"La preghiera è la migliore arma che abbiamo; è una chiave che apre il cuore di Dio" ("A oração é a melhor arma que temos; é uma chave que abre o coração de Deus", Padre Pio de Pietrelcina)
domingo, 21 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Maria na Bíblia [Onde está Maria na Bíblia? O que a Bíblia fala de Maria? Quem é esta Mulher?][Baseado no livro Porque Sou Devoto de Maria!?]
Antes
de mais nada, observo que a Bíblia não fala muito de Maria, mas o suficiente
para que ela seja conhecida e amada. Já no início do Gênesis[1],
a Palavra narra a queda do ser humano primitivo, que foi vitimado pela
serpente, o “mais astuto de todos os animais dos campos”[2],
símbolo facilmente associado ao mal. Desde então, houve forte antagonismo entre
a Mulher e a serpente, em razão da sentença que estabeleceu “Porei ódio entre
ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu
lhe ferirás o calcanhar”[3].
No
Livro do Profeta Isaías, Capítulo 7, versículos 13-15, tem-se a seguinte narrativa:
“Isaías respondeu: ‘Ouvi casa
de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também
o meu Deus? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma
virgem[4]
conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’[5]. Ele será nutrido com
manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem...."
No
início do Evangelho de São Mateus, mais precisamente nos versículos 18-25 do
capítulo 1, faz-se expressa referência a que tudo o que em Maria se realizou é
obra do Espírito Santo, ou seja do Espírito de Deus. Então vamos conferir:
“Eis como nasceu Jesus
Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem,
aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era
homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente.
Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe
disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa,
pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a
quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados’. Tudo isso aconteceu para
que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: ‘Eis que uma Virgem
conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel (Isaias 7,14), que
significa: Deus conosco.” (grifos acrescidos)
O
Evangelho de São Marcos, que foi o primeiro a ser escrito, o que ocorreu por
volta do ano 64 d.C, não aborda esse momento da concepção de Jesus, uma vez que
seu objetivo era apresentar Jesus Cristo a partir do batismo recebido de João
Batista. Marcos, que se chamava João Marcos e era natural de Jerusalém, foi
convertido a partir das pregações de São Pedro, a quem acompanhou até seus
últimos dias em Roma. Marcos escreveu seu evangelho a partir das histórias que
ouviu de Pedro, mas, ao contrário de Mateus, nunca tentou provar as revelações
e profecias. Os objetivos de Marcos sempre foram narrar os fatos da vida de
Jesus, razão pela qual se restringe a fazer uma abordagem inicial de João
Batista e após, ainda no capítulo 1, já narrar a o batismo de Jesus no Rio
Jordão, já no início de sua vida pública aos trinta anos. Marcos objetivou
provar que Jesus é o Filho de Deus, fazendo isso a partir da narrativa das
obras de Jesus. Na verdade, salvo melhor análise, Marcos se refere à Maria
apenas uma vez, porém o suficiente para dizer tudo, que Maria é a Mãe de Jesus[6].
O
Evangelho de João tem um aspecto diferente das narrativas de Mateus, Marcos e
Lucas. São João, que provavelmente era o mais jovem dos apóstolos, escreveu seu
evangelho mais como uma meditação do que propriamente uma narrativa. Isso tanto
é verdade que já no primeiro capítulo João se esmera em demonstrar que a Jesus
é a Palavra de Deus que se fez ser humano e habitou entre nós.
Vamos
ver o capítulo primeiro do Evangelho de São João:
“No princípio era o Verbo, e
o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus (...). Tudo foi feito por ele,
e sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era luz dos homens (...).
[O verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava
no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu (...). Mas a
todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhe o poder de se
tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o verbo se fez carne e
habitou entre nós, e vimos a sua glória, a glória que o Filho único recebe do
seu Pai, cheio da graça e da verdade. (...) Todos nós recebemos de sua plenitude graça
sobre graça.” (grifos acrescidos)
Portanto,
se Jesus é a Palavra de Deus (Verbo), e a Palavra se fez carne, ou seja, ser
humano, e habitou entre nós, pergunto:
Onde
isso aconteceu? Analisando os textos bíblicos já mencionados, observamos que a
Palavra de Deus, por obra do Espírito Santo, se fez ser humano no corpo da
Virgem Maria.
