segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Esperança [ Poema de Mário Quintana - o poetinha sabia das coisas] Mensagem de Ano Novo















Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano;

Vive uma louca chamada Esperança

E ela pensa que quando todas as sirenas;

Todas as buzinas

Todos os reco-recos tocarem;

Atira-se;

E- ó delicioso vôo!

Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada;

Outra vez criança...

E em torno dela indagará o povo:

- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?

E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)

Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


FELIZ ANO NOVO A TODOS!!!!
E QUE NOSSA ES-PE-RAN-ÇA ESTEJA EM DEUS!!!!
A PAZ DE JESUS E O AMOR DE MARIA!!!













ORAÇÃO À SAGRADA FAMÍLIA [Jesus, Maria e José, nossa família vossa é]




Sagrada Família, Jesus, Maria e José, nós vos agradecemos pela convivência exemplar que tivestes no cumprimento da vontade do Pai. Que em nossos lares floresçam as virtudes que animaram o vosso lar em Nazaré: CARIDADE, HUMILDADE, DIÁLOGO, COMPREENSÃO e TERNURA. Intercedei por todas as famílias que hoje passam por grandes dificuldades e crises (Pode-se também fazer um pedido especial). Queremos também pedir a graça de sempre colaborar com a nossa vida e testemunho, para que todas as famílias descubram os caminhos do amor, da compreensão, do diálogo sincero e da paz. Jesus, Maria e José, rogai a Deus por todas as famílias. Amém!

domingo, 16 de dezembro de 2012

MENSAGENS DE NOSSA SENHORA DE MEDJUGORJE (Resumo das mensagens de 16 de junho de 1981 a hoje)



MENSAGENS DE NOSSA SENHORA DE MEDJUGORJE
(Resumo das mensagens de 16 de junho de 1981 a hoje)



Junho/1981. Nossa Senhora anuncia: “Sou a Santíssima Virgem Maria”.



Videntes perguntam: “Por que entre tantas crianças fomos nós escolhidos?”
“Eu nem sempre escolho os melhores”, respondeu Nossa Senhora.



Ela disse com expressão triste: “Mir! mir! mir!”, que quer dizer “Paz! Paz! Paz!, “Que haja paz entre Deus e o homem!”

Abaixo fotos recentes dos videntes de Medjurgorje:

IVANKA
MIRJANA
VICKA
IVAN
MARIJA
JAKOV

Vidente Jacov: “Ela disse que fossem em paz, unidos, e que nos reconciliássemos uns com os outros.”

Vidente Mirjana pediu auxílio a Nossa Senhora, por causa dos problemas que passava, acusada pela Polícia comunista Iugoslávia de estar drogada e ser epilética. Nossa Senhora respondeu: “Meu anjo, sempre houve injustiças. Não te preocupes com isso.”

Videntes (todos): “Querida Senhora, que quereis de nós?” Maria respondeu, “A vossa fé e o vosso respeito." “Que quereis de nossos sacerdotes?” “Quero que sejam firmes na fé e preservem a fé do povo.” (por causa do regime comunista que vigorava até então).


Aos Padres:

“São vocês próprios que dividem as pessoas na terra. (...) Certas pessoas não gostam de seus padres. Eles rezam o terço, acreditam com firmeza e defendem a Igreja.  As pessoas não devem ir à Igreja por causa dos padres, devem ir por causa da Palavra de Deus. Não exijo dos padres mais nada, senão oração, perseverança e ensinamentos. Eles que sejam pacientes e aguardem as promessas de Deus.”

Aos Jovens:

“Os jovens tem cabeça para pensar e olhos para ver. Quando percorrem as cidades, eles enxergam igrejas e tempos. Deveriam interrogar-se para quê eles servem”.

