sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Virtude da Paciência - A Paciência Dá Glória a Deus...


A Paciência - Por São Francisco de Sales













Por São Francisco de Sales


A paciência, diz o Apóstolo, vos é necessária para que, fazendo a vontade de Deus, alcanceis o que Ele vos tem prometido. Sim, nos diz Jesus Cristo, possuireis vossas almas pela paciência.
O maior bem do homem consiste, Filotéia, em possuir seu coração e tanto mais o possuímos quanto mais perfeita é nossa paciência; cumpre, portanto, aperfeiçoarmos nesta virtude. Lembra-te também que, tendo Nosso Senhor nos alcançado todas as graças da salvação pela paciência de Sua vida e de Sua morte, nós também no-las devemos aplicar por uma paciência constante e inalterável nas aflições, nas misérias e nas contradições da vida.
Não limites a tua paciência a alguns sofrimentos, mas estende-a universalmente a tudo o que Deus te mandar ou permitir que venha sobre ti. Muitas pessoas há que de boa mente querem suportar os sofrimentos que têm um certo cunho de honroso: ter sido ferido numa batalha, ter sido prisioneiro ao cumprir seu dever, ser maltratado pela religião, perder todos os seus bens numa contenda de honra, da qual saíram vencedores, tudo isso lhes é suave; mas é a glória e não o sofrimento o que amam.
O homem verdadeiramente paciente tolera com a mesma igualdade de espírito os sofrimentos ignominiosos como os que trazem honra. O desprezo, a censura e a deseducação dum homem vicioso e libertino é um prazer para uma alma grande; mas sofrer esses maus tratos de gente de bem, de seus amigos e parentes, é uma paciência heróica. Por isso aprecio e admiro mais o Cardeal São Carlos Borromeu, por ter sofrido em silêncio, com brandura e por muito tempo, as invectivas públicas que célebre pregador duma ordem reformada fazia contra ele do púlpito, do que ter suportado abertamente os insultos de muitos libertinos; pois, como as ferroadas das abelhas doem muito mais que as das moscas, assim as contradições procedentes de gente de bem magoam muito mais do que as que provêm de homens viciosos. Acontece, no entanto, muitas vezes que dois homens de bem, ambos bem intencionados, pela diversidade de opiniões, se afligem mutuamente não pouco.
Tem paciência não só com o mal que sofres, mas também com as suas circunstâncias e conseqüências. Muitos se enganam neste ponto e parecem desejar aflições, recusando, entretanto, sofrer suas incomodidades inseparáveis. Não me afligiria, diz alguém, de ficar pobre, contanto que a pobreza não me impedisse de ajudar a meus amigos, de educar meus filhos, e de levar vida honrosa. E eu, declarava um outro, pouco me inquetaria disso, se o mundo não atribuísse esta desgraça à minha imprudência. E eu, dizia ainda um terceiro, nada me importaria esta calúnia, contanto que não achasse crédito em outras pessoas. Muitos há que estão prontos a sofrer uma parte das incomodidades conjuntas aos seus males, mas não todas, dizendo que não se impacientam de estar doentes, mas do trabalho que causam aos outros e da falta de dinheiro para se tratar.
Digo, pois, Filotéia, que a paciência nos obriga a querer estar doentes, como Deus quiser, da enfermidade que Ele quiser, no lugar onde Ele quiser, com as pessoas e com todos os incômodos que Ele quiser; e eis aí a regra geral da paciência! Se caíres numa enfermidade, emprega todos os remédios que Deus te concede; pois esperar alívio sem empregar os meios seria tentar a Deus; mas, feito isso, resigna-te a tudo e, se os remédios fazem bem, agradece a Deus com humildade e, se a doença resiste aos remédios, bendize-o com paciência.
Sou do parecer de S. Gregório, que diz: Se te acusarem de uma falta verdadeira, humilha-te e confessa que mereces muito mais que esta confusão. Se a acusação é falsa, justifica-te com toda a calma, porque o exigem o amor à verdade e a edificação do próximo. Mas, se tua escusa não for aceita, não te perturbes, nem te esforces debalde para provar a tua inocência, porque, além dos deveres da verdade, deves cumprir também os da humildade. Assim, não negligenciarás a tua reputação e não faltarás ao afeto que deves ter à mansidão e humildade do coração.
Queixa-te o menos possível do mal que te fizeram; pois queixar-se sem pecar é uma coisa raríssima; nosso amor-próprio sempre exagera aos nossos olhos e ao nosso coração as injúrias que recebemos. Se houver necessidade de te queixares ou para abrandar o teu espírito ou para pedir conselhos, não o faças a pessoas fáceis de exaltar-se e de pensar e falar mal dos outros. Mas queixa-te a pessoas comedidas e tementes a Deus, porque, ao contrário, longe de tranqüilizar a tua alma, a perturbarias ainda mais e, em lugar de arrancares o espinho do coração, o cravarias ainda mais fundo.
Muitos numa doença ou numa outra tribulação qualquer guardam-se de se queixar e mostrar a sua pouca virtude, sabendo bem (e isto é verdade) que seria fraqueza e falta de generosidade; mas procuram que outros se compadeçam deles, se queixem de seus sofrimentos e ainda por cima os louvem por sua paciência. Na verdade temos aqui um ato de paciência, mas certamente duma paciência falsa, que na realidade não passa dum orgulho muito sutil e duma vaidade refinada.
Sim, diz o Apóstolo, tem de que gloriar-se, mas não diante de Deus. Os cristãos verdadeiramente pacientes não se queixam de seus sofrimentos nem desejam que os outros os lamentem; se falam neles é com muita simplicidade e ingenuidade, sem os fazer maiores do que são; se outros os lamentam, ouvem-nos com paciência, a não ser que tenham em vista um sofrimento que não existe, porque, então, lhes declaram modestamente a verdade; conservam assim a tranqüilidade da alma entre a verdade e a paciência, manifestando ingenuamente os seus sofrimentos, sem se queixarem.
Nas contrariedades que te sobrevierem no caminho da devoção (pois que delas não hás de ter falta), lembra-te que nada de grande podemos conseguir neste mundo sem primeiro passarmos por muitas dificuldades, mas que, uma vez superadas, bem depressa nos esquecemos de tudo, pelo íntimo gozo que então temos de ver realizadas as nossas aspirações. Pois bem, Filotéia, queres absolutamente trabalhar para formar a Jesus Cristo, como diz o Apóstolo, em teu coração, como em tuas obras, pelo amor sincero de Sua doutrina e pela imitação perfeita de Sua vida. Há de custar-te algumas dores, sem dúvida; mas hão de passar e Jesus Cristo, que viverá em ti, há de encher tua alma duma alegria inefável, que ninguém te poderá furtar.
Se caíres numa doença, oferece as tuas dores, a tua prostração e todos os teus sofrimentos a Jesus Cristo, suplicando-Lhe de os aceitar em união com os merecimentos de Sua paixão. Lembra-te do fel que Ele bebeu por teu amor e obedece ao médico, tomando os remédios e fazendo tudo o que determinar por amor de Deus. Deseja a saúde para O servir, mas não recuses ficar muito tempo doente para obedecer-Lhe e mesmo dispõe-te a morrer, se for a Sua vontade, para ir gozar eternamente de Sua gloriosa presença.
Lembra-te, Filotéia, que as abelhas, enquanto fazem o mel, vivem dum alimento muito amargo e que nunca nós outros poderemos encher mais facilmente o coração desta santa suavidade, que é fruto da paciência, do que comendo com paciência o pão amargo das tribulações que Deus nos envia; e quanto mais humilhantes forem, tanto mais preciosa e agradável se tornará a virtude ao nosso coração.
Pensa muitas vezes em Jesus crucificado; considera-O coberto de feridas, saturado de opróbrios e dores, penetrado de tristeza até ao fundo de Sua alma, num desamparo e abandono completo, carregado de calúnias e maldições; verás então que tuas dores não se podem comparar às Suas, nem em quantidade, nem em qualidade, e que jamais sofrerás por Ele alguma coisa de semelhante ao que Ele sofreu por ti.
Compara-te aos mártires, ou, sem ires tão longe, às pessoas que sofrem atualmente mais do que tu e exclama, louvando a Deus: Ah! meus espinhos me parecem rosas e minhas dores, consolações, se me comparo àqueles que vivem sem socorros, sem assitência e sem alívio, numa morte contínua, opressos de dores e de tristezas.
(São Francisco de Sales, FILOTÉIA, trad. Frei João José P. de Castro, O.F.M., págs. 180-186, Editora Vozes, 16ª edição, 2008.)

