terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Devoção do Santo Rosário - Frases dos Santos


(fonte: ACI).- Desde que se começou a propagar a devoção ao Santo Rosário, por pedido da Virgem Maria no século XIII, muitos santos e beatos ao longo do tempo tiveram uma profunda devoção a esta oração mariana e ajudaram na sua difusão. A seguir, apresentamos 15 frases de quem cresceu na santidade com o Rosário:
1. São Pio X
“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário”.
 2. São Francisco de Sales
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão”.
3. São Luis Maria Grignion de Montfort
“A prática do Santo Rosário é verdadeiramente grande, sublime, divina. Foi o Céu que vo-la deu para converter os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados”.
4. Santo Afonso Maria de Ligório
“Se quisermos, pois, ajudar as santas almas do purgatório, procuremos rogar por elas à Santíssima Virgem em todas as nossas orações, aplicando-lhes especialmente o Santo Rosário, que lhes dá grande alívio”.
5. Santo Antônio Maria Claret
“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças navida, graças na hora da morte e glória no Céu”.
6. São João Maria Vianney (Cura d'Ars)
“Com esta arma, afastei muitas almas do diabo”.
7. São João Bosco
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: A Missa e o Rosário”.
8. Santa Teresinha do Menino Jesus (Teresinha de Lisieux)
“Pelo Rosário, podemos tudo alcançar. Segundo uma bela comparação, é uma longa cadeia que liga o céu e a terra: uma das extremidades está entre as nossas mãos e a outra nas da Santíssima Virgem. Enquanto o Rosário for rezado, Deus não poderá abandonar o mundo, pois essa oração é poderosa em seu coração”.
9. Beato Paulo VI
“A recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d’Aquela que mais de perto esteve em contato com o mesmo Senhor”.
10. São João XXIII
“O Rosário é uma excelente forma de oração meditada, composta como uma coroa mística”.
11. São João Paulo II
“O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”.
12. Santa Teresa de Calcutá
“Apegue-se ao Rosário como as folhas de hera se agarram na árvore; porque sem Nossa Senhora não podemos permanecer”.
13. São Pio de Pietrelcina
“Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o”.
14. São João Berchmans
“Deem-me minhas armas: a cruz, a coroa do Rosário da Santíssima Virgem e as regras da Companhia. Estas são minhas três prendas mais amadas; com elas morrerei feliz”.
15. São Miguel Febres (Santo Hermano Miguel)
“Um cristão sem Rosário é um soldado sem armas”.

domingo, 6 de novembro de 2016

SAUDADE SIM. TRISTEZA NÃO!



Saudade Sim, Tristeza Não. Dia de Finados.
Olá amigos do Grupo Água Viva!


A Igreja celebra em 02 de novembro o Dia de Finados. Trata-se de um dia dedicado a todos os nossos entes queridos que já partiram desta vida para a Eternidade, e que muitas saudades deixaram em nossos corações.


Entretanto, é bom observar que a morte é um tema polêmico, que faz surgir inúmeras discussões a respeito do que vem depois. Também há muita controvérsia em torno do porquê da morte, principalmente quando colhe pessoas jovens, provocando intenso trauma nas famílias.
Como sempre sustentamos, nada melhor do que a Bíblia para nos dar a palavra certe e adequada à compreensão dos momentos marcados pela morte. Portanto, passamos a analisar algumas passagens bíblicas.


“As almas dos justos, ao contrário, estão nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado uma desgraça. Os insensatos pensavam que a partida dos justos do nosso meio era um aniquilamento, mas agora estão na paz. (...) Por uma breve pena receberão grandes benefícios, porque Deus os provou e os encontro dignos dele. Deus examinou-os como ouro no crisol, e os aceitou como holocausto perfeito. (...) Porque o justo morre prematuramente? Ainda que morra prematuramente o justo encontrará repouso. Velhice honrada não consiste em ter vida longa, nem é medida pelo número de anos. (...) O justo agradou a Deus, e Deus o amou. Como ele vivia entre os pecadores Deus o transferiu. Foi arrebatado, para que a malícia não lhe pervertesse os sentimentos, ou para que o engano não o seduzisse. (...) Amadurecido em pouco tempo, o justo atingiu a plenitude de uma vida longa. A alma dele era agradável ao Senhor, e este se apressou a retirá-lo do meio da maldade. Muita gente vê isso mas não compreende nada; não reflete que a graça e a misericórdia de Deus são para seus escolhidos, e a proteção dele é para os seus santos. (...) Muita gente verá o fim do sábio, mas não compreenderá o que Deus queria a respeito dele, nem porque o colocou em segurança. (...) Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa e o Altíssimo cuida deles....” (Livro da Sabedoria, Capítulos 3, 4 e 5, Edição Pastoral).

Você percebeu? Observou bem? Portanto, não se deixe enganar, a morte é um capítulo da vida, todos passaremos por este caminho. Feliz quem viveu uma vida justa e santa, pois sua recompensa será incomparável e eterna. Lembre-se sempre que os mortos estão mortos na Terra, porém vivos no Céu.


Apesar de tudo isso que estamos lendo, observa-se que é muito difícil superar os traumas da morte, principalmente quando ela vem de modo trágico ou repentino. A tristeza bate forte e a saudade da pessoa amada aperta forte o coração. Nesses momentos chorar é bom, porém não se pode chorar para sempre, pois chorar para sempre é neurose.


O Livro do Eclesiástico traz uma passagem muito interessante a respeito da tristeza, passagem esta que convém transcrever:


“não se deixe dominar pela tristeza, nem se aflija com preocupações. Alegria do coração é vida para o homem, e a satisfação lhe prolonga a vida. Anime-se e console o coração e afaste a melancolia para longe. Pois a tristeza já arruinou muita gente, e não serve para nada.” (Eclo. 30 21-23)



Portanto, se você perdeu alguém, chore e guarde o luto conforme o costume e a tradição, pelo tempo recomendado, depois conforme-se, pois a tristeza não tem utilidade alguma, nem para você e muito menos para o falecido. Lembre-se: SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO.


Ao invés de ficar chorando ou se lamentando, reze pela pessoa que faleceu. Mande rezar missas por ele ou por ela. Comungue, faça obras de caridade, faça boas obras em honra da pessoa falecida, isso sim será de grande proveito para a alma, pois temos em nós a certeza da ressurreição.


Meus amigos, peço que não esqueçam seus mortos e nem os trate como pessoas perdidas. Eu não me conformo quando ouço alguém dizer: “perdi meu irmão!” ou “perdi meu pai!”, pois, se cremos na ressurreição, eles não estão perdidos.


Nunca se esqueça dos falecidos de sua família. Trate-os como pessoas transferidas para outro local, local este onde no futuro você também estará. Muitas vezes, ainda no velório, há toda aquela comoção, porém na missa de sétimo dias há apenas alguns parentes do falecido e, um certo tempo depois, ele cai no mais completo esquecimento. Isso é um grande erro.


Reze pelos seus falecidos. Reze sempre. Não acredite em doutrinas que proíbem os fiéis de rezarem pelos mortos, pois tais doutrinas contradizem grosseiramente a Sagrada Escritura. O Livro do Eclesiástico, em seu Capítulo 7, versículo 33, diz claramente: “Não negue sua atenção nem aos mortos”. O Livro dos Macabeus demonstra o sacrifício realizado em prol das pessoas que morreram em combate. Portanto, é bom e salutar rezar pelos mortos, uma obra de piedade e amor.


Muito mais poderíamos escrever, porém, a fim de não deixar a postagem muito extensa, reunimos o que acima foi exposto, para que todos saibam que a morte para o justo é uma transferência para o Paraíso, razão pela qual devemos nós buscar esta condição de justos, para merecer na outra vida o prêmio da bem-aventurança.


Tenham todos uma feliz semana.




SAUDADE SIM!!!! TRISTEZA NÃO!!!!

A paz de Jesus e o amor de Maria.

Ascese - o que é o ascetismo? Qual a importância da ascese?


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De início, apresento um fragmento da obra Svmma Daemoniaca, do sacerdote espanhol Padre José Antonio Fortea:

“A Igreja conta entre os seus membros com Cardeais, Bispos, Pastores de todos os tipos, teólogos, pessoas que trabalham com a Caridade, Missionários etc… Mas o que o demônio odeia mesmo é o ASCETICISMO. Isso nós podemos dizer com segurança, porque ninguém é tentado tanto quanto aquele que é dedicado à ascese. Caso aquele que realize uma função eclesial ou um ministério, leve nisso os anos que for, se decide começar uma vida mais ascética, comprovará que as tentações se multiplicam por cem. Isso se deve ao fato de que o Maligno sabe muito bem que a ascese é uma força poderosíssima, é a força da Cruz, e a força da Cruz quebra a influência dele no mundo.
Alguém poderia dizer que o demônio mais deveria temer é o amor e, portanto, o que mais ele deveria odiar seriam as obras de caridade. Mas ele sabe que àquele que inicia o caminho de ascese, se perseverar, Deus concederá o dom da caridade em grau supremo. Entretanto, aquele que se dedica exclusivamente a realizar as obras de caridade pode nunca chegar a uma vida ascética.
Há pessoas que têm dedicado sua vida inteira às obras de caridade, e, contudo, abrigam muitos defeitos em sua alma. Alguém pode dedicar – se a ajudar os pobres e os enfermos, por exemplo, entretanto fazê – lo com murmurações, críticas, desobediência, etc. Porém, se o asceta perseverar na purificação gradual de sua alma, obterá todos os dons. Por isso o demônio odeia o asceta com maior intensidade que a hierarquia eclesiástica ou mesmo aos exorcistas. O exorcista expulsa um, dois, uma dúzia de demônios… O asceta quebra de um modo muito mais poderoso a influência demoníaca neste mundo, simplesmente por ostentar sobre seu corpo e seu espírito a paixão cotidiana de sua vida crucificada.” (Editora Palavra e Prece)
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Portanto, considerando a importância do tema, tem-se que precisamos aprender muito sobre a ascese. Nós não gostamos dos exercícios espirituais que Jesus nos proporciona, antes fugimos deles. Entretanto, enquanto lutamos para purificar nossas almas, para fugir do pecado, para levar um vida agradável a Deus; enquanto suportamos o peso e as dores da vida e as próprias pessoas com quem temos de conviver, estamos nos colocando em condições de viver uma vida frutuosa e extremamente agradável a Deus. Às vezes nos sentimos usados pelas pessoas, até escravizados, parece que enquanto tentamos ser bons muitos se aproveitam, mas Jesus nos pede que sejamos bons mesmo assim. Benditas lutas e batalhas de todos os dias que nos obrigam a nos exercitarmos com frequência de acordo com a vontade de Deus. Isso tudo unido à obediência, à boa vontade e à vida de oração é muito importante!

Entretanto, conceituar a ascese é algo complicado, é preciso debruçar-se sobre o assunto e esforçar-se para compreender. Mas posso dizer aos queridos (as) irmãos (ãs) que ascese parte da ideia de exercício (a palavra tem origem grega semelhante ao termo atleta). O maravilhoso e indispensável livro Imitação de Cristo, que Santa Teresinha trazia sempre consigo no bolso do vestido, diz que convém a cada um de nós sermos exercitados nas adversidades do que tudo saia segundo a nossa vontade. Observado isso, podemos trocar algumas ideias com vocês, queridos (as) irmãos (ãs):

1) O asceta esforça-se para renunciar aos prazeres da carne, o que envolve não só a sexualidade, como também os olhares indiscretos, a gula, a tagalerice; o apego desordenado às coisas materiais, aos cargos e posições (coordenação disso ou daquilo etc)... 

 2) O asceta procura guardar o silêncio, bem como não exige que a sua opinião prevaleça sobre a dos outros (mantém silêncio e não solta a palavra de réplica quando é afrontado, ou seja, não responde a uma provovação)... O silêncio é uma espada de ouro na vida e nas lutas espirituais, instrumento eficiente e valiosíssimo [lembrem que o asceta busca purificar continuamente o seu coração e que Jesus ensinou que o que nos torna impuros é o que sai da nossa boca, ou seja, nossas palavras]... 

3) O asceta tem um coração obediente aos superiores, especialmente aos sacerdotes, tem na verdade uma obediência como se fosse um criança muito bem educada; mas também tem personalidade para reagir quando a ordem é manifestamente ilegal ou pecaminosa... 

4) O asceta suporta as demoras de Deus e sabe imitar Jesus no Horto das Oliveiras, renunciando à vontade própria e dizendo "seja feita Sua vontade e não a minha".... 

5) O asceta valoriza sobremodo a caridade e cresce muito em caridade, pois Deus a concede em grau cada vez mais elevado... 

6) O asceta suporta pessoas insuportáveis, até procura o convívio delas, pois bem sabe que nisso consiste um amor extraordinário. O asceta cuida daqueles que ninguém quer cuidar e até até se antecipa para está à disposição daquelas pessoas com temperamento difícil de aturar... 

7) O asceta suporta situações adversas e confia em Deus cada vez mais, sabe esperar, e sabe muito bem que Deus vai agir na hora certa (tem uma certeza interior de que tudo sairá bem, mesmo sem saber como isso ocorrerá)... 

8) O asceta sofre com as tentações, aliás, as tentações são mais intensas no asceta do que nas outras pessoas 'comuns', porém o asceta santifica-se na luta do dia-a-dia para conservar a pureza de espírito e de corpo... 

9) O asceta sabe que não vai ter reconhecimento algum por suas boas obras e por seus sacrifícios (não aqui na terra), e, mesmo assim, continua a sacrificar-se e santificar-se cada vez mais... 

10) O asceta é muito desprezado pelas pessoas, ninguém nota sua importância, antes o consideram um exagerado, um fanático, um 'idade média', porém o asceta não se intimida com isso e continua sua vida de oração e privações dos prazeres mundanos... 

11) O asceta também é uma luz que as pessoas lembram quando precisam [no mais das vezes só quando precisam], vive sendo incomodado nas horas mais inoportunas..., mas, mesmo assim, atende com boa vontade os que o chamam, mesmo sabendo que serão ingratos e esquecerão sua ajuda logo em seguida e logo falarão até mal de si... 

12) O asceta sofre muito com as incompreensões, principalmente dentro da própria família... Às vezes se sente um estranho para o próprio cônjuge, ou, como diz o salmista, um estrangeiro para os meus irmãos. Mas vos garanto, é uma maravilha quando isso chega a esse ponto... 

"...Tornei-me um estranho para meus irmãos, um desconhecido para os filhos de minha mãe. É que o zelo de vossa casa me consumiu, e os insultos dos que vos ultrajam caíram sobre mim. Por mortificar minha alma com jejuns, só recebi ultrajes. Por trocar minhas roupas por um saco, tornei-me ludíbrio deles. Falam de mim os que se assentam às portas da cidade, escarnecem-me os que bebem vinho. Minha oração, porém, sobe até vós, Senhor, na hora da vossa misericórdia, ó Deus..." (Salmo 68, 9-13).  

13) O asceta é uma alma solitária, mas na sua solidão está com Jesus e Maria o tempo todo, e se fortalece continuadamente nessa solidão...[Mesmo estando entre amigos e familiares o asceta sente-se sozinha por não encontrar quem concorde com sua forma de viver a castidade e a disciplina religiosa]...

14) O asceta faz qualquer coisa para estar diante do Santíssimo Sacramento, até é capaz de viajar para isso... Não pode ver uma igreja e logo se pergunta: 'Cadê o Sacrário?', 'Cadê o meu amado Jesus'... 

15) O asceta tem dor pelos seus pecados, confessa-os sempre que tem oportunidade para isso... O asceta confessa-se com frequência... 

16) Não existe asceta sem a Missa, a comunhão é o Pão Vivo do Amado Jesus que desce ao seu coração... Missa diária para o asceta é uma bênção, para 'delírio' dos parentes... [Jesus também não encontrava compreensão entre seus parentes, à exceção de Maria Santíssima, evidentemente]

17) O asceta acha a oração do Santo Terço um oração para as crianças [não que despreze a devoção, muito pelo contrário, mas sente a necessidade de intensificar as orações e rezar mais], o asceta reza o ROSÁRIO COMPLETO, pois é preciso rezar muito para permanecer no caminho e aprofundar-se cada vez mais... 

18) O asceta transpira santidade em tudo e cumpre suas obrigações no trabalho, na escola, na família muito bem... o trabalho não prejudica a ascese... Aliás, o asceta esforça-se sempre para fazer um trabalho bem feito [santificando seu ofício], mesmo sabendo que não será reconhecido... O asceta sabe a razão do trabalho e trabalha e o faz tudo por amor a Deus, e para Deus sempre faz o melhor que pode.... 

19) Isso não é tudo, mas se você se deu ao trabalho de ler até aqui é porque você está no caminho da santidade e Deus não será econômico em suas graças de você perseverar na ascese... CONTINUE meu (minha) irmãozinho (irmãzinha) 

Abaixo um importante fragmento do Diário de Santa Faustina:

"Fica sabendo minha filha (Santa Faustina), que o teu silencioso martírio de todos os dias, na total submissão à Minha vontade, leva muitas almas ao Céu. Quando te parecer que o sofrimento ultrapassa as tuas forças, olha para as Minhas Chagas, e te elevarás acima do desprezo e do juízo dos homens. A meditação sobre a Minha Paixão te ajudará e te elevarás acima de tudo. (Diário de Santa Faustina, parágrafo1184)
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

99 anos do MILAGRE DO SOL - NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - A HISTÓRIA DAS APARIÇÕES, VÍDEO DA IRMÃ LÚCIA, FOTOS E REPORTAGENS DA ÉPOCA.

"Um grande sinal apareceu no céu, uma mulher vestida de Sol, com a Lua sob seus pés, e na cabeça uma coroa de 12 estrelas..." Apocalipse 12:1



I- PRIMEIRA APARIÇÃO



Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em Fátima, no dia 13 de maio de 1917, Lúcia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar 9; e Jacinta, a menor, tinha pouco mais de 7 anos.

As aparições de Nossa Senhora se deram habitualmente na Cova da Iria, numa propriedade do pai de Lúcia, situada a 2,5Km de Fátima. A mãe de Deus aparecia por volta do meio-dia, sobre uma azinheira de pouco mais de um metro de altura.

Por algum misterioso desígnio de Deus, as três crianças foram privilegiadas, mas desigualmente: as três viam Nossa Senhora, mas Francisco não A ouvia; Jacinta A via e ouvia, mas não lhe falava; Lúcia via e ouvia a Santíssima Virgem, e também falava com ela.

Os pastorinhos estavam, naquele dia 13, brincando de construir uma casinha de pedras em redor de uma moita quando, de repente, brilhou uma luz muito intensa.

Num primeiro momento pensaram que tinha sido um relâmpago, mas pouco depois avistaram, sobre uma azinheira, "uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do Sol mais ardente".

As crianças, surpreendidas, pararam bem perto da Senhora, dentro da luz que a envolvia. Nossa Senhora então deu início a seguinte conversação com Lúcia:

- Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

- De onde é Vossemecê?

- Sou do Céu.

- E que é que Vossemecê quer?

- Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda aqui uma sétima vez.

- E eu vou para o Céu?

- Sim, vais.

- E a Jacinta?

- Também.

- E o Francisco?

- Também; mas tem que rezar muitos Terços. Lucia lembrou-se então de perguntar por duas jovens suas amigas que haviam falecido pouco tempo antes:

- A Maria das Neves já está no Céu?

- Sim, está.

- E a Amélia?

- Estará no Purgatório até o fim do mundo.

Nossa Senhora fez então um convite explícito aos pastorinhos:

- Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?

- Sim, queremos.

- Ide, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Nossa Senhora ainda acrescentou: "Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra". Depois, começou a Se elevar majestosamente pelos ares na direção do nascente, até que desapareceu.
 
Os Pastorinhos: Jacinta, Francisco e Lúcia.

II- SEGUNDA APARIÇÃO

                                                    

A 13 de junho, os videntes não estavam sós, mais 50 pessoas haviam comparecido ao local.

A pequena Jacinta não conseguira guardar o segredo que os três haviam combinado, e se espalhara a notícia da aparição.

Desta vez, foi Lúcia que principiou a falar:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.

Lúcia pediu a Nossa Senhora a cura de um doente.

- Se se converter, curar-se-á durante o ano.

- Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu.

- Sim, a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer Servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o seu trono.

- Fico cá sozinha?

- Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio, e o caminho que te conduzirá até Deus.

Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.
 
III- TERCEIRA APARIÇÃO
 
 
 
A 13 de julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido à Cova da Iria.

As pessoas presentes notaram uma nuvenzinha de cor acinzentada pairando sobre a azinheira; notaram também que o sol se ofuscou e um vento fresco soprou, aliviando o calor daquele auge de verão.

Novamente foi Lúcia que iniciou a conversação:

- Vossemecê que me quer?

- Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o Terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer.

- Queria pedir-lhe para nos dizer Quem é; para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece.

- Continuem a vir aqui, todos os meses. Em outubro direi Quem sou, o que quero, e farei um milagre que todos hão de ver para acreditar.

Lucia fez então alguns pedidos de graças e curas. Nossa Senhora respondeu que deviam rezar o Terço para alcançarem as graças durante o ano. Depois, prosseguiu:

- Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Deu-se então a visão do Inferno, descrita, anos depois, pela Irmã Lúcia. Esta visão constitui a primeira parte do Segredo de Fátima, revelada apenas em 1941, assim como a segunda parte a seguir:

Após a terrível visão do inferno, os três pastorinhos levantaram os olhos para Nossa Senhora, como que para pedir socorro, e Ela, com bondade e tristeza, prosseguiu:

- Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior.

Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja.

Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, e ela se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal, se conservará sempre o Dogma de Fé; etc...

Aqui se insere a terceira parte do Segredo de Fátima, revelada em 13 de maio de 2000.

