domingo, 15 de setembro de 2013

Sementes de Girassol [A menina dos girassóis, a casa dos girassóis, evangelizar é preciso, evangelizar é uma obrigação que nos foi imposta]

Certa vez uma menina, catequizanda da Primeira Comunhão, recebeu de presente de suas catequistas um pequeno pacotinho plástico transparente contendo sementes de girassol. O pacotinho parecia uma embalagem de presente, havia um tope cor-de-rosa, era um ornamento perfeito e demonstrava que quem o preparou agiu com esmero e capricho. Na verdade, todas as crianças de sua turma receberam esse presente, que representava a vida, a família e o conselho de que – assim como o girassol busca o sol – devemos buscar a Deus em todos os momentos da vida.


A menina levou o belo presente para casa, colocou-o dentro de uma caixinha, e guardou numa gaveta de seu guarda-roupa.

O tempo passou, a menina cresceu, tornou-se moça, conheceu o amor de sua vida e marcou casamento.

Passados quase vinte anos, a menina preparava a mudança para a casa onde passaria a viver com seu marido, e acabou por encontrar a caixinha contendo o pequeno recipiente com as sementes de girassol.

Num instante um repertório todo de lembranças e reminiscências da infância passaram pela sua mente, como se pudesse reviver o doce tempo de criança num relance imaginário de poucos segundos.

Não teve dúvidas, levou as sementes consigo.

Ao chegar à nova morada, foi tomada de uma incontrolável curiosidade.

Será que essas sementes estão vivas? Será que vão germinar?

E lançou-as à terra, semeando-as ao redor da residência, por toda a extensão do terreno.


Para sua dileta surpresa, os girassóis germinaram e logo cresceram de modo imponente.

Logo aquela casa ficou conhecida como a Casa dos Girassóis e virou referência na rua. 

Era impossível passar nas proximidades sem notar aquela morada colorida com as cores que caracterizam a planta.

Seu marido, no entanto, começou ficar incomodado e queria arrancar os girassóis, com o que nossa menina obviamente não concordou. Surgiram os pequenos atritos e alguns contratempos familiares.


As amigas e vizinhas achavam aquilo tudo um exagero, não parecia ser coisa de uma pessoa normal, afinal de contas o girassol não é uma planta ornamental, não é um enfeite e não fica bem no jardim.

E nossa menina começou a sentir-se sozinha, o esposo distanciou-se e demonstrava até certa vergonha da morada colorida de girassóis, as amigas fofocavam e logo – inconscientemente – fizeram  crer na vizinhança que a menina era louca ou fanática por girassóis. 

Nossa doce menina agora era uma ilha misteriosa, cercada de incompreensões por todos os lados, sentia-se sozinha, uma estrangeira no próprio lar. Não foram poucas as suas lágrimas.


Diante de tantas incompreensões, olhou para os girassóis, caminhou no meio deles, e lembrou-se do conselho recebido, “Assim como o girassol busca o sol, assim devemos buscar a Deus”.

Colocou uma placa exatamente com esses dizeres.

Todos os que por ali passavam, sempre atraídos pelos inúmeros girassóis, eram levados a ler a mensagem e sentiam-se tocados de alguma forma, sentiam vontade de buscar a Deus e com Ele permanecer.


Através dos girassóis, nossa menina evangelizou todos os seus vizinhos, amigos, familiares e “pescou” muitas almas para Deus.

E eu pergunto a você!

Não estamos nós com nossas “sementes de girassol” guardadas na gaveta?

Será que estamos cumprindo nossa missão de batizados – discípulos e missionários de Jesus?

Será que não enterramos nossos talentos e deixamos de dar frutos para o Reino dos Céus?

Muitas e muitas pessoas precisam ouvir você falar de Jesus, não necessariamente com palavras. Nós evangelizamos de várias formas, com a vida que nós vivemos, com nossas atitudes, com amor, compaixão, misericórdia e caridade. 

A vida que a gente vive é o melhor Evangelho que podemos pregar, mesmo sem dizer uma palavra.

Evangelizar é uma MISSÃO QUE NOS FOI IMPOSTA! 

Aí de nós se não evangelizarmos!


“Põe a semente na terra não será em vão. Não te preocupes a colheita, plantas para o irmão...”

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