quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nossa Senhora de Lourdes - A Imaculada Conceição! [História das Aparições, Oração, Foto da Gruta, Vídeo No Colo da Mãe]


História

As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, e muitos católicos acreditam que suas visões seriam da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: "Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo". Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860. A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.

Bernadette, conhecendo as localidades bem, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: "Eu sou a Imaculada Conceição" ("que soy era Immaculada concepciou"). No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuiam qualquer queimaduras.[6] Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que "Eu nunca a tinha visto tão bonita antes". A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858. Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: "A Virgem Maria apareceram de fato a Bernadette Soubirous". Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais freqüentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos.

A veracidade das aparições de Lourdes não são um artigo de fé para os católicos.[carece de fontes?] Não obstante todos os últimos Papas visitaram este local. Bento XV, Pio XI e João XXIII foram quando ainda eram bispos, Pio XII, como delegado papal. Ele também declarou uma peregrinação a Lourdes em uma encíclica na comemoração sobre o 100º aniversário das aparições, completados em 1958. João Paulo II visitou Lourdes três vezes e o Papa Bento XVI concluiu uma visita lá em 15 de setembro de 2008 para comemorar o 150º aniversário das aparições em 1858.

==Posição da Igreja Católica==: Em 18 de janeiro de 1862, Dom Laurence, bispo de Tarbes, deu a declaração solene:

"Inspirados pela Comissão composta por sábios, doutores e experientes sacerdotes que questionaram a criança, estudaram os fatos, examinaram tudo e pesaram todas as provas. Chamamos também a ciência, e estamos convencidos de que as aparições são sobrenaturais e divinas, e que por conseqüência, o que Bernadette viu foi a Santíssima Virgem Maria. Nossas convicções são baseadas no depoimento de Bernadette, mas, sobretudo, sobre as coisas que têm acontecido, coisas que não podem ser outra coisa senão uma intervenção divina."

A Igreja Católica celebra uma missa em honra de Nossa Senhora de Lourdes (memória facultativa), em muitos países, em 11 de fevereiro de cada ano - o aniversário da primeira aparição. Havia uma longa tradição de interpretar o Cântico dos Cânticos (4,7) - "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti", como uma alegoria à Imaculada Conceição e às aparições de Lourdes, isso até a reforma litúrgica na sequência do Concílio Vaticano II.




O Santuário

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, é uma área com várias igrejas e outras instituições construída em torno da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de Lourdes, França. Este terreno é propriedade administrada pela Igreja, e tem várias funções, incluindo atividades devocionais, escritórios e alojamentos para peregrinos doentes e seus ajudantes. O Santuário inclui a Gruta, torneiras próximas que dispensam a água de Lourdes, e os escritórios do departamento médico de Lourdes, bem como várias igrejas e basílicas. Compreende uma área de 51 hectares, e inclui 22 lugares distintos de culto. Há seis línguas oficiais faladas no Santuário: Francês, Inglês, Italiano, Espanhol, Holandês e Alemão."


terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Devoção do Santo Rosário - Frases dos Santos