- Isso não digais a ninguém. Ao Francisco sim, podes dizê-lo.

Após uma pausa prosseguiram:

- Quando rezardes o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

- Vossemecê não me quer mais nada?

- Não. Hoje não te quero mais nada.

E como das outras vezes, começou a se elevar com majestade na direção do nascente, até desaparecer por completo.

Abaixo, um importantíssimo vídeo, sobre as memórias da Irmã Lúcia:





IV- QUARTA APARIÇÃO


Os três pastorinhos foram sequestrados, na manhã do dia 13 de agosto, pelo administrador de Ourém, a cuja jurisdição pertencia Fátima. Ele achava que os segredos de Nossa Senhora se referiam a um acontecimento político que acabaria (ou abalaria) com a República, recém instalada em Portugal.

Como eles nada revelaram do segredo - mesmo tendo sido deixados sem comida, presos juntamente com criminosos comuns e sofrido forte pressão -, o truculento administrador acabou por desistir do intento e devolveu os videntes a suas famílias. Mas com isso, eles tinham perdido a visita da Bela Senhora, que descera à cova de Iria, mas não os encontrara.

Dois dias depois, entretanto, a Virgem novamente lhes apareceu,em um local chamado Valinhos. Como das outras vezes, seguiu-se o diálogo:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar o Terço todos os dias.No último mês, farei o milagre para que todos acreditem.

- Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?

- Façam dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas de branco; o outro, que leve o Francisco com mais três meninos. O dinheiro dos andores é para a festa de Nossa Senhora do Rosário; e o que sobrar é para a ajuda de uma capela, que hão de mandar fazer.

- Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes.

- Sim, alguns curarei durante o ano. Rezai, rezai muito; e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas.

Em seguida, como de costume, começou a se elevar e desapareceu na direção do nascente.
 
  V- QUINTA APARIÇÃO
 
 
 
A 13 de setembro, já eram 15 ou 20 mil as pessoas presentes no local das aparições. A Virgem assim falou:

- Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra. Em outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda.

Trazei-a só durante o dia.

- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, de um surdo-mudo.

- Sim, alguns curarei. Outros, não, em outubro farei o milagre para que todos acreditem.

Em seguida, começou a se elevar e desapareceu no firmamento.
 
VI- SEXTA APARIÇÃO - O MILAGRE DO SOL
 
  A multidão rezava o terço quando, à hora habitual, Nossa Senhora apareceu sobre a azinheira:

- Que é que Vossemecê me quer?

- Quero dizer-te que façam aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora do Rosário; que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar, e os militares voltarão em breve para suas casas.

- Eu tinha muitas coisas para lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. ...

- Uns sim, outros não. É preciso que se emendem; que peçam perdão dos seus pecados. Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido.

Nesse momento, abriu as mãos e fez com que elas se refletissem no Sol, e começou a Se elevar, desaparecendo no firmamento. Enquanto Se elevava, o reflexo de sua própria luz se projetava no Sol.

Os pastorinhos então viram, ao lado do Sol, o Menino Jesus com São José e Nossa Senhora. São José e o Menino traçavam com a mão gestos em forma de cruz, parecendo abençoar o mundo.

Desaparecida esta visão, Lúcia viu Nosso Senhor a caminho do Calvário e Nossa Senhora das\r\nDores. Ainda uma vez Nosso Senhor traçou com a mão um sinal da Cruz, abençoando a multidão.

Por fim aos olhos de Lúcia apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus ao colo, com aspecto soberano e glorioso.

As três visões recordaram, assim, os Mistérios gososos, os dolorosos e os gloriosos do Santo Rosário. O milagre do Sol Enquanto se passavam essas cenas, a multidão espantada assistiu ao grande milagre prometido pela Virgem para que todos cressem.

No momento em que Ela se elevava da azinheira e rumava para o nascente, o Sol apareceu por entre as nuvens, como um grande disco prateado, brilhando com fulgor fora do comum, mas sem cegar a vista. E logo começou a girar rapidamente, de modo vertiginoso. Depois parou algum tempo e recomeçou a girar velozmente sobre si mesmo, à maneira de uma imensa bola de fogo. Seus bordos tornaram-se, a certa altura, avermelhados e o Astro-Rei espalhou pelo céu chamas de fogo num redemoinho espantoso. A luz dessas chamas se refletia nos rostos dos assistentes, nas árvores, nos objetos todos, os quais tomavam cores e tons muito diversos, esverdeados, azulados avermelhados, alaranjados etc.