Portanto,
a carne, os ossos, o sangue e demais ingredientes – por assim dizer - de Jesus
foram extraídos do corpo de Maria onde induvidosamente se formou o Corpo de
Cristo. Assim, Jesus e Maria são, comprovadamente, corpo do mesmo corpo, sangue
do mesmo sangue, com todos os detalhes e semelhanças físicas e estéticas que
normalmente caracterizam mães e filhos.
Você
já imaginou o quanto Jesus poderia ser fisicamente parecido com Maria? Na cor
dos olhos, do cabelo, no formato do rosto? Você imaginou o quanto eles eram
parecidos no jeito de falar, na forma de se expressar, e o quanto Jesus herdou
dos atributos físicos, morais e intelectuais de Maria?
Mas
isso tudo eu já falei sem mesmo referir o Evangelho de São Lucas, meu preferido
para tratar desse assunto.
Lucas[7]
era um médico grego natural de Antioquia[8].
Seu evangelho é tido como uma continuação do Livro dos Atos dos Apóstolos. No Evangelho
narra-se o caminho de Jesus e nos Atos o caminho da Igreja.
E se
o Evangelho de Lucas mostra o caminho de Jesus, obviamente mostra onde esse
caminho começou, em Maria. Com efeito, por obra de Deus através do Espírito
Santo, Jesus foi concebido no seio imaculado da Virgem Maria, para nela ser
ocultado e para dela receber todo o necessário para a sua formação humana e
para o seu crescimento físico e intelectual.
De um
modo impressionante e detalhista, Lucas narra os momentos iniciais da concepção
e do nascimento de Jesus, de modo a não deixar dúvidas dos grandes feitos que
Deus operou no mundo a partir de Maria.
Vamos,
então, transcrever um pequeno trecho:
“No sexto mês, o anjo Gabriel
foi envidado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem
desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi; e
o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: ‘Ave,
cheia de graça, o Senhor é contigo’. Perturbou-se ela com essas palavras e pôs-se a
pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: ‘Não
temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás
à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á
Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa
de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: ‘Como ser fará
isso, pois eu não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo: ‘O
Espírito Santo descerá sobre ti e a força do Altíssimo te envolverá com a sua
sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus’...” (Evangelho de São Lucas,
capítulo 1, versículos 26 e seguintes) (grifos acrescidos)
Nesse
primeiro momento já observamos a saudação angélica, Ave Maria, cheia de graça,
o Senhor é contigo. Não é difícil perceber de onde a Igreja tirou as palavras
iniciais da oração Ave-Maria.
Nesse
mesmo momento da anunciação do anjo, Gabriel revela que:
“...Isabel, tua parenta, até ela
concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que era tida como
estéril porque a Deus nenhuma coisa é impossível. Então disse Maria: ‘Eis
aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra. E o
anjo afastou-se dela.” (Idem anterior, versículos 36-38) (grifou-se)
Diante
do conhecimento de que sua parenta Isabel, aquela tida como estéril, estava
grávida, e que já estava no sexto mês, Maria, solidária e prestativa, pôs-se em
direção às montanhas, onde Isabel residia. Possivelmente tenha feito o trecho
todo a pé, caminhando por uma região pedregosa e difícil até chegar à
residência de Zacarias, esposo de Isabel.
Ao
adentrar na morada de Isabel, o evangelista Lucas narra outro momento
impressionante:
“Naqueles dias, Maria
levantou-se e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa
de Zacarias e saudou Isabel. Ora apenas Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E
exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do
teu ventre. Donde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor? Pois assim que a voz de tua
saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio. Bem-aventurada
és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te
foram ditas!” (versículos
39-45) (grifos acrescidos)
Aqui
também se percebe mais um fragmento utilizado para a formação da oração Ave
Maria, “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre,
Jesus”. Assim, a primeira parte da Ave Maria é composta a partir dos versos
acima indicados, extraídos da Sagrada Escritura. Assim, recitar a Ave-Maria é
recitar a Escritura.
