Mostrando postagens com marcador Frei Faustino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Frei Faustino. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

Frei Faustino Mattiello é homenageado - Agora a capela do Cemitério Santa Clara leve o seu nome.

Abaixo reportagem do jornal Correio Vacariense.


Agora ouça a repercussão na Rádio Fátima (www.fatima.am.br)

http://www.redesul.am.br/Noticias/Religiao/13/07/2011//81973/

"Nesta  terça-feira,12/07, às 16h, a Câmara de Vereadores através de um projeto do vereador Osnir Domingues( PP), vai prestar uma homenagem a um dos freis mais populares de Vacaria. A capela do cemitério Santa Clara agora passará a ser denominada  capela Frei Faustino Matiello.

O descerramento da placa com o seu nome vai contar com a presença do prefeito Elói Poltronieri, presidente da Câmara vereador Valdemir Lima, demais vereadores e autoridades.
Frei Faustino trabalhou por longos anos na paróquia de Fátima e se destacou por seu trabalho pastoral mas também como conselheiro familiar.


Frei Faustino
Faleceu no final da tarde do dia 8 de setembro, aos 82 anos, após três dias de hospitalização, em Vacaria.
Ingressou no Seminário São José, de Veranópolis em 1939; vestiu o hábito capuchinho em 1945; fez o noviciado em 1945, em Flores da Cunha, professando os votos religiosos em janeiro de 1946. Fez os estyudos filosóficos no Convento São Boaventura, de Marau, de 1946 a 1948, e posteriormente licenciou-se pela Faculdade de Filosofia de Ijuí (em 1972). Já os estudos teológicos foram realizados entre 1949 e 1951, nos conventos capuchinhos de Garibaldi e Porto Alegre.

Pelas mãos de Dom Cândido Maria Bampi, foi ordenado sacerdote em 23 de dezembro de 1951, ma matriz São Pedro, de Garibaldi.. De 1952 a 1957 atuou como vigário paroquial na paróquia da Luz, em |Pelotas; de 1958 a 1965 e de 1970 a 1975 esteve no Seminário São José de Veranópolis, onde foi professor e diretor espiritual, ocupando simultaneamente as funções de vigário paroquial e Assistente da Ordem Franciscana Secular (OFS). Em 1969 frequentou o Cefepal – Curso de Franciscanismo, em Petrópolis, Rio de Janeiro. Nos últimos 40 anos fez vários outros cursos, entre eles, Teologia Pastoral, Exegese Bíblica, Criatividade, Metodologia Pastotral e Religiosidade Popular e Parapsicologia.

Desde 1976 viveu a vida fraterna capuchinha como membro da Fraternidade N. Sra. de Fátima (Casa dos Missionários), em Vacaria, desempenhando as funções de vigário paroquial, orientador espiritual e confessor. Nos últimos 12 anos, desde 1987, dedicou-se à pastoral do aconselhamento.

De espírito jovial, alegre, espontâneo e bem humorado, junto com uma característica postura de humildade, sempre procurou estar a serviço das pessoas necessitadas e oprimidas pelas mais diversas debilidades, doenças e carências.
por Aldoir Santos. Fátima (Rádio Fátima AM), dia 11/07/2011 às 09:29."

terça-feira, 14 de junho de 2011

Capela do Cemitério Santa Clara, em Vacaria/RS, receberá o nome do Frei Faustino Mattiello!

Capela do Cemitério Santa Clara receberá o nome do Frei Faustino Mattiello

O ilustre e inesquecível Frei Faustino é eternizado na memória da cidade de Vacaria/RS. Justíssima homenagem para aquele que durante quase 30 anos trabalhou junto à cabeceira dos doentes, aliviando-lhe as amarguras e os sofrimentos.

"Capela que receberá o nome de Fautino Mattiello (Foto: RD Fátima)

O projeto de lei, de autoria do vereador Osnir Domingues (PP), que concede o nome do Frei Faustino Mattiello à Capela do Cemitério Santa Clara foi aprovado por unanimidade, durante a sessão ordinária dessa segunda-feira, 13/06.

Natural de Paraí, o Frei Capuchinho marcou a comunidade de Vacaria ao atender inúmeras pessoas, que recorriam à ele em busca de palavras que aliviassem o sofrimento dos que necessitavam de ajuda. Faustino Mattiello faleceu no dia 8 de setembro de 2009.

O pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Frei Francisco Pasinato conviveu com Frei Faustino por mais de 20 anos. Segundo ele, o capuchinho atendia a pessoas de diversas localidades como Vacaria, Lagoa Vermelha, Ipê, Antônio Prado e do Paraná.

Já o Bispo Emérito Dom Orlando Dotti acredita que a homenagem é uma recordação justa ao trabalho desenvolvido pelo Frei às pessoas que estavam enfrentando algum tipo de sofrimento."

sábado, 15 de janeiro de 2011

FREI FAUSTINO MATTIELLO – A ARTE DE ENSINAR A VIVER I


“Eu estou aqui há dezesseis anos, só ouvindo problemas dos outros, nunca ninguém disse que me amava ou que gostava de mim, mas eu não me preocupo com isso, porque eu amo...”

Prezados amigos do Blog Água Viva, há muito tempo tenho em mente a idéia de escrever sobre este extraordinário servo de Deus conhecido na Diocese de Vacaria/RS como Frei Faustino. Um homem simples e discreto, que realizou um trabalho silencioso de aconselhamento, consolação e motivação aos fiéis que recorriam aos seus préstimos.

Não vou falar sobre a história dele, pois isso pode ser facilmente pesquisado. Não vou dizer onde ele nasceu, quando se tornou padre, nem quando chegou a Vacaria/RS. Apenas quero compartilhar com vocês as impressões que tive, a respeito de um sacerdote com mostras e fama de santidade, que passou a maior parte da vida à cabeceira dos doentes, ouvindo-lhes as amarguras e aliviando-lhes os sofrimentos.

Ao que me lembro foi no ano de 1992. Eu tinha apenas 20 anos e já começava a ter muitas dificuldades para enfrentar as frustrações da vida. Um simples dissabor já era o suficiente para eu não mais conversar com quem me provocara tal situação. E assim foi, logo eu colecionava um número impressionante de desafetos, pessoas com as quais eu não queria ter conversa alguma, sequer cumprimentava, tratava-as como estranhas, inclusive virando o rosto. Meu coração – a esta altura – já era um repositório de mágoas, raiva, ressentimentos e desejo de vingança.

Como qualquer pessoa sabe, ninguém suporta viver assim muito tempo, pois logo é tomado de muitas angústias a ponto de não mais encontrar descanso em situação alguma. A pessoa se torna amarga e de convivência simplesmente insuportável.

Mas – como eu dizia – foi no ano de 1992 que eu procurei o frei pela primeira vez. Acho que por mão providencial, pois não lembro de alguém tê-lo indicado a mim.

Ele atendia numa salinha existente na Casa Paroquial da Matriz Nossa Senhora de Fátima, havia ali três cadeiras de palha e – se não me falha a memória – uma mesa e um pequeno móvel com escaninhos. As cadeiras ficavam dispostas uma contra duas, ou seja, uma de frente para as outras duas cadeiras, de modo que o frei ouvia as pessoas olhando-as frente a frente. Havia também um corredor, que funcionava como sala de espera. O atendimento normalmente era individualizado, porém – por vezes – o frei atendia duas ou mais pessoas ao mesmo tempo, quando se tratava de uma questão familiar ou que exigia uma solução única para todas.

Muitas pessoas vinham de longe para falar com o frei, de maneira que chegava a ser difícil conseguir horários em algumas épocas.



O frei atendia terças, quartas e sextas, na parte da manhã e à tarde, e no sábado pela manhã.

Voltando à minha primeira conversa com o frei, lembro de ter dito a ele que estava sentido muita angústia, que não tinha paz e não descansava, que sofria muitas injúrias no meu trabalho e que havia passado num bom concurso, mas a nomeação estava demorando muito e não havia certeza que um dia seria nomeado.

Aquilo tudo era estranho, pois eu era solteiro, tinha trabalho e morava com meus pais num lar estável e alicerçado em valores cristãos; enfim, não sabia o que era ter problemas. Não precisei explicar muito, logo o frei começou a falar sobre o perdão e que devia abençoar todas as pessoas, mesmo aquelas que me perseguiam, caluniavam e incomodavam.