TRATADO DA CASTIDADE Bem-aventurados os puros. (SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO)



TRATADO DA CASTIDADE
Bem-aventurados os puros.
(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO)



Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: "Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente" (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de "a vida do espírito"; São Pedro Damião, "a rainha das virtudes"; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.

A castidade faz do homem um anjo. "Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos". Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. "Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano (De Coen. Int., 1. 6, c. 6), assemelham-se os homens aos anjos"; e São Bernardo (De mor. et off., ep., c. 3): "O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida". "A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito", afirma São Basílio (De ver. virg.).

O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa.

Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): 'Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!".

Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): "O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara". "Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!"

Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: "É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade".





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Combati um Bom Combate, Guardei a Fé [O ano da fé]


Combati um Bom Combate, Guardei a Fé

Eu tenho observado nos últimos dias como alguns cristãos estão inquietos com toda a confusão lançada acerca da doutrina cristã, uma vez que se multiplicam as seitas e as “igrejas”, trazendo com isso um repertório de novos conceitos, de novas interpretações e um turbilhão de julgamentos e condenações, especialmente contra a fé católica.

Inicialmente, gostaria  de dizer que a fé é um dom de Deus, ninguém tem fé simplesmente por que quer, mas por que Deus assim o concede. Muitos gostariam de ter uma fé forte e inabalável, outros de ter uma certeza viva acerca daquilo que não se pode ver, mas, por um ou outro motivo, não conseguem.

A fé viva é silenciosa, não se exalta, não se vangloria e quase não precisa esforçar-se para ver tudo o que é oculto aos olhos do corpo, mas claríssimo aos olhos da alma. A fé viva não julga e nem condena, pois rende culto à Divina Misericórdia. A fé verdadeira enche-se de amor e caridade e, justamente por isso, nada faz de inconveniente, não agride, não ofende, não exalta a si mesma e não tem dificuldade alguma para fazer bom uso do silêncio e depositar toda sua esperança em Deus.

Entretanto, é preciso observar e atentar que, uma vez que recebemos este dom, este presente de Deus, precisamos cuidar dele e, de modo forte e vigoroso, protegê-lo contra os atentados que são, quase que o tempo todo, lançados contra a fé católica.

A fé católica tem como fundamento a Sagrada Escritura, a Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério. Há, portanto, um conjunto de três colunas, que tem como alicerce o próprio Cristo,  sobre o qual se assenta. Os cristãos protestantes fundamentam a sua fé unicamente na Escritura, e por causa dessa opção, não conseguem entender muitas situações da fé cristã, mesmo diante da observação feita pelo Evangelista João, que deixou claro que “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos” (Capítulo 21, versículo 23).

Não bastasse isso, por falta de humildade e pura teimosia, os protestantes se insurgem, cada dia com mais prepotência, contra os postulados da Igreja Católica, procedendo a julgamentos temerários e irresponsáveis, como se Deus não fosse sábio o suficiente para julgar os vivos e os mortos.

Diante de tudo isso, nossa fé cristã é posta à prova, e muitas vezes atacada de modo covarde e impiedoso, justamente por quem se vangloria do Evangelho, mas não o cumpre e ainda o deturpa para justificar suas arbitrárias opções.

Lógico que não são todos os protestantes que abominam a fé católica, há uma minoria que respeita, mas, infelizmente, são muitos os que se levantam, julgam, condenam e abominam o que não conhecem.

Em relação a nós, temos o dever de guardar a fé, protegendo-a da crescente contestação ao magistério e à santa doutrina. Quando somos assediados, temos o dever de não permitir que tais pessoas, algumas ao sabor do erro outras da má-fé, mas ambas aconselhadas pelo maligno, abalem ou destruam a nossa fé. Deus nos concedeu esse dom, o dom de ver com os olhos da alma, de ter uma certeza inabalável acerca do que não se pode ver, mas a nós cabe cuidar da fé e mantê-la intacta diante dos crescentes e reiterados ataques.

Aquele que atenta contra a fé cristã é um assassino espiritual, mas o cristão, especialmente o católico, que permite que um estranho abale ou destrua a sua fé, é um suicida espiritual. Não há desculpa, não podemos permitir que alguém, seja quem for, abale a nossa fé, pois aí estaríamos negligenciando o cuidado com o belíssimo dom que Deus nos deu.

São Paulo, ao fim de sua vida, escreveu: “Combati o bom combate, guardei a fé”. Isso significa que também nós deveremos combater o bom combate, isto é, vencer e resistir a tudo o que se opõe à nossa fé em Jesus e sua bem-aventurada Mãe, e guardar essa mesma fé contra as reiteradas investidas dos falsos profetas, cada vez mais audaciosos e inescrupulosos. Assim, a exemplo de São Paulo, poderemos esperar a coroa da glória, que é a generosa recompensa de Deus aos seus fiéis.

Por último, registro que não estamos estimulando o confronto ou a violência em torno de postulados religiosos, mas estamos exortando a todos os católicos que não permitam que sua fé seja abalada por pessoas que fazem um julgamento inoportuno e equivocado sobre o que pensam ser a Igreja Católica e os católicos de um modo geral, sobre nossos costumes, liturgia, ensinamentos, sacramentos e tudo que em nós representa Deus, sua Mãe, os santos e demais seres gloriosos. Se tais pessoas querem persistir teimosamente em seus erros, que não nos arrastem com eles.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pelo Direito de Ter um Amigo [Por Marcos Suzin]

Eu queria um amigo assim, um amigão;
Alguém com quem eu pudesse contar todos os dias;
Que eu não precisasse filtrar as palavras;
Que não me obrigasse a fazer uso da prudência;
E que não exigisse de mim o bom uso da sabedoria,
Para saber se as coisas que me diz são ou não verdade.