Mas o
que eu gostaria de observar nessa parte é que bastou Isabel ouvir a saudação de
Maria para, juntamente com o seu filho ainda em gestação, ficar cheia do
Espírito Santo. Isso permite a conclusão de que o Espírito de Deus, após a
encarnação do Verbo, sempre operou seus prodígios através de Maria, o que se
confirmou tanto no primeiro milagre de Jesus nas Bodas de Caná, como em
Pentecostes e como reiteradamente vem operando até os dias de hoje.
É
evidente que Isabel ficou cheia do Espírito Santo porque Jesus, apesar de ainda
estar recluso e em formação no ventre de Maria, assim o concedeu. Porém, a
Palavra deixa claro que tudo o que o Espírito Santo faz, o faz em Jesus, por
Jesus, mas pelas mãos e pela conduta de Maria. Com efeito, Deus é a fonte de
toda graça e milagre, age em Jesus e através dEle, ao sopro do Espírito Santo, mas
dispensa e concede tudo por Maria.
Outro
detalhe de suma importância é a expressão de Isabel que demonstra até espanto
ao dizer: “donde me vem a honra de vir a mim a mãe do meu Senhor?”. Ora, como
se sabe, os judeus somente utilizavam a expressão Senhor ou “Iahweh” [ou IHWH][9]
como referência a Deus, já servindo, portanto, de fundamento para a segunda
parte da oração da Ave Maria, que é chamada de “Mãe de Deus”, em razão de que
Jesus, por sua “igualdade com Deus”[10],
ou seja, por ser a segunda pessoa da Santíssima Trindade e, portanto, unissubstância
de Deus, ser filho de Maria. Zacarias é ainda mais direto ao atribuir ao
próprio filho João Batista a referência “profeta do Altíssimo”, acrescentando
que João “precederá o Senhor e lhe preparará o caminho”[11].
Após ouvir as palavras de Isabel, bem como de comprovar com os próprios olhos a graça que Deus havia realizado naquela que era tida como estéril, que, naquele tempo, era tido como uma maldição ou castigo, Maria glorifica a Deus do mais profundo de sua alma, compondo o “Magnificat”[12]:
“Minha alma glorifica ao
Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para
sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão
bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que
é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende de geração em geração,
sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço; desconcertou os corações
dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de
bens os indigentes e despediu de mãos vazias dos ricos. Acolheu a Israel, seu
servo, lembrando de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em
favor de Abraão e sua posteridade, para sempre.” (versículos 46-56)(grifos
acrescidos)
Esse
louvor entoado por Maria demonstra não só uma profunda graça do Espírito Santo,
mas também um detalhado conhecimento das Escrituras. Isso demonstra que Maria,
apesar de sua conhecida humildade, não era uma pessoas ingênua e muito menos
simplória, mas uma profunda conhecedora de Deus e da esperança de seu povo.
O
“Magnificat” anuncia que as gerações, todas as gerações, hão de proclamá-la
bem-aventurada, expressão esta que significa gozar de uma grande felicidade. Portanto,
todo aquele que questiona a santidade de Maria e sua primazia diante de Deus
ofende gravemente a Escritura e o Espírito Santo que operou todas essas obras.
Nunca é demais lembrar e advertir que os pecados contra o Espírito Santo não
serão perdoados, conforme expressamente nos advertiu Jesus (Marcos 3,28).
Após
o nascimento de Jesus em Belém, o alvoroço todo dos pastores e tudo o que se
falava acerca do Menino, “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as
em seu coração” (Lucas 2, versículos 19 e 51).