Ele dizia: “Deus é Amor! Se alguém te diz eu te odeio, você pensa, mas eu te quero bem e te abençoo." “ Se alguém te diz ‘eu não gosto de você’, você, da mesma forma, diz (mesmo que seja só em pensamento) ‘mas eu te quero bem e te abençoo'.”

Sobre as injúrias e humilhações que eu sofria no ambiente de trabalho, o frei ensinou a dinâmica do cavalo: “Se alguém o chama de cavalo e você fica irritado com isso, você já ‘engoliu’ o cavalo, o cavalo é seu. Mas, se você não aceita, e responde a injúria com uma silenciosa bênção, o ‘cavalo’ volta para quem mandou. Você não deve engolir o cavalo, abençoe.”

Isso tudo soou inicialmente muito estranho. Abençoar quem me ofende? Mas que absurdo!

Eu sei que isso é o Evangelho ao pé da letra, que isso foi ensinado na catequese, que a Bíblia diz isso. Que Jesus disse isso. Mas na prática...

No final desse primeiro atendimento, o frei deu-me a bênção, que começava com uma mentalização.

Era assim. Ele solicitava que fechássemos os olhos e juntássemos as mãos entrelaçando os dedos, em posição de oração. Aí ele começava: “respire fundo, respire fundo, ...... afrouxe a cabeça e o pescoço.... deixe a mente descer, descer, .... sinta-se bem.... “. Aí o frei, que já sabia a causa da angústia e do sofrimento, dava sequência a este momento, dando ordens à mente e ao inconsciente, afirmações positivas. No final, o frei dizia: “eu conto até cinco e você vai abrir os olhos, 1, isso sinta-se bem, 2, ....... 3, 4, .....sinta-se bem..... 5. Então, estalava os dedos e mandava abrir os olhos.

Os instantes que se seguiam eram impressionantes. A alma era tomada de uma paz indescritível, era impossível não sair sorrido da sala do frei. Aliás, era impressionante o estado emocional das pessoas na sala da espera e a transformação pela qual elas passavam quando saiam da salinha do frei. Entravam arrasadas e saiam sorrindo. Entravam como mortos e saiam cheios de vida.

Foi assim que eu aprendi a não guardar mágoa das pessoas, especialmente dos familiares. Pois a cada ofensa eu respondo com minha bênção pessoal. Eu mesmo digo, “eu te abençôo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O fato de sermos leigos não nos impede de abençoar, principalmente em relação aos filhos, quando a bênção é um dever do pai e da mãe.

Numa outra oportunidade, voltei ao frei e me queixei que eu não me sentia amado e nem querido por determinada pessoa que eu gostava. O frei me respondeu: “Eu estou aqui há dezesseis anos, só ouvindo problemas dos outros, nunca ninguém disse que me amava ou que gostava de mim, mas eu não me preocupo com isso, porque eu amo...”. E aí completou o ensinamento dizendo, quem ama não condiciona este amor a qualquer reciprocidade, ou seja, quem ama não cobra o mesmo amor da outra pessoa, mas se dedica por quem ama e faz tudo sem interesse. Isso é o verdadeiro amor, o que passa disso são negócios, contratos, acordos, casamentos (no sentido jurídico que quer dizer um contrato nupcial).

Estas são apenas duas lições que recebi do frei, mas que me foram muito úteis na vida, pois não deixei que o mundo me transformasse, muito embora soubesse que não podia mudar o mundo, mas apenas melhorá-lo um pouquinho e ajudar estabelecer na terra, no meu inexpressivo local de atuação, o Reino de Deus.
Abençoar as pessoas, mesmo aquelas que nos fazem sofrer e amar sem esperar nada em troca, pois este é o princípio do verdadeiro amor ao próximo.

Em relação ao meu trabalho, o frei me tranqüilizou me dizendo que eu tinha um bom trabalho e que deveria ter paciência enquanto esperava a nomeação, que demoraria ainda um pouco (o que, de fato, demorou uns 18 meses). No ano de 1993, conforme o próprio frei me havia predito, fui nomeado no concurso que esperava, e venci uma situação difícil que já perdurava 5 anos. Foi uma grande vitória com a qual glorifico a Deus até hoje.

Aos leitores do blog, deixo consignado que logo escreverei outras histórias do Frei Faustino, este grande religioso que faleceu no dia 08 de setembro de 2009, deixando inúmeros órfãos de sua paternidade espiritual.

A alegria que eu trago é a promessa que o próprio frei fez para mim: “Eu te ajudo e, quando estiver no Céu, vou continuar te ajudando.”

Abaixo você posse ver o vídeo de homenagem, quando se completou um ano do falecimento do Frei Faustino.


sábado, 21 de agosto de 2010

Homenagem a Frei Faustino Mattiello.

Prezados amigos do Grupo Água Viva.

Estou postando antecipadamente o vídeo em homenagem ao saudoso Frei Faustino. No dia 08 de setembro de 2010, completar-se-á um ano do falecimento do notável religioso.

Frei Faustino deixou muitos órfãos, pessoas que ele beneficiou com seu dom especialíssimo de aliviar o sofrimento dos aflitos.

Só quem frequentou a salinha do Frei e sentou-se naquela caderinha de palha sabe o que significa a bênção de Frei Faustino...

Eis o vídeo.

Bom proveito.



Confira a repercussão da homenagem no site http://www.capuchinhosrs.org.br/index.php?ir=Noticias&action=ler&id_noticia=25049

Também no site da Rádio Fátima de Vacaria. http://www.redesul.am.br/Noticias/Geral/01/09/2010/Grupo-agua-Viva-cria-homenagem-ao-Frei-Faustino-Mattiello/60922/

Caso não consiga visualizar o vídeo diretamente no blog, acesso o link abaixo e veja-o no YouTube.

http://www.youtube.com/watch?v=xxQ5pqwqXn8

Um abraço a todos, e a PAZ DE JESUS E O AMOR DE MARIA, agora e sempre....!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Frei Faustino Mattiello.

O Grupo Água Viva com pesar comunica o falecimento de seu amigo e conselheiro Frei Faustino Mattiello, ocorrido em 08 de setembro de 2009, nos Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, RS. A Cidade e a Paróquina Nossa Senhora de Fátima perderam uma pessoa extraordinária, um grande conselheiro e um padre de grande santidade. Frei Faustino, lembra-te de nós!
Marcos Suzin,
Coordenador do Grupo Água Viva.
------------------
Abaixo, notícia veiculada no jornal Zero Hora, em 11 de setembro de 2009.
"Após alguns dias de hospitalização, o frei Faustino Mattiello morreu no final da tarde de terça-feira, aos 82 anos, em Vacaria. O corpo foi sepultado no jazigo dos Capuchinhos, no Cemitério Santa Clara.
Frei Faustino, cujo nome de batismo era Adolfo Mattiello, nasceu na Linha 15, em Nova Araçá, à época distrito de Nova Prata, filho de Ernesto Mattiello e Thereza Bordignon. Ingressou no Seminário São José, de Veranópolis, em 1939. Fez o noviciado em Flores da Cunha, professando os votos religiosos em janeiro de 1946. O frei fez seus estudos filosóficos no Convento São Boaventura, de Marau, licenciou-se pela Faculdade de Filosofia de Ijuí e também estudou nos conventos capuchinhos de Garibaldi e Porto Alegre. Pelas mãos de dom frei Cândido Maria Bampi, foi ordenado sacerdote em 23 de dezembro de 1951, na Igreja Matriz São Pedro, de Garibaldi.Atuou como vigário em Pelotas, foi professor e diretor do Seminário São José de Veranópolis e vigário da Ordem Franciscana Secular.Desde 1976, era membro da Fraternidade Nossa Senhora de Fátima (Casa dos Missionários), em Vacaria, desempenhando as funções de vigário paroquial, orientador espiritual e confessor. Nos últimos 12 anos, dedicou-se à pastoral do aconselhamento."
----------------------
Ao fazer o balança dos seus 50 anos de sacerdócio, assim se pronunciou o memorável Frei Faustino:
"Não fiz nada vistosamente grande. Passei a maior parte dos anos na cabeceira dos doentes e ausculando as amarguras e aliviando o sofrimento dos aflitos ou, silenciosamente, orientando e animando os candidatos ao sacerdócio. Sempre anunciando, com atitudes, a boa nova da compaixão e da misericórdia."

Ladainha ao Preciosíssimo SANGUE DE JESUS!

Reze a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue de Jesus Senhor, tende piedade de nós. Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nó...