quarta-feira, 20 de abril de 2022

NOVENA DA DIVINA MISERICÓRDIA


"Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai... Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas."A Novena é rezada junto com o Terço da Divina Misericórdia.


Primeiro dia

Hoje traze-me a humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da minha Misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem é próprio ter compaixão de nós e nos perdoar, não olheis os nossos pecados, mas a confiança que depositamos em Vossa infinita bondade. Acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e nunca nos deixeis sair dele. Nós vo-lo pedimos pelo amor que Vos une ao Pai e ao Espírito Santo.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão, mostrai-nos a Vossa Misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Segundo dia

Hoje traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na minha insondável Misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, de quem provém tudo que é bom, aumentai em nós a graça, para que pratiquemos dignas obras de misericórdia, a fim de que aqueles que olham para nós, glorifiquem o Pai da Misericórdia que está no Céu.

Eterno Pai, dirigi o olhar da vossa Misericórdia para a porção eleita da vossa vinha: para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação e juntamente com eles cantar a glória da vossa insondável Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Terceiro dia

Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da minha Misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da vossa Misericórdia, acolhei-nos na mansão do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o vosso Coração para com o Pai Celestial.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas fiéis, como a herança do vosso Filho. Pela sua dolorosa Paixão concedei-lhes a vossa bênção e cercai-as da vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Quarto dia

Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o meu Coração. Mergulha-os no mar da minha Misericórdia.

Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Quinto dia

Hoje traze-Me as almas dos Cristãos separados da Unidade da Igreja e mergulha-as no mar da minha Misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

Misericordiosíssimo Jesus que sois a própria Bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da mansão do vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os vossos bens e abusaram das vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do vosso Filho e para a sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a vossa Misericórdia por toda a eternidade. Amém.

Sexto dia

Hoje traze-Me as almas mansas, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração", aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Estas almas encantam o Céu todo e são a especial predileção do Pai Celestial, são como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Estas almas têm a mansão permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas mansas e humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a vosso Filho; o perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o vosso trono. Pai de Misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas, abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à vossa Misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

Sétimo dia

Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a minha Misericórdia e mergulha-as na minha Misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na mansão do vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da vossa Misericórdia. Estas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na vossa Misericórdia. Estas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre os seus ombros a humanidade toda. Elas não serão julgadas severamente, mas a vossa Misericórdia as envolverá no momento da morte.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que glorificam e honram o vosso maior atributo, isto é, a vossa inescrutável Misericórdia; elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a vossa Misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: "As almas que veneram a minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, especialmente na hora da morte, como minha glória." Amém.

Oitavo dia

Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à mansão do vosso compassivo Coração as almas do Purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à vossa Justiça; que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do vosso Coração apaguem as chamas do fogo do Purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da vossa Misericórdia.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Alma santíssima, mostreis vossa Misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da vossa Justiça; não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a vossa bondade e Misericórdia são incomensuráveis. Amém.

Nono dia

Hoje traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da minha Misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

Ó compassivo Jesus, que sois a própria Compaixão, trago à mansão do vosso compassivo Coração as almas tíbias; que se aqueçam no fogo do vosso amor puro estas almas geladas, que, semelhantes a cadáveres, Vos enchem de tanta repugnância. Ó Jesus, muito compassivo, usai a onipotência da vossa Misericórdia e atraí-as até ao fogo do vosso amor e concedei-lhes o amor santo, porque Vós tudo podeis.

Eterno Pai, olhai com Misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão do vosso Filho e por sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da vossa Misericórdia... Amém.

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Espero que todos os amigos façam um ótimo proveito desta devoção.


segunda-feira, 18 de abril de 2022

O QUE É DEVOÇÃO À DIVINA MISERICÓRDIA?


O testemunho de vida e a missão de Santa Faustina indicam nosso dever de proclamar e introduzir, em nossas vidas, a oração e o mistério da misericórdia.