(fonte: ACI).- Desde que se começou a propagar a devoção ao Santo Rosário, por pedido da Virgem Maria no século XIII, muitos santos e beatos ao longo do tempo tiveram uma profunda devoção a esta oração mariana e ajudaram na sua difusão. A seguir, apresentamos 15 frases de quem cresceu na santidade com o Rosário:
1. São Pio X
“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário”.
 2. São Francisco de Sales
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão”.
3. São Luis Maria Grignion de Montfort
“A prática do Santo Rosário é verdadeiramente grande, sublime, divina. Foi o Céu que vo-la deu para converter os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados”.
4. Santo Afonso Maria de Ligório
“Se quisermos, pois, ajudar as santas almas do purgatório, procuremos rogar por elas à Santíssima Virgem em todas as nossas orações, aplicando-lhes especialmente o Santo Rosário, que lhes dá grande alívio”.
5. Santo Antônio Maria Claret
“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças navida, graças na hora da morte e glória no Céu”.
6. São João Maria Vianney (Cura d'Ars)
“Com esta arma, afastei muitas almas do diabo”.
7. São João Bosco
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: A Missa e o Rosário”.
8. Santa Teresinha do Menino Jesus (Teresinha de Lisieux)
“Pelo Rosário, podemos tudo alcançar. Segundo uma bela comparação, é uma longa cadeia que liga o céu e a terra: uma das extremidades está entre as nossas mãos e a outra nas da Santíssima Virgem. Enquanto o Rosário for rezado, Deus não poderá abandonar o mundo, pois essa oração é poderosa em seu coração”.
9. Beato Paulo VI
“A recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d’Aquela que mais de perto esteve em contato com o mesmo Senhor”.
10. São João XXIII
“O Rosário é uma excelente forma de oração meditada, composta como uma coroa mística”.
11. São João Paulo II
“O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”.
12. Santa Teresa de Calcutá
“Apegue-se ao Rosário como as folhas de hera se agarram na árvore; porque sem Nossa Senhora não podemos permanecer”.
13. São Pio de Pietrelcina
“Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o”.
14. São João Berchmans
“Deem-me minhas armas: a cruz, a coroa do Rosário da Santíssima Virgem e as regras da Companhia. Estas são minhas três prendas mais amadas; com elas morrerei feliz”.
15. São Miguel Febres (Santo Hermano Miguel)
“Um cristão sem Rosário é um soldado sem armas”.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Assumindo e Compreendendo a Cruz de Cristo [Qual o significado da Cruz? Como ela vence o mal? A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz!]






"A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina (...). Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos - , força de Deus e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (I Cor 1, 18-25)

Histórica e repetidamente se usou demonstrar, através das formas de expressão do pensamento humano, que o mal tinha medo da Cruz. Nas vetustas histórias de vampiros e lobisomens – e outras ficções do gênero –, mostrava-se que o simples ato de exibir um crucifixo punha em fuga o ente maligno, e isso se tornou uma espécie de certeza inconsciente em cada pessoa, de modo que se imaginava e, por certo, ainda se imagina, que basta colocar um crucifixo em cima da porta para manter o mal longe de casa.

Isso não deixa de ser verdade, o crucifixo é um sinal poderoso, e nos faz lembrar do imenso amor de Cristo por nós, e da forma como o mal foi derrotado, justamente por aquilo que se imaginava fossem a fraqueza e a vergonha do mundo. Com efeito, aquilo que era tido por fraco e que não despertava interesse algum, a escória do mundo, foi escolhido por Deus e fortificado por Ele, para esmagar a cabeça da “serpente”, e confundir dos grandes dessa terra. Dessa feita, o demônio foi vergado e humilhado, tendo a cabeça esmagada pela Mulher - Maria Santíssima -, ou seja, justamente pela espécie humana que ele tanto despreza e tanto busca aniquilar.

Mas será que o ser humano vence o mal só pelo fato de ter um crucifixo na parede? Às vezes até esquecido ali, todo empoeirado?

A resposta é NÃO! Ter um crucifixo na parede é bom, atrai bênçãos e proteção, enfim, lembra-nos sempre de Cristo. Entretanto, é preciso compreender o real significado da Cruz, bem como a forma como transformaremos essa mesma Cruz em certeza de vitória contra todos os males.

Quando Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus, 16-24) não estava se referindo ao madeiro propriamente dito, ao lenho da cruz. Tomar a cruz é assumir os compromissos e dificuldades da vida, aceitando tudo o que sobrevém, sem nunca renunciar à Cruz. Quando enfrentamos dificuldades familiares, problemas no relacionamento e no trabalho, estamos carregando a cruz na nossa vida, sendo, justamente por isso, assemelhados a Jesus. E quando nos tornamos semelhantes a Jesus é que esmagamos a cabeça da “serpente”, não por força nossa, mas pela graça de Deus e de Nossa Senhora.