Na
apresentação de Jesus no Templo, aos quarenta dias de vida, a profecia de
Simeão, que anunciou que a maternidade de Maria teria como consequências muitos
sofrimentos, é expressa nestes termos: “Uma
espada transpassará a tua alma” (Lucas 2, 35), referindo-se a extrema dor
que sentiria a Virgem Santíssima ao ver seu Filho crucificado.
Aos
doze anos, Jesus foi levado a Jerusalém, porém não regressou com a comitiva,
permanecendo na Cidade Santa sem que seus pais o soubessem. Foram três dias de
agonia e angústia de José e Maria, que finalmente encontraram Jesus no templo,
discutindo e interrogando os doutores da lei. Após uma inquirição inicial,
Jesus regressa com José e Maria para Nazaré, e lhes era obediente, conforme a
própria palavra faz questão de frisar no versículo 51 do capítulo 2 do
Evangelho de São Lucas.
Como
a Bíblia só volta a falar de Jesus após Ele iniciar sua vida pública, o que
ocorreu quando Ele já tinha 30 anos, é óbvio que não se falou de Maria nesse
período.
Passado
esse período oculto da vida de Jesus, foi em Caná da Galiléia, conforme narra o
evangelista João, que Jesus opera prematuramente o seu primeiro milagre:
“Três dias depois,
celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também
foram convidados Jesus e seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a
mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles já não têm vinho.’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Mulher,
isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.’ Disse, então, sua mãe aos
serventes: ‘Fazei o que ele vos disser.’ Ora, achavam-se ali seis
talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas
ou três medidas. Jesus ordena-lhes:
‘Enchei as talhas de água.’ Eles e
encheram-nas até em cima. ‘Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos
serventes’. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou a água tornada
vinho, não sabendo de onde era, chamou o noivo, e disse-lhe: ‘É
costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão
embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.” (João, 2, 1-10) (grifos acrescidos)
Analisando
esta passagem, observa-se que Jesus refere-se de modo expresso à sua genitora
como “Mulher”, deixando expresso que Maria é, de fato, a Mulher que esmaga a
cabeça da “serpente”, conforme narrou o Espírito no Livro do Gênesis (3, 15).
Também é a mesma Mulher que se reveste de sol no Apocalipse para vencer
definitivamente o mal personificado pelo “dragão”.
Mas
não é só isso, esta passagem também demonstra que Jesus não resiste ao pedido
de sua amadíssima Mãe e, mesmo com uma aparente relutância, atende a tão
amoroso pedido. Além disso, observa-se que Maria confiou muito em Jesus, a
ponto de chamar os serventes antes mesmo que Jesus respondesse ao anseio
maternal, confiança esta que Jesus correspondeu realizando o primeiro de muitos
milagres.
Assim,
Jesus iniciou seus milagres por Maria e por ela os continua fazendo até os dias
de hoje e assim o fará, até o fim dos tempos.
Também
merece a devida observação o fato de que Jesus não só transformou a água em
vinho, mas transformou em vinho de ótima qualidade, pois tudo que vem de Deus é
bom, porque vem por Jesus através de Maria, a dispensadora de todas as graças.
A passagem das Bodas de Caná também traz a última referência dos evangelistas
às palavras de Maria, depois sobrevêm – no tempo devido – o silêncio e a dor
diante da cruz e a presença indispensável no Dia de Pentecostes.
Em
outros momentos, a Bíblia faz pequenas referências a Maria, demonstrando que
ela acompanhava Jesus, sendo sua primeira discípula.
Na
crucificação, o evangelista João, que foi testemunha ocular, faz questão de
referir que:
“Junto à cruz de Jesus
estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria
Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o
discípulo o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho.’
Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe.’ E dessa hora em diante o
discípulo a levou para sua casa.” (João, 19, 25-27)
Nessa
passagem, Jesus confia o discípulo que amava, aqui referido como o jovem
evangelista João, aos cuidados de sua Mãe, e confia sua Mãe aos cuidados de
seus discípulos, mais precisamente à Igreja. Assim, a Igreja de tradição
apostólica, ou seja, que cresceu a partir da evangelização promovida pelos
apóstolos, cumpre à risca o que pediu Jesus, prestando o devido cuidado e
reverência à Mãe de Deus que, por sua vez, cuida dos pequenos seguidores de
Jesus espalhados pelo mundo inteiro. Em outras palavras, em João, todos nos
tornamos filhos de Maria, a qual tem em Jesus seu primogênito e nos cristãos
seus adotivos.
Também
merecem o devido registro as seguintes passagens bíblicas:
No
Livro de Ezequiel faz-se a seguinte referência acerca do templo cujo acesso só
a Deus é permitido:
“Ele reconduziu-me ao pórtico exterior do santuário,
que fica fronteiro ao oriente, o qual se achava fechado. O Senhor disse-me: ‘Este
pórtico ficará fechado. Ninguém o abrirá, ninguém aí passará, porque o Senhor,
Deus de Israel aí passou; ele permanecerá fechado. O príncipe, entretanto,
enquanto tal, poderá aí assentar-se para tomar sua refeição diante do Senhor.
Ele entrará pelo vestíbulo do pórtico e sairá pelo mesmo caminho.’...”
(Ezequiel, capítulo 44, versículos 2 e 3)
Nesse
ponto importa referir o Príncipe como um líder ou chefe de uma comunidade
futura, figura que pode ser associada a Jesus, muito embora sem muita clareza.
No texto, observa-se que há referência a presença de Deus em Maria (pórtico) e
que ela servirá de alimento ao príncipe (referência à amamentação de Jesus e à
alimentação que Jesus, enquanto no útero de Maria, recebeu seu sua amadíssima
genitora através do cordão umbilical). O texto também permite referir que Maria
permanecerá fechada, ou seja, virgem, mesmo após o Príncipe ter saído pelo
mesmo vestíbulo que entrou.
No
Cântico dos Cânticos (Capítulo 4, 7), há referência expressa de que a esposa é “toda bela” e “não há mancha em ti”, no que permite concluir que a Esposa do Espírito
Santo, que é o editor bíblico, é bela e sem manchas, ou seja, imaculada. No
Salmo 86, 3 consta “De ti se anuncia um
glorioso destino, ó cidade de Deus”.
O
Salmo 44 (Heb. 45) também merece o devido destaque, conforme transcrevo abaixo:
“1. Ao mestre de canto.
Segundo a melodia: Os lírios. Hino dos filhos de Coré. Canto nupcial. 2.
Transbordam palavras sublimes do meu coração. Ao rei dedico o meu canto. Minha
língua é como o estilo de um ágil escriba. 3. Sois belo, o mais belo dos filhos
dos homens. Expande-se a graça em vossos lábios, pelo que Deus vos cumulou de
bênçãos eternas. 4. Cingi-vos com vossa espada, ó herói; ela é vosso ornamento
e esplendor. 5. Erguei-vos vitorioso em defesa da verdade e da justiça. Que
vossa mão se assinale por feitos gloriosos. 6. Aguçadas são as vossas flechas;
a vós se submetem os povos; os inimigos do rei perdem o ânimo. 7. Vosso trono,
ó Deus, é eterno, de equidade é vosso cetro real. 8. Amais a justiça e
detestais o mal, pelo que o Senhor, vosso Deus, vos ungiu com óleo de alegria,
preferindo-vos aos vossos iguais. 9. Exalam vossas vestes perfume de mirra,
aloés e incenso; do palácio de marfim os sons das liras vos deleitam. 10.
Filhas de reis formam vosso cortejo; posta-se à vossa direita a
rainha, ornada de ouro de Ofir. 11. Ouve, filha, vê e presta atenção: esquece o
teu povo e a casa de teu pai. 12. De tua beleza se encantará o rei; ele é teu
senhor, rende-lhe homenagens. 13. Habitantes de Tiro virão com seus presentes,
próceres do povo implorarão teu favor. 14. Toda formosa, entra a filha
do rei, com vestes bordadas de ouro. 15. Em roupagens multicores apresenta-se
ao rei, após ela vos são apresentadas as virgens, suas companheiras. 16. Levadas entre alegrias
e júbilos, ingressam no palácio real. 17. Tomarão os vossos filhos o lugar de
vossos pais, vós os estabelecereis príncipes sobre toda a terra. 18. Celebrarei
vosso nome através das gerações. E os povos vos louvarão eternamente. “
Acerca
do Salmo 44, é importante referir que se trata de uma ode, ou seja, uma
composição poética ao melhor estilo Cânticos dos Cânticos. É evidente a representação feita pelo editor
bíblico, ocasião em que simboliza a união de Deus com o povo eleito (casamento),
em que o esposo é Jesus (O Messias, referido como Rei que abomina o mal e ama a
justiça). A Rainha simboliza a humanidade regenerada, e esta regeneração é a
partir de Maria e seu primogênito Jesus, de quem descende a Igreja, ou seja, a
assembleia daqueles que ouvem a Palavra e a põem em prática no dia-a-dia.
O
Antigo Testamento também faz referência a várias mulheres, por exemplo: Raab,
Débora, Judith, Ester, entre outras. Tais mulheres se notabilizaram, ou seja,
se tornaram conhecidas, por terem salvo o povo hebreu do extermínio, sendo
facilmente associadas à figura de Maria, que é não apenas a Mãe do Salvador, mas
diligente e intensamente ativa partícipe da obra da redenção.
Lógico
que estas últimas referências demandam certo esforço de interpretação, porém,
para efeitos dessa pequena e inexpressiva obra, achei por bem mencionar.
E
assim, a Bíblia fala pouco de Maria, mas o suficiente para que ela seja
conhecida e amada, com o objetivo primordial de fazer conhecer Jesus Cristo,
que é o cerne, âmago, a essência e o objetivo principal da devoção mariana.
* Este texto é inspirado no 1º capítulo do Livro: POR QUE SOU DEVOTO DE MARIA!? (autoria do Diácono Marcos Suzin). No entanto, anos mais tarde, o autor modificou substancialmente o trecho).
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marcos-da-boit-suzin
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/marcos-da-boit-suzin
[1]
Livro do Gênesis, capítulo 3.
[2]
Idem anterior, versículo 1.
[3]
Idem anterior, versículo 15.
[4]
Importante referir que os textos gregos e latinos traduzem assim a palavra
hebraica que designa uma moça, sendo que jamais esse termo é aplicado na
Bíblica para se referir a mulheres casadas. Portanto, não há dúvidas que se
trata de uma “virgem” que, apesar dessa condição, conceberá e dará à luz um
filho, que será chamado Deus Conosco, ou seja, Deus estará nesse Filho para
estar com os seres humanos até o final dos tempos.
[5]
Lit. “Emanuel”.
[6]
Não é ele o carpinteiro, o filho de
Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui
entre nós também suas irmãs? E ficaram perplexos a seu respeito. (São Marcos 6,
3)
[7]
“Lucas é um sírio de Antioquia, sírio pela raça, médico de profissão. Tornou-se
discípulo dos apóstolos e mais tarde seguiu a Paulo até ao seu martírio. Tendo
servido o Senhor com perseverança, solteiro e sem filhos, cheio da graça do
Espírito Santo, morreu com 84 anos de idade.” (historiador Helmut Koester)
[8]
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Lucas
[9]
Por respeito também é chamado ADONAI ou KYRIOS (no grego)
[10]
“Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus. Sendo ele de
condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade
com Deus, mas aniquilou-se a sim mesmo, assumindo a condição de escravo
e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem,
humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por
isso Deus o exaltou poderosamente e lhe outorgou o nome que esta acima de todos
os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho no céu, na terra e
nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor.” (Carta
aos Filipenses capítulo 2, versículos 5-11)
[11]
Lucas, 1, 76.