Helena Kowaslka nasceu no ano de l905, na Polônia. Desde pequena, teve inclinação para a oração e para o trabalho. Aos vinte anos, entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, na qual passou os treze últimos anos de sua vida, e passou a chamar-se, após os votos, Maria Faustina. Os anos de sua vida religiosa foram marcados por sofrimentos e, ao mesmo tempo, por graças místicas. O Senhor concedeu a ela dons extraordinários, como: visões, aparições, participação na Paixão de Cristo, união mística e o conhecimento do mistério da Sua Misericórdia. A ela o Senhor revelou: “No antigo testamento enviei ao meu povo os profetas. Hoje mando à humanidade a minha misericórdia. Não quero punir a humanidade que sofre com o pecado, mas desejo guiá-la e trazê-la ao Meu coração misericordioso”.

João Paulo II escreveu:Cristo chamou Santa Faustina a um grande apostolado da misericórdia, em meados da Segunda Guerra mundial. Santa Faustina tinha consciência da importância da mensagem que havia recebido de Cristo, porém, não podia saber quando a mesma seria difundida no mundo. Em nossos tempos, o mundo carece da misericórdia de Deus. A mensagem é um forte chamado à confiança viva: “Jesus, eu confio em Vós”. É difícil encontrar oração mais expressiva do que esta, transmitida por Santa Faustina”.

Santa Faustina, consumida pela tuberculose, aceitou todo o seu sofrimento como sacrifício pelos pecadores. Morreu em Cracóvia, no dia 5 de outubro de l938, com 33 anos.

No segundo Domingo da Páscoa, em 18 de abril de 1993, o papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma, a elevou à glória dos altares.

O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Jesus comunica a Santa Faustina o Seu firme desejo: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Sim, o primeiro Domingo depois da Páscoa é a FESTA DA MISERICÓRDIA”.

Por que esse ardente desejo de Jesus de que seja celebrada a Festa da Misericórdia?

Jesus deseja esta Festa, porque Ele ama os pecadores com misericórdia infinita. A festa da Misericórdia é a Festa de Cristo Ressuscitado. É a festa do amor compassivo de Deus para conosco manifestado através de Jesus.

Jesus veio ao mundo para dizer a todos que Deus Pai, nos ama infinitamente e a todos quer salvar.

Em maio de 2000, João Paulo II instituiu a Festa da Divina Misericórdia para toda a Igreja, decretando que a partir de então o II Domingo da Páscoa passasse a se chamar DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA.

Jesus promete: “Neste dia, estão abertas as entranhas da minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das penas e culpas. Neste dia, estão abertas todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim”.
Neste dia tão especial, podemos receber indulgências (Remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados). A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados. Todos os fiéis podem adquirir indulgências para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos.

Condições para se conseguir indulgências na FESTA DA MISERICÓRDIA:

Indulgência Plenária:

1-confissão sacramental;

2-comunhão eucarística no dia da Festa;

3-orações segundo a intenção do papa: Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.

Indulgência Parcial:

Ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

DEVOÇÃO À IMAGEM

Jesus disse a Faustina: “Pinta uma imagem de acordo com o desenho que estás vendo, com a legenda: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na capela das irmãs e depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na terra, a vitória sobre o inimigo, especialmente na hora da morte. Eu próprio a defenderei com Minha glória”

“Esses dois raios significam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a água, que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue, que é vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas de Minha Misericórdia quando, na cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança. Esses raios defendem as almas da ira de Meu Pai. Feliz quem viver à Sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus. Desejo que o primeiro domingo, depois da Páscoa, seja a Festa da Misericórdia”.

“Ofereço aos homens um vaso com a qual devem vir buscar graças na Fonte de Misericórdia. O vaso é esta própria imagem com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós! Quero que esta imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”.

Neste dia podemos levar imagens e quadros para serem abençoados pelo sacerdote.