Por isso, é preciso aceitar essas situações difíceis, nos relacionamentos, na família, na vida em comum, afastando da mente o desejo de desistir de tudo. Não seja decepcionado ou decepcionada com seu casamento ou com sua vocação religiosa, ainda que as coisas não tenham saído como você sonhou. Não caia na ilusão de ficar pensando que se tivesse casado com outra pessoa a situação seria melhor ou se estivesse entrado nessa ou naquela congregação seria mais realizado ou realizada. Não cultive um sentimento de que “jogou a vida fora” quando casou com esta ou aquela pessoa, ou tomou esta ou aquela decisão, pois se assim você pensa, assim você repudia a Cruz. Do mesmo modo, não cultive decepções e frustrações caso seus filhos não tenham aceitado o caminho que você propôs ou tenham escolhido um caminho que lhe causa incômodos ou vergonha, mas reze contínua  e insistentemente pela conversão deles e para que neles se realize a vontade de Deus. Da mesma forma, não seja frustrado se não conseguiu o emprego que procurava ou se não passou no concurso que queria ou, ainda, se não recebeu o reconhecimento que esperava ou se não lhe foi confiado este ou aquele ministério, pois Deus sabe o que é melhor para você, o que lhe convém, ainda que isso pareça totalmente desproposital ou incompreensível.

Minha recomendação é que você coloque tudo em oração e diga a Nosso Senhor:
“Meu Senhor e meu Deus, eu aceito de bom grado tudo o que está acontecendo. Seja seu santo nome bendito para sempre. Aceito tudo e não me queixo de nada. Renuncio a toda murmuração e resmungos. Aceito tudo o que me aconteceu, do mesmo modo como foi, sem mudar nada. Da mesma forma, ofereço a vós, Meus Deus e Senhor, os sofrimentos da minha vida, os quais aceito com filial submissão, ofertando-os como penhor de salvação de todos os pecadores. Enfim, tudo ofereço pela obra da Redenção e em reparação aos pecados cometidos todos os dias contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria; e tudo coloco em vossas mãos, para de tudo disponha como melhor vos aprouver.”



Logo você vai se sentir melhor, terá uma paz tão profunda no coração que nem mesmo todos os problemas serão capazes de ferir esse estado de quietação. Não é que não haverá problemas, de tempos em tempos haverá dias de tempestade e momentos difíceis, mas você, muito embora possa sofrer um abalo inicial, estará restabelecido e restaurado em pouquíssimo tempo; forjado na batalha, terá inúmeras oportunidades para glorificar a Deus com grandes vitórias. As tempestades – como eu dizia - podem até abalar você num impacto inicial, mas você levantará logo e, com o tempo, será como uma montanha rochosa, que firme e forte não sucumbirá diante dos problemas.

E saiba, mesmo que desabe ruidosa tempestade, com nuvens expessas e negras como o fumo, com raios e trovoadas, o SOL NÃO SE EXTINGUIU, e logo ele voltará a brilhar como sempre, radiante e cheio de explendor.

Mas para isso é preciso aceitar a Cruz e ter a disposição de permanecer nela até o momento em que Jesus der o seu “basta!”.

No mesmo sentido, deixo registrado que existe uma estrutura no mundo que busca de todas as formas fazer com que a pessoa renuncie à Cruz. São ilusões e mentiras acerca da felicidade, da aparência, das riquezas. Tudo é apresentado com um agradável aspecto, para que você renuncie à cruz e saia pelo mundo, fazendo as coisas que “todo mundo faz”, e ainda se justificando pelo “direito de ser feliz”. Dizem assim: “se sua esposa não lhe trata bem, troque-a por uma mais nova”; “se seu filho não o respeita, mande-o embora”; “se seu marido não lhe agradada, arrume outro”; “aproveite a vida”; e por aí vai.

Ai de quem segue esses conselhos!