 A Descrença:

“Para muitos, Deus está morto. Muitos não acreditam, mesmo que eu lhes desse um sinal. Os pecadores que se condenam já não desejam receber qualquer benefício de Deus. Não se arrependem. Tomaram a decisão em vida. É o homem que castiga a si mesmo, não é Deus. A maior tragédia a humanidade é o homem ter se afastado de Deus. (...) Olha ao teu redor e conta quantas pessoas ainda louvam a Deus, e quantas O insultam. Deus não pode suportar isso por mais tempo. (Referências a sofrimentos e desgraças sobre a humanidade). As pessoas têm de se converter e fazer penitência, pela oração, pelo sacrifício e pelo jejum. (...) Sem fé, nada é possível.”

Paz:

“As tensões entre os países estão a apenas um passo da catástrofe.  (...) É possível impedir a guerra, por meio da oração e do jejum. A paz virá se nos rendermos à oração a Jesus.”

Conversão:

“Para muitos cristãos, Deus está morto. (...) Muitos vão à Igreja por rotina. (...) Os cristãos devem ser um exemplo para todos os que não acreditam. (...) A conversão dura a vida inteira.”

Oração:

“Rezem o terço. Não se pode viver a fé sem oração. Há muitos cristão que não rezam. Eu vim DESESPERADAMENTE DO CÉU PARA IMPLORAR À HUMANIDADE, QUE ELA VOLTE PARA DEUS, pelo jejum e pela oração. Preciso da oração de vocês, sem ela não posso cumprir a tarefa para a qual Deus me tem enviado. Pela oração, Deus pode mudar até as leis da natureza. Quanto aos doentes, é melhor as pessoas rezarem em conjunto."



Jejum (a pão é água)

“O jejum, infelizmente, quase desapareceu da Igreja. O jejum não deve ser substituído pela caridade.”

Reconciliação:

“A Igreja será melhor se os crentes [cristãos] se confessarem todos os meses.”

A Santa Missa:

“Ela deve ser o centro da vossa vida. Ela [a Missa] é mais importante que as Aparições. Não deveis is à Missa por causa do Padre, mas para ouvir a Palavra de Deus. Não deveis ir à Missa para saber da vida privada do Padre. (...) Meus filhos, se vocês tiverem que escolher entre mim e a Santa Missa, escolham a Santa Missa.”

Os Doentes:

É importante para a sua cura rezar: O Creio, 7 Pai-Nossos, 7 Ave-Marias e 7 Glória ao Pai, lembrando as 7 dores de Maria. É bom impor as mãos sobre os enfermos e ungir com o óleo do Crisma. "Nem todos os padres têm o poder de curar. Para obter este dom, o Padre deve rezar, com perseverança e acreditar com firmeza.”



“Nunca deveis deixar de incitar o mundo a rezar constantemente, a fazer penitência e a converter-se. No final, sereis os mais felizes de todos. (...) Eu sou a Mãe de todos os povos, e não apenas dos católicos. Deveis amar vossos irmãos de todas as religiões, e mesmo os ateus. Deus ama igualmente a todas as pessoas, independentemente das faltas que têm.”

As crianças perguntaram a Nossa Senhora algum nome particular como gostaria de ser chamada, ela respondeu:



“EU SOU A RAINHA DA PAZ.”

Resposta a um crítico contra os videntes:

“Admira-me muito que Nossa Senhora vos apareça, porque vocês falam com rapazes.” Vidente Mirjana respondeu: “Nossa Senhora não pretende fazer de nós monstros.”


“Quando voltardes para casa, não faleis do que viverdes aqui. A menos que vos perguntarem. As palavras, por si só, abrirão o coração dos vossos entes queridos. Vivam estas mensagens, nas vossas casas orai em silêncio, pois só assim vereis os frutos.”



“Eu vim para ajudar as pessoas por intermédio da oração, como parte do plano de Deus, para converter a Humanidade.”

“Vós sois todos irmãos. Não entreis em contendas.”

Maio de 1982:

“Eu vim chamar o Mundo à conversão, pela última vez. Depois disso, não voltarei a aparecer. Estas são as últimas aparições."               

A promessa de dar um grande sinal, Maio de 1982.

