quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Reflexões da Beata Jacinta Marto [Mensagem dos Pastorinhos, Nossa Senhora de Fátima]

Foto dos Pastorinhos: Jacinta, Lúcia e Francisco
Um dos efeitos impressionantes das aparições de Fátima foi a profunda transformação ocorrida na alma dos três pastores. Antes eram crianças comuns. Tinham, é verdade, a inocência, a preservação moral e o fundo de piedade próprios das crianças de seu tempo e de seu ambiente. Mas tinham também o estouvamento (criancice, aquele que faz as coisas sem pensar bem) e a irreflexão próprios da idade. Tinham, além disso, as más tendências dos respectivos temperamentos individuais.
As aparições transformaram profundamente os videntes. Eles se inflamaram no amor de Deus e no zelo por sua glória, e adquiriram uma verdadeira sede de sofrimentos.
Curiosamente, em Jacinta o móvel desse desejo ardente de sofrer era a salvação das almas. Já Francisco se preocupava sobretudo em consolar a Nosso Senhor, entristecido pelos pecados dos homens.
Francisco e Jacinta morreram, como Nossa Senhora previra, em junho (na verdade Jacinta morreu em 20 de fevereiro de 1920), pouco tempo depois das aparições, após terem muito sofrido.
O processo de beatificação dos dois, iniciado em 1949, chegou, em 13 de maio de 1989, ao reconhecimento oficial da heroicidade de suas virtudes. Desde essa data, os dois videntes podem ser invocados com o título de Veneráveis.
Em Fátima, no dia 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II, pela sua autoridade Apostólica, declarou que desde aquele dia em diante, Francisco e Jacinta podem ser chamados “Beatos” e que a festa pode ser celebrada em sua honra, no dia 20 de Fevereiro, naqueles lugares e de acordo com as normas aprovadas pela Igreja. O último passo será, como esperamos, a Canonização, pela qual serão declarados "santos".
A profunda transformação que se passou nos dois é, também, imagem e prefigura da imensa transformação moral por que passará toda a sociedade humana – tão pecadora e tão afastada dos preceitos divinos – para que afinal se realize no seu máximo esplendor o prometido triunfo do Imaculado Coração de Maria.

Revelações e Reflexões de Jacinta Marto
No período de sua doença (gripe espanhola). Jacinta foi favorecida com algumas visões particulares de Nossa Senhora.

Em fins de 1918, estando já doentes os dois irmãozinhos, Lúcia foi visitá-los, e encontrou Jacinta exultante de alegria. “Nossa Senhora veio nos ver – relatou a pequenina – e diz que vem buscar o Francisco muito em breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito. Que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria, e por amor a Jesus”.

Em outra ocasião, Jacinta disse à sua prima Lúcia: Já me falta pouco tempo para ir para o Céu. Tu ficas cá para dizeres que Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Quando for para dizeres isso, não te escondas. Diz a toda a gente que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria”.

Em Lisboa, onde foi tratar-se, Jacinta esteve algum tempo no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, sendo depois levada para o Hospital Dona Estefânia, onde faleceu. No orfanato, cuidou dela a Madre Maria da Purificação Godinho, que teve o cuidado de anotar o que ouvia da privilegiada vidente.

Seguem algumas dessas frases:

- “As guerras não são senão castigos pelos pecados do mundo;”
- “Nossa Senhora já não pode suster o braço do seu amado Filho sobre o mundo;”
-“Se os homens não se emendarem, Nossa Senhora enviará ao mundo um castigo como não se viu igual, e, antes dos outros países, à Espanha”;
-“Minha madrinha, peça muito pelos pecadores! Peça muito pelos padres! Peça muito pelos Religiosos! Os Padres só deviam ocupar-se com as coisas da Igreja. Os Padres devem ser puros, muito puros;”
-“Os pecados que levam mais almas para o Inferno são os pecados da carne. Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.
-“Se os homens soubessem o que é a eternidade, fariam tudo para mudar de vida.”
-“A mortificação e os sacrifícios agradam muito a Nosso Senhor.”
-“A Mãe de Deus quer mais virgens, que se liguem a Ela pelo voto de castidade. Para ser Religiosa, é preciso ser muito pura na alma e no corpo. – E sabes tu que quer dizer ser pura? – pergunta Madre Godinho. Sei, sei. Ser pura no corpo é guardar a castidade; e ser pura na alma e não fazer pecados, não olhar par o que não se deve ver, não roubar, não mentir nunca, dizer sempre a verdade ainda que nos custe.”;
-“Os médicos não têm luz para curar os doentes porque não têm amor de Deus. – Quem foi que te ensinou essas coisas? – perguntou a Madre. – Foi Nossa Senhora; mas algumas penso-as eu. Gosto muito de pensar.”

Baseado no livro: “A Mensagem de Fátima”, de Armando Alexandre dos Santos.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O Pecado da Vaidade – Orgulho, Narcisismo – e os Pecados Capitais!