Nós vencemos o demônio quando carregamos a cruz nas nossas vidas, e nos dispomos a permanecer nela até que Jesus, nos seus insondáveis desígnios, decida retirá-la ou aliviar-lhe o peso. É isso que derrota a tão horrível figura do demônio, carregar a Cruz do dia-a-dia com amor, paciência e total aceitação à vontade de Deus, dando-lhe, ainda, graças em todas as ocasiões.

Com efeito, quando procuramos evitar a Cruz ou fugir dela, o mal passa a ter mais força sobre nós. Quando assumimos a nossa Cruz, honramos nossos compromissos e obrigações, e adotamos a intenção de honrar nossos deveres até o fim, aí a cruz que nós carregamos brilha e atrai bênçãos, afugentando todos os males, trazendo uma paz profunda aos nossos corações.

Por oportuno lembro-me do notável Padre Pio de Pietrelcina, o “Crucificado do Gargano”, que dizia: "Estenda-se sobre a cruz para saborear os frutos da cruz." (Santo Padre Pio de Pietrelcina).

Portanto, é muito importante que aceitemos as nossas cruzes e carreguemos nossos fardos com amor, pois disso depende nossa vitória sobre todas as adversidades.

“Por que temes, pois, tomar a cruz, pela qual se vai aos céus? Na cruz estão a salvação e a vida, na cruz a proteção contra nossos inimigos. Da cruz manam as suavidades celestiais; na cruz estão a fortaleza da alma, a alegria do coração, o compêndio da virtude, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus, e chegarás à vida eterna. ”(Imitação de Cristo, Livro II, Capítulo XII)
O fragmento acima, retirado do livro “Imitação de Cristo”, demonstra bem a importância do tema ora proposto, uma vez que evidencia o estreito e difícil caminho (porta estreita) que deve o cristão trilhar para, em seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, chegar à Vida Eterna.

Jesus mostrou, com palavras e exemplos, o caminho da vida eterna, afirmando que quem desejasse o prêmio da bem-aventurança deveria segui-lo, ou seja, passar pelo caminho que o Mestre mesmo passou, o caminho da cruz.

Mas, afinal, o que é a cruz? O que significa?

Pode-se, de forma genérica e sem rigor teológico, afirmar que a “cruz” é o conjunto de trabalhos, sofrimentos e dificuldades surgido involuntariamente em nossas vidas, e que somos obrigados a suportar. Em outras palavras, a “cruz” é o conjunto de fardos impostos à nossa existência, dos quais não podemos simplesmente renunciar ou desistir.

No evangelho de São Mateus, Capítulo 7, versículos de 24-27, observamos que:

“24. Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. 25. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. 26. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. 27. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.”


Você percebe? Jesus afirma que virão “chuvas”, “enchentes” e “ventos”, que simbolizam os problemas que a vida nos traz. A “casa” somos nós mesmos, e construir a “casa” (nossa vida) sobre a “rocha” significa viver de acordo com a justiça do Reino dos Céus (ouvir a Palavra e a pôr em prática no dia-a-dia). Portanto, se o próprio Jesus afirma que virão problemas, a nós cabe buscar a ajuda divina para resolvê-los e vencê-los, carregando com amor e paciência os fardos, que são as dificuldades enfrentadas durante o período em que passamos por situações dolorosas.

Prosseguindo no Evangelho de São Mateus, observamos que:


“37. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim. 38. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39. Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.” (Capítulo 10 37-39)


Aqui Jesus afirma expressamente que quem não toma a sua cruz e não O segue não é digno dEle. Este trecho demonstra que a cruz é indispensável à salvação, ou seja, somos obrigados a vencer nossas situações dolorosas e adversas, sob pena de não sermos dignos da salvação prometida por Jesus. Quando a “cruz” fica demasiadamente pesada, não temos outra escolha a não ser buscar a força do alto, rezando insistentemente, até que tenhamos vencido, pela misericórdia de Deus, todos os nossos problemas.

Ainda no Evangelho de São Mateus (16, 24-27), observamos que:



“24. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. 26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... 27. Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.”


Neste trecho, Jesus afirma que a opção pelo Reino dos Céus exige renúncia e assunção da cruz. Em outras palavras, para se chegar ao Céu é preciso renunciar a tudo quanto se opõe a Deus, bem como suportar com paciência os trabalhos e as dificuldades impostas pela vida.

Em Mateus 7, 13-14 Jesus já havia afirmado que:



“13. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. 14. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”


Isso significa que a opção pelo Reino de Deus exige esforço, esforço este que consiste em carregar a cruz e morrer nela até que Deus tome a decisão de aliviá-lo. Em outras palavras, o Reino de Deus é uma conquista das pessoas que lutam e pelejam, carregando sua cruz com amor e resignação, aceitando tudo o que lhes acontece, buscando sempre a força de Deus para superar as adversidades. Os acomodados e ociosos não sabem o que é, e abominam o caminho da Santa Cruz, pois escolheram deliberadamente a “porta larga” e o “caminho espaçoso”, que leva à perdição da alma.


No livro “Imitação de Cristo” consta que “Deus quer que aprendas a sofrer a tribulação sem alívio, sujeitando-se de todo a ele e fazendo-se mais humilde com a tribulação”. (Livro II, Capítulo XII). Lembre-se, ainda, que “Ninguém sente mais vivamente a paixão de Cristo que aquele que padece penas semelhantes”.

Quero, ainda, propor uma pergunta, um questionamento:

E SE EU FUGIR DA CRUZ?


“Se te eximires duma cruz, acharás certamente outra e por ventura mais pesada.”. Você percebeu? A “cruz” a gente aceita e carrega, não fazendo pouco quem suporta os trabalhos com paciência e resignação, isto é, sem revoltar-se. Quem carrega a sua “cruz” busca em Deus a consolação, força e alívio, que serão concedidos no tempo certo, conforme a sabedoria do Altíssimo. Lembre-se, que carregar a “cruz” é um exercício espiritual importantíssimo, sem o qual o homem não passaria de um animalzinho pensante (e mal pensante), e que quem foge de cruz é o “diabo”, não os seguidores de Jesus.


Além disso, observa-se que “todos os sofrimentos desta vida não têm proporção alguma com a glória que nos é prometida” (Romanos, 8, 18). E, convenhamos, é tudo o que nos interessa.
Por último, transcrevo parte de uma pregação de Dom Henrique Soares: "Faça a experiência do ESCÂNDALO DA CRUZ."