Eu queria um amigo que não fosse volúvel, nem solúvel;
Que não fosse degradante, nem desagradável;
E que tivesse coragem de me dizer umas verdades,
Ainda que doídas.


Eu queria um amigo que não fosse um amigo, mas um irmão.
Não me importo se homem ou mulher,
Apenas queria que fosse meu amigo,
Alguém que fosse do mesmo tom, uníssono,
Um perfeito diapasão, que me ajudasse a encontrar o prumo.


Na verdade, nem sei mais o que procuro;
Se um amigo ou um anjo,
Se um anjo ou um santo,
Se um santo ou o próprio Deus.
Só sei que eu queria um amigo que não medisse o sangue,
Não contasse as lágrimas, e não me inquietasse.
Um amigo que soubesse ler os pensamentos e compreender os sentimentos,
Sem, contudo, me julgar por uns ou por outros.


E – mais! – um amigo que me ensinasse a compreender esse completo despojo,
Esse vazio de presença e consolação humanas.
Um amigo que fosse meu arroubo, meu baluarte,
Meu alicerce inabalável,
E ainda assim em nada se ensoberbecesse e de nada se orgulhasse.


E, quando mais procurava e menos entendia,
Descobri que este amigo já existia;
E era mais do que tudo que eu pensava.
Mas com um jeito estranho de mostrar seu amor,
E de entregar seu Coração, oculto num pedacinho de Pão.
(Marcos Suzin, 05-02-2012, 16h30min)

sábado, 19 de janeiro de 2013

Eu Sacerdote [Por Padre Evaldo Petry. Reflexão sobre o sacerdócio e a missão do sacerdote]


EU SACERDOTE
É Quinta-Feira Santa, dia 05 de abril de 2012.
Às 19h30min celebrei a Missa da Última Ceia, com meu povo, numa comunidade de Bairro (Imperial). A Capela é dedicada a Nossa Senhora do Caravaggio.
Aos domingos, a igreja lota. Em dia de semana e à noite a frequência diminui por causas diversas.
Nessa noite, a motivação – é claro – destacou o amor fraterno, o Lava-Pés e a Eucaristia na celebração toda.
Para mim, era de suma importância aprofundar o mistério do meu sacerdócio. Refletindo e rezando, me veio à mente aquela pequena história que eu inventei e que abre minha reflexão a seguir.
Não coloco fatos cronológicos do meu dia-a-dia.
A minha reflexão não conta o que EU fiz. Mas procurei destacar, através de uma narrativa imaginária, o que ELE FEZ POR MIM.
Eu mesmo fiquei surpreso com o que esta reflexão me revelou. Ela me incendiou.
Pensei em colocar à disposição de quem, de repente, procura um sentido mais amoroso para o seu sacerdócio.
Para nós sacerdotes, é muito duro sentir na vida real o quando somos banalizados, o que pode nos levar ao esmorecimento.
Convido todos os queridos colegas no Sacerdócio, a nos retirarmos um pouco, com Jesus, para um lugar retirado...
Um abraço fraterno e afetuoso do vosso irmão, Padre Evaldo Petry.

Padre Evaldo Petry celebrando Missa no Santuário Nossa Senhora da Oliveira

EU, SACERDOTE (Introdução)
Naquela Quinta-Feira Santa, dia 05 de abril de 2012, como de costume, fui refletindo sobre o “EU SACERDOTE” e os acontecimentos da minha vida, desde o dia em que decidi entrar no Seminário até eu sair dele, feito Padre, e mais os 48 anos de vida sacerdotal vividos até hoje.
Tive altos e baixos, vitórias e derrotas, o entusiasmo se alternando com cruel desânimo, vontade de ir embora e vontade de ficar...
Tive apoio de sacerdotes e de colegas, mas também tive muitas broncas com superiores e rixas com colegas, principalmente quando havia jogo de futebol e eu perdia, e então eu partia furioso para cima do juiz, culpando-o pela derrota, quando, na verdade, o culpado era eu mesmo: eu não sabia perder...
Eu sempre preferia os piqueniques ou jogos de futebol, em vez de ficar na Capela rezando. Lembro-me da comida, às vezes intragável, mas comia por sacrifício, para ver se eu ficava um pouco mais santo.
Lembro-me da competição entre nós colegas, onde cada um procurava ser mais santo que os outros (esta competição eu sempre perdia, na avaliação dos outros, porque eu andava por toda parte, como um foguete, e sem jeito de andar com a cabeça torta e soltar profundos gemidos e suspiros de amor!...).
Quantos padres e colegas me olhavam com miopia, me denunciavam aos superiores, dizendo que eu não ia ficar padre por que...
Eles, porém, não sabiam que, dentro de meu coração, eu carregava um segredo muito grande: uma filial e tenra devoção à Mãe de Deus, Maria Santíssima, herança preciosa recebida de minha saudosa mãe, e carinhosamente cultivada e alimentada em mim, pelo meu guia, o Padre Francisco Innerhofer, S.V.D., filho de extrema devoção a Nossa Senhora.
Mais tarde, ordenado Padre, cheio de sonhos, sai para minha missão. Em apenas dois meses de sacerdócio, meus sonhos desabaram em pesadelos. O apoio e a amizade que eu esperava ter por parte daqueles que me deviam incentivar minha inexperiência, eu não tive. Só recebia duras críticas em tudo o que fazia. Quantas lágrimas eu chorei!... Ter que ouvir de um colega estas palavras: “Mas você está maluco!”, como repreensão. Eu quebrei por dentro, exclamando: “Meu Deus! Aonde eu fui me meter!”...
Mas, naquela Quinta-Feira Santa, enquanto, como sacerdote, eu celebrava a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, eu deixei de lado toda esta história pessoal, dos tempos de Seminário e os anos da vida de padre e revolvi olhar o meu Cristo bem nos seus olhos, e falei-lhe ao seu coração:
“Meu Cristo, agora, vamos colocar as coisas em seu devido lugar. A minha história, hoje, vai ser diferente. Hoje, eu quero contemplar, não o que eu fiz, mas sim, O QUE VOCÊ FEZ POR MIM, para eu ser hoje o
PADRE EVALDO
E aí vai, então, a reflexão que eu fiz naquela Quinta-Feira Santa, no dia da Instituição da Santíssima Eucaristia e do Sacerdócio.
Recomendação importante:
Reza em silêncio, por um instante,
Antes de começares a ler.
Talvez a tua história também tenha alguma coisas a ver com esta minha história que eu ponho, hoje, nas tuas mãos.
EU SACERDOTE
Frequentemente estamos vendo milhares de pessoas lotando uma praça e um estádio, porque vai acontecer a apresentação de um famoso personagem, vindo de fora, ou vai acontecer o SHOW de um grupo musical que traz um cantor idolatrado e de fama mundial.
Ninguém quer perder o SHOW; todo mundo quer ficar o mais próximo possível do ídolo e aparecer na foto com ele.
Imagine se no meio do SHOW, o personagem principal descesse à plateia e, dentre os milhares de presentes, fosse garimpar ao acaso, uma única pessoa pobre e de aparência simples, anônima, e a convidasse a subir no palco com ele, conduzindo-a pela mão.
Finalmente, ele faria um número especial, em pareceria como assistente privilegiado, para depois lhe dar um abraço, liberá-lo de volta ao seu lugar. Seria um momento a ser relembrado pelo resto da vida.
- Pois é! Eu, hoje, sou Padre.
Que história a minha mais parecida com aquela história que eu inventei acima, e coloquei como início da minha reflexão, na qual eu tive uma conversa com Jesus, bem lá dentro do meu coração. Acho que aconteceu mais ou menos assim:
Há cerca de 2000 anos, Jesus Cristo instituiu a sua Igreja, a qual formaria o seu público até o fim dos tempos, nas suas apresentações, que poderiam ser chamadas de “SHOW DO AMOR”.
O valor do ingresso era único, para todos: trazer um coração limpo e puro.
No primeiro SHOW que Ele apresentou, o público era pequeno, apenas 12 pessoas. Foi o princípio da sua carreira, e Ele ainda era muito desacreditado.
Quando comecei a frequentar os SHOWS de Jesus Cristo, com minha mãe e meus irmãos, quase 2000 anos mais tarde, o seu público já contava com quase um bilhão de fãs (Nem sei se era mesmo este número. Eu não contei!).
Um dia destes, eu, de novo, estava no SHOW de Jesus Cristo, com minha mãe e com meu irmão. Havia mais de um milhão de pessoas presentes, porque esse SHOW ia ser um SHOW especial, de grande repercussão, não só na terra, mas até mesmo no Céu, e seria lembrado e comentado até o fim dos tempos.
Veio gente de todo tipo: gente séria, curiosos, incrédulos e, como sempre acontece numa ocasião dessas, não faltaram desordeiros que só vão perturbar.
Quando Jesus se apresentou ao público, Ele nos saudou dizendo assim: “Meus filhinhos...”, e falou um pouco sobre o amor. E eu, bem atento.
Daí foi assim:
Ele pegou um pedaço de pão que havia sobrado da merenda de um menino, que estava ali perto dele. Rezou um pouco e apresentou o pedaço de pão ao povo e falou:
“- Gente, um dia, eu falei prá (para) vocês, num outro SHOW que eu fiz, que eu era capaz de dar minha carne e meu sangue, como alimento para toda a humanidade, para que todos tivessem vida eterna. E, agora, eu vou cumprir esta promessa.”
E concluiu:
“- Vocês estão vendo este pedaço de pão? Pois é. Não é mais pão, porque ISTO É O MEU CORPO, que eu vou oferecer em sacrifício, para que todo mundo fique livre do pecado, e possa ter a certeza de que vai para o Céu.”
Nossa!... O que teve de gente que vaiou, assobiou, levantou e foi embora, resmungando!... “Tá louco!”, diziam. “Eu é que não acredito n’Ele!”.
Olhei para Jesus, de pé, lá no palco, sem silêncio. Coitado!...
Mas Ele estava bem sereno e, sem se perturbar, pegou o microfone e falou para todo mundo ouvir:
“- Já saíram todos os que vaiaram?... E vocês ficaram, há mais alguém que não acredita em mim, que duvida, e que quer ir embora?
Eu fiquei bem quietinho, lá no meu lugar. Eu já gostava muito de Jesus, pelas histórias que a minha mãe me contava, lá em casa. E quando Ele falou isso, de oferecer o seu Corpo em sacrifício para nos libertar dos pecados, fiquei aliviado, porque eu também tinha lá minhas travessuras. Eu tinha certeza absoluta de que Jesus tinha falado a verdade, porque, só Ele é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA, e tem amor infinito.
Quando finalmente voltou a calma e o silêncio, no Estádio, Jesus retomou o seu SHOW, para realizar o ato seguinte:
Ele pegou uma taça com vinho dentro, e que lhe haviam oferecido como presente (É que personagens ilustres sempre ganham muitos presentes).
Daí ele disse:
“Agora, olhem aqui  esta taça com vinho dentro. Este vinho, agora, É O MEU SANGUE, que eu vou derramar por vocês e por todo (o) mundo, para o perdão dos pecados de todos.”
Como era Jesus mesmo que falou isto, todos nós acreditamos. Afinal, Jesus é Deus. Ele pode realizar coisas que, para nós, são impossíveis de fazer e de entender (Eu é que não ia duvidar!).
Eu me distraí um pouco, porque estava conversando sobre isso, com o meu irmão, sentando ao meu lado. Foi quando minha mãe me cutucou meio assustada e me falou:
“- Evaldo, olha Jesus que está vindo aqui para o nosso lado! Parece que Ele está à procura de alguém, pelo jeito que vai olhando para as pessoas.”
Fui olhar para Ele, e gelei! Ele já estava parado bem na minha frente. Sorriu para minha mãe; depois, olhou-me bem nos meus olhos, aproximou-se de mim, me tomou pela mão e, com ternura, disse:
“Evaldo, vou precisar um pouco de você. Eu podia ter escolhido qualquer outro, dentre estes milhares que lotam este estádio. Mas a minha preferência e a minha predileção recaíram sobre você. Você quer vir comigo até ali no palco! Preciso de você, para completar o meu SHOW.”
“Eu, Jesus? Logo eu do meio destes milhares de pessoas?”
“Sim, Eu te escolhi. É tu[i] que eu quero! Porque, desde toda a eternidade eu te amei, e o meu olhar repousa sobre ti, desde os tempos antigos. Antes de seres concebido no ventre de tua mãe, eu te escolhi.”
Jesus, tu me olhaste nos meus olhos, com um sorriso cheio de doçura infinita. Quem é que pode resistir? Tu me chamaste! Eu vou! E Jesus encheu-me de coragem e de confiança, quando falou assim:
“Filho, confia em mim. Você não vai fazer nada sozinho. Tudo, nós vamos fazer nós dois juntos. Além disso, o Espírito Santo vai ficar sempre ao seu[ii] lado, para o[iii] ajudar. Ele vai[iv] sugerir o que é que eu quero que você faça.”
Alcancei um “tchau” para[v] minha mãe e para o[vi] meu irmão. E lá fui eu, com Jesus, meio surpreso e meio preocupado... Eu não estava entendo nada! Fiquei ruminando comigo mesmo:
“O que será que Jesus está querendo de mim? Ai! Eu estou com medo de fazer feio! O que esta gente vai dizer? O que vão pensar de mim, os meus amigos e os meus conhecidos, ao me verem, ali no palco, ao lado de Jesus?”
A minha roupa é de pobre, e eu de chinelo...  Eu não tenho mais o pai, que eu perdi quando eu tinha apenas um ano de idade, e eu era conhecido como filho daquela viúva pobre, que é lavadeira.
“Não! Eu não mereço este privilégio!... Eu não sou melhor que ninguém!...”
Quando ele me falava. Ele tinha eternidade na voz. Seu olhar cheio de ternura, aquela mão de Jesus que apertou a minha mão e me puxou para junto do seu Coração, eram mais do que palavras!...
Eu não pensava duas vezes. Fui com ele!
Subi no palco com Jesus, sentindo uma felicidade interior, que não tem palavras para exprimir.
Jesus pegou o microfone na mão e, de pé, me puxou para bem juntinho dele, de modo que eu até pude perceber a sua respiração, e sentir as palpitações do seu coração.
Eu senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. O seu coração parecia ter-me transportado ao Paraíso Celeste.
Gente! Vocês não imaginam!... Era o Céu!
Então Jesus dirigiu-se novamente à multidão e falou:
“Meus amigos, em primeiro lugar, eu quero que vocês olhem bem para o EVALDO, que está aqui, do meu lado. Não foi ele que tomou a iniciativa de vir comigo, aqui no palco. Fui eu mesmo que fui buscá-lo no meio da multidão. Eu preciso de alguém que me ajude. Escolhi o EVALDO.”
“Vocês todos viram o que eu fiz, há pouco, e mostrei para vocês. Vocês viram como eu transformei um pedaço de pão no meu Corpo, e como eu mudei aquela taça de vinho, no meu Sangue. Lembram que alguns até duvidaram e foram embora.”
“Agora, vocês vão saber por que eu fiz isto. Vou explicar para vocês. Lembram quando vocês, uma dia, estavam comigo, no deserto, sem comer o dia todo? Vocês sentiram tanta fome, que alguns chegaram a desmaiar. Eu fiz um milagre, multiplicando os pedaços de pão que um menino me ofereceu. Era a sobra da merenda deste menino que ali estava perto de mim.
“Mas vocês não têm só a vida do corpo que vocês têm que manter forte. Dentro de vocês, vocês trazem ainda uma outra vida, que deve durar por toda a eternidade. Vamos dizer assim: ‘A Vida Eterna’. Se é vida, ela tem que ser alimentada. Mas, como alimentar esta Vida Eterna? E o pão que alimenta e fortalece o corpo, ente não serve.”
“Escutem bem, então, o que que eu vou dizer:
“EM VERDADE EU VOS DIGO: EU SOU O PÃO DA VIDA. E o Pão que eu vos dou é a minha carne e o meu sangue. Quem dele comer terá a Vida Eterna.”
“E, para que vocês possam comer a minha carne e beber o meu sangue, mesmo depois que eu tiver ido embora, eu tive que apelar para o pão e para o vinho, transformando-os em meu Corpo e em meu Sangue, como alimento para todos, em todos os tempos, para a Vida Eterna.”
“Estamos entendidos até aqui? E vocês acreditam, então, no Pão da Vida?”
Em resposta muito comovente, em uníssono, a multidão presente aplaudindo, agitara lenços brancos e bandeirinhas com as cores de todos os países do mundo, e exclamavam:
SÓ TU TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA!
A QUEM IREMOS, SENHOR, SENÃO A TI?
E todos se ajoelharam em profunda adoração e entoaram o canto:
TÃO SUBLIME SACRAMENTO, ADOREMOS NESTE ALTAR.