[12]
Magnificat (também conhecida como Canção de Maria) é um cântico entoado (ou
recitado) frequentemente na liturgia dos serviços eclesiásticos cristãos. O
texto do cântico vem diretamente do Evangelho segundo Lucas,1 onde é recitado
pela Virgem Maria na ocasião da Visitação de sua prima Isabel. Na narrativa,
após Maria saudar Isabel, que está grávida com aquele que será conhecido como
João Batista, a criança se mexe dentro do útero de Isabel. Quando esta louva
Maria por sua fé, Maria entoa o Magnificat como resposta. O cântico ecoa
diversas passagens do Antigo Testamento, porém a alusão mais notável são as
feitas à Canção de Ana, dos Livros de Samuel.2 Juntamente com o Benedictus e o
Nunc dimittis, e diversos outros cânticos do Antigo Testamento, o Magnificat foi
incluído no Livro de Odes, uma antiga coletânea litúrgica encontrada em alguns
manuscritos da Septuaginta. No cristianismo, o Magnificat é recitado com mais
frequência dentro da Liturgia das Horas. No cristianismo ocidental o Magnificat
é mais cantado ou recitado durante o principal serviço vespertino: as Vésperas,
no catolicismo romano, e a Oração Vespertina (Evening Prayer ou Evensong, em
inglês), dentro do anglicanismo. No cristianismo oriental o Magnificat costuma
ser cantado durante as Matinas de domingo. Em certos grupos protestantes o
Magnificat pode ser cantado durante os serviços de culto. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnificat)
terça-feira, 9 de julho de 2013
O Verdadeiro Amor [Sofrimento, perdão, anjos, comunhão, Jesus, Dolorosa Paixão}
O verdadeiro amor consiste em fazer o bem, mesmo a
quem nos entristece. É rezar e fazer algo, mesmo por pessoas de convivência
difícil. Jesus ensinava que fazer o bem a quem nos faz o bem é algo comum, até
os maus sabem fazer isso. Mas fazer o bem a quem nos molesta, nos ofende, nos
machuca, nisso consiste uma virtude sólida de uma alma efetivamente
evangelizada.
Não é difícil perceber que o amor e o sofrimento andam
juntos. O amor sempre é ornado com uma coroa de espinhos, porque a ninguém e
dado, nem mesmo a Jesus e seus amigos, amar sem sofrer. Aliás, o amor se prova
justamente no sofrimento, pois na adversidade, na doença, na perda, só quem nos
ama fica conosco.
Em alguns casos só Jesus nos faz companhia.
O verdadeiro sofrimento nos é provocado pelas pessoas
que amamos, mas - como ensinava Padre Pio de Pietrelcina - para isso existe o
perdão, e a chave do perdão é a oração. Quem não reza não sabe perdoar! E quem
não perdoa não é perdoado!
Você sabia que - segundo as lições da bem-aventurada
Santa Faustina - se os anjos pudessem invejar o ser humano, o fariam por dois
motivos: A COMUNHÃO (os anjos dizem: "a nós não foi concedido nos
alimentarmos de Deus") e o SOFRIMENTO
(pois aos anjos também não foi dado assemelharem-se a Jesus).
Portanto, em momentos difíceis ore com mais instância,
mais profundamente, exatamente como fez Jesus no Horto das Oliveiras (Lucas 22,
44), tendo sempre em mente que os sofrimentos desta vida não têm comparação com
a glória que é reservada a todos os que se assemelharem a Jesus, observando-se
que quando mais parecido com Jesus você for nas dores da paixão, mais parecido
o será no esplendor da glória celeste.
Deus abençoe você....
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ORAÇÃO CONTRA O MALEFÍCIO [Padre Gabriele Amorth]
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Oração às Forças de Santo Antônio Oh! Beato SANTO ANTÔNIO , amigo de N. S. Jesus Cristo, fidelíssimo filho de São Francisco. Em Lisboa...
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Ó Deus, a vós recorremos por intermédio de Santa Luzia, virgem e mártir, padroeira de todos os que sofrem de doenças oculares [nos olhos...