"...Gente, não brinquem! O mundo não é bonzinho nem simpático, os cristãos não são simpáticos ao mundo. A gente é tolo em achar que o mundo está de braços abertos pra gente. Jesus preveniu: "O mundo vos odeia... E odiou a Mim.". Jesus disse!... O que é odiar? Odiar no sentido bíblico é não querer bem! O mundo não nos estima, nós somos uns chatos; nós somos aquele que vêm lembrar o mundo coisas que o mundo não quer, de modo nenhum, aceitar. Não se iludam, gente! (...) Veja, a gente [nós] aceita a cruz com repugnância!... A gente [nós] pra aceitar a cruz tem de brigar a vida todinha pra se converter; e a gente quer fugir dela o tempo todo; a gente que é cristão; a gente que ama o Senhor; e vocês esperam que os de fora aceitem essa cruz brincando?!... Que juízo é esse da vida? A Cruz não é lógica, o caminho da Cruz não é um caminho natural; o caminho natural é o 'Eu cair fora' , 'é escapar, 'é eu salvar a minha vida'. O caminho natural é o que vocês vão escutar hoje, 'os doze fugiram', 'só deixaram [Judas] porque a marca do beijo da traição e...' 'e foi embora'. É interessante que no Concílio Vaticano II se discutia muito sobre a colegialidade episcopal, como os apóstolos eram um colégio [colegiado, grupo de pessoas], quer dizer, um grupo, de doze, tendo Pedro como 'cabeça'; os bispos são um colégio episcopal sucessor dos apóstolos, tendo o Bispo de Roma, o Papa, como 'cabeça'; aí tinha um Cardeal, o Cardeal Giuseppe Siri, aí ele, 'abusado', disse assim: 'Me mostrem no novo testamento uma única vez que os apóstolos tenham agido como colégio, como grupo? Porque eu só conheço uma, só uma vez os apóstolos agiram todos juntos: 'Eles correram e deixaram o Cristo sozinho.' E esta é a nossa tentação: 'Correr e deixar Cristo sozinho'. Na hora da humilhação, na hora do sofrimento; pegar a cruz e esconder [fez o gesto de mostrar a cruz para os fieis], colocar no bolso ou por dentro da camisa; é um jeito de dizer: 'Não conheço esse homem! Eu não tenho parte com Ele!' A Cruz não é lógica, nem pra gente e nem para o mundo. Quem acreditou naquilo que ouvimos, que o Filho de Deus, que o Messias seria crucificado (...). Eu insisto: 'Querem fazer a experiência do que é o escândalo da Cruz, no próximo sofrimento de vocês, o próximo momento difícil da vida, porque ele vem, né? A gente passa por período horríveis na vida, horríveis! Pois bem, no próximo período em que vocês estiverem assim, chorando, se acabando, vendo tudo fechado, você OLHEM PARA A CRUZ!... E digam: 'Senhor, é isso, né?' A Cruz a gente suporta, e abraça por amor de Jesus!... Como Jesus abraçou a dele. Então, não esperem... Vejam, a lógica de DEUS o mundo não aceita, não aceitará nunca!... Porque para a aceitar Cristo, tem que existir uma coisa chamada CONVERSÃO. Isso é pra mim que sou Bispo, é prá você... Ninguém aceita o Cristo: 'Ah! Que beleza! Que lindo! Que nada!..." Jesus fala, CON-VER-TEI-VOS!... Se é beleza, se é lindo, deixe seu pecado, deixe sua vida do 'seu jeito', e venha viver 'do Meu Jeito' [de acordo com a vontade de Deus] . E aqui a 'porca torce o rabo'; aqui muitos 'balançam cabeça' e dizem: 'Não, esta palavra é dura'. E Jesus não muda, nem 'dá desconto', nem 'faz abatimento'..."


Por isso, aceita sua Cruz e imite Jesus em tudo.
Isso não é tudo, mas é um bom começo.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!








terça-feira, 2 de agosto de 2016

A INDULGÊNCIA PLENÁRIA DA PORCIÚNCULA




A MENCIONADA INDULGÊNCIA COMEÇA ÀS 12 HORAS DO DIA 1 DE AGOSTO ATÉ O ENTARDECER DO DIA 2 DE AGOSTO, TODOS OS ANOS

I - ORIGEM

Numa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado no chão, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e, no meio dela, apareceu JESUS. ao lado da VIRGEM MARIA sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. JESUS perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejaria receber, para conseguir a salvação eterna das almas?”Sem hesitar, Francisco respondeu: “Santíssimo PAI, peço que a todos aqueles, que, arrependidos e confessados, vierem visitar esta Igreja, se lhes conceda um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas”. “O que você pede Frei Francisco, é um benefício muito grande”, disse-lhe o SENHOR, “muito embora você seja digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o seu pedido, com uma condição, você deverá solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra”.No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Nassau, seguiu para Perugia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Diante de sua Santidade, falou: “Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de DEUS, restaurei uma Igreja em honra de Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Sua Santidade colocar nesta Igreja uma indulgência para quem visitá-la, sem a obrigação de a pessoa oferecer qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa estava ligada à obrigação de essa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação dessa mesma igreja”.O Papa ficou surpreso e comoveu-se com o incomum pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos você quer esta indulgência?”.“Santo Padre, não peço anos, mas penso em almas”, respondeu Francisco.“O que você quer dizer com isto?”“Se Sua Santidade estiver de acordo, eu queria que todas as pessoas que visitassem Porciúncula, contritos de seus pecados, em estado de graça, tendo confessado e recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até o dia em que entrarem na Igreja”.“Mas não é um costume da Cúria Romana conceder tal indulgência!” “Senhor, falou o Poverello, este pedido, não o faço por mim, mas por ordem de JESUS CRISTO. É da parte dEle que estou aqui”.Ouvindo isto, o Papa, cheio de amor, respondeu três vezes seguidamente:“Em nome de DEUS, meu filho, concedo-lhe esta indulgência”.Como alguns Cardeais presentes quisessem interferir, o Papa confirmou:“Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos, sinceramente arrependido de suas faltas e tendo confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, in perpetuo, a começar das primeiras vésperas, incluída a noite, até as vésperas do dia seguinte”.A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216. Assim sendo, a mencionada indulgência começa às 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto, todos os anos. A indulgência é conhecida com o nome: “DIA DO PERDÃO”. Para recebê-la, o fiel deve achar-se em "estado de graça", rezar um CREDO, um PAI NOSSO, fazer o pedido da Indulgência Plenária, e rezar um PAI NOSSO, uma AVE MARIA e GLORIA AO PADRE, pelas intenções de Sua Santidade o Papa.