A HORA DA MISERICÓRDIA:

Jesus pediu a Faustina e por meio dela a todo mundo que veneremos Sua Paixão e Morte às três horas da tarde, hora em que morreu na cruz. Suas palavras foram:

“Às três horas da tarde, implora à Minha Misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a Hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei a alma que me pedir pela Minha paixão. Lembro-te, minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque neste momento foi largamente aberta para toda a alma. Nesta hora conseguirás tudo para ti e par os outros. Nessa hora, realizou-se a graça para todo o mundo: a misericórdia venceu a justiça”.

Oração para as três horas da tarde

Expiraste Jesus, mas vossa morte fez brotar um manancial de vida para as alma e o oceano de Vossa misericórdia inundou o mundo. Ó fonte de vida, insondável misericórdia divina, abraça o mundo inteiro derramando sobre nós até Vossa última gota de sangue.
O Sangue e Água que jorraste do coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, EU CONFIO EM VÓS!

Neste domingo da Misericórdia Jesus nos convida a abrirmos os nossos corações à Sua infinita misericórdia:

“Diz às almas que não impeçam a entrada da Minha misericórdia nos seus corações, pois Ela deseja tanto agir neles. A Minha misericórdia trabalha em todos os corações que lhe abrem as suas portas. E tanto o pecador como o justo necessitam da Minha misericórdia. A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia”.

Em resposta podemos dizer: eu abro as portas do meu coração, te dou livre acesso. Pois com teu braço forte, realizas prodígios. Pois com Teu braço forte, Senhor me ergues do chão.

Com confiança podemos dizer:

Jesus, fonte de milagres e prodígios, EU CONFIO EM VÓS!



sexta-feira, 15 de abril de 2022

SEXTA-FEIRA SANTA - DIA DE MEDITAR PROFUNDAMENTE A PAIXÃO DE CRISTO.

Prezados amigos do Grupo de Oração Água Viva:

É com o coração cheio de alegria que me ponho a escrever, em plena Sexta-Feira Santa, dia de meditar profundamente a dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Conforme ensinamento constante no livro Imitação de Cristo: “Se não sabes contemplar as coisas celestiais, medita na paixão do Salvador, e habita gostosamente em suas chagas sagradas” (Imitação de Cristo, Editora Ave-Maria, Livro II, Capítulo 4, Pág. 131). Portanto, passemos agora a reviver em nosso coração os momentos marcantes de Jesus, para que possamos ter paciência e força diante dos sofrimentos do mundo.

I- PRIMEIRO MISTÉRIO DOLOROSO – A AGONIA NO HORTO:

Após o encerramento da ceia pascal, Jesus dirigiu-se ao Monte das Oliveiras, local onde passou a angustiar-se em razão de tudo o que haveria de lhe acontecer nas próximas horas.

Assim diz a Palavra:

“...Retirou-se Jesus com eles para um lugar chamado Getsâmani e disse-lhes: ‘Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar.’ E, tomando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. Disse-lhes, então: ‘Minha alma está triste até a morte. Ficai e vigiai comigo.’ Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: ‘Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.’...” (Mateus, 26, 36-39)


Em face da agonia, o inimigo aproximou-se e tentou violentamente Jesus, no intuito de convencê-lo a desobedecer ao Pai. Jesus, porém, fez-se obediente até a morte, dando-nos o exemplo de como devemos reagir diante das sugestões daquele que se opõe a Deus, que é obedecendo ao Pai até o último momento de vida.
Além disso, é preciso observar que nós, quando estivermos diante de momentos angustiantes, precisamos nos voltar ao Pai, com obediência e resignação.
Por último, observemos que Nosso Senhor Jesus Cristo nos mostrou o caminho da Cruz, o caminho da vida, a chave do Céu. Se houvesse outro caminho para a Salvação, que não a Cruz, Jesus o teria mostrado, com exemplos e palavras.



"Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca".

II- SEGUNDO MISTÉRIO DOLOROSO - A FLAGELAÇÃO DE JESUS:

Muito embora o tenha reconhecido inocente, Pilatos manda flagelar Jesus, que é submetido ao escárnio pelos soldados romanos. Jesus sofre muitas chicotadas, a ponto de quase ser morto ali mesmo.
Meditando sobre a flagelação de Jesus, observamos que, muitas vezes, nós também somos flagelados pelos problemas da vida, principalmente os problemas no âmbito familiar. Nós também já sentimos o duro flagelo de ser rejeitado (a) pelas pessoas que mais amamos. Já sentimos também o duro flagelo da doença, do abandono, da crítica, do desprezo, das dificuldades financeiras.


Portanto, diante da tribulação e da flagelação representada pela cruz pessoal de cada um de nós, PACIÊNCIA. Pois é o caminho da tribulação, a porta estreita, que leva ao Reino dos Céus. Se Jesus também sofreu, muito embora reconhecidamente INOCENTE, também nós poderemos passar – e por certo passaremos – por momentos de tribulação. Nessas horas, é fundamental estar com a palavra de Deus bem presente na vida, para pô-la em prática, pois é o sopro de CRISTO (o Evangelho) que aniquila todos os males.
III- TERCEIRO MISTÉRIO DOLOROSO – A COROAÇÃO DE ESPINHOS:

Não bastasse a flagelação injusta, Jesus ainda foi submetido a profunda humilhação por parte dos soldados romanos, que lhe confeccionaram uma coroa de espinhos, lhe cobriram com um manto escarlate (vermelho), e lhe cuspiam e esbofeteavam, gritando jocosamente “Salve o Rei dos Judeus”.


Você talvez já tenha passado por situação assim, de se ver ou se sentir humilhado. Quando isso ocorre, tenha paciência. Lembre-se do que está escrito em Eclesiástico, capítulo 2:


“Meu filho, se entrares no serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara tua alma para a provação; humilha teu coração espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não se perturbe no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento de vida se enriqueça.
Aceita tudo o que te acontecer. Na dor permanece firme; na humilhação tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimenta o ouro e a prata, e os homens [e mulheres] agradáveis a Deus, pelo caminho da humilhação. Põe a tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor a ele até na velhice.”


Você também pode passar por isso, sentir-se humilhado no trabalho, em casa, nos lugares onde precisa ir. Pense muito no trecho bíblico acima citado. Lembre que a palavra de Deus é o sopro que aniquila todos os males. Além disso, se o próprio Cristo foi humilhado e não teve nenhuma reação diante dos opróbrios, é porque esta é a forma mais recomendada de enfrentar uma situação que – pelo menos momentaneamente – se revela imodificável.

IV- JESUS CARREGANDO A CRUZ.

Momento de intenso sofrimento é quando Jesus é obrigado a carregar a própria cruz. Medite cada passo do Senhor dos Passos. Quanta dor, quanto sofrimento. O peso esmagador da cruz, sobrecarregada pelos pecados do mundo. Lembre que Jesus já vinha de uma noite toda de agonia e tortura, estando sem dormir e, possivelmente, sem comer nem beber. Lembre também de São Bernardo, que recebeu a revelação de que a chaga mais dolorosa de Jesus era a chaga do ombro, no qual ele tinha de apoiar a cruz. Pense no Divino Mestre, em seus passos sofridos, cambaleantes, nas três quedas que sofreu. Não deixe de meditar no momento especial do encontro entre a Mãe e o Filho. Será que existe dor maior para uma mãe ver o filho nestas condições.



V- NO QUINTO MISTÉRIO, MEDITE A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS.

Procure meditar a forma estúpida e violenta como Jesus foi crucificado. Lembre-se do Salmo 22 (21):

“Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes? (...) Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. Todos os que me vêem zombam de mim. Dizem, meneando a cabeça: ‘Esperou no Senhor, pois que ele o livre; que o salve se o ama’. (...) Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas. Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Transpassaram minhas mãos e meus pés: poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, repartem entre si as minhas vestes, e lançam a sorte sobre a minha túnica...”