A 13 de outubro, era imensa a multidão que acorrera à Cova da Iria: 50 a 70 mil pessoas. A maior parte chegara na véspera e ali passara a noite. Chovia torrencialmente e o solo se transformara num imenso lodaçal.

(Cenas do filme: "O Décimo Terceiro Dia". Trata-se do primeiro filme importante por diretores Ian e Dominic Higgins. De acordo com a distribuidora do filme nos EUA, a Ignatius Press, o filme conta a história das aparições da Virgem Maria para Lucia Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto. )



Três vezes o Sol, girando loucamente diante dos olhos de todos, se precipitou em ziguezague sobre a terra, para pavor da multidão que, aterrorizada, pedia a Deus perdão por seus pecados e misericórdia. O fenômeno durou cerca de 10 minutos . Todos o viram, ninguém ousou pô-lo em dúvida, nem mesmo livres-pensadores e agnósticos que ali haviam acorrido por curiosidade ou para zombar da credulidade popular.




Não se tratou, como mais tarde imaginaram pessoas sem fé, de um fenômeno de sugestão ou excitação coletiva, porque foi visto a até 40 km de distância, por muitas pessoas que estavam fora do local da aparições e portanto fora da área de influência de uma pretensa sugestão ou excitação.

Mais um pormenor espantoso notado por muitos: as roupas, que se encontravam encharcadas pela chuva no início do fenômeno, haviam secado prodigiosamente minutos depois.



(A Imprensa da época noticiou, com destaque, o Milagre do Sol. Acima e abaixo vê-se algumas reportagens)

                                       

(Entretanto, a incredulidade de alguns persiste, apesar de o Milagre do Sol ter mais de 50.000 testemunhas)



Também merece destaque o vídeo do canal History Chanel. Veja abaixo:




Nossa Senhora do Rosário de Fátima, rogai por nós.

A todos os amigos do Grupo Água Viva, nossa saudação em Cristo e sua Mãe Santíssima, que se reveste de sol para fazer acordar seus filhos, que estavam adormecidos e iludidos pelos passa-tempos do mundo.

Um forte abraço a todos.

Recomendo a mensagem abaixo, para complementar.

http://grupo-aguaviva.blogspot.com.br/2012/03/reflexoes-da-beata-jacinta-marto.html



sábado, 1 de outubro de 2016

O Pequeno Caminho [Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, Caminho Simples, Totalmente Pequeno, Amor Atrai Amor, o que conta é somente o amor],




 
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

O PEQUENO CAMINHO
Santa Teresinha do Menino Jesus queria ser uma grande santa, mas, ao mesmo tempo em que era impelida por tão audacioso desejo, sentia-se como que esmagada pela própria pequenez, sentia-se débil e incapaz de seguir o caminho dos santos que tinha como modelo, especialmente sua madrinha espiritual Santa Tereza de Ávila (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_%C3%81vila.)


Bastava uma rápida leitura sobre os grandes santos, os profetas, os mártires, para saber que a santidade exigia algo grandioso, que somente poderia ser realizado por almas de equivalente dimensão e grandeza. Segundo a lógica, grandes almas poderiam se tornar grandes santos. Isso obviamente também deixava transparecer que almas pequenas não poderiam chegar à santidade, limitando-se a realizar tarefas simples e inexpressivas aos olhos do mundo.

SantaTeresinha ainda criança

Mas a então adolescente Teresa queria – e muito! – ser santa, uma santa que viesse em socorro de uma multidão de pessoas esquecidas de qualquer auxílio.

Segundo consta, ainda na adolescência, antes mesmo dos 15 anos, Teresa já obteve a graça da conversão do criminoso Pranzini – condenado à forca por pelo menos três homicídios -. Mas também não se pode deixar de mencionar que Teresa foi uma menina mimada ao extremo, que suscitou muitas preocupações à família.

Santa Teresinha aos 15 anos

Teresa também foi favorecida por muitas graças, especialmente em relação à Santíssima Virgem Maria, cujo sorriso viu certa vez em circunstância por demais maravilhosa.

Mas apesar do imenso amor que tinha por Deus, sentia-se fraca e débil, incapaz de trilhar o caminho dos grandes santos, especialmente de sua heroína Joana D’Arc.

Teresa representando sua heroína Joana D'Arc em peça teatral.

Depois de grande luta, muitas lágrimas, sofrimentos, conseguiu finalmente entrar para o Carmelo.

