"La preghiera è la migliore arma che abbiamo; è una chiave che apre il cuore di Dio" ("A oração é a melhor arma que temos; é uma chave que abre o coração de Deus", Padre Pio de Pietrelcina)
sábado, 18 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Entrevista com o Frei Elias Vella!
Olá amigos, irmãos em Cristo.
Abaixo resolvi publicar uma entrevista muito interessante com o conhecido exorcista Frei Elitas Vella, a qual recebi via e-mail do Portal Carismático. http://www.portalcarismatico.com.br/
Abaixo resolvi publicar uma entrevista muito interessante com o conhecido exorcista Frei Elitas Vella, a qual recebi via e-mail do Portal Carismático. http://www.portalcarismatico.com.br/
Frei Elias Vella
"O inimigo quer que pensemos que ele não existe"
Frei conventual da Ilha européia de Malta , um dos maiores exorcistas da atualidade, lança no Brasil o livro "O Anticristo: quem é e como age". Em entrevista, Frei Elias fala sobre as táticas de ação do maligno e indica como se defender de todas elas. Denuncia que uma das estratégias mais utilizadas pelo demônio no Brasil é a de levar os líderes religiosos a não acreditarem em sua existência e manifestação.
O senhor está lançando um livro sobre o anticristo. De onde surgiu a necessidade de falar sobre este assunto?
Frei Elias: Este é um assunto muito importante e as pessoas não conhecem muito sobre ele. Jesus veio para lutar e trazer a vitória sobre o mal. Somos, agora, os representantes do Senhor. Todos nós, cristãos, estamos no campo de batalha e não saber quem é exatamente o inimigo com o qual estamos lutando e quais são as táticas dele, torna-se a ser uma perturbação em nossas vidas. Eu sei que, muitas vezes, em nossos Seminários de Teologia nós não lidamos muito com esse assunto, por isso eu senti a necessidade de me aprofundar nele e escrever um livro sobre o maligno.
Quais são as principais estratégias do inimigo para atacar os filhos de Deus?
Frei Elias: A principal estratégia dele é fazer com que nós não acreditemos que ele exista ou que não seja tão perigoso, assim não damos tanta importância a ele. Desta maneira, ele pode trabalhar tranqüilo, sem que seja perturbado. Assim, ele nos distrai e tira a nossa atenção de Jesus. Então, ao invés de buscarmos ao Senhor para nossa cura e libertação, convencemo-nos de buscar o espiritismo e as forças ocultas; pois o maligno nos faz acreditar que temos forças em nós mesmos para nos curar e nos libertar, e não precisamos de Jesus para isso. A meta principal dele é a de fazer com que pensemos que Jesus não é o Senhor de nossas vidas.
Referindo-se especificamente à situação do Brasil, como o senhor vê a ação do inimigo de Deus no país?
Frei Elias: Acredito que há duas coisas que ele [o maligno] está utilizando, aqui, no Brasil. Uma delas é fazer com que os sacerdotes não creiam que ele exista, porque se os próprios pastores, líderes da Igreja, não acreditam na existência dele, fica muito fácil dispersar o rebanho deles.
A segunda estratégia utilizada por ele, no Brasil, é a da macumba e do espiritismo, pois, por meio dessas práticas, ele tira a atenção das pessoas de Jesus. Isso não exclui as estratégias gerais de que ele faz uso em todos os outros países, como a ganância pelo poder e a desunião. No que diz respeito à falta de unidade, ele também se serve bastante no Brasil.
O maligno se serve também de outros métodos para atingir a juventude, como músicas e filmes consagrados a ele?