Olhei para Jesus, que ainda continuava me apertando ao seu coração. O seu semblante divino irradiava uma luz divina, como reflexo de sua dimensão eterna de Filho de Deus.
Seu olhar sobre a multidão irradiava paz e serenidade.
Por alguns instantes, eu vivi a experiência do Céu, ao lado de Jesus.
Enfim, Ele baixou os olhos para mim, sorridente e silencioso.
Retribui o seu sorriso e murmurei:
MEU JESUS, SE TU SOUBESSES O QUANTO EU TE AMO!
COMO É BOM ESTÁ AQUI CONTIGO!
Jesus me respondeu baixinho no coração.
“Meu filho querido, eu sei tudo. Também sei o quando tu me amas. AH, SE TU SOUBESSES O QUANTO TU ÉS AMADO POR MIM!”
Depois, Jesus voltou a dirigir-se para a multidão; falou com ternura:
“Como eu amo vocês!... Filhinhos, logo vou me despedir de vocês. Eu sei que a separação é difícil e dolorosa, tanto para mim quanto para vocês. Mas, eu não vou abandonar vocês, como órfãos perdidos e famintos. Há pouco eu vos falei que, o único alimento que conserva a Vida Eterna, é o meu Corpo e o meu Sangue, como verdadeiro Pão que desceu do Céu, para dar vida ao mundo. Agora, vocês me perguntarão, certamente:”
“Mas, se tu vais embora, como vamos alimentar-nos deste Pão?”
Em resposta, sem dizer palavras, Jesus inclinou-se para mim, me abraçou e deu-me um beijo, carregado de ternura. Ergueu-me bem alto, colocou-me em cima da estante que estava à sua frente, e me apresentou, e me apresentou à multidão:
“Gente, olhem bem para este menino. Ele é desconhecido de vocês. O nome dele é EVALDO. Ele, certamente, não é melhor que ninguém. Mas eu já o havia escolhido para o meu projeto de redimir a humanidade, antes que ele fosse concebido no ventre de sua mãe. Eu o amei desde toda a eternidade. Quando eu fui ao seu encontro, há pouco, e o convidei para vir comigo, ele prontamente me seguiu, com a sua generosidade e amor.”
Daí, Jesus dirigiu-se a mim, para todo mundo escutar:
“Evaldo, meu querido filho, eu te amei com amor eterno, desde os tempos antigos. Eu preparei teu coração para a missão que, hoje, eu quero confiar a você. Enquanto eu falava à multidão, te trazia apertado no meu peito, o meu Coração palpitava de amor por ti.”
“Agora escuta, meu filho, por que eu chamei a ti, escolhido entre milhões. De hoje em diante, você vai ter a tarefa de, em meu lugar, alimentar as multidões, repartindo-lhes a minha Carne e o meu Sangue, como o Pão da Vida, para que todos possam dele comer, mesmo depois que eu tiver ido embora e, todos, até o fim dos tempos, possam ter a Vida Eterna. Você vai fazer exatamente o que você me viu fazer, há pouco, aqui, diante da multidão. Eu agora vou te dar este poder: “
“Você vai mudar o pão no meu Corpo e o vinho no meu Sangue. “
Tive de interromper as palavras de Jesus, porque minha inteligência já não estava entendo mais nada!... “Será que ouvi direito?...”
Perguntei a Jesus:
“Eu vou fazer o mesmo que tu fizeste? Não é possível!... Não vou conseguir!... Ninguém conseguirá. Só tu consegues, Jesus, porque és Deus. Mas, eu?!”
Daí Jesus me abraçou com mais ternura ainda, e disse:
“Evaldo, meu filho, você sabe muito bem que, sem mim, nada você pode fazer.”
(E Jesus colocou suas mãos sobre a minha cabeça e continuou:)
“Por isso recebe, agora, o Espírito Santo e, com Ele, pela imposição de minhas mãos, RECEBE O PODER QUE EU TE DOU, POR TODA A ETERNIDADE, PARA MUDAR UM PEDAÇO DE PÃO EM MEU CORPO E UM POUCO DE VINHO EM MEU SANGUE”
“Cada vez que você fizer isso, Evaldo, lembre-se de mim. Lembre-se sempre de quanto eu te amo! E de quanto eu amor a cada pessoa humana!”
Jesus segura ainda um pouco suas mãos sobre a minha cabeça. Eu me senti misteriosamente transformado, elevado à categoria dos anjos, revestido da missão de Maria, de gerar, todos os dias, o Filho de Deus aqui, na terra...
Eu tentava me entender a mim mesmo: entender o que aconteceu comigo.
Jesus me despertou da minha perplexidade: despediu a multidão e me pegou pela mão dizendo:
“Agora, você é meu representante aqui na terra.
Você, doravante, É SACERDOTE PARA SEMPRE!
E, para os teus irmãos, para o teu povo, você é simplesmente
O PADRE EVALDO
Agora, vem comigo para um lugar retirado, onde você vai sempre me encontrar, para conversarmos sempre, só nós dois!”
E eu saí com Jesus, e Ele me mostrou o lugar: O SEU CORAÇÃO!






[i] Consta “você” no manuscrito original.
[ii] “teu” no original
[iii] “te” no original.
[iv] “vai-te” no original.
[v] “pra” no original.
[vi] “pro”

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Esperança [ Poema de Mário Quintana - o poetinha sabia das coisas] Mensagem de Ano Novo















Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano;

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas;

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem;

Atira-se;

E- ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada;

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


FELIZ ANO NOVO A TODOS!!!!
E QUE NOSSA ES-PE-RAN-ÇA ESTEJA EM DEUS!!!!
A PAZ DE JESUS E O AMOR DE MARIA!!!













ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA [Jesus, Maria e José, nossa família vossa é]




Sagrada Família, Jesus, Maria e José, nós vos agradecemos pela convivência exemplar que tivestes no cumprimento da vontade do Pai. Que em nossos lares floresçam as virtudes que animaram o vosso lar em Nazaré: CARIDADE, HUMILDADE, DIÁLOGO, COMPREENSÃO e TERNURA. Intercedei por todas as famílias que hoje passam por grandes dificuldades e crises (Pode-se também fazer um pedido especial). Queremos também pedir a graça de sempre colaborar com a nossa vida e testemunho, para que todas as famílias descubram os caminhos do amor, da compreensão, do diálogo sincero e da paz. Jesus, Maria e José, rogai a Deus por todas as famílias. Amém!

Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Jo 7,38)

Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Jo 7,38) A experiência em Deus é sempre transfo...