sábado, 18 de dezembro de 2010

A Grande Tentação de Cristo!




Prezados amigos do Grupo Água Viva. Estimados irmãos em Cristo Jesus Senhor Nosso.

Eu estava esperando o momento mais oportuno para publicar este texto, que há muito vem povoando minha imaginação, e que não me deixa sossegar enquanto não obedeço a tão vistosa inspiração.

Você bem sabe que Jesus esteve entre os homens, de modo público e visível para todos. Durante 33 anos, permaneceu no mundo de maneira que pudesse ser visto e sentido por qualquer pessoa, seja boa ou má, fiel ou agnóstica (ateu). Nesse período, Jesus passou por muitas provações, foi perseguido e ameaçado. A espada, o ódio e a intolerância o cercaram inúmeras vezes.

Mas o meu objetivo é falar hoje sobre as tentações que Jesus sofreu, fazendo expressa menção aos momentos que sucederam o batismo nas águas do Rio Jordão, a agonia no Horto e o suplício na Cruz.

Logo após Jesus receber o batismo de João, dirigiu-se ao deserto onde jejuou durante 40 dias. Após, foi tentado pelo demônio, que lhe sugeriu, de modo simplificado, três tipos de tentação: 1) o “TER” (o demônio ofereceu todos os reinos do mundo); 2) o “PRAZER” (o desafio contra Deus, ou atitude de pôr Deus à prova, ou abusar de sua complacência e misericórdia, comportando-se de modo imprudente, imoral e inconveniente); e 3) o “PODER” (o demônio instigou Jesus a transformar pedras em pães).

Na Horto das Oliveiras, o demônio procurava de todas as formas convencer Jesus que seu sacrifício seria em vão, pois a humanidade não dava a mínima importância para a Salvação. Jesus, porém, fez-se obediente ao Pai e disse com decisão e firmeza: “Pai seja feita a tua vontade.” Aqui, o tentador tentou evitar que Jesus aceitasse a Cruz (leia-se: sofrimentos da dolorosa Paixão).

Na Cruz, quando Jesus estava crucificado, já em agonia por causa dos atrozes sofrimentos, passou a ser ultrajado pelos seus inimigos, os quais gritavam: “Se és o Filho de Deus, desça da Cruz, e acreditaremos.”.

Você percebe? Até nessa hora o demônio atiçou seus colaboradores a tentarem Jesus, provocando o Divino Mestre, tentando subjugá-lo a descer da Cruz.

Ai de nós se ele tivesse descido!!!!

Esta foi A Grande Tentação de Cristo, renunciar a Cruz, e descer dela. Nosso Senhor fez-se mais uma vez obediente ao Pai, e, até à morte, permaneceu na Cruz.

Nesse momento, Jesus ganhou a salvação para todos nós.

Eu quis muito deixar isso escrito, pois hoje, no mundo, especialmente no Brasil, estão sendo apresentadas, criadas e espalhadas inúmeras seitas e sedizentes religiões, as quais oferecem às pessoas exatamente isso: “A RENÚNCIA À CRUZ” ou “A NEGAÇÃO DA CRUZ”. São as seitas de consumo, estilo: “SEUS PROBLEMAS ACABARAM!”. São um “shopping de ilusões”, isso sim, que vendem uma idéia errada, com ditas vantagens ou facilidades, mas com graves conseqüências no plano espiritual.

Quem busca solução fácil para os problemas, longe de Deus e da ciência (medicina), cai facilmente nas armadilhas do maligno, que detesta a Cruz, pois é na Cruz que o homem se torna imitação de Cristo, e quão mais e melhor imitar o Senhor na Cruz, mais parecido o será com Ele na Glória do Céu.

Portanto, saiba! A grande tentação de Cristo foi o desafio ou a instigação para “descer da Cruz”.

Ai de nós se Ele tivesse descido.

A grande tentação do cristão moderno também é essa: “Descer da Cruz” e desistir de carregá-la, e ai de quem renuncia à Cruz e dela desiste, pois não encontrará o caminho do Paraíso.

Por último, observo que Jesus mostrou o caminho para o Céu como sendo o caminho da Cruz; ou seja, é pela Cruz que se chega ao Céu. Se houvesse alguma rota alternativa, Ele teria mostrado, com palavras e exemplos. Portanto, se a Cruz é o único caminho, não desista dela, carregue-a com amor, paciência e mansidão, e, após, permaneça nela, em obediência ao Pai, até que Ele ache oportuno dar-lhe o devido descanso e a coroa merecida.

A todos a Paz de Jesus e o Amor de Maria, a Santíssima Virgem, Mãe de Deus.

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