Frei Elias: Claro. Algumas das estratégias dele são diretas, outras indiretas. Até certo tempo atrás, ele fazia uso das estratégias indiretas, mas, atualmente, ele está utilizando-se das bem diretas. Como, por exemplo, por meio de bandas de rock que escrevem letras de músicas se referindo diretamente a ele, consagrando-se a ele. Ele se serve delas [letras] para enganar aos jovens que dizem assim: "Eu não ligo para a letra, mas sim, para a melodia, para a música que é legal". O truque então é esse: porque gostam da melodia, começam a cantar a letra, e esta vai entrando aos poucos em suas mentes e almas. É claro que a partir disso a juventude vai se tornando cada vez mais distante de Jesus, e a grande tragédia da atualidade é que os jovens têm vergonha de proclamá-Lo, mas não têm vergonha de proclamar nem de falar sobre satanás.
Há algum caso de libertação que o senhor tenha ministrado nos últimos tempos que tenha chamado a sua atenção de modo particular?
Frei Elias: De fato, casos de pessoas possuídas são raros, mas para um exorcista, lidar com esses fatos é uma coisa cotidiana. Por ser o nosso trabalho, encontramos sempre casos de pessoas possuídas. Por estar sempre viajando, encontro muitas pessoas que precisam de ajuda para serem libertas e exorcizadas.
Neste momento, por exemplo, nós estamos atendendo a duas pessoas em Malta que estão recebendo orações de libertação e exorcismo. Acredito que já estamos quase no final do atendimento, pois as pessoas estão praticamente libertas e exorcizadas.
O senhor se sente mais atacado pelo demônio por fazer este trabalho de exorcismo pelo mundo?
Frei Elias: Tenho certeza disto. Muitas coisas acontecem na minha vida e eu não tenho explicações lógicas para elas, mas nós [exorcistas], com o tempo, ficamos treinados para esse tipo de ataque, tendo sempre a certeza de que a vitória será sempre de Jesus! É claro que ninguém fica feliz com sofrimentos que vêm até nós por causa do inimigo, mas temos o consolo de saber que Jesus está sempre nos protegendo.
Como se defender dos ataques do maligno?
Frei Elias: Entre todos os meios de que podemos fazer uso para nos proteger dele, vou deixar três.
O primeiro meio de defesa contra o inimigo de Deus é a Eucaristia, porque ele tem um medo terrível da força que vem dela. O segundo, é o sacramento da confissão, pois este entra numa luta direta contra o maligno quando o recebemos. E, finalmente, posso dizer que a derrota final do inimigo é Maria, pois ele nunca conseguiu exercer nenhum papel na vida dela. Então, se nós tivermos a ajuda dos três meios em nossas vidas, então teremos armas poderosas e poderemos ter certeza de que com elas nós o derrotaremos.
fonte: Frei Elias Vella (http://www.portalcarismatico.com.br/)
ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS
Pai Celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no Nome do Senhor Jesus †, vencê-las.
Eu tomo a Vossa Verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso. Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás. Eu tomo o Equipamento do Evangelho da Paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa Fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades. Eu tomo a Vossa Salvação e confio em vós para proteger meu corpo e minha alma contra os ataques de satanás. Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de satanás, no poderoso e conquistador Nome † de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta Armadura, vivendo e orando em completa dependência de Ti, bendito Espírito Santo. Amém!
Livrai-nos do mal III. Lições de Padre Gabriele Amorth, o Exorcista Oficial do Vaticano.
Padre Gabriele Amorth (Exorcista do Vaticano) explica como orar por libertação. Saiba mais:
Um desenvolvimento progressivo
Como o avançar do tempo, cada vez mais pessoas vinham até nós, pessoas que não estavam muito próximas de Deus e que precisavam de orações de libertação; nos maiores destes grupos, como o que eu oriento, fixamos ministérios estabilizados de libertação. Atualmente, a oração de libertação encontra-se muito difundida; muitos grupos da Renovação constituíram ministérios de libertação das amarras do Maligno naqueles que costumamos considerar casos menores, quer no acompanhamento do sacerdote exorcista no exercício do seu ministério. Temos também serviços coletivos de libertação.
Que estilo de oração praticamos na libertação?
Antes de mais nada, um estilo de oração comunitária; e isto por dois motivos: um teológico e um pastoral. Não preferimos a oração individual, como se costuma fazer no exorcismo. No exorcismo é o exorcista quem atua; na oração de libertação atua a comunidade. Damos grande valor à realidade de Igreja, vivente em cada comunidade de fiéis que se reúnem em redor de Cristo e invocam o Espírito. Na comunidade dos crentes é Cristo quem atua e continua a libertar os irmãos da presença do inimigo.
Por outro lado, consideramos com segurança que a libertação é função do Corpo Místico de Cristo, que deve eliminar do seu seio as infiltrações do Maligno, lá onde elas se manifestarem; porque qualquer manifestação do Maligno pesa sobre o corpo todo e danifica-o. Eis então a idéia de que a Igreja, a comunidade, e em toda a Igreja.
Há também um motivo pastoral, ou, melhor, teológico: a oração comunitária permite a interação dos vários carismas, que, deste modo, melhor iluminam e tornam mais eficaz a oração. Por outro lado, preserva-nos do perigo de sermos confundidos com magos ou curandeiros, que atuam sempre isoladamente. A interação dos carismas é um motivo pastoral: numa comunidade existem diferentes carismas; como a finalidade é livra-se de um mal, um grupo que tem bons carismas obtém mais facilmente a libertação.
Qual é a composição ideal de um grupo?
Tratando-se de um grupo carismático, nós procuramos antes de mais quem tem o carisma da cura.
Nos primeiros séculos da Igreja, antes que se instituísse o sacramental do exorcizado, eram os carismáticos que libertavam; ou seja, eram todos os cristãos que exerciam os seus carismas. Também hoje existem pessoas que possuem este carisma; são pessoas que vivem no anonimato, mas que têm poder sobre o Maligno.
Nós apercebemo-nos deste fato porque na sua presença, mesmo quando rezam em silêncio e retirados do grupo, o paciente começa a abanar-se todo. A sua presença é suficiente. São pessoas que, por terem este carisma da cura, asseguram a autoridade carismática do grupo. É uma experiência claríssima que já fizemos.
Utilizamos também o profeta em abundância. Quem é o profeta, o profeta bíblico? É um dom de Deus também presente nos nossos grupos. O profeta é quem recebe uma iluminação do Espírito Santo e nos dá indicações bíblicas. Com o avançar da oração, é que ele quem dá indicações que acertam em cheio o alvo; por isso, a oração é sempre guiada. Descobrimos, por exemplo, a origem de uma doença porque no decurso da oração o Senhor intervém sugerindo texto bíblicos adequados ao caso em questão.
Por exemplo, o profeta sugere: “Vamos ler Isaías 4,4 seguido de Ezequiel 8,2”. É criado um clima que nos orienta sobre como devemos agir. A presença do profeta é muito importante; por vezes, durante a oração, o Senhor conforta-nos, convida-nos a insistir, indica-nos a origem do mal.
Quando é possível, também está presente o Sacerdote que assegura a autoridade eclesiástica com o seu poder ministerial. E também há quem interceda; há pessoas que têm o carisma da intercessão. Quando um grupo é composto desta maneira, com a presença de vários carismas, é um grupo ideal para fazer o discernimento e para orientar a oração. Esta torna-se muito eficaz e nós apercebemos-nos da alegria, da paz e da serenidade que acompanham a libertação. É claro que, no discernimento, prestamos atenção ao grupo infetado, à identidade dos espíritos do mal que atuam, no nível em que atuam e os objetivos que os movem.
Qual é a força da oração de libertação?
É uma pergunta que já várias vezes me fiz. A oração de libertação muitas vezes chega a substituir o exorcismo. Aliás, em certos caso não convém fazer o exorcismo, que deve reservar-se para as situações mais graves. Nos casos menores, ao contrário, é preferível a oração de libertação. Exercendo este ministério, reparei na força extraordinária da oração de louvor: liberta uma força poderosíssima. E também reparei na força da Palavra de Deus, sobretudo das palavras de Jesus. Nós baseamo-nos muito nestes dois elementos: a oração e a Palavra.