Não é preciso muito esforço para perceber que Jesus padeceu enorme sofrimento. Além da humilhação, Jesus ainda foi transpassado pelos pregos, fixado na cruz e elevado para a salvação do mundo.
Era em torno do meio-dia. Jesus permaneceu nesta agonia profunda até às 3 horas da tarde, momento em que expirou e morreu.
Medite e tenha certeza: FOI TUDO POR VOCÊ, POR AMOR A VOCÊ!
Jesus foi crucificado para resgatar a dívida e a dignidade da espécie humana. Isso inclui, obviamente, você também. Toda vez que você olhar para um crucifixo lembre: FOR POR NÓS, POR TODOS NÓS, QUE JESUS ENTREGOU A SUA VIDA.
O SANGUE que JORROU DA CRUZ é fonte de misericórdia para todos os seres humanos, um manancial inesgotável, uma abismo infinito do amor de Deus para com todas as pessoas. Feliz quem, no momento favorável, confia-se na incomparável e imensurável misericórdia de DEUS. Quem não confiar e não buscar a misericórdia, enfrentará a JUSTIÇA!





Foi por VOCÊ, porque o (a) amo, no mais profundo do meu coração.









quarta-feira, 13 de abril de 2022

E A Misericórdia, quem louvará?

 


E a Misericórdia, quem a louvará?

 

Cantarei o Amor Maior,

Seu atributo imensurável...

A que se lhe poderá comparar?...

Que grandeza poderá lhe ser proporcional?

Que se poderá dizer dessa bondade sem igual?

Apenas dizer-se: Misericórdia Divina.

 

Misericórdia de nós,

Misericórdia deste mundo,

Da pobre humanidade.

 

Glorifica-se o alheio.

Enaltece-se o efêmero.

Aplaude-se o caduco.

E a Misericórdia, quem a louvará?

 

Dá-se largas ao perecível.

Aplaude-se o profano, o pecado e o pecador...

E a Misericórdia, quem a louvará?

 

Para tudo se tem tempo,

Com ânsia serve-se o mundo e suas concupiscências.

Morre-se e mata-se, por nada ou quase nada...

E a Misericórdia, quem louvará?

 

Treva e trevas cobrem a Terra,

Até quem ostenta as lanternas vê-se em trevas.

Vagam pelo mundo o profano e o profeta,

Discursam, argumentam, disputam, porfiam...

E a Misericórdia, quem a louvará?

 

Dançam, brincam, brigam, ficam e “ficam”...

E o tempo passa... E ninguém vê...

A voragem já sopra... Silenciosa e astuta...

A muitos engole, em meio às interjeições...

“Huhu, huhu,...”  “Ah...”

E a misericórdia, quem a Louvará?



Diácono Marcos Suzin, 03-2021.

terça-feira, 5 de abril de 2022

QUARESMA, TEMPO DE CONVERSÃO - É PRECISO IR AO DESERTO.



QUARESMA - É PRECISO IR AO DESERTO
Você obviamente sabe que para tudo na vida exige preparação. Para realizar um trabalho, exercer uma profissão, cumprir uma tarefa, etc, é preciso aprender e preparar-se para as dificuldades que normalmente aparecem e para as quais as pessoas sempre esperam de nós a solução ou uma resposta satisfatória.

No esporte, os jogadores fazem pré-temporada, para ter fôlego para as competições do ano todo. Os estudantes leem e releem seus livros para as provas. Os profissionais de todas as áreas sempre reservam um tempo para atualização e aperfeiçoamento.

Mas e na vida? E na caminhada da espiritualidade?

Também precisamos dessa preparação. Precisamos seguir o exemplo de Jesus, sair da multidão e ir ao deserto e realizar exercícios espirituais que nos fortaleçam. Também o deserto é o local propício para o encontro com Deus e também para o enfrentamento do inimigo. No deserto, deixamos o mundo de lado, submetemos a carne à servidão, encontramos a Deus e d’Ele recebemos força para enfrentar o maligno, que sempre espreita a ocasião favorável para tentar fazer cair os servos do Deus Altíssimo.

A Quaresma é o tempo propício para a prática desses exercícios, para a esmola, para as santas leituras, para o jejum, para a busca de Deus e também para a compreensão de tudo aquilo que Deus pretende realizar através de nós.

Quaresma quer dizer quadragésima ou o período de quarenta dias, lembrando que o número quarenta é muito significativo na Bíblia. O dilúvio consistiu em quarenta dias e quarenta noites de chuva torrencial (Gênesis 7,4). Em Sodoma não havia quarenta justos (Gênesis 18, 29). Os israelitas comeram o maná durante quarenta anos (Êxodo 16, 35). Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites na montanha ( Êxodo 24, 18). “Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras.” (Êxodo 34, 28). “Eis já quarenta anos que o Senhor teu Deus está contigo, e nada te faltou.” (Deuteronômio 2, 7). “Lembra-te de todo o caminho por onde o Senhor te conduziu durante esses quarenta anos no deserto, para humilhar-te e provar-te, e para conhecer os sentimentos de teu coração, e saber se observarias ou não os seus mandamentos.” (Deuteronômio 8, 2) (Jejum de Moisés). “Passados quarenta dias e quarenta noites, o Senhor entregou-me as duas tábuas de pedra, as tábuas da aliança.” (Deuteronômio 9, 11). “Como da primeira vez, fiquei sobre o monte quarenta dias e quarenta noites, e ainda dessa vez o Senhor ouviu-me, e renunciou a destruir-te.” (Deuteronômio 10, 10). “Eu vos conduzi durante quarenta anos pelo deserto, sem que vossas vestes se gastassem sobre vós, nem os sapatos de vossos pés.” (Deuteronômio 29, 5). “Davi tinha trinta anos quando começou a reinar, e seu reinado durou quarenta anos” (II Samuel 5, 4). “Salomão reinou sobre todo o Israel durante quarenta anos, em Jerusalém”. (I Reis 11, 42). Elias levantou-se, comeu e bebeu e, com o vigor daquela comida, andou quarenta dias e quarenta noites, até Horeb, a montanha de Deus (I Reis 19, 8). “O reinado de Salomão sobre todo o Israel durou quarenta anos, em Jerusalém.” (II Crônicas 9, 30).

Essas são apenas algumas citações em que o número quarenta aparece com forte conteúdo simbólico.

Mas lembremos – como já referi antes - que a quaresma também nos remete ao deserto, onde Jesus viveu esse período maravilhosamente frutífero após o batismo recebido de João. O deserto nos lembra da carência, da falta das coisas, da necessidade que temos do auxílio de Deus e dos anjos, dos animais ferozes (dificuldades e oposição maligna). O deserto lembra a fome, a sede (coisas que precisamos saber renunciar pelo bem da família) e as tentações que sofremos todos os dias.

Portanto, precisamos imitar Jesus e também ir ao deserto para os exercícios próprios da quaresma. Aliás, este período quaresmal deve ser dedicado aos exercícios próprios da espiritualidade, à ascese (exercícios e esforços para a purificação gradual da alma e do corpo), à conversão, ao aprofundamento e principalmente à meditação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos de um exame de consciência que nos permita identificar vícios e falhas no nosso procedimento. Precisamos confessar nossas culpas e nos encher de novo ânimo. Precisamos da cor roxa, que simboliza a penitência (os padres usam estolas da cor roxa justamente com este significado), mas precisamos também ser assíduos à Igreja, participando das celebrações e cumprindo aquilo que a Igreja nos pede.

Com efeito, para melhor compreender este período e como devemos vivê-lo, vamos estabelecer três palavras-chave: ORAÇÃO, PENITÊNCIA e CARIDADE. Portanto, nesta quaresma, exercitemo-nos na ORAÇÃO, na PENITÊNCIA e na CARIDADE, para que durante todo o ano nós possamos ser mais do que vencedores.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado.

Bendita seja a Santa e Imaculada Conceição da Virgem Maria sem pecado concebida.


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