II - ENTRE A TARDE DO DIA 1 AGOSTO E O PÔR-DO-SOL DO DIA 2 AGOSTO, VÁLIDO PARA QUALQUER TEMPLO DA IGREJA CATÓLICA NO MUNDO, SEGUNDO AS CONDIÇÕES REQUERIDAS.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre à tarde do dia 1 agosto e o pôr-do-sol do dia 2 agosto. Em 9 de julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer igreja pública de suas Dioceses, a fim de que, também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Por último, este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4). Significa dizer, que atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de JESUS para toda humanidade. Assim, ganharão a Indulgência todas as pessoas que, em "estado de graça", visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um CREDO, um PAI NOSSO e um GLÓRIA, suplicando ao CRIADOR o benefício da indulgência, e rezando também, um PAI NOSSO, uma AVE MARIA e um GLÓRIA, pelas intenções do Santo Padre o Papa. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Poderosa oração a Nossa Senhora de Fátima.





Santíssima Virgem,
que nos montes de Fátima
vos dignastes revelar a três pastorinhosos
tesouros de graças contidos
na prática do vosso santo Rosário,
incuti profundamente em nossa alma
o apreço em que devemos ter esta devoção, a vós tão querida,
a fim de que, meditando os mistérios da Redenção,
que neles se comemoram,
nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça (……………………….) que vos pedimos, se for para a glória de Deus
e proveito de nossas almas.
Assim seja.
Pai-nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

domingo, 8 de maio de 2016

“Mulher, eis aí o teu filho; (...) “Eis aí tua mãe” (Jo 19, 25-27)



“Mulher, eis aí o teu filho; (...) “Eis aí tua mãe” (Jo 19, 25-27)