No exorcismo oficial temos três elementos: a oração, a Palavra, a esconjuração. E, muitas vezes, a conjuração, ou seja, a ordem dirigida ao Maligno é resolutiva. Nos casos mais graves não podemos deixar de nos agarrar a ela, porque é a autoridade da Igreja que intervém.
Na oração da libertação, pelo contrário, a força decisiva é o louvor. É suficiente pensar em alguns casos bíblicos. Durante a batalha contra Amalec, Moisés reza sobre o monte: são os seus braços erguidos em oração que obtêm a vitória.
Jericó era uma cidade bem fortificada; e, no entanto, foi suficiente a oração de louvor a Deus, cantada em redor da cidade, para lhe derrubar as muralhas.
O Segundo Livro das Crônicas informa-nos sobre os israelitas que partiram para o deserto do Tecoa; Josafat colocou os cantores do Senhor, vestidos de paramentos sagrados, à frente dos homens, para que louvassem a Deus dizendo: “Louvai o Senhor porque a sua graça dura para sempre”. Assim que começaram os cânticos de júbilo de louvor, o Senhor preparou uma armadilha contra os inimigos de Israel, que foram derrotados.
A oração é forte, sobretudo no Novo Testamento. Cristo obteve a vitória decisiva sobre o Maligno e a oração de louvor, com esta vitória, reordena o universo perturbado pelo pecado. O Maligno tinha tentado apagar o louvor no céu, arrastando os anjos rebeldes para o inferno. Tentou, depois, interromper o louvor de Adão, o homem que devia fazer-se voz do universo e louvar o Criador.
Agora, cada vez que o inimigo ouve a oração de louvor, escuta a vitória de Cristo vitorioso sobre a morte, sobre o pecado e sobre os demônios. E Satanás sente uma inveja fortíssima, porque agora é o homem quem louva a Deus; no lugar que ele ocupava, agora, está o homem que se une aos Anjos e louva o Senhor. O Maligno sente-se frustrado na sua pessoa e nas suas obras; por isso reage com tanta veemência à oração de louvor.
A oração de intercessão também é muito potente. Constatamos isso no livro dos Atos, quando os Apóstolos estão na prisão e a Igreja reza por eles e se dá a libertação. Do mesmo modo, pouco depois, quando Pedro está preso, a Igreja reza; e Deus envia o anjo para libertar o Seu Apóstolo. Também nas nossas orações, constatamos que o Maligno fica furioso, sobretudo, durante a oração de libertação e, freqüentemente, é durante esta oração que foge.
Sublinho, igualmente, a força de Palavra. Nós não esconjuramos, a não ser que esteja sempre um Sacerdote autorizado; mas atribuímos muita força à Palavra de Deus; experimentamos esta força e usamo-la largamente. Têm especial eficácia as palavras de Jesus e as outras citações bíblicas que nos são sugeridas. A palavra de Jesus derrota o inimigo. Quando fazemos a oração de libertação, pronunciamos lentamente as palavras de Jesus, escolhendo um dos vários episódios em que ele expulsa o demônio.
Trata-se de apresentar de novo a Jesus, de o fazer reviver naquela cena, de introduzir Jesus, o libertador. As palavras de Jesus pronunciadas nesse momento, com a força de Espírito, derrotam o inimigo, que grita e vai-se embora; e vai-se embora também quando é desmascarado por uma indicação bíblica.
Tal como o cântico de louvor, também a Palavra de Deus consola os aflitos, cura os corações dilacerados, cuida das feridas, infunde esperança, faz com que o paciente experimente pessoalmente a presença do seu libertador.
Já falamos da oração de louvor, da palavra de Jesus. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa sobre o modo como estruturamos a oração. Existe uma libertação de (ou seja, uma libertação da presença do Maligno; por isso olha-se para ele) e uma libertação para (vantagem de; e, por isso, olha-se para a pessoa). Mais importante do que libertar de, é libertar para. Privilegiamos a libertação para enquanto trabalhamos pela libertação de. Ou seja, interessa-nos mais o irmão perturbado que o inimigo; a atenção vai toda para o irmão. E é por isso que solicitamos a sua colaboração de todas as maneiras. Em vez de expulsar o inimigo, procuramos resgatar-lhe o paciente.
A libertação pode ocorrer de duas maneiras. Imaginemos uma sala sem que esteja presente o Maligno e o paciente. Um método é o de apanhar o Maligno e expulsá-lo dali; se se consegue, o método é bom. Mas também já vimos que é mais fácil um outro método: aquele de agarrar o paciente e levá-lo para outro lugar, fora da sala, onde esteja em segurança. É o método que preferimos, interessa-nos mais o paciente do que o inimigo.
Interessarmo-nos pelo paciente significa estimulá-lo a rezar, solicitar a graça de Deus sobre ele e fortalecê-lo com os sacramentos, ajudá-lo a tomar consciência da sua situação para que saia dela. Vimos que, desta maneira, a libertação é mais fácil, pois transforma-se o homem infestado pelo Maligno num homem capaz de viver com o filho de Deus.
Com efeito, qual é a finalidade do Maligno?
É destruir o homem-cristão, o homem na sua identidade de filho de Deus. Nós, então, temos de o tornar capaz de viver a sua vida filial no Espírito Santo. Por isso, logo de imediato, invocamos sobre ele o Espírito Santo, para que preencha os espaços vazios, para que o corrobore de maneira a que, com a força do Espírito, possa arrepender-se e viver plenamente a proposta de vida cristã na fé, na esperança, na caridade.
Também tem muito peso a fé o amor daqueles que intervêm. Nós pedimos sempre ao Senhor uma grande fé; o nosso ministério exige muita fé; o Evangelho é claro. A nossa força é a fé de quem reza e a caridade para com Deus e para com o próximo.
A fé e a caridade ajudam-me reciprocamente muito bem. São Gregório Magno, falando acerca da pregação, afirmava que ninguém pode exercer este ministério se não tiver caridade para com o próximo. Nós dizemos o mesmo a respeito do ministério da libertação. O espírito maléfico não resiste ao amor; ele, que é fogo, tem medo do fogo do amor. Por isso, nós procuramos amar o doente, amar quem está infestado, para além de nos amarmos uns aos outros no grupo. Se não existe amor não se avança, porque o amor derrota o inimigo.
Livrai-nos do mal II [Imitação de Cristo, Palavra, Verdade, Armadura de Deus, Aquele que é da Verdade ouve a minha voz.]
Prezados amigos, irmãos em Cristo Jesus Senhor Nosso, e filhos bem amados da Santíssima Virgem Maria, aquela que esmaga a cabeça da serpente (Gen. 3,15).
Muito embora não seja meu feitio falar sobre o mal, sinto forte o impulso de deixar consignadas no blog o texto abaixo. Como diz a Palavra, “guardai o que é bom.”
Vivemos numa época de grande confusão em torno de assuntos em envolvem a compreensão da espiritualidade. Todos os dias surgem novas religiões, novas doutrinas, novos símbolos, a ponto de as pessoas se sentirem num verdadeiro “shopping”, julgando-se no direito de escolherem a religião que bem entenderem, conforme suas intenções pessoais ou seus interesses.
Parece que tudo é uma questão de escolha, para que cada um sirva-se nesse “bufê espiritual”, conforme o que achar melhor, pouco importando o que é a Verdade ou quais as conseqüências de viver na ilusão e na mentira.
Quando Jesus realizou sua oração sacerdotal (São João, capítulo 17, versículos de 11 a 19), Ele clamou ao Pai que santificasse seus discípulos com a Verdade, afirmando “A tua Palavra é a Verdade”.
O que importa é que sigamos o caminho da Verdade. Não adianta nos apresentarem um jardim florido, como vastas áreas de sombra, se para chegarmos ao local desejado (Céu) precisamos passar pelo deserto (dificuldades). Não adianta querer a fácil estrada do litoral, se nosso destino passa pela serra. O caminho errado não leva a lugar algum. Além disso, cuidado: “O caminho dos pecadores é muito bem pavimentado, mas no final dele estão o inferno, as trevas e os castigos” (Eclesiástico, 21, 11).
Lembre-se: Jesus é o Caminho e a Palavra de Deus é a Verdade. O que passa disso são as fábulas do mundo e os engodos do inferno.
Um dos meus livros preferidos é o “Imitação de Cristo”. Veja abaixo uma extraordinária passagem deste clássico cristão (Livro III, Capítulos 4).
“Está certo que o inimigo antigo de todos os modos se esforça para sufocar os teus bons desejos a apartar-te dos exercícios devotos: como é honrar os Santos, meditar em minha paixão dolorosa, ter dor pelos pecados, guardar teu coração, formar propósito firme de emenda e aproveitar na virtude. Sugere-te mil pensamentos maus, para te causar enfado [tédio, aborrecimento] e turbação [medo, sentir-se ameaçado], para te apartar da oração das santas leituras. Aborrece-lhe a humilde confissão dos pecados, e, se pudesse, faria que deixasses de comungar. Não lhe dês crédito, nem faças caso dele ainda que muitas vezes te arme laços para te seduzir. Atribui-lhe os pensamentos criminosos e torpes que te inspira e dize-lhe: VAI-TE DAQUI, espírito imundo; envergonha-te, miserável; mui perverso deves ser para me trazeres á imaginação tais torpezas. Retira-te de mim, malvado embusteiro, não terás parte em meu coração; Jesus está comigo como invencível guerreiro e tu ficarás confundido. Antes quero morrer e sofrer todos os tormentos imagináveis que consentir com tua malícia. ‘Cala-te e não me fales mais; não te darei ouvidos por mais que me importunes. A quem posso temer sendo o Senhor a minha luz e minha salvação’ (Mc 4,39 e Salmo 26,1). ‘Ainda que um exército se formasse em batalha contra mim, ainda assim não temeria o meu coração. O Senhor é o meu sustentáculo e o meu Redentor’ (Salmo 26,3).
Portanto, como ensinou o notável Apóstolo São Paulo:
“...Vistam a armadura de Deus para que, no dia mau, vocês possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas. Estejam, portanto, bem firmes: cingidos com a couraça da justiça, os pés calçados com o zelo de propagar o Evangelho da paz; tenham sempre na mão o escudo da fé, e assim poderão apagar as flechas inflamadas do Maligno. Coloquem o capacete da salvação e pegues a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.” (Efésios 6, 13-17).
No mais, opte sempre pela Verdade, pois, como disse o Senhor, “Aquele que é da Verdade ouve a minha voz.” (Jo 18,37)
Tenham todos uma ótima semana.
A Paz de Jesus e o Amor de Maria.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Iniciam as Obras da Sede Nacional da RCC!
Sem dúvida uma ótima notícia.
Iniciadas as obras na sede nacional da RCC, sita no Município de Canas/SP.
No dia 02 de setembro de 2010, teve início a terraplanagem.
Maiores informações no site: http://www.rccbrasil.com.br/
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
A Missa Explicada por Padre Pio!
Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a Paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na Missa.
Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917).
Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre , revive indefinidamente a mesma Paixão.
Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. É preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente .
O Ofertório: É a prisão, chegou a hora...
O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".
Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.
A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.
Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.
"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso...".
A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...
A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar.
A Bênção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...
Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!
Pe. Jean Derobert
Palavras do padre Pio
Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar...".
Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.
Confidências a seus filhos espirituais
"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.
"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".
"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?".
"A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão."
"Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas."
"A consagração?". - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação."
"A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor."
"Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?". - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz."
"Como nós devemos ouvir a Santa Missa?". - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz "". Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972. 3/9/2010
Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/
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