“Vocês irão revelá-lo quando eu vos disser. Muitos não acreditarão, eu sei. E vós havereis de sofrer muito com isso. Mas ireis suportar tudo e, no final, sereis as mais felizes das criaturas. (...) A cruz (sofrimentos) é necessária para redimir os pecados do mundo. (...) Os pecadores que se condenam já não desejam receber qualquer benefício de Deus. Tomaram sua decisão de viver no inferno, e não querem sequer pensar em deixa-lo. (...) As pessoas que vão para o inferno, vão lá, porque escolheram em vida (julho de 1982)”


“Ide dizer a todos, que este é o meu pedido e que o repetirei continuamente: CONVERTEI-VOS! CONVERTEI-VOS! CONVERTEI-VOS!”

Depoimentos dos videntes a Padre Jozo, pároco de Medjugorje:

ORAÇÃO: “Ela nos disse: 'Não digo que aumentem as horas de oração, mas coloquem-se em permanentes estado de espírito de oração.'”

Sobre meditações orientais (Zen, etc.): “Por que vocês chamam de ‘meditação’, quando mexem com ações humanas?”

Dia 14 de junho de 1987. “A vida de vocês seja ocasião de conversão para os outros. (...) A BÍBLIA, vocês se esqueceram da Bíblia. (...) Falta ao povo de Deus uma vida mais intensa de oração e de leitura da Palavra de Deus.”

Ela (Nossa Senhora) vem alertar a humanidade sobre os riscos que corre, se continuar nos caminhos do pecado. Ela veio pedir a ORAÇÃO DO ROSÁRIO, o JEJUM (privação de algo que gostamos e a penitência).

FÁTIMA:  “Se o mundo tivesse ouvido as minhas mensagens de Fátima, não teriam acontecido tantos sofrimentos ao longo destes anos."



“Eu venho DESESPERADAMENTE do Céu implorar à humanidade a sua volta para Deus.”

            

Padre Jozo:

Padre Jozo: 


“A nova sociedade que Maria está pedindo em suas mensagens só pode ser construída a partir dos valores evangélicos. (...) O cristão não pode esquecer que ele é luz do mundo e o sal da terra. (...) Medjugorje é um sinal de que o mundo perdeu o rumo. Muitos cristãos são verdadeiras testemunhas, outros vivem como se não tivessem valores. O que é essencialmente trágico, é que os  homens, no seu agir, perderam a moral e a dignidade. (...) Uma avalanche de crimes e iniquidades inunda o mundo, e Maria nos alerta contra os seus frutos que afastam de Deus. (...) Modas que tendem ao nudismo. Extinção da virgindade. Estímulo a relações sexuais precoces entre adolescentes (pela TV, etc.). Degradação do matrimônio. Desprezo dos mais jovens pelos pais e superiores. Multiplicação do aborto. O ateísmo se espalhando pelo mundo.  (...) Muitas pessoas vêm aqui em Medjugorje, em Romaria, carregando mais máquinas fotográficas do que terços. (...) Todos abominam o massacre de 100 crianças, mortas na guerra, mas não abominam, nem choram, as crianças assassinadas no ventre materno. (...) Que diferença há entre os generais que ordenaram a morte de pessoas, em vilas e cidades, e os pais que condenam à morte os seus filhos por nascer?”

Nossa Senhora repreende que:

 

“Quando entrais na Igreja, pareceis tão piedosos! Mas, quando saís, ninguém mais vos reconhece como tais. (...) A santidade  não depende das aparições, mas da fidelidade ao dom recebido.”

Por Padre Evaldo Petry.

Deus, uma estranha forma de amor.


O que me levou a escrever este texto foi justamente a dificuldade em compreender o amor de Deus, bem como a forma como esse amor se manifesta em relação à espécie humana.

“Como o Pai me enviou, assim também eu envio a vós”, disse Jesus aos seus discípulos pouco tempo após a ressurreição, para depois mandá-los pelo mundo afora, para pregarem o Evangelho, e, como consequência, sofrerem muitas tribulações por causa do nome de Jesus.

Se você observar bem, Jesus amou tanto a seus discípulos e apóstolos que os enviou - a maior parte deles - para o martírio, para serem perseguidos, agredidos, presos e mortos por causa da Boa Notícia, que foi propagada a pesar de toda a perseguição.

Aí já se pode perguntar.

Seria conveniente mandar seus melhores amigos para situações tão sofridas, inclusive para serem aniquilados?

Obviamente que a pergunta não é de fácil resposta, tanto que me propus a escrever isso justamente porque é preciso refletir com cuidado.

Ainda durante sua pregação, em seus discursos, Jesus afirmava: “Renuncia a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me” (Lucas 9, 23), observando-se que a cruz já era tida nessa ocasião como um símbolo de suplício, o pior deles, uma vez que os romanos realizavam muitas execuções nos arredores das cidades, de modo que as cruzes faziam parte da paisagem e do cotidiano do povo.

Com efeito, o caminho que Jesus ensinou, e que Ele mesmo trilhou, é justamente o caminho da cruz, em estrita obediência à vontade de Deus. Dessa feita, pondera-se, se o Pai enviou o Filho, para este sofresse e fosse obediente até à morte, e morte de cruz, e que o Filho enviou seus discípulos para serem também, em estrita obediência ao Divino Mestre, objeto de perseguições, sendo que muitos deles foram mortos, pergunta-se:

Não é uma estranha forma de amor esta que Deus tem para com seus escolhidos?

Partindo de uma visão humana, com certeza é muito estranha, mas Deus justamente assim procede para assegurar a seus servos uma recompensa incomparavelmente maior que todos os sofrimentos suportados por causa do Evangelho. Além disso, provera Deus, em seus insondáveis desígnios, que muitos dos seus eleitos não gozassem dos prazeres terrenos e temporais, reservando-lhes toda a felicidade para Eternidade, onde os ladrões não roubam e onde a alegria não tem fim.

Quando da conversão de São Paulo, Jesus mandou Ananias visitar o então Saulo de Tarso, para que impusesse as mãos sobre ele e lhe fizesse recobrar a visão perdida quando da experiência pessoal com o Senhor. Ananias inicialmente relutou: “Senhor, bem sabem o mal que este homem tem feito a teus seguidores em Jerusalém”; ao que Jesus respondeu: “eu mesmo mostrarei a Saulo tudo o que ele deverá sofrer por causa do meu Nome.” A partir de então, Paulo anunciou Jesus aos pagãos e se tornou o grande apóstolo dos gentios, sofrendo muitas e muitas perseguições, sendo preso várias vezes e, por fim, condenado à morte por Nero.

Outro fato de grande interesse encontrei no Diário de Santa Faustina, mais precisamente no parágrafo 838:

“838 +Admiro-me diante de tantas humilhações e sofrimentos que sofre esse sacerdote nessa questão. Vejo-o em momentos especiais e amparo-o com a minha indigna oração. Somente Deus pode dar tanta coragem, porque, de outra forma, a alma não suportaria; mas vejo com alegria que todas as adversidades estão contribuindo para a maior glória de Deus. O Senhor não tem muitas almas assim. Ó eternidade infinita, tu iluminarás os esforços das almas heroicas; por esses esforços a Terra paga com ingratidão e o ódio; essas almas não têm amigos, são solitárias. E nessa solidão elas se fortalecem, tiram força apenas de Deus e, como humildade, mas também com a coragem, enfrentam as tempestades que se abatem sobre elas. Essas almas, como altos carvalhos, são inabaláveis. Aqui existe apenas um único segredo: que recebem de Deus essa força, e têm tudo o que necessitam para si ou para os outros. Carregam seu peso, mas sabem fazê-lo e são capazes de tomar sobre si os pesos dos outros. São colunas luminosas nos caminhos de Deus, vivendo elas próprias na luz e iluminando os outros. Elas mesmas vivem nas alturas e sabem indicá-las aos outros menores, ajudando-os a atingi-las."

Dessa forma, é difícil para nós compreendermos o Amor de Deus, porém não esqueçamos que Deus é Pai, e todo bom pai sempre faz o melhor para seus filhos. Assim, confiemos na misericórdia do Senhor, especialmente na sua bondade, e esperemos dEle sempre o melhor, ainda que aos olhos do mundo não o pareça.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria!

Combati o bom combate - As Virtudes da Paciência e do Silêncio - Santa Faustina - Viver Pra Mim é Cristo, Padre Fábio de Melo.



“Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.”


O fragmento acima, retirado a segunda carta de São Paulo a Timóteo (4,7), traduz fielmente o que é a vida do Cristão sobre a Terra, uma luta incessante, que somente encerrará quando o discípulo fiel de Cristo estiver com Ele no Céu.


Portanto, é preciso armar-se de muita paciência, perseverança e ânimo para suportar as vicissitudes da vida, pois de combate em combate se chega ao Céu. Em outras palavras, o Cristão deve sempre estar pronto para grandes combates, para empreender grandes esforços e honrar e glorificar a Deus com as experiências da vida.


Ninguém passa pela vida sem enfrentar problemas, sem sofrimento, sem perdas.

É uma ilusão achar-se feliz quando não sucede importunação ou mal algum. Na verdade, encontra a felicidade quem aprendeu a sofrer com alegria, ou, pelo menos, como paciência e resignação.

Ter ânimo e sujeitar-se pacientemente à vontade de Deus é essencial para quem pretende vencer o combate da vida, como São Paulo o fez.

Os sofrimentos físicos são um exercício de paciência, uma verdadeira escola. Os sofrimentos morais ou sofrimentos da alma são ainda mais difíceis, muitas vezes ocultos no silêncio do coração, sem ser notado por ninguém, num silencioso e diário martírio.

Por isso, armar-se de paciência é muito importante, para vencer as adversidades e o próprio inimigo da alma. A paciência na adversidade fortalece a alma. As pessoas que nos exercitam na paciência (aquelas que por vezes são inoportunas, incomodativas, cansativas ou opositoras) são, na verdade, benfeitoras da nossa alma, muito embora isso, segundo os conceitos humanos, pareça algo incompreensível, uma humilhação contínua, enfim, uma situação vexatória e incomodativa que suscita indignação.

Com efeito, muitas vezes a virtude é explorada ou oprimida porque fica silenciosa, porém sairá amplamente vencedora se tiver ânimo para a luta e paciência para suportar os momentos adversos. Poucos sabem, mas “A paciência dá glória a Deus” (Diário de Santa Faustina, 920).

Nessas horas de combate e adversidade, além da paciência, é preciso o silêncio, a mais eloquente forma de confundir os inimigos, exatamente como Jesus fez quando estava diante de Herodes. “O Silêncio é uma linguagem tão poderosa que atinge o Trono de Deus vivo. O silencio é a Sua palavra, embora oculta, mas poderosa e viva” (Diário de Santa Faustina, parágrafo 888). “Quando me calo, sei que vou vencer” (Diário, 896). Santa Faustina chegou ao ponto de dizer “A paciência, a oração e o silêncio – eis o que fortalece a minha alma” (Diário, 944).

É importante, ainda, observar que “Antes de cada grande graça, a minha alma é submetida à prova da paciência(Diário, 1084). Ou seja, as provações são um bom sinal, mas é preciso paciência, silêncio e ânimo para suportar os momentos adversos e perseverar até o momento em que a Providência nos dê a vitória.


Além disso, os atos de paciência devem ser oferecidos a Deus, como um presente, pois são atos que O glorificam. É justamente por isso que Deus nos dá muitas ocasiões para exercitarmos a paciência, algumas vezes no limite da suportabilidade.

Especificamente sobre a virtude da paciência, transcrevo mais um fragmento do Diário de Santa Faustina: “Conheci que a maior força está contida na paciência. Vejo que a paciência sempre conduz à vitória, embora não imediatamente, essa vitória se manifestará depois de anos. A paciência anda junto com a mansidão.” (Diário, 1514)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

No parágrafo 86 do Diário de Santa Faustina, Jesus fala a respeito das contrariedades no trabalho religioso, afirmando que “Não recompenso o bom êxito, mas pela paciência e pelo trabalho suportado por Minha causa.”

"...A alma que está unida com Deus deve ser preparada para grandes e árduos combates." (Diário de Santa Faustina, parágrafo 121)

Portanto, temos de ter em mente que a vida é uma luta. Mal vencemos um combate, já temos outra situação, de modo que a vida passa assim, numa sucessão de batalhas.


Feliz aquele que nunca desanimar.

Um forte abraço a todos.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

Abaixo, um vídeo extraordinário, com a música, viver para mim é Cristo, de Padre Fábio de Melo. 




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As Imagens e a Tradição da Igreja [Professor Felipe Aquino, Espírito Santo, imagem, Santa Teresa de Ávila, São Gregório Magno, São João Damasceno]


A beleza e a cor das imagens estimula minha oração, disse São João Damasceno

Pietá de Michelangelo

Na Encarnação do Verbo, Deus mostrou aos homens uma face visível de Deus. Os cristãos foram, então, compreendendo que segundo a pedagogia divina, deveriam passar da contemplação do visível ao invisível. As imagens, principalmente os que reproduziam personagens e cenas da história sagrada, tornaram-se “a Bíblia dos iletrados” ou analfabetos.

Os Reformadores protestantes rejeitaram as imagens por causa dos abusos do fim da Idade Média; Lutero, porém, se mostrou bastante liberal com as imagens; não as proibia.

Ultimamente entre os luteranos a atitude inococlasta (heresia que rejeitava as imagens) tem sido submetida a revisão. Lutero rejeitou os iconoclastas (quebradores de imagens) escreveu essas palavras em 1528: Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela Escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis… Nada tenho em comum com os Iconoclastas (Da Ceia de Cristo).

Nos primeiros séculos do Cristianismo, ainda encontramos alguns escritores cristãos que mostram mal-entendidos ou abusos por parte dos fiéis no uso das imagens. Mas os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento era apenas uma questão pedagógica de Deus com o povo de Israel, para que esse não se voltasse para os ídolos. Deus proibia fazer imagens de ídolos e não de outros seres. As gerações cristãs começaram a representar e meditar as fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas começaram a surgir como um meio valioso para que o povo fiel se aproximasse do Filho de Deus.

Já nas antigas catacumbas de Roma (S. Calisto, Priscila, etc.), os antigos cemitérios cristãos, encontram-se diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo.

Note que esses cristãos dos primeiros séculos estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas, é claro que elas são legítimas.

Nas Igrejas as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética. Alguns escritores cristãos nos contam isso. São Gregório de Nissa (†394) escreveu: “O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).

São Gregório de Nissa.

São João Damasceno, doutor da Igreja, grande defensor das imagens no Concilio de Nicéia II, disse: 

“O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (De imaginibus I 17 PG, 1248c). “Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus.” “A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus” (CIC, 1162). “Como fazer a imagem do invisível? Na medida em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o inviável se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível” (I 8 PG 94, 1237-1240). “Outrora Deus, o Incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria” (Ibid. I 16 PG 94, 1245s).

O Papa São Gregório Magno († 604), doutor da Igreja, escreveu a Sereno, bispo de Marselha, que ordenou quebrar as imagens: 

“Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).

São Gregório Magno

Nos séculos VIII e IX surgiu na Igreja a disputa em torno do uso das imagens, a questão iconoclasta. Por influência do judaísmo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente começaram a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos, de Constantinopla, tomaram parte na disputa, por motivos políticos mais do que por razões religiosas. Desencadeada sob o Imperador bizantino Leão Isáurico (717-741), a controvérsia das imagens foi levada ao Concílio de Nicéia II (787).

Com base nos sólidos argumentos de grandes teólogos como São João Damasceno, doutor da Igreja, este Concilio reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) das imagens. O Concílio distinguiu entre Iatréia (em grego adoração), devida somente a Deus, e proskynesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é, portanto, relativo, só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles que as imagens representam.

Assim se pronunciaram os padres conciliares: 

“Definimos que, como as representações da Cruz, assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus (sobre os santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e de quadros), nas casas e nas entradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da santa Mãe de Deus, com as dos santos Anjos e as de todos os santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar … uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus” (sessão 7, 13 de outubro de 787; Denzinger-Schönmetzer, Enchridion Symbolorum nº 600s).

Note, então, que muito antes da Reforma Protestante, a Igreja já tinha estudado o uso das imagens; isto foi cerca de 750 anos antes da Reforma. A sagrada Tradição da Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo14,15.25; 16,12-13), sempre reconheceu o valor pedagógico e psicológico das imagens como um auxílio para a vida de oração. Todos os santos da Igreja, em todas as épocas, valorizaram as imagens. Santa Teresa de Ávila († 1582), ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia: 

“Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Caminho de Perfeição, cap. 43,1).

Prof. Felipe Aquino

Fonte: www.cancaonova.com.br

Antes e Depois da Missa [Como comportar-se. Carta de Padre Pio a Annita Rodote.Evitar irreverências e imperfeições. Não esquecer da modéstia e do respeito],


Uma carta de Santo Padre Pio para Annita Rodote 
Pietrelcina, 25 de julho de 1915
Padre Pio - Como Comportar-se Durante a Missa


"Amada filha de Jesus,


Que Jesus e nossa Mãe sempre sorriam em sua alma, obtendo disso, a partir de seu mais Santo Filho, todos os carismas celestiais!


Estou escrevendo para você por dois motivos: para responder mais algumas perguntas de sua última carta e, para lhe desejar um feliz dia no mais doce Jesus, cheio de todas as mais especiais graças celestiais. Oh! Se Jesus atender minhas orações por você ou, melhor ainda, se ao menos as minhas orações forem dignas de serem atendidas por Jesus! No entanto, aumentá-las-ei cem vezes para vossa consolação e salvação, suplicando a Jesus atendê-las, não para mim, mas através do coração de sua bondade paternal e infinita misericórdia.


A fim de evitar irreverências e imperfeições na casa de Deus, na igreja – que o divino Mestre chama de casa de oração -, exorto-vos no Senhor a praticar o seguinte.


Entre na igreja em silêncio e com grande respeito, considerando-se indigno de aparecer diante da Majestade do Senhor. Entre outras considerações piedosas, lembre-se que nossa alma é o templo de Deus e, como tal, devemos mantê-la pura e sem mácula diante de Deus e seus anjos. Fiquemos envergonhados por termos dado acesso ao diabo e suas armadilhas muitas vezes (com a sua sedução para o mundo, a sua pompa, seu chamado para a carne) por não sermos capazes de manter nossos corações puros e os nossos corpos castos; por termos permitido aos nossos inimigos insinuarem-se em nossos corações, profanando o templo de Deus que nos tornamos através do santo batismo.


Em seguida, pegue água benta e faça o sinal da cruz com cuidado e lentamente.


Assim que você estiver diante de Deus no Santíssimo Sacramento, faça uma genuflexão devotamente. Depois de ter encontrado o seu lugar, ajoelhe-se e renda o tributo de sua presença e devoção a Jesus no Santíssimo Sacramento. Confie todas as suas necessidades a Ele junto com as dos outros. Fale com Ele com abandono filial, dê livre curso ao seu coração e dê-Lhe total liberdade para trabalhar em você como ele achar melhor.


Ao assistir à Santa Missa e as funções sagradas, fique muito composta, quando em pé, ajoelhada e sentada, e realize todos os atos religiosos, com a maior devoção. Seja modesta no seu olhar, não vire a cabeça aqui e ali para ver quem entra e sai. Não ria, por respeito para com este santo lugar e também por respeito para aqueles que estão perto de você. Tente não falar com ninguém, exceto quando a caridade ou a estrita necessidade pedirem isso.


Se você rezar com os outros, diga as palavras da oração nitidamente, observe as pausas e nunca se apresse.


Em suma, comporte-se de tal maneira que todos os presentes sejam edificados, bem como, através de você, sejam instados a glorificar e amar o Pai celestial.


Ao sair da igreja, você deve estar recolhida e calma. Em primeiro lugar peça a permissão de Jesus no Santíssimo Sacramento; peça perdão pelas falhas cometidas em sua presença divina e não O deixe sem pedir e ter recebido a Sua bênção paterna.


Assim que estiver fora da igreja, seja como todo ser seguidor do Nazareno deveria ser. Acima de tudo, seja extremamente modesta em tudo, pois esta é a virtude que, mais do que qualquer outra, revela os sentimentos do coração. Nada representa um objeto mais fielmente ou claramente do que um espelho. Da mesma forma, nada mais amplamente representa as más ou as boas qualidades de uma alma do que a maior ou menor regulação do exterior, como quando alguém parece mais ou menos modesta. Você deve ser modesta em discurso, modesta no riso, modesta no seu porte, modesta ao caminhar. Tudo isso deve ser praticado, não por vaidade, a fim de mostrar a si mesma, nem com hipocrisia a fim de aparecer boa aos olhos dos outros, mas sim, pela força interna da modéstia, que regulamenta o funcionamento exterior do corpo.


Portanto, seja humilde de coração, circunspecta nas palavras, prudente em suas resoluções. Seja sempre econômica em sua fala, assídua na boa leitura, atenta em seu trabalho, modesta em sua conversa. Não seja desagradável com ninguém, mas seja benevolente para com todos e respeitosa para com os mais velhos. Que qualquer olhar sinistro fique longe de você, que nenhuma palavra ousada escape de seus lábios, que você nunca realize qualquer ação indecente ou de alguma forma gratuita; nunca especialmente uma ação gratuita ou um tom de voz petulante.


Em suma deixe que todo seu exterior seja uma imagem vívida da compostura de sua alma.


Sempre mantenha a modéstia do divino Mestre diante de seus olhos, como um exemplo; este Mestre que, segundo as palavras do Apóstolo aos Coríntios, colocou a modéstia de Jesus Cristo em pé de igualdade com a mansidão, que era a sua virtude particular e quase a sua característica: “Agora eu, Paulo, vos rogo, pela mansidão e humildade de Cristo” [Douay-Rheims, 2 Coríntios. 10:1], e de acordo com tal modelo perfeito reforme todas as suas operações externas, que devem ser reflexos fiéis revelando os afetos do seu interior.


Nunca se esqueça deste modelo divino, Annita. Tente ver uma certa majestade adorável em sua presença, uma certa agradável autoridade no seu modo de falar, uma certa agradável dignidade no andar, no contemplar, no falar, ao conversar; uma certa doce serenidade do rosto. Imagine aquela extremamente composta e doce expressão com a qual ele chamou a multidão, fazendo com que eles deixassem cidades e castelos, levando-os para as montanhas, as florestas, para a solidão e as praias desertas do mar, esquecendo totalmente da comida, da bebida e de seus deveres domésticos.


Assim, vamos tentar imitar, tanto quanto nos for possível, tais ações modestas e dignas. E vamos fazer o nosso melhor para ser, tanto quanto possível, semelhantes a Ele na terra, a fim de que possamos ser mais perfeitos e mais semelhantes a Ele por toda a eternidade na Jerusalém celeste.


Termino aqui, como eu sou incapaz de continuar, recomendando que você nunca se esqueça de mim diante de Jesus, especialmente durante esses dias de extrema aflição para mim. Espero que a mesma caridade da excelente Francesca para quem você vai ter a gentileza de dar, em meu nome, meus protestos de extremo interesse em vê-la crescer sempre mais no amor divino. Espero que ela me faça a caridade de fazer uma novena de Comunhões pelas minhas intenções.


Não se preocupe se você é incapaz de responder à minha carta no momento. Eu sei de tudo então não se preocupe.


Eu me despeço de você no ósculo santo do Senhor. Eu sou sempre seu servo."


Frei Pio, capuchinho

Traduzido por Andrea Patrícia