segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

31 de Janeiro, dia de Dom Bosco.


Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve.

Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”. Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal.

Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje.

São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicado à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

São João Bosco, rogai por nós!


domingo, 30 de janeiro de 2011

Maria Santíssima - Modelo de Paciência!



Patientia vobis necessaria est: ut volutatem Dei facientes reportetis promissionem -- «A paciência vos é necessaria, a fim de que fazendo a vontade de Deus alcanceis a promessa» (Heb. 10, 36)

Sumario. Deu-nos Deus a Santíssima Virgem como exemplar de todas as virtudes, mas especialmente da paciência. Semelhante á rosa, ela cresceu e viveu sempre entre os espinhos da tribulação. Se, portanto, quizermos ser filhos desta Mãe, força é que procuremos imitá-la, abraçando com resignação as cruzes; e não sómente as que nos vierem directamente de deus, mas também as que vierem da parte dos homens, tais como sejam as perseguições e os despresos.

I. Sendo esta terra um lugar de merecimentos, chama-se com razão vale de lágrimas. Todos somos aqui postos para padecer, e fazer, por meio da paciência, aquisição das nossas almas para a vida eterna, como já disse o Senhor: In patientia possidebitis animas vestras [1] -- «Na paciência possuireis as vossas almas». Deus nos deu a Virgem Maria para exemplar de todas as virtudes, ms especialmente da paciência. Pondera entre outras coisas São Francisco de Sales, que foi exatamente para este fim que nas bodas de Caná, Jesus Cristo deu á Santissima Virgem aquela resposta, com que mostrava estimar pouca as suas suplicas: Quid mihi et tibi est, mulier? -- «Que há entre mim e ti, mulher?» Foi exactamente para nos dar o exemplo da paciência da sua Santa Mãe.

Mas que andamos excogitando? Toda a vida de Maria foi um exercicio continuo de paciência; porquanto, como o Anjo revelou a Santa Brigida, a Bemaventurada Virgem, semelhante á rosa, cresceu e viveu sempre entre os espinhos das tribulações. Só a compaixão das penas do Redentor foi suficiente para fazê-la martir de paciência, razão porque disse São Boaventura: Cruxifixa Cruxifixum concepit -- «A Crucificada concebeu o Crucificado». – E quanto ela sofreu, tanto na viagem para o Egipto e na demora ali, como durante todo o tempo que viveu com o Filho na oficina de Nazaré, não cansemos de aprecia-lo dignamente. Mas deixando o mais de lado, não basta por ventura só a campanha que Maria fez a Jesus moribundo no Calvario, para fazer conhecer quão constante e sublime foi a sua paciência? Stabat iuxta crucem Iesu Mater eius [2] -- «Ao pé da cruz de Jesus estava sua Mãe». No dizer do B. Alberto Magno, precisamente pelo merecimento desta sua paciência foi ela feita nossa Mãe que compadecendo com o seu Filho nos gerou para a vida da graça: Maria facta est mater nostra, quos genuit Filio compatiendo.

II. Se desejamos ser filhos de Maria, é preciso que procuremos imita-la na paciência, suportando em paz tanto as cruzes que nos vierem directamente de Deus, isto é, a pobresa, as desconsolações espirituais, a enfermidade e a morte; como também as que nos vierem directamente da parte dos homens, perseguições, despresos, injurias e seduções. S. Gregório explicando este trecho de Oseias: Saepiam viam tuam spinis [1] -- «Fecharei o teu caminho com espinhos», diz que assim como a sebe de espinhos guarda a vinha, assim Deus cerca de tribulações os seus servos, para que não se afeicoem ao mundo. De modo que, conclui São Cipriano, a paciência é a virtude que nos livra do pecado e do inferno, e enriquece-nos com merecimentos na vida presente e com a glória na outra. – É a paciência que faz os Santos, como diz São Tiago Patientia autem opus perfectum habet, ut sitis perfecti et integri in nullo deficientes [2]. Por esta razão São João viu todos os Santos com palmas (simbolo do martirio) nas mãos [3]; o que significa que todos os adultos que se salvam, devem ser martires, ou de sangue ou de paciência. «Alegremo-nos, pois», exclama São Gregório: «se sofrer-mos com paciência as penas desta vida, podemos ser martires, sem o ferro dos algozes.» Oh, quanto nos aproveitará no céu cada pena sofrida por amor de Deus! – Se alguma vez o peso da cruz se nos afigurar demasiadamente duro, recorramos a maria, que é chamada a medicina dos corações angustiados e a consoladora dos aflitos.

Ah! Senhora minha suavissima! Padecestes inocente com tanta paciência. E eu, réu do inferno, recusarei padecer? Minha Mãe, peço-vos hoje esta graça, não de ficar livre das cruzes, mas de suportá-las com paciência. Por amor de Jesus vos peço, que sem tardar me alcanceis de Deus esta graça; de vós a espero. (*I 269)

Retirado de: MEDITAÇÕES de Santo Afonso Maria de Ligório - Tomo I

Fonte: http://oracoestradicionais.blogspot.com/2011/01/maria-santissima-modelo-de-paciencia.html


Sete Domingos em Honra a São José!



Oração:

Pois sois santo sem igual e de Deus o mais honrado:
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Antes que tivesteis nascido, já fosteis santificado, e ao eterno destinado para ser favorecido: nascesteis de esclarecida linhagem e sangue real.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Vossa vida foi tão pura que em tudo sois em segundo depois de Maria, o mundo não viu mais santa criatura; e assim foi a vossa ventura e entre todos sem igual.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Vossa santidade declara aquele caso soberano, quando em vossa santa mão floresceu a seca vara; e para que ninguém duvira, fez o céu esta sinal.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Á vista deste milagre, todo o mundo vos respeitava, e parabéns vos dava com alegria e contentamento; publicando o casamento com a Rainha Celestial.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Com júbilo recebesteis a Maria por esposa, Virgem pura, santa, linda, com a qual feliz vivesteis, e por ela conseguisteis dons e luz celestial.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Ofício de carpinteiro exercitasteis em vida, para ganhar a comida para Jesus, Deus verdadeiro, e a vossa Esposa, luzeiro, companheira virginal.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
A vós e Deus com terno amor dava a um ao outro vida, Vós o com a comida, e Ele a Vós com seu sabor: Vós lhe desteis o suor, e Ele vos deu a vida imortal.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.
Vós fosteis a concha fina, onde com inteireza se conservou a pureza daquela Pérola Divina, vossa Esposa e Mãe digna, a qual nos tirou do mal.
Sede, São José, nosso advogado nesta vida mortal.

Primeiro Domingo:

A dor: Quando estava disposto a repudiar a sua Imaculada esposa.

A alegria: Quando o Arcanjo lhe revelou o sublime mistério da encarnação.

Oh! castíssimo esposo de Maria, glorioso São José, que aflição e angustia a do vosso Coração na perplexidade em que estavas sem saber se devias abandonar ou não a vossa esposa sem mancha! mas qual não foi também vossa alegria quando o anjo vos revelou o grande mistério da Encarnação!

Por essa dor e essa alegria vos pedimos que consoleis o nosso Coração agora e nas nossas últimas dores, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte semelhante á vossa, assistidos por Jesus e Maria.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Segundo Domingo

A dor: Ao ver nascer o menino Jesus na pobreza.

A alegria: Ao escutar a harmonia do coro dos anjos e observar a glória dessa noite.

Oh! Bem-aventurado patriarca, glorioso São José, escolhido para ser pai adotivo do Filho de Deus feito homem: a dor que sentisteis vendo nascer o menino Jesus em tão grande pobreza se mudou de certo em alegria celestial ao ouvir o harmonioso concerto dos anjos e ao contemplar as maravilhas daquela noite tão resplandecente.

Por essa dor e essa alegria alcançai-nos que depois do caminho desta vida possamos ir escutar as adorações dos anjos e gozar dos resplendores da glória celestial.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Terceiro Domingo

A dor: Quando o sangue do menino Salvador foi derramado na sua circuncisão.

A alegria: Ao ouvir o nome de Jesus.

Oh! executor obedientíssimo das leis divinas, glorioso São José: o sangue preciosíssimo que o Redentor menino derramou na sua circuncisão vos traspassou o coração; mas o nome de Jesus que então lhe deram, vos confortou e encheu de alegria.

Por essa dor e essa alegria alcançai-nos viver separados de todo o pecado, a fim de expirar alegres, com o santíssimo nome de Jesus no Coração e nos lábios.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Quarto Domingo

A dor: A profecia de Simão, ao predizer os sofrimentos de Jesus e de Maria.

A alegria: A profecia da salvação e gloriosa ressurreição de inumeráveis almas.

Oh! Santo fidelíssimo, que tivesteis parte nos mistérios da nossa redenção, glorioso São José; ainda que a profecia de Simão acerca dos sofrimentos que deviam passar Jesus e Maria vos causou dor mortal, sem dúvida vos encheu também de alegria, anunciando-vos ao mesmo tempo a salvação e ressurreição gloriosa que dali se seguiria para um grande número de almas.

Por essa dor e por essa alegria consegui-nos de sermos do número dos que, pelos méritos de Jesus e a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, haverão de ressuscitar gloriosamente.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Quinto Domingo

A dor: No seu trabalho de educar e servir o Filho do Altíssimo, especialmente na viagem para o Egipto.

A alegria: Ao ter sempre com ele o Deus verdadeiro, e vendo a queda dos ídolos do Egipto.

Oh! custodio vigilante, familiar íntimo do Filho de Deus feito homem, glorioso São José, o quanto sofrestes tendo que alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na vossa fuga para o Egipto! Mas quão grande foi também a vossa alegria tendo sempre convosco o mesmo Deus e vendo derrubados os ídolos do Egito.

Por essa dor e essa alegria, alcançai-nos afastar para sempre de nós o tirano infernal, sobretudo fugindo das ocasiões perigosas, e derrubar no nosso coração todo ío dolo de afecto terreno, para que, ocupados em servir Jesus e Maria, vivamos tão somente para eles e morramos alegres no seu amor.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Sexto Domingo

A dor: Ao regressar á sua Nazaré por medo de Arquelau.

A alegria: Ao regressar com Jesus do Egipto a Nazaré e a confiança estabelecida pelo anjo.

Oh! anjo da terra, glorioso São José, que pudesteis admirar o Rei dos céus, submetido aos vossos mais mínimos mandatos; ainda que a alegria ao trazer-lhe do Egipto se mudou por temor de Arquelau, sem dúvida, tranquilizado logo pelo anjo, vivesteis feliz em Nazaré com Jesus e Maria.

Por essa dor e essa alegria, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso Coração todo o temor nocivo, possuir a paz de conciência, viver seguros com Jesus e Maria e morrer também assistidos por eles.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

Sétimo Domingo

A dor: Quando sem culpa perde Jesus, e o busca com angustia por três dias.

A alegria: Ao encontrá-lo no meio dos doutores no Templo.

Oh! modelo de toda santidade, glorioso São José, que havendo perdido sem culpa vossa o menino Jesus, o buscasteis durante três dias com profunda dor, até que, cheio de alegria, o achasteis no templo, no meio dos doutores.

Por essa dor e essa alegria, vos suplicamos com palavras saidas do coração, intercedais em nosso favor para que jamais nos suceda perder Jesus por algum pecado grave.

Mas, se por desgraça o perdermos, fazei que o busquemos com tal dor que não achemos sossego até encontrá-lo benigno sobre tudo na nossa morte, a fim de irmos para céu e cantar eternamente convosco as suas divinas misericórdias.

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Padre Evaldo Petry Celebra Missa no Santuário Nossa Senhora da Oliveira

Os grupos Água Viva, Chama de Amor e Amigos da Canção Nova uniram esforços para a realização da missa carismática, que foi celebrada pelo Padre Evaldo Petry.


O Santuário Nossa Senhora da Oliveira estava lotado.






Foi um momento intenso, de muitas graças.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A Paixão dos Santos Mártires - O Filme

Barrabás - O Filme

domingo, 16 de janeiro de 2011

Jesus - A História do Nascimento

Cine Água Viva apresenta: Jesus - A História do Nascimento.

sábado, 15 de janeiro de 2011

FREI FAUSTINO MATTIELLO – A ARTE DE ENSINAR A VIVER I


“Eu estou aqui há dezesseis anos, só ouvindo problemas dos outros, nunca ninguém disse que me amava ou que gostava de mim, mas eu não me preocupo com isso, porque eu amo...”

Prezados amigos do Blog Água Viva, há muito tempo tenho em mente a idéia de escrever sobre este extraordinário servo de Deus conhecido na Diocese de Vacaria/RS como Frei Faustino. Um homem simples e discreto, que realizou um trabalho silencioso de aconselhamento, consolação e motivação aos fiéis que recorriam aos seus préstimos.

Não vou falar sobre a história dele, pois isso pode ser facilmente pesquisado. Não vou dizer onde ele nasceu, quando se tornou padre, nem quando chegou a Vacaria/RS. Apenas quero compartilhar com vocês as impressões que tive, a respeito de um sacerdote com mostras e fama de santidade, que passou a maior parte da vida à cabeceira dos doentes, ouvindo-lhes as amarguras e aliviando-lhes os sofrimentos.

Ao que me lembro foi no ano de 1992. Eu tinha apenas 20 anos e já começava a ter muitas dificuldades para enfrentar as frustrações da vida. Um simples dissabor já era o suficiente para eu não mais conversar com quem me provocara tal situação. E assim foi, logo eu colecionava um número impressionante desafetos, pessoas com as quais eu não queria ter conversa alguma, sequer cumprimentava, tratava-as como estranhas, inclusive virando o rosto. Meu coração – a esta altura – já era um repositório de mágoas, raiva, ressentimentos e desejo de vingança.

Como qualquer pessoa sabe, ninguém suporta viver assim muito tempo, pois logo é tomado de muitas angústias a ponto de não mais encontrar descanso em situação alguma. A pessoa se torna amarga e de convivência simplesmente insuportável.

Mas – como eu dizia – foi no ano de 1992 que eu procurei o frei pela primeira vez. Acho que por mão providencial, pois não lembro de alguém tê-lo indicado a mim.

Ele atendia numa salinha existente na Casa Paroquial da Matriz Nossa Senhora de Fátima, havia ali três cadeiras de palha e – se não me falha a memória – uma mesa e um pequeno móvel com escaninhos. As cadeiras ficavam dispostas uma contra duas, ou seja, uma de frente para as outras duas cadeiras, de modo que o frei ouvia as pessoas olhando-as frente a frente. Havia também um corredor, que funcionava como sala de espera. O atendimento normalmente era individualizado, porém – por vezes – o frei atendia duas ou mais pessoas ao mesmo tempo, quando se tratava de uma questão familiar ou que exigia uma solução única para todas.

Muitas pessoas vinham de longe para falar com o frei, de maneira que chegava a ser difícil conseguir horários em algumas épocas.



O frei atendia terças, quartas e sextas, na parte da manhã e à tarde, e no sábado pela manhã.

Voltando à minha primeira conversa com o frei, lembro de ter dito a ele que estava sentido muita angústia, que não tinha paz e não descansava, que sofria muitas injúrias no meu trabalho e que havia passado num bom concurso, mas a nomeação estava demorando muito e não havia certeza que um dia seria nomeado.

Aquilo tudo era estranho, pois eu era solteiro, tinha trabalho e morava com meus pais num lar estável e alicerçado em valores cristãos; enfim, não sabia o que era ter problemas. Não precisei explicar muito, logo o frei começou a falar sobre o perdão e que devia abençoar todas as pessoas, mesmo aquelas que me perseguiam, caluniavam e incomodavam.

Ele dizia: “Deus é Amor! Se alguém te diz eu te odeio, você pensa, mas eu te quero bem e te abençôo." “ Se alguém te diz ‘eu não gosto de você’, você, da mesma forma, diz (mesmo que seja só em pensamento) ‘mas eu te quero bem e te abençôo'.”

Sobre as injúrias e humilhações que eu sofria no ambiente de trabalho, o frei ensinou a dinâmica do cavalo: “Se alguém o chama de cavalo e você fica irritado com isso, você já ‘engoliu’ o cavalo, o cavalo é seu. Mas, se você não se aceita, e responde a injúria com uma silenciosa bênção, o ‘cavalo’ volta para quem mandou. Você não deve engolir o cavalo, abençoe.”

Isso tudo soou inicialmente muito estranho. Abençoar quem me ofende? Mas que absurdo!

Eu sei que isso é o Evangelho ao pé da letra, que isso foi ensinado na catequese, que a Bíblia diz isso. Que Jesus disse isso. Mas na prática...

No final desse primeiro atendimento, o frei deu-me a bênção, que começava com uma mentalização.

Era assim. Ele solicitava que fechássemos os olhos e juntássemos as mãos entrelaçando os dedos, em posição de oração. Aí ele começava: “respire fundo, respire fundo, ...... afrouxe a cabeça e o pescoço.... deixe a mente descer, descer, .... sinta-se bem.... “. Aí o frei, que já sabia a causa da angústia e do sofrimento, dava sequência a este momento, dando ordens à mente e ao inconsciente, afirmações positivas. No final, o frei dizia: “eu conto até cinco e você vai abrir os olhos, 1, isso sinta-se bem, 2, ....... 3, 4, .....sinta-se bem..... 5. Então, estalava os dedos e mandava abrir os olhos.

Os instantes que se seguiam eram impressionantes. A alma era tomada de uma paz indescritível, era impossível não sair sorrido da sala do frei. Aliás, era impressionante o estado emocional das pessoas na sala da espera e a transformação pela qual elas passavam quando saiam da salinha do frei. Entravam arrasadas e saiam sorrindo. Entravam como mortos e saiam cheios de vida.

Foi assim que eu aprendi a não guardar mágoa das pessoas, especialmente dos familiares. Pois a cada ofensa eu respondo com minha bênção pessoal. Eu mesmo digo, “eu te abençôo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O fato de sermos leigos não nos impede de abençoar, principalmente em relação aos filhos, quando a bênção é um dever do pai e da mãe.

Numa outra oportunidade, voltei ao frei e me queixei que eu não me sentia amado e nem querido por determinada pessoa que eu gostava. O frei me respondeu: “Eu estou aqui há dezesseis anos, só ouvindo problemas dos outros, nunca ninguém disse que me amava ou que gostava de mim, mas eu não me preocupo com isso, porque eu amo...”. E aí completou o ensinamento dizendo, quem ama não condiciona este amor a qualquer reciprocidade, ou seja, quem ama não cobra o mesmo amor da outra pessoa, mas se dedica por quem ama e faz tudo sem interesse. Isso é o verdadeiro amor, o que passa disso são negócios, contratos, acordos, casamentos (no sentido jurídico que quer dizer um contrato nupcial).

Estas são apenas duas lições que recebi do frei, mas que me foram muito úteis na vida, pois não deixei que o mundo me transformasse, muito embora soubesse que não podia mudar o mundo, mas apenas melhorá-lo um pouquinho e ajudar estabelecer na terra, no meu inexpressivo local de atuação, o Reino de Deus.
Abençoar as pessoas, mesmo aquelas que nos fazem sofrer e amar sem esperar nada em troca, pois este é o princípio do verdadeiro amor ao próximo.

Em relação ao meu trabalho, o frei me tranqüilizou me dizendo que eu tinha um bom trabalho e que deveria ter paciência enquanto esperava a nomeação, que demoraria ainda um pouco (o que, de fato, demorou uns 18 meses). No ano de 1993, conforme o próprio frei me havia predito, fui nomeado no concurso que esperava, e venci uma situação difícil que já perdurava 5 anos. Foi uma grande vitória com a qual glorifico a Deus até hoje.

Aos leitores do blog, deixo consignado que logo escreverei outras histórias do Frei Faustino, este grande religioso que faleceu no dia 08 de setembro de 2009, deixando inúmeros órfãos de sua paternidade espiritual.

A alegria que eu trago é a promessa que o próprio frei fez para mim: “Eu te ajudo e, quando estiver no Céu, vou continuar te ajudando.”

Abaixo você posse ver o vídeo de homenagem, quando se completou um ano do falecimento do Frei Faustino.

Um forte abraço a todos.

Marcos Suzin.



domingo, 9 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um Papelzinho Jogado no Chão.

PEDI E RECEBEREIS!

“Depois Jesus disse: ‘Pedi e recebereis; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á! Se porventura algum de vós pedir pão a seu pai dar-lhe-á ele uma pedra? Ou se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á ele uma serpente? Ou se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á ele um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará espírito bom aos que lhe pedirem? Digo-vos ainda que, se dois de vós se unirem na terra e pedir qualquer coisa, esta lhe será concedida por meu Pai que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três pessoas reunidas em meu nome, eu estarei no meio delas’.” (Mateus 7,7)


Você percebeu bem o trecho o Evangelho transcrito acima? Pedi e recebereis!? Pede e receberás!?

Note-se que é uma promessa feita expressamente por Jesus, orientando e motivando as pessoas a pedirem graças ao Pai por intermédio do Filho. Pessoas devotadas, praticantes da fé católica, normalmente têm um repertório impressionante de graças alcançadas, especialmente por intercessão da Santíssima Virgem Maria, medianeira de todas as graças. Basta uma breve visita a qualquer dos santuários existentes pelo mundo, para verificar um número incontável de testemunhos e agradecimentos.

Eu, particularmente, tenho um testemunho que muito me alegra, pois guardo uma prova material do acontecido. Certa vez, eu estava enfrentando um grave problema pessoal, e as pessoas que poderiam me ajudar simplesmente ignoravam minha situação, deixando-me à própria sorte. Isso tudo me deixou com muita raiva, a ponto de eu ter dificuldade para controlar a ira. Como eu não conseguia resolver pela próprias forças essa situação, passei a orar com insistência, fazendo frequentes visitas ao Santíssimo Sacramento e ao altar destinado a Nossa Senhora da Oliveira, na Catedral Diocesana de Vacaria/RS (http://www.catedralvacaria.org.br/). A situação se arrastava e eu orava com mais instância, queixando-me a Jesus de todas as pessoas que poderiam e – ao meu ver – não estavam me ajudando. Insistentemente comecei a pedir: “Fala comigo Senhor!”, “Veja o que estes fazem contra mim.”.

A solução aos poucos foi sendo concedida, mas minha ira não diminuía, continuava pedindo a Deus que me ajudasse, enfim, que falasse alguma coisa. Num determinado dia, entrei na Catedral e – como de costume – fui até o Santíssimo Sacramento para adoração, após, diante da imagem de Nossa Senhora da Oliveira, fiz as orações de costume, com a intensidade de sempre, inclusive com lágrimas. Quando estava deixando a Catedral, caminhando em frente ao Altar, um pedacinho de papel (aparentemente) jogado no chão chamou minha atenção. Juntei o papel e li. Assim estava escrito: “1 COR 13, 1-13”, com corretivo (tipo errorex) branco (ver figura acima). Ao pesquisar na Bíblia fui surpreendido pela seguinte passagem:

"1. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. 2. Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. 3. Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! 4. A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. 5. Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. 6. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. 7. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8. A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. 9. A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. 10. Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 11. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. 12. Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. 13. Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.”

Você percebeu, Jesus estava me censurando, pois eu não tinha amor pelas pessoas que eu considerava que deveriam me ajudar, sentindo raiva delas. Como o amor não se irrita e não guarda rancor, eu estava longe de fazer a vontade de Deus, antes queria constranger outras pessoas a fazerem aquilo que eu achava que deveria ser feito. De modo impressionante, toda aquela situação problemática foi resolvida quase que instantaneamente após eu renunciar à raiva e ao rancor, abençoando profundamente as pessoas a que antes me irritavam.

Portanto, pede a Deus, pois Ele responde. A resposta talvez não seja a que você espera, mas Deus responde. Não existe oração sem resposta, o que ocorre é que nós não queremos amar como Jesus ensinou, e ficamos procurando a solução longe de Deus, acabando por não encontrar coisa alguma.

A paz de Jesus e o amor de Maria a todos.


agua.viva.vacaria@gmail.com