O Pecado da Vaidade – Orgulho – e os Pecados Capitais!
Narciso - Símbolo da Vaidade (narcisismo)
Fazia um bom tempo que não publicava no blog e nem escrevia sobre questões da nossa fé. Mas diante do que recentemente me ocorreu, achei que deveria compartilhar o difícil aprendizado que tive, pois, com certeza, será muito útil aos irmãos da caminhada de fé.
Como bem sabemos, a vida do fiel cristão sobre a terra é uma LUTA CONTÍNUA, conforme ao Espírito Santo nos ensina no capítulo 7, versículos 1 a 2, do Livro de Jó. Entretanto, em meio à dureza dos combates, temos a inclinação de nos retirarmos do campo de batalha e nos colocarmos no cômodo campo das ilusões, onde podemos justificar tudo segundo os nossos critérios e a nossa própria medida e onde podemos fugir da realidade criando um “mundinho” à parte.
Quando não cometemos voluntariamente esse erro, o demônio tenta habilmente nos levar para a “zona de conforto” ou nos iludir com suas artimanhas, para que deixemos de realizar a OBRA DE DEUS para divagarmos pelas suas fraudes e ilusões. Em outras palavras, o inimigo da nossa salvação procura de tal modo nos cegar, que passamos a viver não uma vida em busca de Deus, mas uma vida em busca de nós mesmos, segundo as falsas e exageradas expectativas que nós mesmos criamos.
O Espírito Santo instruiu a Igreja acerca dos chamados PECADOS CAPITAIS, eis que tais pecados são normalmente parte da estratégia que o demônio usa para obscurecer a mente dos cristãos e levá-los a viverem uma vida que, ao invés de buscar a Cristo, seu Reino e sua Justiça, busca a si mesmo e suas próprias vaidades.
Importante lembrar quais são os Pecados Capitais, conhecê-los, estudá-los e saber como evitá-los.
Segundo o recomendadíssimo site e aplicativo “CATÓLICO ORANTE”, são estes os pecados capitais:
1 - A Gula
Gula é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida. Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula.
2 - A Avareza
É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades. Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
3 - A Luxúria
A luxúria (do latim luxuriae) é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria
4 - A Ira
A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado. A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. A ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira.
5 - A Inveja
A inveja é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo. A inveja é frequentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.
6 - A Preguiça
A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia
7 - A Orgulho ou Vaidade
Conhecida como soberba, é associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Santo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas.”[1]
Vou falar neste brevíssimo texto unicamente do pecado capital da vaidade (igulamente compreendido como 'narcisismo'), também referido como orgulho. Em relação aos demais, tenho que a transcrição acima os explica, mas, no que se refere à vaidade, há um grande perigo, sendo justamente o meu propósito alertá-los para que não cometam o mesmo erro que eu cometi, erro este que me custou cicatrizes e desperdícios de graças de Deus.
Lembro que certa vez, durante as férias, estivemos na Praia do Morro dos Conventos, no Litoral Sul de Santa Catarina. Nessa praia, estivemos num parque aquático onde passamos o dia, era o mês de janeiro do ano de 2003.
Havia nesse parque um quiosque e todos falavam sobre uma famosa bebida que era comercializada ali, chamavam-na de tequila[2]. Na verdade era uma bebida preparada com sucos e pedaços de frutas, um copo grande de plástico e um canudo, e que continha uma quantidade aparentemente pequena de bebida alcoólica. Influenciado por uma pessoa então próxima da família, eu acabei comprando.
Comecei, então, a consumir a “tequila”. Parecia um suco, inclusive sentia-se um gosto semelhante ao mel, muito apreciável, aliás. Não se sentia de modo algum que a bebida era alcoólica.
Fui consumindo sem perceber, porém, quando estava no final, quando havia apenas alguns pedaços de gelo no fundo do copo, é que percebi que estava completamente alcoolizado e sem condições de dirigir. Felizmente estava como minha família e minha esposa voltou conduzindo o nosso veículo.
Eu, porém, olhava para as placas e sequer conseguia lê-las. O efeito daquela bebida era diferente do que uma embriaguez comum, a tequila deixava a visão turva, uma espécie de cegueira, simplesmente não conseguia ler nada e nem me orientar adequadamente. Não se fica cambaleante ou com fala arrastada, simplesmente se fica cego ou com uma visão turva e nebulosa.
E esse é exatamente o efeito do pecado capital da VAIDADE. Nós ficamos cegos, perdemos o foco em JESUS CRISTO e ficamos desorientados.
No início, a VAIDADE não se dá a perceber, mas, como a tequila, entorpece a pessoa de tal modo que o cristão, ao invés de buscar a glória de Deus, passa a buscar a si mesmo. Isso significa dizer que o vaidoso, ainda que fale de Deus, ainda que evangelize, ainda que se coloque à frente das comunidades, busca unicamente os seus próprios interesses, para comprazer-se e vangloria-se de seus feitos e ser admirado e aplaudido pelas pessoas.
E essa cegueira é de tal modo sutil e intensa que a pessoa, mesmo que seja bem intencionada e de boa-fé, não consegue sair sem o auxílio do Espírito Santo.
Como sintomas desse estado de cegueira, observo que a pessoa, que antes alcançava muitas graças com seus pedidos, que obtinha muitos favores de Deus e que gozava da intimidade de Jesus, passa a viver num completo DESERTO e sente claramente que DEUS NÃO A ESCUTA MAIS. A sensação de abandono e outros sofrimentos desabam como uma tempestade, e não há nada que ajude uma alma assim enquanto não for despertada de suas falsas certezas e de sua vaidade.
Vive-se uma “noite escura da alma”, mas isso, uma vez mal interpretado, pode acarretar que a pessoa de afunde ainda mais no orgulho e pense que está num caminho de ascese e santidade, o que faz com que seu estado fique ainda mais deplorável. Com efeito, o vaidoso, além de estar em rota de suicídio espiritual, agora pensa que é santo!..., mas essa “santidade” não existe, pois o vaidoso, como eu disse, é um desorientado que não vê um palmo à frente do nariz.
Lembre-se da vaidade de Simão Pedro, quando disse que estaria disposto a ir até à morte por Jesus. Observe como Jesus permitiu a negação de Pedro para acordá-lo dessa vaidade, e como Jesus teve de ir atrás de Pedro no “Mar da Galileia” para confirmá-lo novamente na missão (João 21, 15-19). Essa providência de Jesus era necessária, sem ela Pedro não seria a Rocha onde a Igreja está alicerçada.
Também lembre que São Paulo, que obviamente conversou muito com São Pedro e que, a exemplo de Pedro também "caiu do cavalo", prontamente aprendeu: "Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque, quando me sinto fraco, então é que sou forte. (II Coríntios 12, 10)"
Dando sequência, observo que uma alma vaidosa jamais será santa, isso não tem nada de “noite escura”, ascese e santidade. É uma doença da alma que precisa ser tratada como se a alma estivesse numa UTI espiritual, cujo único médico é o próprio Jesus que nos medica com o Espírito Santo.
Também observo que o pecado tem consequências, que o salário do pecado é a morte e que a cura começa com um intervenção correcional[3] de Deus. Explico: O pecado é uma doença que exige um remédio amargo, ou seja, o castigo ou a duríssima experiência com que Deus faz a alma acordar, e a alma é castigada e provada de acordo com o pecado que cometeu.
A vaidade, que é tratada como uma espécie de sinônimo e pecado-irmão do orgulho, é castigada pela humilhação, sendo atingido justamente o ponto sobre o qual se inflamava a vaidade. A autossuficiência é castigada pela fraqueza e pela impotência. A vaidade física é castigada pela doença e pelas cicatrizes...
Com efeito, uma pessoa vaidosa por conta da beleza de seu corpo vai ter como castigo correcional (castigo de correção) cicatrizes, machucados, doenças que vão atingir justamente a parte do corpo que a pessoa gostava de exibir, com o que o fiel se vê forçado a esconder-se por conta da vergonha. Se a pessoa tem vaidade de seus bens, vai sofrer contínuas perdas patrimoniais. Se tem orgulho de sua inteligência, vai cometer erros primários e vai sofrer muitos questionamentos até por si mesma. Se pensa que é forte, vai ver-se impotente e fraco diante das situações da vida.
Entretanto, esta é justamente a hora de refugiar-se na oração, clamar ao Espírito Santo que mostre o que está acontecendo. Fundamental é fazer um bom retiro, participar de um encontro de cura e libertação, voltar ao cenáculo, enfim, buscar reencontrar o primeiro amor, para que o Espírito acorde a alma e lhe mostre onde está errando.
Quando fiz isso, participei do ENF – Encontro Nacional de Formação da RCC-2019. Num dos intensos momentos do Espírito Santo, recebi a palavra de ciência: “Vaidade!” e, após, “Não estás buscando a glória de Deus, mas tua própria glória, para comprazer-te com o que não és!”
Nesse momento compreendi o porquê de tantos obstáculos que surgiram nos meses que antecederam o ENF, cheguei a desistir por conta de um acidente de bicicleta no qual sofri lesões no rosto e quebrei o nariz. Mas a Providência me permitiu ir ao ENF, inclusive uma pessoa que eu havia conseguido para fosse no meu lugar desistiu e, como eu já estava com a viagem paga, resolvi ir de qualquer modo. Durante os dias que antecederam a viagem, fui acometido de grande ansiedade, e pela oposição de familiares, havia um medo obsessivo, como se eu estivesse rumando para a morte, como se fosse ocorrer um acidente ou assalto. A viagem de ida foi muito angustiante, precisei rezar várias vezes, mas a volta foi jubilosa.
Para confirmar a graça de Deus, nos dias que sucederam ao meu regresso encontrei na Catedral nosso Bispo Emérito, sendo-me possível confessar com ele, recebendo, enfim, o perdão da minha vaidade.
Tudo ficou bem após a confissão!...
Por isso, queridos e queridas, cuidado com o PECADO, especialmente com o PECADO DA VAIDADE. Este pecado derrubou Lúcifer e muitas almas que poderiam ter se santificado ao longo de suas vidas, sendo uma espécie de pecado extremamente perigosa e que engana muito.
Para manter-se livre da VAIDADE, é preciso ter HUMILDADE e OBEDIÊNCIA!... E precisamos recorrer frequentemente à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, pois Ela é nossa Mestra nesses duríssimos combates, Ela conhece e sabe o que é a verdadeira humildade, pois disse: EIS AQUI A SERVA DO SENHOR!...
Deus abençoe você!...
Atenciosamente....








[1] www.catolicorante.com.br
[2] Na verdade era um coquete alcoólico que misturava frutas tropicais, sucos e tequila.
[3] Correcional é que corrige.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

E Zaqueu Subiu na Árvore!


Você já deve ter ouvido falar a respeito de Zaqueu, chefe dos publicanos e cobradores de impostos, um homem ganancioso e desonesto que vivia no tempo de Jesus. O pequenino Zaqueu enriqueceu rapidamente, porém seu patrimônio pessoal era fruto do roubo e da extorsão, além de ser um traidor do próprio povo. Zaqueu liderava um grupo de coletores de impostos que extorquia os próprios irmãos, agindo por delegação de Roma, que exercia um sangrendo domínio sobre a região. Entretanto, Zaqueu não suportava mais ser assim, arrependido, queria voltar para Deus, queria mudar de vida. Muitos de seus comandados já haviam se arrependido ao ouvir a pregação de João Batista, Zaqueu queria fazer o mesmo.

Em determinado dia, ouviu falar de Jesus, e a respeito do que Jesus fazia. Ficou sabendo a respeito das pessoas convertidas, dos doentes curados, dos cegos que agora viam, dos surdos que ouviam, dos paralíticos que andavam. E Zaqueu quis ver Jesus, quis encontrá-Lo.

Ao saber que Jesus estava nas proximidades, Zaqueu foi apressadamente ao local indicado, corria como nunca havia corrido. Porém, para sua surpresa, ao chegar onde Jesus estava, havia uma multidão em torno do Senhor, não havia como chegar a até Ele.

Baixinho, pequenino, para Zaqueu, naquelas circunstâncias, ver Jesus era impossível.

Mas ele queria muito, queria muito, queria muito ver Jesus, pois acreditava na misericórdia do Senhor. 

Sem chances, Zaqueu tentou de tudo, foi quase pisoteado pela multidão. Tentava a todo custo chegar perto de Jesus, mas não conseguia. Queria apenas dizer: "-Perdão Senhor!". Mas não conseguia chegar nem perto.

Olhou para o lado. Estava em via de desesperar-se. Num princípio de lágrimas, pôs as mãos na cabeça e puxou os próprios cabelos, angustiou-se. 

Logo adiante, por onde levava o caminho, Zaqueu viu uma árvore, com galhos ao alcance de sua minguada estatura.

Sem perder tempo, saiu em disparada.

E Zaqueu subiu na árvore!

Quando viu o Senhor aproximar-se, as lágrimas já tombavam sobre sua face, a ponto de caírem gotículas ao chão.

Incógnito para a multidão, Zaqueu não passou despercebido a Jesus, que percebeu o imenso amor e o intenso arrependimento do publicano.

Jesus eleva os olhos, com amor e bondade diz: "- Zaqueu! - Desce da árvore, pois hoje vou cear em sua casa!"

De imediato, Zaqueu acolheu Jesus e deixou-se trasnformar por Ele. Naquele dia, chegou salvação à casa de Zaqueu. A misericórdia de Deus mostrou-se maior do que todos os pecados.

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Você percebeu o real sentido da história que contamos acima? 

Zaqueu era um grande pecador, mas não há pecados que Deus não possa perdoar, desde que, obviamente, haja o devido arrependimento. É preciso mudar de vida.... Lembre-se, Zaqueu não só se arrependeu como fez questão de devolver o dinheiro a quem ele havia defraudado.

Porém, não é só para isso que queremos chamar a atenção. Veja como Zaqueu saiu da mesmice, do comodismo, da inação. Ele subiu na árvore, pois na situação em que estava não conseguia encontrar Jesus.

Fica agora essa mensagem a todos: Faça como Zaqueu. Faça algo a mais, "suba na árvore!".

Talvez suas orações não sejam atendidas justamente porque você está meio acomodado, só reclamando, querendo que alguma coisa lhe seja dada por acaso.

Lembre-se: E Zaqueu subiu na árvore, e chamou a atenção de Jesus para ele. Faça o mesmo. Faça algo a  mais. Reze mais. Vá mais seguidamente na missa. Reze o terço.
Talvez um retiro, um cenáculo, uma vigem a Aparecida.

 Abra mão das coisas supérfluas do mundo, e encontre Jesus.... Ele não vai decepcioná-lo (a), e ainda vai querer cear em sua casa (no seu coração)...., e levar salvação e muitas graças  à sua família.



Por fim, no entanto, precisamos ter em mente que os necessários esforços não serão suficientes se não tivermos o coração agradecido a Deus, pois os nossos esforços são necessários e importantes, mas é Cristo quem vem ao nosso encontro, é Cristo que nos salva por amor extremo. Nada de pelagianismo queridos e queridas, a salvação e a graça é obra da bondade de Deus, porém façamos a nossa parte, porque onde não há méritos, não se pode esperar que chamemos a atenção de Jesus para nós.





Um abraço a todos.

Grupo Água Viva.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

FREI GALVÃO - O Primeiro Santo Nascido no Brasil. Parte I - O Reconhecimento Oficial do Vaticano.



Palavras do Papa Bento XVI quando da Canonização de Frei Galvão


Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e o crescimento da vida cristã, pela autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e nossa, depois de ter refletido longamente, invocado o auxílio divino por muitas vezes e ouvido o parecer de muitos de nossos irmãos no Episcopado, declaramos e definimos como Santo o beato Antônio de Sant’Anna Galvão, e o inscrevemos na Lista dos Santos, e estabelecemos que, em toda a Igreja, ele seja devotadamente honrado entre os Santos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Frei Galvão foi inscrito na glória dos Santos como SANTO ANTÔNIO DE SANT’ANNA GALVÃO.

INTRODUÇÃO

“Derrubou os Poderosos de seus Tronos e Exaltou os Humildes”

“Sempre teve sua alma nas mãos”, é a curta frase inscrita, em latim, na pedra tumular de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, na Igreja do Mosteiro da Luz, atestando seu altíssimo grau de virtude cardeal da temperança em grau heróico, o que só é possível com uma profunda humildade.

Quantas vezes, à nossa volta, se constata a ânsia de domínio sobre o semelhante, seja pela força, seja pela astúcia,através do dinheiro ou do poder, ou ainda pela busca do prestígio social, em decorrência de um exagerado conceito de excelência das próprias qualidades. E quanto mais a pessoa procura sobrepujar os outros, mais ela é dominada pela paixão da soberba, do orgulho. Aquilo que procura é o que lhe é tirado, pois querendo dominar, se torna escrava de suas próprias paixões desordenadas. E o controle da alma lhe escapa das mãos, ou seja o governo da sensibilidade pela vontade, retamente dirigida pela inteligência. E fica incapaz de se elevar com facilidade até Deus.

Santo Antônio Galvão brilhou sempre por uma heróica humildade, virtude que consiste em coibir o apetite desordenado da própria excelência, dando o justo da própria pequenez e miséria principalmente em relação a Deus. E por isso, Deus lhe deu o privilégio de dominar certas leis da natureza, por meio do dom de milagres: “Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes” (Lc 1, 52). Ou seja, abateu os orgulhosos e elevou os humildes.

Como na terra Santo Antônio Galvão foi um humilde filho de São Francisco, é agora no Céu honrado por toda a Igreja, pois “sempre teve a alma nas mãos”.



Acima vê-se a lápide da sepultura de Frei Galvão

FREI GALVÃO - O Primeiro Santo Nascido no Brasil II. Biografia e Dados Históricos.

 
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.

Biografia

O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, neta de Luzia Leme, irmã de Pedro Dias Paes Leme e tia de Fernão Dias Paes Leme, o Caçador de Esmeraldas.

Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.

Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.



Estátua do frade em sua cidade natal, Guaratinguetá.

A 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes, na Ordem dos Frades Menores, dentro do território da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.

Ordenação

Ordenado padre na Igreja de Santo Antônio do Largo da Carioca (Rio de Janeiro), no dia 11 de julho de 1762. Morou pouco tempo no Largo da Carioca, foi completar os estudos em São Paulo, onde viveu praticamente a vida inteira. Esteve no Rio de Janeiro por mais 3 vezes para participar de Capítulos da Ordem. O caminho de ida e volta era feito a pé. Costumava também percorrer os caminhos do Vale do Paraíba, Vale do Tietê, e vilas litorâneas também a pé.

Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766.

Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado. Resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.

Fundação de Novo Recolhimento

Neste recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador.

Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu repentinamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas. Enquanto isso, o novo capitão-general da capitania de São Paulo retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão foi obrigado a aceitar e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto.

Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO.

Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.

Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade".

Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a liteira levada por escravos. Vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.

Fenômenos místicos e canonização

Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. São famosos em sua vida os casos de bilocação: estando em determinado lugar, aparecia de repente em outro, para atender a um doente ou moribundo que precisava da sua atenção.

Era também procurado para a cura, em tempos em que não havia recursos e ciência médica como hoje. Numa dessas ocasiões, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis, que poderia ser traduzida assim: "Depois do parto, Ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós!". Enrolou o papel em forma de pílula e deu a um jovem que estava quase morrendo por fortes cólicas renais. Imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande cálculo. Logo veio um senhor pedindo orações e um 'remédio' para a mulher que estava sofrendo em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha, e a criança nasceu rapidamente. A partir daí teve que ensinar as irmãs do recolhimento a confeccionar as pílulas e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.

Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, Dom Mateus de Abreu Pereira, Frei Galvão fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, onde permaneceu por onze meses para encaminhar a nova fundação e comunidade. Posteriormente, após a sua morte, outros mosteiros foram fundados por essas duas comunidades, seguindo assim, a orientação deixada pelo beato.

Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e a pedido do povo e das irmãs foi sepultado na Igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações.

Em 25 de outubro de 1998, foi beatificado pelo papa João Paulo II, tornando-se o primeiro beato brasileiro.

O papa Bento XVI reconheceu em 16 de dezembro de 2006 o segundo milagre do frade franciscano Antônio de Sant'Ana Galvão (1739-1822). Com isso, ele é o primeiro brasileiro nato a ser declarado santo pelo Vaticano. A canonização aconteceu em 11 de maio de 2007 durante missa campal que o papa Bento XVI celebrou em São Paulo em 11 de maio durante sua visita ao Brasil.

A missa foi realizada no Campo de Marte, com a presença de milhares de fiéis vindos de todas as parte do mundo e com transmissão ao vivo para todo o país.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Galv%C3%A3o

FREI GALVÃO - O DIA DO PRIMEIRO SANTO BRASILEIRO NATO.

Frei Galvão: Brasil celebra festa de seu 1º santo

Passados mais de três anos desde então, a cidade de Guaratinguetá (SP) celebrou de modo especial a festa litúrgica do santo, neste 25 de outubro. O Município do interior paulista é terra natal do religioso franciscano que desenvolveu seu apostolado no século 18.

Às 7h30min, houve concentração na Igreja de Frei Galvão e, em seguida, procissão até o Recinto de Exposições da cidade. Ali, foi celebrada a Missa solene da festa, às 10h, presidida pelo Arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG), Cardeal Dom Serafim Fernandes de Araújo. O prelado destacou que a chave para uma vida feliz e fecunda é estar de bem com Deus, consigo mesmo e com o próximo.

Entre os dias 16 e 25, foi celebrada uma novena às 14h30 e, logo após, a Santa Missa às 15h na igreja dedicada ao santo. O tema central da novena foi "Os sacramentos na vida de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão". Em cada dia, um padre da Arquidiocese de Aparecida - à qual pertence a cidade - participou da celebração.

"Em cada dia, meditamos sobre um Sacramento diferente e sacramentais, bem como destacamos a devoção de Frei Galvão a Virgem Maria", explica o pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, à qual pertence o futuro santuário do santo brasileiro.

Ele também destaca que a vinda de peregrinos de todos os cantos do país comove a própria comunidade paroquial. "Isso ajuda a fortalecer a fé e empenho dos próprios paroquianos, vendo as pessoas que vêm para cá e se ajoelham, choram, agradecem", afirma.

A definição do tema da novena do próximo ano começa a ser delineada a partir de janeiro, quando recomeça a novena de nove meses, que se conclui em setembro.

Na cerimônia com a Beatificação - em 25 de outubro de 1998 -, o Papa João Paulo II definia Frei Galvão como "ardoroso adorador da Eucaristia, mestre e defensor da caridade evangélica, prudente conselheiro da vida espiritual de tantas almas e defensor dos pobres". Já Bento XVI, na Missa com a Canonização do Frei, disse que "a Divina sabedoria permite que nos encontremos ao redor do seu altar em ato de louvor e de agradecimento por nos ter concedido a graça da Canonização do Frei Antonio de Sant’Anna Galvão. [...] A fama da sua imensa caridade não tinha limites".

Abaixo a homilia do Papa Bento XVI, a respeito de Frei Galvão:



"Senhores Cardeais
Senhor Arcebispo de São Paulo
e Bispos do Brasil e da América Latina
Distintas autoridades
Irmãs e Irmãos em Cristo,

«Bendirei continuamente ao Senhor / seu louvor não deixará meus lábios» [Sl 33,2]

1.Alegremos-nos no Senhor, neste dia em que contemplamos outra das maravilhas de Deus que, por sua admirável providência, nos permite saborear um vestígio da sua presença, neste ato de entrega de Amor representado no Santo Sacrifício do Altar.

Sim, não deixemos de louvar ao nosso Deus. Louvemos todos nós, povos do Brasil e da América, cantemos ao Senhor as suas maravilhas, porque fez em nós grandes coisas. Hoje, a Divina sabedoria permite que nos encontremos ao redor do seu altar em ato de louvor e de agradecimento por nos ter concedido a graça da Canonização do Frei Antonio de Sant’Anna Galvão.

Quero agradecer as carinhosas palavras do Arcebispo de São Paulo, que foi a voz de todos vós. Agradeço a presença de cada um e de cada uma, quer sejam moradores desta grande cidade ou vindos de outras cidades e nações. Alegro-me que através dos meios de comunicação, minhas palavras e as expressões do meu afeto possam entrar em cada casa e em cada coração. Tenham certeza: o Papa vos ama, e vos ama porque Jesus Cristo vos ama.

Nesta solene celebração eucarística foi proclamado o Evangelho no qual Cristo, em atitude de grande enlevo, proclama: «Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos» (Mt 11,25). Por isso, sinto-me feliz porque a elevação do Frei Galvão aos altares ficará para sempre emoldurada na liturgia que hoje a Igreja nos oferece. Saúdo com afeto, a toda a comunidade franciscana e, de modo especial as monjas concepcionistas que, do Mosteiro da Luz, da Capital paulista, irradiam a espiritualidade e o carisma do primeiro brasileiro elevado à glória dos altares.


2.Demos graças a Deus pelos contínuos benefícios alcançados pelo poderoso influxo evangelizador que o Espírito Santo imprimiu em tantas almas através do Frei Galvão. O carisma franciscano, evangelicamente vivido, produziu frutos significativos através do seu testemunho de fervoroso adorador da Eucaristia, de prudente e sábio orientador das almas que o procuravam e de grande devoto da Imaculada Conceição de Maria, de quem ele se considerava ‘filho e perpétuo escravo’.

Deus vem ao nosso encontro, “procura conquistar-nos - até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até as aparições e as grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente” (Carta encl. Deus caritas est, 17). Ele se revela através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente da Eucaristia. Por isso, a vida da Igreja é essencialmente eucarística. O Senhor, na sua amorosa providência deixou-nos um sinal visível da sua presença.

Quando contemplarmos na Santa Missa o Senhor, levantado no alto pelo sacerdote, depois da Consagração do pão e do vinho, ou o adorarmos com devoção exposto no Ostensório renovemos com profunda humildade nossa fé, como fazia Frei Galvão em “laus perennis”, em atitude constante de adoração. Na Sagrada Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja, ou seja, o mesmo Cristo, nossa Páscoa, o Pão vivo que desceu do Céu vivificado pelo Espírito Santo e vivificante porque dá Vida aos homens. Esta misteriosa e inefável manifestação do amor de Deus pela humanidade ocupa um lugar privilegiado no coração dos cristãos. Eles devem poder conhecer a fé da Igreja, através dos seus ministros ordenados, pela exemplaridade com que estes cumprem os ritos prescritos que estão sempre a indicar na liturgia eucarística o cerne de toda obra de evangelização. Por sua vez, os fiéis devem procurar receber e reverenciar o Santíssimo Sacramento com piedade e devoção, querendo acolher ao Senhor Jesus com fé e sempre, quando necessário, sabendo recorrer ao Sacramento da reconciliação para purificar a alma de todo pecado grave.

3.Significativo é o exemplo do Frei Galvão pela sua disponibilidade para servir o povo sempre quando era solicitado. Conselheiro de fama, pacificador das almas e das famílias, dispensador da caridade especialmente dos pobres e dos enfermos. Muito procurado para as confissões, pois era zeloso, sábio e prudente. Uma característica de quem ama de verdade é não querer que o Amado seja ofendido, por isso a conversão dos pecadores era a grande paixão do nosso Santo. A Irmã Helena Maria, que foi a primeira “recolhida” destinada a dar início ao “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição”, testemunhou aquilo que Frei Galvão disse: “Rezai para que Deus Nosso Senhor levante os pecadores com o seu potente braço do abismo miserável das culpas em que se encontram” . Possa essa delicada advertência servir-nos de estímulo para reconhecer na misericórdia divina o caminho para a reconciliação com Deus e com o próximo e para a paz das nossas consciências.


4.Unidos em comunhão suprema com o Senhor na Eucaristia e reconciliados com Deus e com o nosso próximo, seremos portadores daquela paz que o mundo não pode dar. Poderão os homens e as mulheres deste mundo encontrar a paz se não se conscientizarem acerca da necessidade de se reconciliarem com Deus, com o próximo e consigo mesmos? De elevado significado foi, neste sentido, aquilo que a Câmara do Senado de São Paulo escreveu ao Ministro Provincial dos Franciscanos no final do século XVIII, definindo Frei Galvão como “homem de paz e de caridade”. Que nos pede o Senhor?: «Amai-vos uns aos outros como eu vos amo». Mas logo a seguir acrescenta: que «deis fruto e o vosso fruto permaneça» (cf. Jo 15, 12.16). E que fruto nos pede Ele, senão que saibamos amar, inspirando-nos no exemplo do Santo de Guaratinguetá?
A fama da sua imensa caridade não tinha limites. Pessoas de toda a geografia nacional iam ver Frei Galvão que a todos acolhia paternalmente. Eram pobres, doentes no corpo e no espírito que lhe imploravam ajuda. Jesus abre o seu coração e nos revela o fulcro de toda a sua mensagem redentora: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos» (ib.v.13). Ele mesmo amou até entregar sua vida por nós sobre a Cruz. Também a ação da Igreja e dos cristãos na sociedade deve possuir esta mesma inspiração. As pastorais sociais se forem orientadas para o bem dos pobres e dos enfermos, levam em si mesmas este sigilo divino. O Senhor conta conosco e nos chama amigos, pois só aos que se ama desta maneira, se é capaz de dar a vida proporcionada por Jesus com sua graça.

Como sabemos a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano terá como tema básico: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”. Como não ver então a necessidade de acudir com renovado ardor à chamada, a fim de responder generosamente aos desafios que a Igreja no Brasil e na América Latina está chamada a enfrentar?


5.«Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei», diz o Senhor no Evangelho, (Mt 11,28). Esta é a recomendação final que o Senhor nos dirige. Como não ver aqui este sentimento paterno e, ao mesmo tempo materno, de Deus por todos os seus filhos? Maria, a Mãe de Deus e Mãe nossa, se encontra particularmente ligada a nós neste momento. Frei Galvão, assumiu com voz profética a verdade da Imaculada Conceição. Ela, a Tota Pulchra, a Virgem Puríssima, que concebeu em seu seio o Redentor dos homens e foi preservada de toda mancha original, quer ser o sigilo definitivo do nosso encontro com Deus, nosso Salvador. Não há fruto da graça na história da salvação que não tenha como instrumento necessário a mediação de Nossa Senhora.

De fato, este nosso Santo entregou-se de modo irrevocável à Mãe de Jesus desde a sua juventude, querendo pertencer-lhe para sempre e escolhendo a Virgem Maria como Mãe e Protetora das suas filhas espirituais. Queridos amigos e amigas, que belo exemplo a seguir deixou-nos Frei Galvão! Como soam atuais para nós, que vivemos numa época tão cheia de hedonismo, as palavras que aparecem na Cédula de consagração da sua castidade: “tirai-me antes a vida que ofender o vosso bendito Filho, meu Senhor”. São palavras fortes, de uma alma apaixonada, que deveriam fazer parte da vida normal de cada cristão, seja ele consagrado ou não, e que despertam desejos de fidelidade a Deus dentro ou fora do matrimônio. O mundo precisa de vidas limpas, de almas claras, de inteligências simples que rejeitem ser consideradas criaturas objeto de prazer. É preciso dizer não àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento.

É neste momento que teremos em Nossa Senhora a melhor defesa contra os males que afligem a vida moderna; a devoção mariana é garantia certa de proteção maternal e de amparo na hora da tentação. Não será esta misteriosa presença da Virgem Puríssima, quando invocarmos proteção e auxílio à Senhora Aparecida? Vamos depositar em suas mãos santíssimas a vida dos sacerdotes e leigos consagrados, dos seminaristas e de todos os vocacionados para a vida religiosa.

6.Queridos amigos, deixai-me concluir evocando a Vigília de Oração de Marienfeld na Alemanha: diante de uma multidão de jovens, quis definir os santos da nossa época como verdadeiros reformadores. E acrescentava: “só dos Santos, só de Deus provém a verdadeira revolução, a mudança decisiva do mundo” (Homilia, 25/08/2005). Este é o convite que faço hoje a todos vós, do primeiro ao último, nesta imensa Eucaristia. Deus disse: «Sede santos, como Eu sou santo» (Lv 11,44). Agradeçamos a Deus Pai, a Deus Filho, a Deus Espírito Santo, dos quais nos vêm, por intercessão da Virgem Maria, todas as bênçãos do céu; este dom que, juntamente com a fé é a maior graça que o Senhor pode conceder a uma criatura: o firme anseio de alcançar a plenitude da caridade, na convicção de que não só é possível, como também necessária a santidade, cada qual no seu estado de vida, para revelar ao mundo o verdadeiro rosto de Cristo, nosso amigo! Amém!

Guarda a Paciência em Todas as Ocasiões - "O Frango do diabo" [Histórias de Frei Galvão]

O Frango do Diabo
Prezados amigos do Grupo Água Viva. Muitas são as histórias que se contam a respeito no nosso extraordinário Frei Galvão. A que eu transcrevo abaixo seve para exortar em nós o cultivo da virtude da paciência em todas as ocasiões.


"Numa chácara, no Município de Itu, morava um negro que tinha sido escravo. Apesar de muito forte, em certa ocasião ele ficou doente.

Para obter sua cura, ele fez uma promessa: Se ficasse curado, daria uma 'vara de frangos' para o Mosteiro de Frei Galvão.

Alguns dias depois da oração, o bom negro ficou curado. E quis cumprir logo o que havia prometido.

Pegou os doze melhores frangos de seu galinheiro, pendurou-os numa vara e pôs-se a caminho do Mosteiro...

De repente, três das aves conseguiram fugir. Duas delas ele pegou com facilidade. O terceiro frango — um galo carijó bem grande — dava a impressão de não querer voltar de jeito nenhum para a vara...

O bicho corria de um lado para o outro e não havia como pegá-lo. Isso deixou o bom homem cansado. Quando já estava ficando meio desanimado, perdeu a paciência e gritou: — Pare aí, 'seu' frango do diabo!

Justamente nesse instante, o frango enroscou-se num espinheiro e o velho negro conseguiu agarrá-lo com facilidade. E, pensando que tudo tinha voltado ao normal, seguiu de novo seu caminho. Pouco tempo depois ele chegava ao Mosteiro, contente de pagar a promessa. Tocou a sineta do portão e, em vez das freiras, o próprio Frei Galvão veio atender. O pobre homem saltou de alegria, pois desejava agradecer e entregar pessoalmente a Frei Galvão o que havia prometido ao Mosteiro.

O velho, então, começou a passar as aves para Frei Galvão que as recebia uma a uma. Quando chegou a vez de receber o frango carijó, ele não o aceitou...

— Esse não! Disse Frei Galvão. Esse eu não quero...

— Mas, por que o senhor não quer, Sr. Padre? Ele está gordo e sadio.

— Porque este você já deu para o diabo! E do diabo eu não quero nada... Disse o Frei.

Portanto, lembre-se sempre: guarda a paciência em todas as ocasiões e... cuidado! Cuidado, porque o diabo aceita as “ofertas” que são feitas a ele...

domingo, 9 de setembro de 2018

Rezemos juntos, em família, a novena a Santo Expedito


-Rezemos-juntos,-em-família,-a-novena-a-Santo-Expedito


Santo Expedito é conhecido como o santo das causas urgentes

Santo Expedito está segurando uma Cruz em que está inscrito “Hodie” (Hoje), enquanto ele está pisando em um corvo, no qual está gritando “Cras” (Amanhã). Essas palavras nos ensinam a não duvidar nem por um momento da grande misericórdia de Deus e não adiar para amanhã a oração devota e confiante. Precisamos chamar sempre o Senhor como nosso advogado, ao lado da Santíssima Virgem.

Orações iniciais


Ato de Contrição – Meu Pai e Meu Senhor Jesus Cristo, caridade sem fim, eu sinceramente me arrependo dos meus pecados. Concedei-me, portanto, o perdão dos meus pecados e a graça que peço pelos méritos das dores de Sua Mãe amorosa e pelas virtudes de Seu mártir Santo Expedito.

Oração a Santo Expedito


Oh, Santo Expedito, meu protetor! Eu coloco a minha esperança no fato de que minhas petições podem ser concedidas se forem para o meu próprio bem. Por favor, pedi ao Senhor, por intercessão da Virgem Santíssima, o perdão dos meus pecados e a graça de mudar a minha vida, particularmente a graça: (mencionar aqui a graça particular desejada). Eu prometo seguir Seus exemplos e propagar esta devoção.

Oração final


Rezar três Pai-Nossos em honra a Santíssima Trindade

Lembre-se, graciosa Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que qualquer um que se refugiou sob Vossa proteção, implorou a Vossa ajuda e procurou Vossa intercessão foi deixado desamparado. Inspirado por essa confiança, eu recorro a Vós, Virgem das virgens, minha Mãe. Para Vós eu venho, diante de Vós estou, pecador e triste. Mãe do Verbo Encarnado, não desprezeis as minhas palavras, mas graciosamente ouvi-me e atendei a minha oração. Amém.

Rezar uma Ave-Maria em honra a Nossa Senhora das Dores.

1) Primeiro Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Pela fé viva que foi concedida por Deus, peço-lhe para despertar a mesma fé no meu coração, para que eu também acredite, sinceramente, que há Deus, mas muito especialmente para que eu possa ser salvo de pecar contra Ele.

2) Segundo Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Pela esperança dada por Deus, orai para que aqueles de pouca fé possam ser modificados por alguns raios de esperança, para que eles também recebem as coisas eternas. Por favor, orai para que ardente esperança em Deus seja também me dada e me segure firme no meio de sofrimentos.


3) Terceiro Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Pelo amor infinito que Nosso Senhor plantou em seu coração, por favor, retire do meu todos os grilhões atados pelo mundanismo, que sem eles eu possa amar somente a Deus em toda a eternidade. Amém.

4) Quarto Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito, que sabia perfeitamente bem o ensinamento do Mestre Divino para carregar a Cruz e segui-Lo! Peça-Lhe as graças de que eu preciso para que possa lutar contra as minhas próprias paixões.

5) Quinto Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito, pelas graças abundantes que recebeste do céu, que possa me conservar todas as suas virtudes, concedei-me também que possa ser livre de todos os sentimentos que bloqueiam o meu caminho para o Céu.

6) Sexto Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Pelos sofrimentos e humilhações que recebeste para o amor de Deus, concedei-me esta graça também que é muito agradável a Deus e me liberta da raiva e da dureza de coração, que é a pedra de tropeço da minha alma.

7) Sétimo Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Tu sabes que a oração é a chave de ouro que abrirá o Reino dos Céus, ensinai-me a orar de uma forma que é desejável a Nosso Senhor e ao Seu coração, para que eu possa viver somente para Ele, que eu possa morrer sendo d’Ele, e que eu possa orar somente a Ele em toda a eternidade.

8) Oitavo Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito! Por meio de um desejo puro, que reinou em todos os seus sentimentos, palavras e ações, por favor, guiai-me na minha busca incessante para a glória de Deus e o bem dos meus semelhantes.

9) Nono Dia


Oh, glorioso mártir Santo Expedito, que foi muito amado pela Rainha do Céu, que nada lhe foi negado, pedi a Ela, por favor, oh meu advogado, que, pelos sofrimentos de seu Filho Divino e Suas próprias tristezas, eu possa receber, neste dia, a graça que peço, mas acima de tudo, a graça de morrer sem cometer algum pecado mortal. Amém.

Fonte: