terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Indulgências plenárias [Te Deum e Veni Creator, dos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro]


Holy Spirit2.jpg

Indulgências plenárias: dias 31 de dezembro e 1 de janeiro.

Os católicos podem ganhar indulgências plenárias em cada um dos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. O texto que vai abaixo é do Manual de Indulgências em vigor. No mesmo manual lê-se: indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

O manual ainda esclarece que: Para lucrar a indulgência plenária, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem-se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.

60.Te Deum

(A vós, ó Deus)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar o hino Te Deum (A vós, ó Deus) em ação de graças, e será plenária, quando recitado em público no último dia do ano.

A vós, ó Deus, louvamos,a vós, Senhor, cantamos.A vós, eterno Pai, adora toda a terra. A vós cantam os anjos, Os céus e seus poderes: Sois Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! Proclamam céus e terra A vossa imensa glória. A vós celebra o coro glorioso dos Apóstolos. Louva-vos dos Profetas A nobre multidão e o luminoso exército dos vossos santos mártires. A vós por toda a terra Proclama a Santa Igreja, Ó Pai onipotente, de imensa majestade. E adora juntamente O vosso Filho único, Deus vivo e verdadeiro, e ao vosso Santo Espírito. Ó Cristo, Rei da glória, Do Pai eterno Filho, nascestes duma Virgem, a fim de nos salvar. Sofrendo vós a morte, Da morte triunfastes, abrindo aos que têm fé dos céus o reino eterno. Sentastes à direita De Deus, do Pai na glória. Nós cremos que de novo vireis como juiz. Portanto, vos pedimos: salvai os vossos servos, que vós, Senhor, remistes com sangue precioso. Fazei-nos ser contados, Senhor, vos suplicamos, Em meio a vossos santos Na vossa eterna glória.

(A parte que segue pode ser omitida, se for oportuno.)

Salvai o vosso povo. Senhor, abençoai-o Regei-nos e guardai-nos Até a vida eterna. Senhor, em cada dia, Fiéis, vos bendizemos, Louvamos vosso nome Agora e pelos séculos. Dignai-vos, neste dia, Guardar-nos do pecado. Senhor, tende piedade de nós, que a vós clamamos. Que desça sobre nós, Senhor, a vossa graça, porque em vós pusemos a nossa confiança. Fazei que eu, para sempre, não seja envergonhado: Em vós, Senhor, confio, Sois vós minha esperança!

61. Veni Creator

(Ó vinde, Espírito Criador)

Concede-se indulgência parcial ao fiel que recitar devotamente o hino Veni Creator (Ó vinde, Espírito Criador). A indulgência será plenária no dia primeiro de janeiro e na solenidade de Pentecostes, se o hino se recitar publicamente.

(Tradução oficial:) Ó, vinde Espírito Criador, As nossas almas visitai E enchei os nossos corações Com vossos dons celestiais. Vós sois chamado o Intercessor Do Deus excelso o Dom sem par, A fonte viva, o fogo, o amor, A unção divina e salutar. Sois doador dos sete dons, E sois poder na mão do Pai, Por ele prometido a nós, Por nós seus feitos proclamai. A nossa mente iluminai, Os corações enchei de amor, Nossa fraqueza encorajai, Qual força eterna e protetor. Nosso inimigo repeli, E concedei-nos vossa paz; Se pela graça nos guiais, O mal deixamos para trás. Ao Pai e ao Filho Salvador Por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor Fazei-nos sempre firmes crer.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Nossa Senhora de Lourdes - A Imaculada Conceição! [História das Aparições, Oração, Foto da Gruta, Vídeo No Colo da Mãe]


História

As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo. A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.

Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, e muitos católicos acreditam que suas visões seriam da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história. Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: "Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo". Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860. A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.

Bernadette, conhecendo as localidades bem, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: "Eu sou a Imaculada Conceição" ("que soy era Immaculada concepciou"). No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuiam qualquer queimaduras.[6] Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que "Eu nunca a tinha visto tão bonita antes". A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858. Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: "A Virgem Maria apareceram de fato a Bernadette Soubirous". Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais freqüentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos.

A veracidade das aparições de Lourdes não são um artigo de fé para os católicos.[carece de fontes?] Não obstante todos os últimos Papas visitaram este local. Bento XV, Pio XI e João XXIII foram quando ainda eram bispos, Pio XII, como delegado papal. Ele também declarou uma peregrinação a Lourdes em uma encíclica na comemoração sobre o 100º aniversário das aparições, completados em 1958. João Paulo II visitou Lourdes três vezes e o Papa Bento XVI concluiu uma visita lá em 15 de setembro de 2008 para comemorar o 150º aniversário das aparições em 1858.

==Posição da Igreja Católica==: Em 18 de janeiro de 1862, Dom Laurence, bispo de Tarbes, deu a declaração solene:

"Inspirados pela Comissão composta por sábios, doutores e experientes sacerdotes que questionaram a criança, estudaram os fatos, examinaram tudo e pesaram todas as provas. Chamamos também a ciência, e estamos convencidos de que as aparições são sobrenaturais e divinas, e que por conseqüência, o que Bernadette viu foi a Santíssima Virgem Maria. Nossas convicções são baseadas no depoimento de Bernadette, mas, sobretudo, sobre as coisas que têm acontecido, coisas que não podem ser outra coisa senão uma intervenção divina."

A Igreja Católica celebra uma missa em honra de Nossa Senhora de Lourdes (memória facultativa), em muitos países, em 11 de fevereiro de cada ano - o aniversário da primeira aparição. Havia uma longa tradição de interpretar o Cântico dos Cânticos (4,7) - "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti", como uma alegoria à Imaculada Conceição e às aparições de Lourdes, isso até a reforma litúrgica na sequência do Concílio Vaticano II.




O Santuário

O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, é uma área com várias igrejas e outras instituições construída em torno da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de Lourdes, França. Este terreno é propriedade administrada pela Igreja, e tem várias funções, incluindo atividades devocionais, escritórios e alojamentos para peregrinos doentes e seus ajudantes. O Santuário inclui a Gruta, torneiras próximas que dispensam a água de Lourdes, e os escritórios do departamento médico de Lourdes, bem como várias igrejas e basílicas. Compreende uma área de 51 hectares, e inclui 22 lugares distintos de culto. Há seis línguas oficiais faladas no Santuário: Francês, Inglês, Italiano, Espanhol, Holandês e Alemão."


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O Tempo do Advento!



Advento - O Significado
A palavra "advento" quer dizer "que está para vir". O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse Tempo possui duas características: As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. 

Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Origem

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha tinha caráter ascético com jejum abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de São Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania. Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor. Jesus que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) . O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos. O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referencia e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.
Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus (e não dos bens terrenos), que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

As Figuras do Advento:

ISAIAS

É o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim, os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos.

JOÃO BATISTA

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (conf. Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta-lo como presença
já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento; por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profecias do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

MARIA

Não há melhor maneira de se viver o Advento que unindo-se a Maria como mãe, grávida de Jesus, esperando o seu nascimento. Assim como Deus precisou do sim de Maria, hoje, Ele também precisa do nosso sim para poder nascer e se manifestar no mundo; assim como Maria se "preparou" para o nascimento de Jesus, a começar pele renúncia e mudança de seus planos pessoais para sua vida inteira, nós precisamos nos preparar para vivenciar o Seu nascimento em nós mesmos e no mundo, também numa disposição de "Faça-se em mim segundo a sua Palavra" (Lc 1, 38), permitindo uma conversão do nosso modo de pensar, da nossa mentalidade, do nosso modo de viver, agir etc.

Em Maria encontramos se realizando, a expectativa messiânica de todo o Antigo Testamento.

JOSÉ

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".
José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A Celebração do Advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

As vestes litúrgicas (casula, estola etc) são de cor roxa, bem como o pano que recobre o ambão, como sinal de conversão em preparação para a festa do Natal com exceção do terceiro domingo do Advento, Domingo da Alegria ou Domingo Gaudete, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do libertador que está bem próxima e se refere a segunda leitura que diz: Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto.(Fl 4, 4).

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser pendurada no prebistério, colocada no canto do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. O círculo sem começo e sem fim simboliza a eternidade; os ramos sempre verdes são sinais de esperança e da vida nova que Cristo trará e que não passa. A fita vermelha que enfeita a coroa representa o amor de Deus que nos envolve e a manifestação do nosso amor que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

Podemos também, em nossas casas, com as nossas famílias, mergulhar no espírito do Advento celebrando-o com a ajuda da coroa do Advento que pode ser colocada ao lado da mesa de refeição.

 Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/pagina_conteudo.asp?acao=editar&id_nivel=156&id_materia=11620

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina

Os 25 segredos da luta espiritual que Jesus revelou a Santa Faustina


Como proteger-se dos ataques do demônio
Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:

1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.

2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.

3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.

4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!

5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.

6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.

7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.

8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.

9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.

10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.

11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.

12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.

13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.

14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.


15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.

16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.


17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.

18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.

19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.

20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?

22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.

Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.

23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).

24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.

25. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um cavaleiro!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.
* * *

Para guardar as palavras de Jesus:

“Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração e, na primeira oportunidade, conta-a ao confessor. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma. Não descuides as mortificações interiores. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor. Foge dos que murmuram, como se da peste. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.

Observa a Regra o mais fielmente possível. E, se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer. Evita a dissipação. Cala-te, quando te repreenderem; não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança. Não te desencorajes com a ingratidão; não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo; quando o enfado e o desânimo bateram á porta do teu coração. Foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.

Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam. Luta como valorosos cavaleiros, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.” (D.1760)

Fonte: http://pt.aleteia.org/2015/09/01/25-segredos-da-luta-espiritual-que-jesus-revelou-a-santa-faustina/

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A Devoção do Santo Rosário - Frases dos Santos


(fonte: ACI).- Desde que se começou a propagar a devoção ao Santo Rosário, por pedido da Virgem Maria no século XIII, muitos santos e beatos ao longo do tempo tiveram uma profunda devoção a esta oração mariana e ajudaram na sua difusão. A seguir, apresentamos 15 frases de quem cresceu na santidade com o Rosário:
1. São Pio X
“Se quiserdes que a paz reine em vossas famílias e em vossa Pátria, rezai todos os dias, em família, o Santo Rosário”.
 2. São Francisco de Sales
“O Santo Rosário é a melhor devoção do povo cristão”.
3. São Luis Maria Grignion de Montfort
“A prática do Santo Rosário é verdadeiramente grande, sublime, divina. Foi o Céu que vo-la deu para converter os pecadores mais endurecidos e os hereges mais obstinados”.
4. Santo Afonso Maria de Ligório
“Se quisermos, pois, ajudar as santas almas do purgatório, procuremos rogar por elas à Santíssima Virgem em todas as nossas orações, aplicando-lhes especialmente o Santo Rosário, que lhes dá grande alívio”.
5. Santo Antônio Maria Claret
“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças navida, graças na hora da morte e glória no Céu”.
6. São João Maria Vianney (Cura d'Ars)
“Com esta arma, afastei muitas almas do diabo”.
7. São João Bosco
“Todas as minhas obras e trabalhos têm como base duas coisas: A Missa e o Rosário”.
8. Santa Teresinha do Menino Jesus (Teresinha de Lisieux)
“Pelo Rosário, podemos tudo alcançar. Segundo uma bela comparação, é uma longa cadeia que liga o céu e a terra: uma das extremidades está entre as nossas mãos e a outra nas da Santíssima Virgem. Enquanto o Rosário for rezado, Deus não poderá abandonar o mundo, pois essa oração é poderosa em seu coração”.
9. Beato Paulo VI
“A recitação do Rosário requer um ritmo tranquilo e certa demora a pensar, que favoreçam, naquele que ora, a meditação dos mistérios da vida do Senhor, vistos através do Coração d’Aquela que mais de perto esteve em contato com o mesmo Senhor”.
10. São João XXIII
“O Rosário é uma excelente forma de oração meditada, composta como uma coroa mística”.
11. São João Paulo II
“O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto”.
12. Santa Teresa de Calcutá
“Apegue-se ao Rosário como as folhas de hera se agarram na árvore; porque sem Nossa Senhora não podemos permanecer”.
13. São Pio de Pietrelcina
“Amai Nossa Senhora e tornai-A amada. Rezai sempre o seu Rosário e divulgai-o”.
14. São João Berchmans
“Deem-me minhas armas: a cruz, a coroa do Rosário da Santíssima Virgem e as regras da Companhia. Estas são minhas três prendas mais amadas; com elas morrerei feliz”.
15. São Miguel Febres (Santo Hermano Miguel)
“Um cristão sem Rosário é um soldado sem armas”.

domingo, 6 de novembro de 2016

SAUDADE SIM. TRISTEZA NÃO!



Saudade Sim, Tristeza Não. Dia de Finados.
Olá amigos do Grupo Água Viva!


A Igreja celebra em 02 de novembro o Dia de Finados. Trata-se de um dia dedicado a todos os nossos entes queridos que já partiram desta vida para a Eternidade, e que muitas saudades deixaram em nossos corações.


Entretanto, é bom observar que a morte é um tema polêmico, que faz surgir inúmeras discussões a respeito do que vem depois. Também há muita controvérsia em torno do porquê da morte, principalmente quando colhe pessoas jovens, provocando intenso trauma nas famílias.
Como sempre sustentamos, nada melhor do que a Bíblia para nos dar a palavra certe e adequada à compreensão dos momentos marcados pela morte. Portanto, passamos a analisar algumas passagens bíblicas.


“As almas dos justos, ao contrário, estão nas mãos de Deus, e nenhum tormento os atingirá. Aos olhos dos insensatos, aqueles pareciam ter morrido, e o seu fim foi considerado uma desgraça. Os insensatos pensavam que a partida dos justos do nosso meio era um aniquilamento, mas agora estão na paz. (...) Por uma breve pena receberão grandes benefícios, porque Deus os provou e os encontro dignos dele. Deus examinou-os como ouro no crisol, e os aceitou como holocausto perfeito. (...) Porque o justo morre prematuramente? Ainda que morra prematuramente o justo encontrará repouso. Velhice honrada não consiste em ter vida longa, nem é medida pelo número de anos. (...) O justo agradou a Deus, e Deus o amou. Como ele vivia entre os pecadores Deus o transferiu. Foi arrebatado, para que a malícia não lhe pervertesse os sentimentos, ou para que o engano não o seduzisse. (...) Amadurecido em pouco tempo, o justo atingiu a plenitude de uma vida longa. A alma dele era agradável ao Senhor, e este se apressou a retirá-lo do meio da maldade. Muita gente vê isso mas não compreende nada; não reflete que a graça e a misericórdia de Deus são para seus escolhidos, e a proteção dele é para os seus santos. (...) Muita gente verá o fim do sábio, mas não compreenderá o que Deus queria a respeito dele, nem porque o colocou em segurança. (...) Os justos, porém, vivem para sempre, recebem do Senhor a recompensa e o Altíssimo cuida deles....” (Livro da Sabedoria, Capítulos 3, 4 e 5, Edição Pastoral).

Você percebeu? Observou bem? Portanto, não se deixe enganar, a morte é um capítulo da vida, todos passaremos por este caminho. Feliz quem viveu uma vida justa e santa, pois sua recompensa será incomparável e eterna. Lembre-se sempre que os mortos estão mortos na Terra, porém vivos no Céu.


Apesar de tudo isso que estamos lendo, observa-se que é muito difícil superar os traumas da morte, principalmente quando ela vem de modo trágico ou repentino. A tristeza bate forte e a saudade da pessoa amada aperta forte o coração. Nesses momentos chorar é bom, porém não se pode chorar para sempre, pois chorar para sempre é neurose.


O Livro do Eclesiástico traz uma passagem muito interessante a respeito da tristeza, passagem esta que convém transcrever:


“não se deixe dominar pela tristeza, nem se aflija com preocupações. Alegria do coração é vida para o homem, e a satisfação lhe prolonga a vida. Anime-se e console o coração e afaste a melancolia para longe. Pois a tristeza já arruinou muita gente, e não serve para nada.” (Eclo. 30 21-23)



Portanto, se você perdeu alguém, chore e guarde o luto conforme o costume e a tradição, pelo tempo recomendado, depois conforme-se, pois a tristeza não tem utilidade alguma, nem para você e muito menos para o falecido. Lembre-se: SAUDADE SIM, TRISTEZA NÃO.


Ao invés de ficar chorando ou se lamentando, reze pela pessoa que faleceu. Mande rezar missas por ele ou por ela. Comungue, faça obras de caridade, faça boas obras em honra da pessoa falecida, isso sim será de grande proveito para a alma, pois temos em nós a certeza da ressurreição.


Meus amigos, peço que não esqueçam seus mortos e nem os trate como pessoas perdidas. Eu não me conformo quando ouço alguém dizer: “perdi meu irmão!” ou “perdi meu pai!”, pois, se cremos na ressurreição, eles não estão perdidos.


Nunca se esqueça dos falecidos de sua família. Trate-os como pessoas transferidas para outro local, local este onde no futuro você também estará. Muitas vezes, ainda no velório, há toda aquela comoção, porém na missa de sétimo dias há apenas alguns parentes do falecido e, um certo tempo depois, ele cai no mais completo esquecimento. Isso é um grande erro.


Reze pelos seus falecidos. Reze sempre. Não acredite em doutrinas que proíbem os fiéis de rezarem pelos mortos, pois tais doutrinas contradizem grosseiramente a Sagrada Escritura. O Livro do Eclesiástico, em seu Capítulo 7, versículo 33, diz claramente: “Não negue sua atenção nem aos mortos”. O Livro dos Macabeus demonstra o sacrifício realizado em prol das pessoas que morreram em combate. Portanto, é bom e salutar rezar pelos mortos, uma obra de piedade e amor.


Muito mais poderíamos escrever, porém, a fim de não deixar a postagem muito extensa, reunimos o que acima foi exposto, para que todos saibam que a morte para o justo é uma transferência para o Paraíso, razão pela qual devemos nós buscar esta condição de justos, para merecer na outra vida o prêmio da bem-aventurança.


Tenham todos uma feliz semana.




SAUDADE SIM!!!! TRISTEZA NÃO!!!!

A paz de Jesus e o amor de Maria.

sábado, 1 de outubro de 2016

O Pequeno Caminho [Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, Caminho Simples, Totalmente Pequeno, Amor Atrai Amor, o que conta é somente o amor],




 
Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

O PEQUENO CAMINHO
Santa Teresinha do Menino Jesus queria ser uma grande santa, mas, ao mesmo tempo em que era impelida por tão audacioso desejo, sentia-se como que esmagada pela própria pequenez, sentia-se débil e incapaz de seguir o caminho dos santos que tinha como modelo, especialmente sua madrinha espiritual Santa Tereza de Ávila (http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_%C3%81vila.)


Bastava uma rápida leitura sobre os grandes santos, os profetas, os mártires, para saber que a santidade exigia algo grandioso, que somente poderia ser realizado por almas de equivalente dimensão e grandeza. Segundo a lógica, grandes almas poderiam se tornar grandes santos. Isso obviamente também deixava transparecer que almas pequenas não poderiam chegar à santidade, limitando-se a realizar tarefas simples e inexpressivas aos olhos do mundo.

SantaTeresinha ainda criança

Mas a então adolescente Teresa queria – e muito! – ser santa, uma santa que viesse em socorro de uma multidão de pessoas esquecidas de qualquer auxílio.

Segundo consta, ainda na adolescência, antes mesmo dos 15 anos, Teresa já obteve a graça da conversão do criminoso Pranzini – condenado à forca por pelo menos três homicídios -. Mas também não se pode deixar de mencionar que Teresa foi uma menina mimada ao extremo, que suscitou muitas preocupações à família.

Santa Teresinha aos 15 anos

Teresa também foi favorecida por muitas graças, especialmente em relação à Santíssima Virgem Maria, cujo sorriso viu certa vez em circunstância por demais maravilhosa.

Mas apesar do imenso amor que tinha por Deus, sentia-se fraca e débil, incapaz de trilhar o caminho dos grandes santos, especialmente de sua heroína Joana D’Arc.

Teresa representando sua heroína Joana D'Arc em peça teatral.

Depois de grande luta, muitas lágrimas, sofrimentos, conseguiu finalmente entrar para o Carmelo.

Reclusa, Teresa buscava uma forma de alcançar a santidade por um caminho diferente, acessível a todos, o “Pequeno Caminho”.

Santa Teresinha no Carmelo

Em certa oportunidade, Teresa fez a maior descoberta de sua vida.

Em meio a muitas lutas e sofrimentos, Teresa esforçava-se para proporcionar alegrias a Deus, e assim prosseguir no caminho para a santidade. Mas quando comparava a própria vida à dos santos (citou Paulo, Francisco, Agostinho, Teresa de Ávila, João da Cruz, Joana D’Arc), sabia que não poderia trilhar os caminhos de tão extraordinárias pessoas, pois isso significava mortificações severas, ir para o deserto, viver como eremita, escrever livros científicos, martírio etc. Teresa, ao comparar-se com os santos, percebia que havia entre si e eles uma distância comparável a uma montanha – “cujo cume se erguia até as nuvens” - e um grão de areia – “que não era levado em consideração pelos homens”. Resumindo, Teresa sabia que não tinha talento para realizar grandes obras.



Ciente da própria incapacidade, Teresa buscava um caminho que pudesse “ser trilhado por todos”, um caminho “relativamente curto, totalmente simples, novo e pequeno, para chegar ao amor perfeito. (...) um caminho para todos.”

Lembrando-se dos elevadores que viu em Roma, uma das tantas tecnologias criadas no final do século XIX, Teresa buscava uma forma de elevar-se, ou seja, de “chegar ao topo da santidade.”



Teresa literalmente mergulhou na Sagrada Escritura, acabando por encontrar, no Livro dos Provérbios, a seguinte passagem:


“Os ingênuos venham até aqui!” [se alguém é totalmente pequeno, então venha até mim](Livro dos Provérbios 9,4).

Teresa entendeu perfeitamente. Este totalmente pequeno” era ela mesma, e perguntou-se:

“O que faz Deus com o totalmente pequeno?” 

A resposta encontrou em Isaias:

“Como uma mãe ama o seu filho, assim quero vos consolar, vos carregar no meu peito e embalar nos meus joelhos.”


Teresa finalmente achou o seu “elevador”, ou seja, os braços de Jesus que a iriam levar ao topo da santidade. Ela concluiu, então, que:

“Só precisava correr ao encontro de Jesus com AMOR e CONFIANÇA, como uma criança, que corre para casa ao encontro do pai, quando ele volta do trabalho.”

Diante da descoberta, Teresa exultou:

“Meu Deus, como é grande teu amor e tua misericórdia, tu ultrapassaste minhas expectativas, e quero cantar as tuas compaixões eternamente.”

Lembrando São João da Cruz, Teresa concluiu:

“... ‘O AMOR SÓ É RECOMPENSADO POR AMOR’,... não por esforço. AMOR ATRAI AMOR!”
Teresa então resolveu chamar este caminho de “PEQUENO CAMINHO” ou também “CAMINHO SIMPLES”, não por ser inferior ou insignificante, mas porque ele não exigia nenhuma sabedoria ou talento espacial, a não ser AMAR A DEUS E A TODOS OS SERES HUMANOS. Era um caminho acessível aos SAUDÁVEIS e aos DOENTES, às CRIANÇAS e aos ADULTOS, aos CONTENTES, FELIZES ou mesmo aos TRISTES, e também àqueles que são OPRIMIDOS POR MIL PREOCUPAÇÕES E NÃO PODEM CORRER AO ENCONTRO DE DEUS EM PASSOS GIGANTESCOS. Teresa, porém, advertiu que o PEQUENO CAMINHO não pode ser considerado um desvio esperto para pessoas que querem poupar sacrifícios e chegar ao Céu de maneira cômoda.

Somente uma coisa se faz absolutamente necessária:

“UM AMOR GRANDE, FORTE e FIEL, com o qual se cumpra os deveres cotidianos, (...) tanto faz aonde a gente for colocado: se na escola ou no lugar do trabalho, se no fogão ou num estábulo, se a gente serve a doentes ou nós estamos doentes [em cima de uma cama] (...) Deus não olha a grandeza do nosso ato, mas somente para o amor, com o qual realizamos. Por isso escolhi como lema da minha vida: O QUE CONTA É SOMENTE O AMOR!”


Abaixo você pode assistir ao filme sobre Santa Teresinha.


·         * Transcrições baseadas no livro: Santa Terezinha, Aventura do Amor, de Monika-Maria Stöcker. Musa Editora. 


Para saber mais sobre Santa Teresinha do Menino Jesus:


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Assumindo e Compreendendo a Cruz de Cristo [Qual o significado da Cruz? Como ela vence o mal? A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz!]






"A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina (...). Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos - , força de Deus e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." (I Cor 1, 18-25)

Histórica e repetidamente se usou demonstrar, através das formas de expressão do pensamento humano, que o mal tinha medo da Cruz. Nas vetustas histórias de vampiros e lobisomens – e outras ficções do gênero –, mostrava-se que o simples ato de exibir um crucifixo punha em fuga o ente maligno, e isso se tornou uma espécie de certeza inconsciente em cada pessoa, de modo que se imaginava e, por certo, ainda se imagina, que basta colocar um crucifixo em cima da porta para manter o mal longe de casa.

Isso não deixa de ser verdade, o crucifixo é um sinal poderoso, e nos faz lembrar do imenso amor de Cristo por nós, e da forma como o mal foi derrotado, justamente por aquilo que se imaginava fossem a fraqueza e a vergonha do mundo. Com efeito, aquilo que era tido por fraco e que não despertava interesse algum, a escória do mundo, foi escolhido por Deus e fortificado por Ele, para esmagar a cabeça da “serpente”, e confundir dos grandes dessa terra. Dessa feita, o demônio foi vergado e humilhado, tendo a cabeça esmagada pela Mulher - Maria Santíssima -, ou seja, justamente pela espécie humana que ele tanto despreza e tanto busca aniquilar.

Mas será que o ser humano vence o mal só pelo fato de ter um crucifixo na parede? Às vezes até esquecido ali, todo empoeirado?

A resposta é NÃO! Ter um crucifixo na parede é bom, atrai bênçãos e proteção, enfim, lembra-nos sempre de Cristo. Entretanto, é preciso compreender o real significado da Cruz, bem como a forma como transformaremos essa mesma Cruz em certeza de vitória contra todos os males.

Quando Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus, 16-24) não estava se referindo ao madeiro propriamente dito, ao lenho da cruz. Tomar a cruz é assumir os compromissos e dificuldades da vida, aceitando tudo o que sobrevém, sem nunca renunciar à Cruz. Quando enfrentamos dificuldades familiares, problemas no relacionamento e no trabalho, estamos carregando a cruz na nossa vida, sendo, justamente por isso, assemelhados a Jesus. E quando nos tornamos semelhantes a Jesus é que esmagamos a cabeça da “serpente”, não por força nossa, mas pela graça de Deus e de Nossa Senhora.

Por isso, é preciso aceitar essas situações difíceis, nos relacionamentos, na família, na vida em comum, afastando da mente o desejo de desistir de tudo. Não seja decepcionado ou decepcionada com seu casamento ou com sua vocação religiosa, ainda que as coisas não tenham saído como você sonhou. Não caia na ilusão de ficar pensando que se tivesse casado com outra pessoa a situação seria melhor ou se estivesse entrado nessa ou naquela congregação seria mais realizado ou realizada. Não cultive um sentimento de que “jogou a vida fora” quando casou com esta ou aquela pessoa, ou tomou esta ou aquela decisão, pois se assim você pensa, assim você repudia a Cruz. Do mesmo modo, não cultive decepções e frustrações caso seus filhos não tenham aceitado o caminho que você propôs ou tenham escolhido um caminho que lhe causa incômodos ou vergonha, mas reze contínua  e insistentemente pela conversão deles e para que neles se realize a vontade de Deus. Da mesma forma, não seja frustrado se não conseguiu o emprego que procurava ou se não passou no concurso que queria ou, ainda, se não recebeu o reconhecimento que esperava ou se não lhe foi confiado este ou aquele ministério, pois Deus sabe o que é melhor para você, o que lhe convém, ainda que isso pareça totalmente desproposital ou incompreensível.

Minha recomendação é que você coloque tudo em oração e diga a Nosso Senhor:
“Meu Senhor e meu Deus, eu aceito de bom grado tudo o que está acontecendo. Seja seu santo nome bendito para sempre. Aceito tudo e não me queixo de nada. Renuncio a toda murmuração e resmungos. Aceito tudo o que me aconteceu, do mesmo modo como foi, sem mudar nada. Da mesma forma, ofereço a vós, Meus Deus e Senhor, os sofrimentos da minha vida, os quais aceito com filial submissão, ofertando-os como penhor de salvação de todos os pecadores. Enfim, tudo ofereço pela obra da Redenção e em reparação aos pecados cometidos todos os dias contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria; e tudo coloco em vossas mãos, para de tudo disponha como melhor vos aprouver.”



Logo você vai se sentir melhor, terá uma paz tão profunda no coração que nem mesmo todos os problemas serão capazes de ferir esse estado de quietação. Não é que não haverá problemas, de tempos em tempos haverá dias de tempestade e momentos difíceis, mas você, muito embora possa sofrer um abalo inicial, estará restabelecido e restaurado em pouquíssimo tempo; forjado na batalha, terá inúmeras oportunidades para glorificar a Deus com grandes vitórias. As tempestades – como eu dizia - podem até abalar você num impacto inicial, mas você levantará logo e, com o tempo, será como uma montanha rochosa, que firme e forte não sucumbirá diante dos problemas.

E saiba, mesmo que desabe ruidosa tempestade, com nuvens expessas e negras como o fumo, com raios e trovoadas, o SOL NÃO SE EXTINGUIU, e logo ele voltará a brilhar como sempre, radiante e cheio de explendor.

Mas para isso é preciso aceitar a Cruz e ter a disposição de permanecer nela até o momento em que Jesus der o seu “basta!”.

No mesmo sentido, deixo registrado que existe uma estrutura no mundo que busca de todas as formas fazer com que a pessoa renuncie à Cruz. São ilusões e mentiras acerca da felicidade, da aparência, das riquezas. Tudo é apresentado com um agradável aspecto, para que você renuncie à cruz e saia pelo mundo, fazendo as coisas que “todo mundo faz”, e ainda se justificando pelo “direito de ser feliz”. Dizem assim: “se sua esposa não lhe trata bem, troque-a por uma mais nova”; “se seu filho não o respeita, mande-o embora”; “se seu marido não lhe agradada, arrume outro”; “aproveite a vida”; e por aí vai.

Ai de quem segue esses conselhos!

Nós vencemos o demônio quando carregamos a cruz nas nossas vidas, e nos dispomos a permanecer nela até que Jesus, nos seus insondáveis desígnios, decida retirá-la ou aliviar-lhe o peso. É isso que derrota a tão horrível figura do demônio, carregar a Cruz do dia-a-dia com amor, paciência e total aceitação à vontade de Deus, dando-lhe, ainda, graças em todas as ocasiões.

Com efeito, quando procuramos evitar a Cruz ou fugir dela, o mal passa a ter mais força sobre nós. Quando assumimos a nossa Cruz, honramos nossos compromissos e obrigações, e adotamos a intenção de honrar nossos deveres até o fim, aí a cruz que nós carregamos brilha e atrai bênçãos, afugentando todos os males, trazendo uma paz profunda aos nossos corações.

Por oportuno lembro-me do notável Padre Pio de Pietrelcina, o “Crucificado do Gargano”, que dizia: "Estenda-se sobre a cruz para saborear os frutos da cruz." (Santo Padre Pio de Pietrelcina).

Portanto, é muito importante que aceitemos as nossas cruzes e carreguemos nossos fardos com amor, pois disso depende nossa vitória sobre todas as adversidades.

“Por que temes, pois, tomar a cruz, pela qual se vai aos céus? Na cruz estão a salvação e a vida, na cruz a proteção contra nossos inimigos. Da cruz manam as suavidades celestiais; na cruz estão a fortaleza da alma, a alegria do coração, o compêndio da virtude, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma, nem esperança da vida eterna, senão na cruz. Toma, pois, a tua cruz, segue a Jesus, e chegarás à vida eterna. ”(Imitação de Cristo, Livro II, Capítulo XII)
O fragmento acima, retirado do livro “Imitação de Cristo”, demonstra bem a importância do tema ora proposto, uma vez que evidencia o estreito e difícil caminho (porta estreita) que deve o cristão trilhar para, em seguimento a Nosso Senhor Jesus Cristo, chegar à Vida Eterna.



Jesus mostrou, com palavras e exemplos, o caminho da vida eterna, afirmando que quem desejasse o prêmio da bem-aventurança deveria segui-lo, ou seja, passar pelo caminho que o Mestre mesmo passou, o caminho da cruz.



Mas, afinal, o que é a cruz? O que significa?



Pode-se, de forma genérica e sem rigor teológico, afirmar que a “cruz” é o conjunto de trabalhos, sofrimentos e dificuldades surgido involuntariamente em nossas vidas, e que somos obrigados a suportar. Em outras palavras, a “cruz” é o conjunto de fardos impostos à nossa existência, dos quais não podemos simplesmente renunciar ou desistir.



No evangelho de São Mateus, Capítulo 7, versículos de 24-27, observamos que:

“24. Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. 25. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. 26. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. 27. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.”


Você percebe? Jesus afirma que virão “chuvas”, “enchentes” e “ventos”, que simbolizam os problemas que a vida nos traz. A “casa” somos nós mesmos, e construir a “casa” (nossa vida) sobre a “rocha” significa viver de acordo com a justiça do Reino dos Céus (ouvir a Palavra e a pôr em prática no dia-a-dia). Portanto, se o próprio Jesus afirma que virão problemas, a nós cabe buscar a ajuda divina para resolvê-los e vencê-los, carregando com amor e paciência os fardos, que são as dificuldades enfrentadas durante o período em que passamos por situações dolorosas.



Prosseguindo no Evangelho de São Mateus, observamos que:


“37. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim. 38. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39. Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.” (Capítulo 10 37-39)


Aqui Jesus afirma expressamente que quem não toma a sua cruz e não O segue não é digno dEle. Este trecho demonstra que a cruz é indispensável à salvação, ou seja, somos obrigados a vencer nossas situações dolorosas e adversas, sob pena de não sermos dignos da salvação prometida por Jesus. Quando a “cruz” fica demasiadamente pesada, não temos outra escolha a não ser buscar a força do alto, rezando insistentemente, até que tenhamos vencido, pela misericórdia de Deus, todos os nossos problemas.

Ainda no Evangelho de São Mateus (16, 24-27), observamos que:



“24. Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 25. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. 26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... 27. Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.”


Neste trecho, Jesus afirma que a opção pelo Reino dos Céus exige renúncia e assunção da cruz. Em outras palavras, para se chegar ao Céu é preciso renunciar a tudo quanto se opõe a Deus, bem como suportar com paciência os trabalhos e as dificuldades impostas pela vida.

Em Mateus 7, 13-14 Jesus já havia afirmado que:



“13. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. 14. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”


Isso significa que a opção pelo Reino de Deus exige esforço, esforço este que consiste em carregar a cruz e morrer nela até que Deus tome a decisão de aliviá-lo. Em outras palavras, o Reino de Deus é uma conquista das pessoas que lutam e pelejam, carregando sua cruz com amor e resignação, aceitando tudo o que lhes acontece, buscando sempre a força de Deus para superar as adversidades. Os acomodados e ociosos não sabem o que é, e abominam o caminho da Santa Cruz, pois escolheram deliberadamente a “porta larga” e o “caminho espaçoso”, que leva à perdição da alma.


No livro “Imitação de Cristo” consta que “Deus quer que aprendas a sofrer a tribulação sem alívio, sujeitando-se de todo a ele e fazendo-se mais humilde com a tribulação”. (Livro II, Capítulo XII). Lembre-se, ainda, que “Ninguém sente mais vivamente a paixão de Cristo que aquele que padece penas semelhantes”.

Quero, ainda, propor uma pergunta, um questionamento:

E SE EU FUGIR DA CRUZ?


“Se te eximires duma cruz, acharás certamente outra e por ventura mais pesada.”. Você percebeu? A “cruz” a gente aceita e carrega, não fazendo pouco quem suporta os trabalhos com paciência e resignação, isto é, sem revoltar-se. Quem carrega a sua “cruz” busca em Deus a consolação, força e alívio, que serão concedidos no tempo certo, conforme a sabedoria do Altíssimo. Lembre-se, que carregar a “cruz” é um exercício espiritual importantíssimo, sem o qual o homem não passaria de um animalzinho pensante (e mal pensante), e que quem foge de cruz é o “diabo”, não os seguidores de Jesus.


Além disso, observa-se que “todos os sofrimentos desta vida não têm proporção alguma com a glória que nos é prometida” (Romanos, 8, 18). E, convenhamos, é tudo o que nos interessa.
Por último, transcrevo parte de uma pregação de Dom Henrique Soares: "Faça a experiência do ESCÂNDALO DA CRUZ."


"...Gente, não brinquem! O mundo não é bonzinho nem simpático, os cristãos não são simpáticos ao mundo. A gente é tolo em achar que o mundo está de braços abertos pra gente. Jesus preveniu: "O mundo vos odeia... E odiou a Mim.". Jesus disse!... O que é odiar? Odiar no sentido bíblico é não querer bem! O mundo não nos estima, nós somos uns chatos; nós somos aquele que vêm lembrar o mundo coisas que o mundo não quer, de modo nenhum, aceitar. Não se iludam, gente! (...) Veja, a gente [nós] aceita a cruz com repugnância!... A gente [nós] pra aceitar a cruz tem de brigar a vida todinha pra se converter; e a gente quer fugir dela o tempo todo; a gente que é cristão; a gente que ama o Senhor; e vocês esperam que os de fora aceitem essa cruz brincando?!... Que juízo é esse da vida? A Cruz não é lógica, o caminho da Cruz não é um caminho natural; o caminho natural é o 'Eu cair fora' , 'é escapar, 'é eu salvar a minha vida'. O caminho natural é o que vocês vão escutar hoje, 'os doze fugiram', 'só deixaram [Judas] porque a marca do beijo da traição e...' 'e foi embora'. É interessante que no Concílio Vaticano II se discutia muito sobre a colegialidade episcopal, como os apóstolos eram um colégio [colegiado, grupo de pessoas], quer dizer, um grupo, de doze, tendo Pedro como 'cabeça'; os bispos são um colégio episcopal sucessor dos apóstolos, tendo o Bispo de Roma, o Papa, como 'cabeça'; aí tinha um Cardeal, o Cardeal Giuseppe Siri, aí ele, 'abusado', disse assim: 'Me mostrem no novo testamento uma única vez que os apóstolos tenham agido como colégio, como grupo? Porque eu só conheço uma, só uma vez os apóstolos agiram todos juntos: 'Eles correram e deixaram o Cristo sozinho.' E esta é a nossa tentação: 'Correr e deixar Cristo sozinho'. Na hora da humilhação, na hora do sofrimento; pegar a cruz e esconder [fez o gesto de mostrar a cruz para os fieis], colocar no bolso ou por dentro da camisa; é um jeito de dizer: 'Não conheço esse homem! Eu não tenho parte com Ele!' A Cruz não é lógica, nem pra gente e nem para o mundo. Quem acreditou naquilo que ouvimos, que o Filho de Deus, que o Messias seria crucificado (...). Eu insisto: 'Querem fazer a experiência do que é o escândalo da Cruz, no próximo sofrimento de vocês, o próximo momento difícil da vida, porque ele vem, né? A gente passa por período horríveis na vida, horríveis! Pois bem, no próximo período em que vocês estiverem assim, chorando, se acabando, vendo tudo fechado, você OLHEM PARA A CRUZ!... E digam: 'Senhor, é isso, né?' A Cruz a gente suporta, e abraça por amor de Jesus!... Como Jesus abraçou a dele. Então, não esperem... Vejam, a lógica de DEUS o mundo não aceita, não aceitará nunca!... Porque para a aceitar Cristo, tem que existir uma coisa chamada CONVERSÃO. Isso é pra mim que sou Bispo, é prá você... Ninguém aceita o Cristo: 'Ah! Que beleza! Que lindo! Que nada!..." Jesus fala, CON-VER-TEI-VOS!... Se é beleza, se é lindo, deixe seu pecado, deixe sua vida do 'seu jeito', e venha viver 'do Meu Jeito' [de acordo com a vontade de Deus] . E aqui a 'porca torce o rabo'; aqui muitos 'balançam cabeça' e dizem: 'Não, esta palavra é dura'. E Jesus não muda, nem 'dá desconto', nem 'faz abatimento'..."


Por isso, aceita sua Cruz e imite Jesus em tudo.
Isso não é tudo, mas é um bom começo.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!