Reclusa, Teresa buscava uma forma de alcançar a santidade por um caminho diferente, acessível a todos, o “Pequeno Caminho”.

Santa Teresinha no Carmelo

Em certa oportunidade, Teresa fez a maior descoberta de sua vida.

Em meio a muitas lutas e sofrimentos, Teresa esforçava-se para proporcionar alegrias a Deus, e assim prosseguir no caminho para a santidade. Mas quando comparava a própria vida à dos santos (citou Paulo, Francisco, Agostinho, Teresa de Ávila, João da Cruz, Joana D’Arc), sabia que não poderia trilhar os caminhos de tão extraordinárias pessoas, pois isso significava mortificações severas, ir para o deserto, viver como eremita, escrever livros científicos, martírio etc. Teresa, ao comparar-se com os santos, percebia que havia entre si e eles uma distância comparável a uma montanha – “cujo cume se erguia até as nuvens” - e um grão de areia – “que não era levado em consideração pelos homens”. Resumindo, Teresa sabia que não tinha talento para realizar grandes obras.



Ciente da própria incapacidade, Teresa buscava um caminho que pudesse “ser trilhado por todos”, um caminho “relativamente curto, totalmente simples, novo e pequeno, para chegar ao amor perfeito. (...) um caminho para todos.”

Lembrando-se dos elevadores que viu em Roma, uma das tantas tecnologias criadas no final do século XIX, Teresa buscava uma forma de elevar-se, ou seja, de “chegar ao topo da santidade.”



Teresa literalmente mergulhou na Sagrada Escritura, acabando por encontrar, no Livro dos Provérbios, a seguinte passagem:


“Os ingênuos venham até aqui!” [se alguém é totalmente pequeno, então venha até mim](Livro dos Provérbios 9,4).

Teresa entendeu perfeitamente. Este totalmente pequeno” era ela mesma, e perguntou-se:

“O que faz Deus com o totalmente pequeno?” 

A resposta encontrou em Isaias:

“Como uma mãe ama o seu filho, assim quero vos consolar, vos carregar no meu peito e embalar nos meus joelhos.”


Teresa finalmente achou o seu “elevador”, ou seja, os braços de Jesus que a iriam levar ao topo da santidade. Ela concluiu, então, que:

“Só precisava correr ao encontro de Jesus com AMOR e CONFIANÇA, como uma criança, que corre para casa ao encontro do pai, quando ele volta do trabalho.”

Diante da descoberta, Teresa exultou:

“Meu Deus, como é grande teu amor e tua misericórdia, tu ultrapassaste minhas expectativas, e quero cantar as tuas compaixões eternamente.”

Lembrando São João da Cruz, Teresa concluiu:

“... ‘O AMOR SÓ É RECOMPENSADO POR AMOR’,... não por esforço. AMOR ATRAI AMOR!”
Teresa então resolveu chamar este caminho de “PEQUENO CAMINHO” ou também “CAMINHO SIMPLES”, não por ser inferior ou insignificante, mas porque ele não exigia nenhuma sabedoria ou talento espacial, a não ser AMAR A DEUS E A TODOS OS SERES HUMANOS. Era um caminho acessível aos SAUDÁVEIS e aos DOENTES, às CRIANÇAS e aos ADULTOS, aos CONTENTES, FELIZES ou mesmo aos TRISTES, e também àqueles que são OPRIMIDOS POR MIL PREOCUPAÇÕES E NÃO PODEM CORRER AO ENCONTRO DE DEUS EM PASSOS GIGANTESCOS. Teresa, porém, advertiu que o PEQUENO CAMINHO não pode ser considerado um desvio esperto para pessoas que querem poupar sacrifícios e chegar ao Céu de maneira cômoda.

Somente uma coisa se faz absolutamente necessária:

“UM AMOR GRANDE, FORTE e FIEL, com o qual se cumpra os deveres cotidianos, (...) tanto faz aonde a gente for colocado: se na escola ou no lugar do trabalho, se no fogão ou num estábulo, se a gente serve a doentes ou nós estamos doentes [em cima de uma cama] (...) Deus não olha a grandeza do nosso ato, mas somente para o amor, com o qual realizamos. Por isso escolhi como lema da minha vida: O QUE CONTA É SOMENTE O AMOR!”


Abaixo você pode assistir ao filme sobre Santa Teresinha.


·         * Transcrições baseadas no livro: Santa Terezinha, Aventura do Amor, de Monika-Maria Stöcker. Musa Editora. 


Para saber mais sobre Santa Teresinha do Menino Jesus: