domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Cultura da Desobediência.

                    

Lembro do meu tempo de estudo, no ensino fundamental e ensino médio, não faz tanto tempo assim. Durante esse período, eu não recordo de ter visto uma vez sequer um aluno desrespeitando o professor em sala de aula. A professora era nossa segunda mãe, impunha-se – justamente por isso – respeito.  Pedia-se licença para tudo, erguia-se o braço, e aguardava-se silenciosamente o professor permitir que se falasse. A professora, mesmo que fosse solteira, era respeitosa e solenemente chamada “senhora”, palavra que era uma espécie de pronome reverencial à notável mestra.

Do mesmo modo, lembro que as autoridades eram mais respeitadas. Quando a Polícia mandava parar o carro, meu pai obedecia, e respondia paciente e educadamente todas as perguntas, pois se estava diante de alguém que personificava a Lei, lei esta cuja origem era tida como a vontade comum do cidadão, manifestada através dos representantes especialmente eleitos para tal finalidade. Juízes e Promotores, então, quem ousaria dirigir-se a tais pessoas com grosseira falta de acatamento? O padre era a própria voz de Deus, consolando, corrigindo, admoestando, sendo dele que recebíamos o ensinamento e a catequese com especial reverência, pois se sabia que graves castigos acabavam caindo sobre aqueles que desprezam a correção e a disciplina - eu mesmo testemunhei com meus próprios olhos o destino triste de alguns desobedientes.
                       
 Hoje, porém, está muito diferente. Os professores estão entre os profissionais mais estressados, desrespeitados, e, muitas vezes, objeto de irrisão e vilipêndio por parte dos próprios alunos. Há quem ache “chique” e até conte vantagem em dizer alguns impropérios ao professor, insultos ao guarda de trânsito, mandar às favas as pessoas que representam nossas instituições mais importantes. É a cultura da desobediência, solene e estupidamente instalada entre nós, que se rebela ante a qualquer tentativa de imposição de limites.

Aquilo que era um sinal claro de predestinação funesta, ou de ruína, agora é moda. Acha-se bonito ser rebelde, irreverente, vingativo e insubordinado. As pechas das pessoas que exercem algum tipo de autoridade são a desculpa pronta – um clichê surrado – para a anarquia. Esquece-se, porém, que a ruína continua à espreita da alma desobediente, máxime se esta alma é uma das que ocupa um cargo que deveria ser exemplo de obediência e fidelidade.

A História traz exemplos de pessoas desobedientes que rumaram cega e obstinadamente ao fracasso, ainda que desfrutassem momentaneamente de ilusórios instantes de jactância em razão das conquistas efêmeras, posteriormente apagadas por uma ruína definitiva. Não preciso citar nomes, todos os “conquistadores” da história tiveram sua glória temporal e sua ruína perene, basta verificar com cuidado.

A mesma História demonstra que pessoas extraordinárias foram obedientes, e acabaram eternizadas em suas obras e posteridade. Não só entraram para a História, como a escreveram e protagonizaram constantemente através de seus seguidores.

Abraão foi obediente a Deus, obediência que levou ao extremo. Por esta obediência, deixou sua terra natal, e foi para o local indicado. Por esta mesma obediência, consagrou sua posteridade a Deus, e seus descendentes escreveram páginas marcantes da história da humanidade, influenciando o surgimento e estabelecimento da civilização ocidental. Como fruto da obediência, Abraão ainda vive na sua posteridade.

Moisés foi obediente a Deus e, apesar de gago e sem boa dicção, conseguiu conduzir e liderar uma nação inteira pelo deserto. Moisés vive até hoje pelas obras que deixou.

Jesus Cristo, que é a personificação de Deus, ou seja, a Palavra Divina que se fez ser humano, sendo, portanto, unissubstância de Deus, também deu mostras de quando prezava - e ainda preza - a obediência. Durante trinta anos, apesar de sua divindade, ou seja, da sua igualdade com Deus (Filipenses 2, 5-6), fez-se submisso aos seus pai e mãe humanos. O Evangelho de São Lucas não dá margem a interpretação divergente, pois traz consignado que “Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles” (Lucas 2, 51). Aí já se permite questionar: se Deus, ou seja, o Criador, feito ser humano em Cristo Jesus, fez-se obediente à criatura, não devemos nós guardar a devida obediência ao pais, professores e superiores?

Observe-se que não estou defendendo uma sociedade muda e ingênua, uma juventude sem criatividade e sem o colorido típico dessa etapa da vida. Mas estou a motivar os leitores para que se espelhem com amor em obediência naqueles que já viveram por mais tempo e, justamente por isso, têm experiência e conhecimento para prestar seus ensinamentos e advertir os mais novos sobre os perigos que assolam o mundo. Com efeito, é sinal de grande sabedoria agir com prudência, ouvir os mais velhos, antes de tomas as importantes decisões da vida.

Prosseguindo, observo que Jesus, na verdade, fez da obediência uma de suas principais características, a ponto de dizer “a minha comida e a minha bebida [ou seja, a minha afeição e o meu prazer] é fazer a vontade do meu Pai”. Mais tarde, no Horto das Oliveiras, Jesus chegou ao extremo de dizer “Meu Pai, se é possível afaste-se de mim este cálice [sofrimentos da dolorosa paixão] . Contudo, não seja feito como eu quero, e sim como tu queres.” E Jesus, fez-se obediente até à morte, e morte de cruz.

Como consequência, os filhos de Abraão e os cristãos, apesar das diferenças, estabeleceram a sociedade ocidental, com preponderância dos valores humanos, do amor, da família e do respeito. Estas descendências, em razão da obediência de seus patriarcas, construíram uma civilização como nunca houve igual na história.
                      
Os desobedientes, por outro lado, desapareceram, deixando unicamente uma herança perversa, que não faz outra coisa a não ser suscitar novos desobedientes, com o destino que lhes é apropriado.

