que vencedores e que passarão a eternidade auxiliando as almas que ainda estão no mundo travando os mais encarniçados combates.
Meditar a paixão do Senhor é glorificar e demonstrar profunda gratidão, reconhecendo quão grande é o amor de Deus por nós. Na obra de Santa Faustina[10], a notável religiosa escreveu em seu diário que apraz muito a Jesus conceder tudo o que lhe for pedido “pela sua dolorosa Paixão”, acrescentando que apraz ao Senhor conceder tudo o que lhe for pedido através da devoção conhecida como “Terço da Divina Misericórdia”, em que se clama a Deus: “pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Dessa forma, meditar a dolorosa Paixão do Senhor e recorrer à Divina Misericórdia é uma poderosa arma para quem quer vencer todas as batalhas e salvar a si e seus familiares. Não é por outro motivo que o maligno tem se esforçado para espalhar pelo mundo o repúdio pela cruz, servindo-se de tudo o que pode (pessoas perversas, seitas, falsas igrejas, falsas religiões etc). Portanto, nunca esqueçamos de meditar a dolorosíssima Paixão do Senhor, bem como todas as inumeráveis chagas de Jesus[11], sendo profundamente gratos ao Senhor, que tudo suportou em obediência ao Pai, para resgatar a espécie humana de seus pecados. Portanto, a “Serpente” quer, de todas as formas, impedir que as pessoas meditem a Paixão do Senhor, pois pela dolorosa Paixão de Cristo formos curados[12], restaurados e destinados à salvação.
Ter dor pelos pecados é reconhecer-se pecador e pesarosamente saber que ofendeu a Deus. Essa dor, no entanto, nunca deve estar separada da confiança na Divina Misericórdia. Nós devemos ter dor pelos pecados, confessá-los, esforçar-se para não mais cometê-los e seguir em frente. Deve-se, contudo, evitar a autocondenação e jamais perder a esperança de salvação, pois a Misericórdia de Jesus é inconcebível e faz desaparecer mesmo os piores pecados, desde que haja confissão e firme propósito de emenda e correção (“Vai e não peques mais!”). Entretanto, é preciso deixar claro que o perdão dos pecados não apaga as consequências deles, sendo fundamental – além de pedir perdão – reparar os pecados quando isso for possível; e, caso impossível, pedir, quando receber a Comunhão, que Deus, na sua onipotência, repare nossos pecados. Assim, o mal quer nos desarmar também desse sentimento (dor pelos pecados), lançando mão do abominável secularismo, que considera tudo – mesmo os piores pecados – normal e procura afastar a religião do cotidiano das pessoas e das decisões governamentais.
Complementando o parágrafo anterior, observa-se que é preciso ter firme propósito de emenda, ou seja, vontade de melhorar e converter-se por completo, o que só é, de fato, possível com o auxílio da graça de Deus dispensada pela Santíssima Virgem Maria. Progredir na virtude é ser cada vez melhor, um pouco melhor a cada dia, em todos os aspectos da vida cristã (caridade, pureza de corpo e alma, devoção...).
Dessa forma, há uma estratégia perversa para desarmar os católicos, e essa estratégia não é mais oculta e nem faz questão de ser discreta ou sutil, sendo cada vez agressiva em sem escrúpulos.
Portanto, como ensinou o notável Apóstolo São Paulo, precisamos nos armar cada vez mais, para combater o bom combate e guardar a fé:
“...Vistam a armadura de Deus para que, no dia mau, vocês possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas. Estejam, portanto, bem firmes: cingidos com a couraça da justiça, os pés calçados com o zelo de propagar o Evangelho da paz; tenham sempre na mão o escudo da fé, e assim poderão apagar as flechas inflamadas do Maligno. Coloquem o capacete da salvação e pegues a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.” (Efésios 6, 13-17).
No mais, opte sempre pela Verdade, pois, como disse o Senhor, “Aquele que é da Verdade ouve a minha voz” (Jo 18,37).



[1] Sirva-se!
[2] “Que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”.
[3] “bifê”
[4] Passageiros, transitórios, efêmeros...
[5]1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. 2. Ele estava no princípio junto de Deus. 3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. 4. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. 5. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. 7. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. 10. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. 11. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. 12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, 13. os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. 14. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade.” (Evangelho de São João, capítulo 1, versículos 1 a 14)
[6] 4. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou. 5. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? 6. Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 7. Se me conhecêsseis, também certamente conheceríeis meu Pai; desde agora já o conheceis, pois o tendes visto. 8. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. 9. Respondeu Jesus: Há tanto tempo que estou convosco e não me conheceste, Filipe! Aquele que me viu, viu também o Pai. Como, pois, dizes: Mostra-nos o Pai... 10. Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras.
[7] Enganos.
[8] Confissão auricular, ou seja, ao ouvido do Padre.
[9] 9. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 10. e bradavam em alta voz: A salvação é obra de nosso Deus, que está assentado no trono, e do Cordeiro. 11. E todos os Anjos estavam ao redor do trono, dos Anciãos e dos quatro Animais; prostravam-se de face em terra diante do trono e adoravam a Deus, dizendo: 12. Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém. 13. Então um dos Anciãos falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? 14. Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. 15. Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, 16. porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos (Apocalipse, 7, 9-16).
[10] Diário de Santa Faustina.
[11] Segundo revelação de Jesus a Santa Brígida, Ele teve ao todo 5480 feridas.
[12] 1. Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor? 2. Cresceu diante dele como um pobre rebento enraizado numa terra árida; não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos. 3. Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele. 4. Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado. 5. Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; FOMOS CURADOS GRAÇAS ÀS SUAS CHAGAS. (grifos acrescidos)

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