domingo, 13 de junho de 2010

Tradicional Missa de Santo Antônio Reúne Multidão de Fiéis no Oratório da Rua João Teodoro Duarte, em Vacaria/RS.

Multidão de devotos estiveram presentes na Missa de Santo Antônio.


Mãos elevadas para receber a bênção de Santo Antônio de Pádua.


Antes da celebração, organizadores agitados com os preparativos.

Histórica imagem de Santo Antônio (Veja nota abaixo).

Celebrantes: Monsenhor Germino e Padre Cláudio.


O coral encarregado da animação.

Saiba um pouco da história do Oratório de Santo Antônio.

"No ano de 1910, na cidade de Vacaria, esquina das ruas Ramiro Barcelos com Júlio de Castilhos, num casarão de dois pisos, morava o casal Caetano e Virgínia Faccioli (sogros do Professor José Fernandes de Oliveira).

Numa madrugada, o Sr. Caetano saiu a cavalo para ir a Antônio Prado.

No caminho, próximo ao local conhecido como 'Porteirinha', ao se aproximar de uma fazenda perguntaram:

Quem vem lá?

A resposta: - Caetano!

Não esperaram o sobrenome e atiraram, matando-o.

Este morador tinha um inimigo mortal que também se chamava Caetano.

Quando viu o engano, escondeu o corpo.

O cavalo do seu Caetano Faccioli voltou para casa.

Dona Virgínia ficou preocupada com o fato e perguntava aos conhecidos se tinham visto seu marido.

Depois de passados muitos dias, com a ausência do Sr. Caetano, os vizinhos e parentes, começaram a levantar suspeitas da veracidade das palavras de dona Virgínia, pois o cavalo com sela estava em sua casa.

Começando a ficar uma situação incômoda para dona Virgínia.

Ela, então, faz uma promessa para Stº Antônio, santo de sua devoção, que se seu marido aparecesse, em gratidão, faria um oratório.

Meses mais tarde, encontram enterrado num capão, na estrada para Antônio Prado, o corpo do senhor Caetano que foi identificado pelas roupas e principalmente seu relógio.

Em 1912, dona Virgínia Faccioli mandou fazer o oratório com a imagem que tinha mandado buscar na Itália.

Este primeiro oratório ficava na rua Ramiro Barcelos, mais ou menos no número 1.255, fundos de sua residência.

Em 1940 a família de Mathias Claro de Lima veio de Antônio Prado, morar na mesma rua, no número 1.353.

Os filhos de dona Virgínia tinham se transferido para Porto Alegre e ninguém cuidava do oratório.

A esposa do senhor Mathias, dona Lara Tergolina de Lima, muito devota deste Santo, tomou a si incumbência de limpar e cuidar do oratório.

A propriedade dos herdeiros da família Faccioli fazia divisa com a da família Lima.

Descendo a rua Ramiro, tinha muitos lotes.

Cada vez que os herdeiros vendiam um terreno, sentido centro bairro, o oratório também mudava de lugar, aproximando-se cada vez mais da casa dos Lima. Até ser construído onde hoje é a rua João Teodoro Duarte.

No início da década de 60, quando abriram a rua João Teodoro Duarte, a família de Matias Claro de Lima, com a permissão dos herdeiros de dona Virgínia Faccioli, construiu o oratório no seu terreno, onde se encontra até hoje.

O projeto deste oratório foi feito por Carlos Rigotti. A construção foi financiada por Vidal Bossler em pagamento a uma promessa. A parte de alvenaria foi construída pelo senhor João Luciano, popular João Titio.

O serviço de madeira foi encomendado por dona Lara ao senhor Hugo Boschi.

Uma observação que não pode deixar de ser registrada, desde 1940, quando dona Lara começou a cuidar do oratório até a presente data, sempre tem velas acesas para o Santo, sem faltar nenhum dia. Ofertas de seus devotos.

Inúmeros fatos surpreendentes foram e são relatados por pessoas que conseguiram alcançar graças como: objetos perdidos depois recuperados, amores reatados, doenças curadas etc.

No dia 13 de junho de cada ano é realizado um momento de oração, geralmente às 14h30min, onde reúne mais ou menos 500 devotos e são distribuídos 4.000 pães gratuitamente.

A realização deste evento é organizada pelos moradores da rua e devotos do Santo." (Pesquisa realizada pela Professora Norma de Lima Guerra).


Santo Antônio, rogai por nós, intercedei a Deus por nós.

Um abraço a todos.

Marcos Suzin.
Coordenador do Grupo Água Viva.

2 comentários:

  1. Fico muito feliz em ler, aqui, parte da história de minha Trisavó, Virgínia (ao que sei, ela era austríaca), sempre contada "de boca a ouvido" em minha família, especialmente quanto ao falecimento do meu Vô Caetano, e o sofrimento que passou por causa das suspeitas que recaíram sobre ela. Adorei encontrar esta "pérola". Obrigado!

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  2. Fico muito feliz em ler, aqui, parte da história de minha Trisavó, Virgínia (ao que sei, ela era austríaca), sempre contada "de boca a ouvido" em minha família, especialmente quanto ao falecimento do meu Vô Caetano, e o sofrimento que passou por causa das suspeitas que recaíram sobre ela. Adorei encontrar esta "pérola". Obrigado!

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