Certa vez os fariseus e saduceus foram até João, o Batista. Cheio do Espírito Santo desde o ventre materno, João os reconheceu rapidamente, e percebeu que eles não tinham contrição alguma, que não queriam arrepender-se de seus pecados e tampouco converter-se da vida injusta que levavam.
Ao desmascará-los, João falou em alta voz:
 “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura? Dai, pois, frutos de verdadeira penitência. Não digais dentro de vós: Nós temos a Abraão por pai! Pois eu vos digo: Deus é poderoso para suscitar dessas pedras filhos de Abraão.” (Mateus 3, 7-9)
Você observou bem a parte que eu grifei acima? Que Deus tem poder para fazer nascer das pedras filhos de Abraão. A repreensão era em virtude que os fariseus e saduceus achavam que, por terem a descendência de Abraão, não precisariam conversão e que eram completamente justos, vivendo, no entanto, uma vida pecaminosa e cheia de maldades.
Com efeito, não basta ser filho de Abraão, é preciso viver uma vida agradável e obediente a Deus.
Mas o que eu quero falar é sobre a parte que eu grifei, de que Deus pode fazer surgir das pedras filhos de Abraão, pois a Deus coisa alguma é impossível. O mesmo Deus que pode fazer nascer das pedras filhos de Abraão também pode fazer com que as pedras falem quando os profetas se calam ou são calados.
Agora convido você a meditar a dolorosíssima crucificação de Jesus, no exato momento em que Jesus, em ato de última vontade, confiou Maria como Mãe a João e confiou João como filho de Maria, ao que João levou a Santíssima Mãe do Senhor para sua casa, lembrando que a casa do apóstolo é a Igreja.
Mas lembre, as palavras muitas vezes são insuficientes para retratar um momento, especialmente os sentimentos e as dores do coração. É lógico que Jesus deu Maria por Mãe de João Evangelista e que João naquele momento representava todos os cristãos - os nascidos e os que ainda iriam nascer -, o que significa dizer que em João Evangelista, por obra, graça, milagre e amor extremo de Jesus Cristo, todos nos tornamos filhos de Maria Santíssima.
A Beata Anna Catharina Emmerich, ao testemunhar esse acontecimento em suas maravilhosas visões e revelações particulares, acrescentou o que Jesus sentiu em seu Sacratíssimo Coração quando deu Maria por Mãe de João e de todos nós.
Vejamos um trecho do livro Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus, ocasião em que a Beata Anna Catharina narrou detalhadamente esse momento:
“A Mãe de Jesus, Madalena, Maria de Cléofas, Maria Helí e João estavam entre as cruzes dos ladrões, em redor da cruz de Jesus, olhando para Nosso Senhor. A Santíssima Virgem, em seu amor de mãe, suplicava interiormente a Jesus que a deixasse morrer com Ele. Então olhou o Senhor com inefável ternura para a Mãe querida e, volvendo os olhos para João, disse a Maria: ‘Mulher, eis aí o teu filho: será mais teu filho do que se tivesse nascido de ti.’ (...) Não sei se Jesus pronunciou alto todas essas palavras; percebi-as interiormente, quando, antes de morrer, entregou Maria Santíssima, como Mãe, ao Apóstolo querido e este, como filho, a sua Mãe. Em tais contemplações se percebem muitas coisas, que não foram escritas; é pouco apenas o que pode exprimir a língua humana.” (páginas 308-9)

Você percebeu bem? Se Deus pode fazer nascer das pedras filhos de Abraão, muito mais poderá fazer de nós filhos de Maria Santíssima, mais do que se tivéssemos, fisicamente, saído e nascido dela. Isso quer dizer que, por obra, milagre e graça de Jesus Cristo, Nosso Senhor, em ato extremo de amor e última vontade, nós fomos constituídos filhos da Santíssima Virgem Maria, mais do que se tivéssemos a sua carne e o seu sangue.
Veja bem, querido (a) leitor (a), que uma pessoa descende de outra segunda a carne e a natureza. Isso quer dizer que o nascimento decorre unicamente de uma consequência natural, muitas vezes sequer desejada pelos pais. Todavia, o nosso nascimento e nossa filiação em Maria Santíssima não decorre de uma consequência da natureza ou da vontade do homem, mas de milagre extraordinário, da vontade e da insondável misericórdia de Jesus Cristo, o nosso Senhor e nosso Deus.

Portanto, se somos filhos de Maria, e isso é uma verdade cuja afirmação é cada vez mais necessária, nós o somos não simbolicamente, mas, por graça de Deus, mais do que se naturalmente tivéssemos nascido de Maria.

 
Por isso, saiba! Maria é nossa Mãe, mais do que se tivéssemos saído dela.

Comando direto para expulsar as forças malignas - Oração de Libertação - Igreja Católica Apostólica Romana.

  COMANDO DIRETO PARA EXPULSAR AS FORÇAS MALIGNAS JESUS eu glorifico o TEU NOME , pois ELE está acima de todo nome; porque diante da invo...