A desobediência fez cair o homem primitivo e está derrubando o homem moderno.
                       
Mas, como eu disse anteriormente, no mundo moderno está instaurada a cultura da desobediência, e a ditadura da rebeldia, notadamente travestidas do mau uso da liberdade. Há quem ache bonito, “chique”, “na moda” ser irresignado contra tudo, mesmo sem qualquer motivo ou justificativa sérios. Parecem como novilhos que seguem sambando e saltitando para o matadouro. Fazem assim nas escolas, na vida política, na sociedade e na Igreja. Não se dão conta que o fruto da desobediência é a ruína completa.
                         
Não bastasse isso, ainda há uma perseguição contínua contra aqueles que se fazem obedientes, os quais são impiedosamente tachados e rotulados de “CDFs”, "nerds", “caxias”, “certinhos”, “puxa-sacos”, "papa-hóstias", além de serem continuamente isolados dos grupos. Em outras palavras, os desobedientes não se contentam em traçar a própria rota de fracasso, mas exigem que os obedientes façam o mesmo, comportamento que hoje vem sendo tratado com uma espécie de “bullyng”, e que tem como consequência o isolamento de muitas pessoas, tendo-se a nítida impressão que os desobedientes têm muitos amigos, enquanto que os obedientes são solitários, o que é um engano.
                         
É preciso resistir e conservar esta especial virtude da obediência. Lembro os ensinamentos de Santa Faustina, que dizia que os maiores esforços não são agradáveis a Deus, se não tiverem o selo da obediência, ponderando, ainda, que as pequenas obras feitas com amor e obediência têm um valor inestimável perante Deus (Diário de Santa Faustina, parágrafo 354, página 124).

Com efeito, a obediência, sempre aliada da perseverança, tem frutos incomparavelmente belos e duradouros, que ultrapassam os limites da inteligência humana. Assim como Abraão e Jesus eternizaram suas obras com a obediência, assim também aqueles que lhe forem imitadores o farão. Em outras palavras, a alma obediente, ainda que seja oculta no mundo e aparentemente solitária, escreve sua vida na verdadeira história, colhendo frutos de beleza indizível, amealhando méritos para a Eternidade. A cultura da desobediência, por sua vez, vai continuar produzindo almas arruinadas e fazendo estragos, suscitando frutos amargos de consequência irremediável.

Por último, sugiro que se assista o vídeo abaixo, para que se tenha uma dimensão da gravidade da cultura da desobediência:

http://beta.padrepauloricardo.org/episodios/o-caminho-para-a-desobediencia-ao-papa

Romaria de Nossa Senhora Consoladora de Ibiaçá/RS

Vista fronta do Santuário.

Frei Egídio Bielski rezou a missa das 16 horas do dia 25-02-2012

Santuário estava lotado.

Imagem de Nossa Senhora Consoladora.

Apesar da chuva, havia uma multidão participando da Romaria e da Procissão Luminosa.





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Devoção a Jesus no Horto das Oliveiras


Numa revelação particular, Jesus falou:

“Está longe de conhecer minha Paixão quem pensa somente nos sofrimentos do meu corpo! Os sofrimentos de minha alma no Jardim das Oliveiras forma muito maiores. No Getsêmani  eu conheci-experimentei os pecados de todos os homens: fui ladrão, assassino, adúltero, blasfemo, caluniador e totalmente rebelde ao Pai, que sempre tanto amei. Eu, puríssimo, estava diante do Pai manchado de todas as impurezas do pecado. Justamente nisto consistiu o meu suor de Sangue. Ninguém crerá que sofri que sofri naqueles momentos muito mais que na Cruz, ainda que esta fosse tão dolorosa para mim. No Getsêmani senti que os pecados da humanidade toda tornaram-se Meus, e que devia responder por todos eles, um por um perante meu Pai para desagravá-Lo e para salvar-vos da perdição eterna. Considerai, pois, quanta agonias, mais que mortais, tive naquela noite. É muito mais do que o homem possa pensar, compreender e imaginar. Provei em Mim, ainda, o abandono total de todos e do meu Pai, a dor e a morte. E tudo isso por você, meu queridíssimo irmão e minha irmã. Em agradecimento, eu gostaria que você meditasse, ao menos uma vez por dia, as minhas penas no Getsêmani – Eu o recompensarei”.
Promessas de Jesus aos Amigos do Getsêmani
A quem meditar ao menos uma vez por dia as minhas dores no Getsêmani, concederei:
1º Remissão de todas as culpas e certeza de salvação na hora da morte.
2º Contrição perfeita e duradoura a quem mandar celebrar uma Missa em honra daqueles sofrimentos.
3º Sucesso nos trabalhos espirituais e materiais a quem propagar a devoção ao meu Getsêmani.
“A quem se fizer promotor desta devoção, prometo:
a)      Vitória completa e definitiva sobre as maiores tentações;
b)      Poder direto de libertar as almas do Purgatório;
c)       Grande luz e força para cumprir minha vontade”

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Por que e para quê sofremos? Qual o significado do sofrimento? Como devemos reagir?


Prezados amigos, gostaria de deixar algumas palavras no blog, como consolo e incentivo a que todos os cristãos encontrem em Cristo o sentido da vida, e aprendam a compreender qual é o caminho que leva ao tão desejado Reino dos Céus.
  
Na Bíblia, Jesus orienta: "entrem pela porta estreita, porque largo é o caminho que leva à perdição". Não é preciso ser um exegeta ou um estudioso bíblico para compreender que Jesus está dizendo que o caminho para o Reino de Deus não é fácil, exige esforço e não se chega sem sofrimento.

Apesar de ser parte do caminho, o sofrimento nos causa uma certa repulsa e medo, principalmente quando não há o devido aprofundamento na fé.

Com efeito, quando somos muito superficiais, não temos ânimo para suportar sofrimentos, e com facilidade desistimos de qualquer propósito, em alguns casos – e numa situação mais extrema- da própria vida.
Entretanto, o sofrimento esteve presente na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o seu nascimento até a morte na Cruz.

De fato, Jesus nasceu em uma família pobre  e, logo ao nascer, foi perseguido por Herodes (O Grande). Em razão disso, a Sagrada Família foi obrigada a refugiar-se no Egito, lá permanecendo por alguns anos, em um lugar diferente, um país idolátrico e politeísta, com profundos contrastes com a fé judaica.

Após iniciada sua vida pública, Jesus passou a sofrer perseguições, em razão da inveja dos que usufruíam do poder naquele tempo.

Mas não foi só isso. Jesus também sofreu entre os seus seguidores e familiares, muitas vezes ouvindo queixas e murmurações.

Culminou com a sua amarguíssima Paixão, ocasião em que sofreu todos os suplícios possíveis e imagináveis, aliás, inclusive além da imaginação, culminando com a morte, e morte de cruz.



Os apóstolos também sofreram. Jesus mesmo disse: “Assim como o Pai me amou eu amo vocês”, e mandou-os pelo mundo afora, para pregarem a Palavra, e sofrerem muitas afrontas e perseguições.


Nem mesmo a Mãe do Senhor esteve livre do sofrimento, a ponto de ter a própria alma transpassada por uma espada de dor.

Os que sucederam os apóstolos também sofreram.
  
Entre os santos, não há um que não tenha sofrido muito. Apenas para exemplificar, lembramos Padre Pio de Pietrelcina, que sofreu durante cinquenta anos toda sorte de perseguições, além sofrimentos físicos e morais.
Portanto, não é difícil concluir que na vida ninguém passa sem sofrer tribulações. A uns é dado sofrer de uma forma, outro de outra, mas ninguém – repita-se! – ninguém passa pela vida sem sofrer.



O caminho do Reino dos Céus é o caminho da Santa Cruz, que o próprio Cristo trilhou e mostrou, dizendo: “Aquele que quiser vir após mim, toma sua cruz e segue-me.”

Diante desta constatação, de que ninguém (nem mesmo os maus) passa pela vida sem sofrimentos. Que o próprio Jesus sofreu, que os santos sofreram, é porque o SOFRIMENTO, além de necessário e inevitável, é extremamente redentor e vivificador.
  
Isso tanto é verdade que os santos chegavam ao ponto de desejar o sofrimento, e agradecer a Deus por ele.
Abaixo transcrevo um fragmento do Diário de Santa Faustina (A Misericórdia de Deus na Minha Alma), parágrafos 342 e 343:

“...342 O sofrimento é o maior tesouro da Terra. – purifica a alma. No sofrimento conhecemos quem é nosso verdadeiro amigo. O verdadeiro amor é medido com o termômetro dos sofrimentos.  343 Jesus, agradeço-Vos pelas pequenas cruzinhas diárias, pelas contrariedades nos meus planos, pelas dificuldades na vida em comum, pela má interpretação das minhas intenções, pela humilhação que sofro dos outros, pelos procedimento rude comigo, pelos julgamentos injustos, pela saúde fraca e esgotamento físico, pela abnegação da vontade própria, pelo aniquilamento do próprio eu, pela incompreensão em tudo, pelo transtorno de todos os meus planos. Agradeço-Vos, Jesus, pelos sofrimentos interiores, pela aridez do espírito, pelos temores, medos e incertezas, pelas trevas e espessa cerração interior, pelas tentações e diversas provações,  pelos tormentos que são difíceis de exprimir e, especialmente, por aqueles em que ninguém nos compreenderá, pela hora da morte, pela dificuldade na luta nela, por toda a amargura.

Agradeço-Vos, Jesus – que primeiro bebestes esse cálice de amargura, antes de o entregardes a mim, atenuado. Eis que aproximei os lábios dos cálice da Vossa santa vontade; seja feito em mim tudo de acordo com os vossos gostos, seja feito comigo o que a Vossa sabedoria planejou antes dos séculos. Desejo esgotar o cálice dos destinos até a última gota, sem investigar seus significados; na amargura está a minha alegria, no desespero a minha confiança. Em Vós, Senhor, tudo o que dá o Vosso Coração de Pai é bom; não preferindo consolos às amarguras, nem amarguras aos consolos, por tudo isso vos agradeço. ...”

Também merece destaque a passagem bíblica abaixo, a saber:

"Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntregros, sem fraqueza alguma." (Espístola de São Tiago, 1, 1-4)
Por último, observo que ninguém compreende melhor a Paixão de Cristo, senão aquele que sofre penas semelhantes.  
  

Pedi e recebereis - É Preciso saber pedir. É preciso saber esperar. [Como rezar para alcançar grande graças de Deus]

Prezados amigoso do Grupo Água Viva. As leituras do último domingo do mês de julho de 2010 vieram bem ao encontro do que pretendo deixar expresso aqui no blog, e ao que venho sustentando há quase sete anos no grupo de oração e nos locais onde somos convidados a comparecer.

A primeira leitura, como costuma acontecer, foi retirada do Antigo Testamento, mais precisamente do Livro do Gênesis, Capítulo 18, versículos 20 a 32 (destruição das cidades idolátricas Sodoma e Gomorra).

Ei-la:

"Naqueles dias, 20 o Senhor disse a Abraão: 'O clamor contra Sodoma e Gomorra cresceu, e agravou-se muito o seu pecado. 21 Vou descer para verificar se as suas obras correspondem ou não ao clamor que chegou até mim'. 22Partindo dali, os homens dirigiram-se a Sodoma, enquanto Abraão ficou na presença do Senhor. 23 Então, aproximando-se, disse Abraão: 'Vais realmente exterminar o justo com o ímpio? 24 Se houvesse cinquenta justos na cidade, acaso irias exterminá-los? Não pouparias o lugar por causa dos cinquenta justos que ali vivem? 25Longe de ti agir assim, fazendo morrer o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio. Longe de ti! O juiz de toda a terra não faria justiça?' 26O Senhor respondeu: 'Se eu encontrasse em Sodoma cinquenta justos, pouparia por causa deles a cidade inteira'. 27Abraão prosseguiu dizendo: 'Estou sendo atrevido em falar a meu Senhor, eu, que sou pó e cinza. 28 Se dos cinquenta justos faltassem cinco, destruirias por causa dos cinco a cidade inteira?' O Senhor respondeu: 'Não destruiria, se achasse ali quarenta e cinco justos'. 29 Insistiu ainda Abraão e disse: ' se houvesse quarenta?' Ele respondeu: 'Por causa dos quarenta, não o faria'. 30Abraão tornou a insistir: 'Não se irrite o meu Senhor, se ainda falo. E se houvesse apenas trinta justos?' Ele respondeu: 'Também não o faria, se encontrasse trinta'. 31Tornou Abraão a insistir: 'Já que me atrevi a falar a meu Senhor, e se houver vinte justos?' Ele respondeu: 'Não a iria destruir por causa dos vinte'. 32Abraão disse: 'Que o meu Senhor não se irrite, se eu falar só mais uma vez: e se houvesse apenas dez?' Ele respondeu: 'Por causa dos dez, não a destruiria'”.

Você que acabou de ler o texto acima, percebeu bem o quanto vale uma pessoa justa? Lembre-se que toda a humanidade tem a oportunidade de salvação por um único justo, CRISTO JESUS SENHOR NOSSO.

Entretanto, quero que você observe a importância de ser uma pessoa justa. Na prática, em Sodoma, só havia um justo, Ló, o qual foi retirado da cidade antes que ela fosse destruída. Se houvesse ali dez justos, Deus teria poupado toda a cidade, por amor aos dez justos. A mesma constatação se faz a respeito do mundo, enquanto houver justos, Deus preservará o mundo.

Além disso, quero chamar a atenção de todos para a IMPORTÂNCIA DA INTERCESSÃO. Veja como Abraão intercedia por pessoas que sequer faziam parte de sua família, de seu círculo de amizades, de seu povo. A intercessão é fundamental. Quem reza pelos outros alcança muito mais para si, muito mais que sonhou receber. A intercessão é de fundamental importância. Nos grupos de oração onde ela é valorizada, estes grupos crescem mais e mais, ainda que isso não se perceba no número de pessoas.

O Salmo responsorial é o 137:

Naquele dia em que gritei,/ vós me escutastes, ó Senhor! — Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me. — Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma. — Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres,/ e de longe reconhece os orgulhosos./ Se no meio da desgraça eu caminhar,/ vós me fazeis tornar à vida novamente;/ quando os meus perseguidores me atacarem/ e com ira investirem contra mim,/ estendereis o vosso braço em meu auxílio/ e havereis de me salvar com vossa destra. — Completai em mim a obra começada;/ ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!"

O Evangelho está em Lucas 11, 1-13


"1Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um dos seus discípulos pediu-lhe: 'Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos'.
2 Jesus respondeu: 'Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3 Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4 e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”
5E Jesus acrescentou: 'Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário.
9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós, que é pai, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião?
13Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

Você percebeu que o próprio Jesus ensina que devemos pedir com insistência, prometendo que quem pede alcança? Percebeu, ainda, que se recomenda uma oração teimosa (no bom sentido), como quem incomoda? Deus quer ser "incomodado" pelas nossas orações!!!

Portanto, peça e espere as providências de Deus. Porém, chamo a atenção de que Deus não é "caixa eletrônico", nada funciona instantaneamente. É preciso pedir e esperar, muitas vezes demora, outras vezes demora muito. Veja o caso de Santa Mônica que rezou mais de 20 anos pela conversão de seu filho, que após ficou conhecido como Santo Agostinho. Nesse período de demora, sofre as tardanças de Deus, mas não perca a esperança, nem caia na besteira de procurar ajuda nas falsas religiões, nos sortistas, que manipulam forças ocultas, naqueles que dizem que podem tudo para todos, mas nada podem para si.

Merece ponderação o ensinamento de São Tiago, a saber:

"... Mas peça com fé, sem nenhuma vacilação, porque o homem que vacila assemelha-se à onda do mar, levantada pelo vento e agitada de um lado para o outro. Não pense, portanto, tal homem que ancançará alguma coisa do Senhor, pois é homem irresoluto, inconstante em todo o seu proceder." (Espístola de São Tiago 1, 6-8)

Lembre-se: A alma que muito confia, muito alcança!!!! Quem busca solução longe de Deus, além de não achar solução alguma, comete o pecado da infidelidade.

Também deve ser observado que Deus não é um "quebra-galho", aquele que procuro quando tenho um problema. Deus é a essência da nossa vida, só Deus é para sempre. 

Além disso, preciso observar o seguinte questionamento:

Será que aquilo que peço é bom para mim? Você até pode pensar que é, mas e o futuro o que dirá? Algumas vezes o que nos parece bom hoje se revela péssimo amanhã. A gente se engana fácil, se ilude fácil, e, quando nos falta o discernimento, tomamos decisões precipitadas. Deus é Pai, é a Sabedoria Infinita, Ele sabe o que nos convém. Se for bom para nós, Ele nos concederá (desde que peçamos com fé, insistência e esperança); se o que pedimos não for bom, Ele nos dará algo melhor, pois, além de Pai, é muito generoso.

Outro vez chamo a atenção para as advertências de São Tiago:

"...Pedis e não recebereis, porque medis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões." (Epístola de São Tiago, 4, 3-4)

NÃO HÁ ORAÇÃO SEM RESPOSTA!

O que às vezes acontece é que nos apresentamos diante de Deus com o coração fingido, aí a resposta nos incomoda. Mas a misericórdia de Deus nos oferta o perdão, aí podemos voltar, e, convertidos, pedir ao Senhor.....

ELE SEMPRE NOS CONCEDE O QUE PRECIAMOS, AINDA QUE NÃO TENHAMOS CONSCIÊNCIA DISSO.

Um abraço todos.....






sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

“Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá.”Sl 36,4 [Os desejos do nosso coração]


Os desejos do nosso coração

“Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá.”Sl 36,4

Muitas vezes, quando lemos esse versículo do salmo, pensamos que ao colocarmos no Senhor a nossa alegria e gratidão, Ele vai atender nossos desejos e realizar nossos sonhos e, muitas vezes, Ele faz isso mesmo. Mas, o que esse versículo expressa é muito mais do que apenas isso. Não se trata aqui de nos alegrarmos no Senhor e depois fazer tudo o que queremos, é muito mais bonito e mais profundo do que isso. Se nós colocarmos nossas delícias no Senhor, se fizermos Dele a alegria da nossa vida, então Ele mudará o nosso coração para que os nossos desejos se tornem os Dele. Em outras palavras, Ele colocará seus desejos em nosso coração. Nós precisamos disso na nossa vida, pois os nossos desejos, às vezes, são vãos, são gerados pelo pecado em nós ou são limitados e pequenos.

Os desejos do Senhor para a nossa vida são perfeitos, porque fazem parte do seu plano de amor para nós. Eles são infinitamente superiores e mais bonitos do que tudo o que podemos imaginar, como nos diz a passagem em Isaías 55, 8-9: Pois meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor; mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.

Li, certa vez, um testemunho bonito de David Mangan sobre esse versículo bíblico. Ele é um dos que estavam em Duquesne naquele fim de semana do início da Renovação Carismática e até hoje ele continua cheio do Espírito, frequentando Grupo de Oração, pregando a Palavra de Deus e dando bom testemunho. David disse que esse versículo significa muito para sua vida pois enquanto ele se deliciava com o Senhor, buscando fazer sua vontade,  se apaixonou por aquela que hoje é sua esposa. Então, conforme sua compreensão, o desejo, o amor que começou a sentir por ela foi colocado no seu coração pelo Senhor. Por isso, ele mandou gravar esse versículo nas suas alianças, para nunca se esquecer de quem sua esposa é para ele: desejo de Deus colocado no seu coração.

Que possa ser assim também conosco. Coloquemos todo o nosso amor, o nosso louvor, a nossa confiança no Senhor, passando todos os dias um tempo em oração com Ele, deliciando-nos na sua presença e deixemos que Ele vá colocando os seus desejos no nosso coração e teremos assim a nossa vida grandemente abençoada.

Maria Beatriz Spier Vargas
Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

BIG BROTHER BRASIL - A Opinião de Luís Fernando Veríssimo - O Fundo do Poço e o Zoológico Humano.

PRECISAMOS DE ESCRITORES CORAJOSOS E VERDADEIROS COMO VERÍSSIMO .


Esclarecimento inicial. Não temos como provar que o texto abaixo é de autoria de Luís Fernando Veríssimo. Ele mesmo teria dito que não poderia escrever sobre o assunto, pois é "uma das quatro pessoas" que nunca assitiu o programa. Entretanto, a qualidade do texto, o estilo, a ironia aguda fazem lembrar o cronista de notável linhagem.

Portanto, como disse São Paulo, "guardai o que é bom".

Eis o texto:

"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo e valores morais, com tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... Todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB: ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda, referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade do brasileiro.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis.
~ Caminho árduo?
~ Heróis?
~ São esses nossos exemplos de heróis?

~ Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!

Veja o que está por de trá$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani, da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que, se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais.
Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão .

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares, ou comprados mais de 5.000 computadores.

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa? Ir ao cinema.... estudar... ouvir boa música... cuidar das flores e jardins... telefonar para um amigo... visitar os avós... pescar... brincar com as crianças... namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade."



Luis Fernando Veríssimo é cronista e escritor brasileiro.

Somos responsáveis por aquilo que fazemos, pelo que não fazemos e pelo que impedimos de ser feito.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem – Carta de Apresentação


[Divulgo conforme recebi por email do pe. Rodrigo Maria, a pedido do reverendíssimo sacerdote. Os trezentos anos do Tratado da Verdadeira Devoção à SSma. Virgem nos oferecem uma ímpar oportunidade de renovarmos o nosso amor a Deus através da perfeita escravidão a Nossa Senhora; os que não conhecem ainda o método podem aproveitar a oportunidade para conhecê-lo, e os que já conhecem têm uma excelente 
chance de fazer ou renovar a sua própria consagração. Que a Virgem Maria, "Medianeira de Todas as Graças", possa nos valer nestes tempos difíceis que vivemos; que, por meio d'Ela, cheguemos a ser mais perfeitos imitadores de Cristo.]


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Neste ano de 2012, o TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM, escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort, completa 300 ANOS, o que nos impõe uma séria reflexão sobre a pessoa e a missão da Santíssima Virgem junto à Igreja de Deus e a cada fiel em particular, bem como sobre a importância estratégica da TOTAL CONSAGRAÇÃO ensinada neste Tratado pelo Santo de Montfort.

Devemos considerar que no ano em que alguém ou alguma obra celebram um jubileu, se dá uma maior importância ao que se está celebrando. No caso da comemoração dos 300 ANOS do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO temos grandes e profundas razões para dar uma mais significativa importância à celebração do jubileu deste que é o escrito mariano mais lido, difundido e estudado de todos os tempos, uma vez que o inimigo infernal fez de tudo para que este livro não aparecesse, chegando mesmo a escondê-lo por 130 anos (T.V.D. 114). De fato, o TRATADO escrito por São Luís em 1712 desapareceu, sendo reencontrado apenas em 1842, em uma das casas de congregação que o Santo fundou na França. O ódio do demônio a este Tratado sobre Nossa Senhora, se justifica se considerarmos que aí se ensina a esmagar a cabeça desta serpente diabólica, uma vez que conduz a alma confiante a entregar-se a MARIA para com Ela aprender a amar a JESUS de verdade, cumprindo seus mandamentos, fazendo tudo quanto Ele mandou.

A nossa salvação ou condenação dependerá de fazermos ou não em nossa vida a vontade de DEUS. No Tratado se ensina justamente a se fazer esta entrega a NOSSA SENHORA – e por meio dela a JESUS – para com Ela aprendermos a fazer bem a vontade de Deus. São Luís, no Tratado, chama os Escravos por Amor de “calcanhar de Nossa Senhora”, afirmando que o calcanhar é a parte mais humilhada do corpo, por estar abaixo de todos os outros membros, mas que ao mesmo tempo é a parte que sustenta todo o peso do corpo e que é com este calcanhar que ela esmagará a cabeça da serpente, pois nos ensinará a rejeitar as obras do mal e a fazer sempre a vontade de Deus.

São Luís ensina ainda, que JESUS reinará no mundo, ou seja, nos corações e que este reinado de JESUS se dará por meio de MARIA, ou seja, JESUS confiou a Ela a missão de conduzir a Igreja a uma mais perfeita realização da vontade de DEUS neste mundo, e a maneira pela qual se estabelecerá o Reinado de Maria é pela difusão e prática da Verdadeira Devoção ensinada no Tradado escrito por São Luís de Montfort.

Em Fátima, no ano de 1917, a Santíssima Virgem confirma o ensinamento e a profecia de São Luís de Montfort quando declara: “Meu Filho quer estabelecer no mundo a Devoção ao meu Imaculado Coração”, com isto, JESUS direciona seu olhar a cada um dos seus fieis e diz novamente: “ – Eis aí a tua Mãe”(Jo 19,25). Jesus quer que todos aceitem a maternidade de sua Mãe Santíssima, entrando na refúgio-escola do seu Imaculado Coração, para se protegerem dos ataques do maligno e aprender a amá-lO em espírito e verdade.

São Luís de Montfort ensina também que a missão de Nossa Senhora se revestirá de maior importância nesses últimos tempos, pois o maligno intensificará seus esforços para perder as almas, sabendo que bem pouco tempo lhe resta. (T.V.D. 49)

É preciso atenção para os desígnios e a pedagogia de DEUS, pois como ensina Montfort, Deus não muda em sua palavra nem em seu agir, assim como Ele veio ao mundo por MARIA, também deve reinar no mundo por meio d’Ela (T.V.D. 1), mas adverte que isso só acontecerá se conhecermos e colocarmos em prática a VERDADEIRA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA.

Também em Fátima, Nossa Senhora fala sobre este glorioso acontecimento fazendo entender que o seu Triunfo-reinado – que levará ao Reinado de Jesus – acontecerá quando estabelecermos no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração. Portanto, quem deseja que venha logo ao mundo o Triunfo do Imaculado Coração de Maria e o Reinado de Nosso Senhor nos corações, deve assumir para si o desejo do coração de JESUS e fazer de tudo para difundir a VERDADEIRA DEVOÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA como ensina Montfort.

O Céu tem feito a sua parte para difundir a VERDADEIRA DEVOÇÃO A SANTÍSSIMA VIRGEM, falta que nós façamos a nossa.

Se olharmos os acontecimentos destes últimos tempos, especialmente da aparição de Fátima (1917) até hoje, veremos o quanto Deus tem feito para o cumprimento de seus desígnios relativamente à difusão da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora, uma vez que nos deu um Papa “Totus Tuus”, escravo por amor, que testemunhou ao mundo todo, a importância e a eficácia desta TOTAL CONSAGRAÇÃO, recomendando a todos como meio de elevação espiritual e crescimento no amor a Cristo. Com toda a certeza foi da pessoa de João Paulo II que falava Jesus quando afirmava a Santa Faustina Kovolska, que da Polônia iria sair uma “centelha” com a qual incendiaria o mundo inteiro. Sem dúvida este grande Papa tornou-se uma “centelha” para incendiar o mundo, no que se refere a sua devoção mariana, meio pelo qual chegou a ter um amor apaixonado a Jesus, do qual esta nossa geração foi testemunha.

Em 2007, o cardeal Ivan Dias, então prefeito da Congregação para Propagação da Fé, apresentava aos sacerdotes a TOTAL CONSAGRAÇÃO a Nossa Senhora como “atalho” para a santidade e meio de se obter maior fecundidade no exercício do ministério sacerdotal. Em 2011, na vigília de encerramento do Ano Sacerdotal (2009-2010), foi dado a cada sacerdote presente uma cópia do “segredo de Maria”, pequeno livro escrito por São Luís que é uma espécie de resumo do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO, onde também se ensina a TOTAL CONSAGRAÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM.

Em 2011, na quaresma foram pregados os Exercícios Espirituais para o Papa e os cardeais, que teve por tema “Os Santos na vida espiritual do bem-aventurado João Paulo II”. Nessa ocasião foi dado um TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO ao Papa e a cada um dos participantes, e o pregador do retiro, Pe. Dr. Lethel, afirmava ao Papa Bento XVI e a seus cardeais que o santo que mais influenciou na vida espiritual do bem-aventurado João Paulo II foi São Luís de Montfort com seus ensinamentos sobre a VERDADEIRA DEVOÇÃO a Nossa Senhora ao ponto do Bem-aventurado Papa tomar a TOTAL CONSAGRAÇÃO como seu lema Pontifical.

Devemos ainda lembrar que durante o ano de 2011 houve uma grande movimentação para pedir ao Santo Padre a decretação do Ano Mariano (2012-2013) por ocasião dos 300 ANOS do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM, chegando esse pedido às mãos da sua Santidade por diferentes vias. Paralelamente foi feita uma grande campanha para consagração que obteve grande êxito. Entretanto, o Santo Padre declarou 2012-2013 Ano da Fé, surpreendendo-nos positivamente, fazendo ver de maneira mais profunda que a celebração do jubileu dos 300 ANOS do TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO e a conseqüente difusão da TOTAL CONSAGRAÇÃO aí ensinada, objetiva o crescimento e o fortalecimento de nossa fé, levando-nos a permanecer firmes em Cristo, em meio a todas as tribulações e desorientações de nosso tempo.

Enfim, JESUS quer que se estabeleça no mundo a VERDADEIRA DEVOÇÃO, para que por este meio, Ele possa reinar nos corações e muitos possam se salvar, para isso, concederá de maneira especial e superabundante durante este jubileu, muitas graças para difusão desta TOTAL CONSAGRAÇÃO, portanto é preciso que façamos nossa parte, rezando, aprofundando no estudo e vivencia da Verdadeira Devoção e tornando-nos apóstolos de Nossa Senhora difundido por toda parte e por todos os meios possíveis a Santa Escravidão de Amor ensinada por Montfort.

É importante dizer que sendo a Santa Escravidão de Amor, uma perfeita renovação de nossos votos batismais, possui uma perene atualidade pastoral, uma vez que toda a vida cristã resume-se neste esforço para vivermos como verdadeiros filhos de Deus.

É necessário lembrar também que a TOTAL CONSAGRAÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM é totalmente católica e cristocêntrica, uma vez que é para todos os batizados e tem por objetivo nos unir a JESUS e nos fazer crescer no Amor a Ele; ou seja, a SANTA ESCRAVIDÃO DE AMOR ou TOTAL CONSAGRAÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM não atrapalha nenhum carisma ou espiritualidade de qualquer movimento ou comunidade que seja, ao contrário, essa entrega total a Nossa Senhora ajuda cada pessoa a viver de modo mais intenso e profundo seu próprio carisma e sua própria espiritualidade, uma vez que Ela é a boníssima Mãe e a Virgem Fiel que nos leva em tudo a fazer a vontade de Deus, cumprindo com mais perfeição e amor nossos deveres de estado. E a semelhança da oração do Rosário – só que com muito maiores e profundas razões – a TOTAL CONSAGRAÇÃO não é apenas para alguns privilegiados, ou para alguma comunidade ou movimento, mas é proposta para todos os batizados para que vivam com mais facilidade, constância e coerência a sua condição de filhos de Deus.

A TOTAL CONSAGRAÇÃO é o meio e a estratégia que Deus escolheu para ajudar seus filhos a permanecerem firmes na verdadeira fé e para salvar muitas almas, uma vez que por essa Total entrega se põe a disposição de Nossa Senhora todos os nossos bens espirituais, para que Ela possa usá-las para socorrer as almas e converter os pecadores. Verdadeiramente, muitos se salvarão não por seus méritos pessoais, mas pelas orações e sacrifícios de outros. Assim, a Santa Escravidão nos transforma em doadores de méritos para que Nossa Senhora possa utilizá-lo para salvar nosso próximo, de modo que quantos mais e melhores escravos de Amor houverem tantos mais méritos Nossa Senhora terá para alcançar a graça da contrição e conversão para os que estão longe de Deus e de sua graça. Ainda são “muitos os que se condenam por que não há quem reze e se sacrifique por eles”, conforme disse Nossa Senhora em Fátima (1917). É para salvar as almas dos pobres pecadores que Deus quer estabelecer no mundo a VERDADEIRA DEVOÇÃO DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, pois esse meio a Santíssima terá muitos meios para socorrer muitas almas. Portanto difundir a VERDADEIRA DEVOÇÃO e ensinar as pessoas a vivenciá-las é um meio extraordinário e eficiente não apenas de permanecer na comunhão com Cristo, mas também de ajudar a salvar a muitos.

Devemos fazer uso das graças que Deus proporciona neste Ano de jubileu dos 300 ANOS do Tratado – (2012 – 2013) – para estabelecermos no mundo a VERDADEIRA DEVOÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA como faz ensinando São Luís Maria Grignion de Montfort.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012


JEJUM DE DANIEL 
Início dia 1° de fevereiro até o dia 21 de fevereiro de 2012.

“Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras. Nenhuma coisa desejável comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas completas.” (Dn 10,2-3) 

A passagem acima descrita, tirada do livro de Daniel, é o exemplo clássico de um “jejum parcial” realizado em meio às atividades do dia-a-dia, com o propósito de alcançar de Deus a revelação de sua vontade. Chamamos “jejum parcial” porque consiste na aplicação de uma dieta limitada, ao invés da abstinência absoluta de alimentos.

Está claro que existe um valor muito grande neste tipo de jejum. Lendo os versículos seguintes deste capítulo de Daniel, verificamos que o culminar deste jejum foi uma tremenda visitação do anjo do Senhor com uma revelação indispensável a respeito das batalhas que se travam nas regiões celestes (vers.13-22). Além disso, o próprio Senhor, em sua visita a Daniel, assegura com palavras encorajadoras a eficácia de seu jejum e penitência: “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste teu espírito a compreender, e em que te humilhaste diante de teu Deus, tua oração foi ouvida, e é por isso que eu vim”. (vers.12)

Aleluia! Quando nós somos movidos pelas promessas de Deus e numa atitude que o agrada, começamos a transformar esta promessa em realidade no jejum e na oração; no momento mesmo em que nosso coração se humilha e busca a face do Senhor, nossas palavras são ouvidas no céu.

Daniel dedicou três semanas (21 dias) ao jejum e à oração. O tempo dedicado ao jejum é reservado para buscar o Senhor, mesmo em meio às atividades cotidianas. Em Mt 6, 1-18 vemos como Jesus indica o jejum, a oração e a esmola como sinais característicos da vida de um cristão fiel. Em alguns momentos de decisão, porém, somos convidados a intensificar nossa comunhão com o Senhor. Segundo o desejo de Jesus, devemos fazer isto sem ostentação, mas com discrição e buscando agradar somente ao Pai.

Outro fator importante em um tempo de jejum é o propósito que nos move a fazê-lo. Um jejum sem propósito definido é como vagar num túnel escuro, sem saber de onde vem ou para onde vai. Olhando as Sagradas Escrituras, encontraremos muitas razões que levaram as pessoas ao jejum. Se vamos jejuar, temos que ter objetivos firmes e claros pelos quais lutar: Estar em Deus; receber sua palavra e alguma orientação/propósito concreta; interceder por alguém ou alguma situação; enfrentar Satanás e suas tentações. Pedimos que você ore e peça que o Senhor revele sobre que intenções particulares você deve rezar. Que pessoas estão perto de você e longe de Deus? Que situações precisam ser saradas pelo Senhor em sua vida, etc? Anote num papel essas intenções particulares e deixe-as à mão, para que você recorde durante a oração pessoal. Vamos fazer esse jejum nas intenções da Renovação Carismática Católica do estado do Rio Grande do Sul e do Brasil, com foco nos Grupos de oração.


Como se faz esse jejum?

Por três semanas (21 dias), somos convocados a um jejum parcial. Será um tempo de maior oração e dedicação ao Senhor. Durante este tempo, evitaremos alimentos pêlos quais buscamos saciar mais nosso gosto/prazer do que as necessidades reais do nosso organismo (doces, refrigerantes, excesso de frituras ou outros alimentos que constituem hábitos alimentares aos quais estamos apegados).

Além disso, evitando extravagâncias, vamos escolher entre duas opções: ou iniciar a alimentação diária só a partir das 12 horas, ou simplesmente cortar uma das refeições do dia. Cuidado somente para não “descontar” na próxima refeição para compensar o que foi omitido. Pessoas que fazem uso de medicação devem estabelecer o jejum em conformidade com o horário dos remédios. Pessoas com problemas de pressão ou diabetes, ou outro tipo de limitação de saúde, devem conhecer as necessidades do seu organismo e adaptar o jejum. Pessoas que não podem fazer nenhum tipo de restrição na alimentação podem fazer jejum de televisão, conversa ou outras coisas. Mas lembre-se: inicialmente o jejum consta de algum sacrifício na alimentação.

No 1º dia do jejum faça uma consagração, com um bom momento de Adoração, Louvor e se possível participação de missa. Escreva num papel as intenções pelas quais você vai oferecer o jejum (peça ao Espírito Santo que lhe revele o que será a motivação do seu tempo de penitência e escuta).
No 21º dia, ou seja, no final da terceira semana de jejum, faça um momento de ação de graças ao Senhor, por tudo o que Ele nos dará em função desse dias; se possível também participe de uma missa em ação de graças.

Sugestão de roteiro para oração pessoal nos dias de jejum:

1o. dia – Ore com Romanos 4, 18-21 e confie no Deus que é fiel e poderoso.
2º. dia – Ore com Romanos 5, 3-5 e renove sua esperança nas tribulações.
3º. dia – Ore com Romanos 8, 15 e clame com o Espírito Santo ao seu Pai eterno.
4º. dia – Ore com Romanos 8, 28 e declare que todas as coisas concorrerão para seu bem, para a glória de Deus.
5º. dia – Ore com Romanos 8, 31-38 e celebre sua vitória em Cristo sobre todo o mal.
6º. dia – Ore com Romanos 10, 9-13, proclame o senhorio de Jesus e receba salvação.
7º. dia- Ore com Romanos 12, 1-2 e peça ao Senhor a renovação do seu espírito e da sua mente.
8º. dia – Ore com 1Coríntios 1, 7-9 e louve o Deus fiel que o guarda seguro até o fim.
9º. dia – Ore com 1Coríntios 3, 16 e adore o Espírito Santo que mora em você!
10º. dia – Ore com 1Coríntios 6, 19-20 e agradeça ao Senhor por tê-lo comprado pelo sangue de Jesus.
11º. dia – Ore com 1Coríntios 13, 4-7 e peça que o Senhor encha o seu coração de amor.
12º. dia – Ore com 2Coríntios 4, 16-18 e glorifique a Deus porque suas tribulações são passageiras.
13º. dia – Ore com 2Coríntios 6, 1-2 e faça do dia de hoje o tempo de Deus em sua vida.
14º. dia – Ore com 2Coríntios 10, 3-5 e trave um combate espiritual com a armadura de Deus.
15º. dia – Ore com Gálatas 2, 19-20 e experimente a vida de Cristo pulsando em você.
16º. dia – Ore com Gálatas 4, 6-7 e louve a Deus, de quem você é filho e herdeiro.
17º. dia – Ore com Efésios 1, 3-14 e adore o Senhor por suas maravilhas em nosso favor.
18º. dia – Ore com Efésios 2, 8-10 e agradeça pela salvação recebida por uma vida santa.
19º. dia – Ore com Efésios 2, 13-18 e derrube os muros de inimizade em sua vida.
20º. dia – Ore com Efésios 3, 20-21 e louve o Pai que faz muito mais do que pedimos.
21º. dia – Ore com Efésios 4, 31-32 e comece uma vida nova de perdão e de paz.