segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Levantando os Mortos para a Vida - Por Padre Rufus Pereira.



Por uma linda coincidência, o Evangelho de hoje, o último de 4 dias de encontro, é um dos meus versículos favoritos. Quando as pessoas vinham até Jesus, elas estavam sendo trazidas por seus familiares, vinham por si mesmas, ou Jesus os via no meio da multidão.

Mas em alguns momentos, Jesus não curou por algumas destas ações acima. Jesus curava fazendo perguntas diretamente ou indiretamente; e a primeira pergunta que Jesus fez para este homem do Evangelho foi “O que você quer que eu faça?”. É a mesma coisa que eu faço porque aprendi esta pedagogia de Jesus. Ao invés de rezar pelas pessoas de imediato eu pergunto “o que você quer que eu faça”, porque há uma intenção por trás da pergunta.

Jesus estava caminhando de Jericó a Jerusalém; havia uma multidão, um homem cego, e muito barulho. O cego perguntou o que estava acontecendo, e lhe disseram “é Jesus de Nazaré”. Ele conhecia Jesus, mas não tinha coragem de se aproximar dEle porque as pessoas chegavam antes. Então este homem pensou que poderia ser a única oportunidade de se aproximar do Mestre.

Ele ficou sabendo que Jesus ia passar perto e começou a gritar “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim”. As pessoas queriam calá-lo, mas ele gritava mais alto. Jesus ouviu os gritos e perguntou o que estava acontecendo e disseram a Ele que havia um cego gritando. Jesus sabia que ali havia alguém que realmente necessitava; Ele ouviu este homem e disse às pessoas: “tragam ele aqui!” Raramente Jesus fazia este tipo de coisa, este é um caso raro que Jesus pede que tragam alguém até Ele.

Jesus impôs a Sua mão para curá-lo, mas antes perguntou algo simples: "O que você realmente quer?". Não seria uma pergunta tola a fazer, já que todo mundo sabia que ele era cego? Esta pergunta colocou este homem a pensar que ele não precisava apenas de uma cura física, ele percebeu que haveria uma questão mais importante para pedir ao Senhor. Ele pensou na sua visão espiritual e emocional: “Senhor, que eu veja”. E então Jesus diz: “seja feito como queres”.

Mas a coisa real acontece agora. O que este homem fez? Ele voltou para casa porque podia ver? Não, ele estava vendo Jesus, e ele reconheceu Jesus como o Messias que vem trazer a Boa Nova, Aquele que Deus havia mandado para libertar as pessoas. Ele esqueceu as multidões, esqueceu a sua casa, esqueceu a si mesmo, porque agora só tinha olhos para Jesus.

"Jesus veio para curar o interior do homem"

Isso nos mostra que Jesus não veio apenas para curas físicas e terrenas, ele veio para curar o interior do homem, veio para que as pessoas O reconhecessem como a solução de todos os problemas. Este cego soube disso depois que foi curado da sua cegueira.

Jesus no Evangelho de João diz três coisas que é o resumo de todo o Evangelho. Primeiro, Jesus diz que é a Verdade, que constitui o início da nossa jornada. Segundo, Jesus diz que é o Caminho, que é a jornada por si mesma, e por ultimo Jesus diz que é a Vida, o final da jornada.

Jesus nos lembra que somente Ele é a Verdade, só ele pode nos trazer a mensagem que é a resposta para nossos problemas. Pessoas leem os filósofos, vão em outras religiões, e Ele mesmo diz “Eu sou a Verdade, eu tenho a Vida Eterna.”

Ele diz “Eu Sou o Caminho”. Existem duas formas de ir a um caminho certo; um é pedindo informações para outras pessoas, mas Jesus não faz isso, Jesus não nos dá informação, Ele diz: “Siga-me”; por isso não existe outro caminho. “Eu Sou o Caminho”, ou seja, Eu Sou o final da jornada, somente Eu dou vida, vida em plenitude.

Então, em uma frase, Jesus nos ensinou a essência da verdade e da nossa vida: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”

Por isso os primeiros seguidores de Jesus não eram chamados de cristãos, eram chamados de “os seguidores do Caminho”.

Quero continuar terminando este tópico para lembrar você as três fontes para nossos problemas: eu mesmo, as pessoas ao nosso redor, e as forças do mal. Por isso precisamos no arrepender dos nosso pecados, não posso receber Jesus se há outros espíritos em mim.

Numa libertação precisamos saber de onde vieram estas influências malignas, cuidar das causas destes problemas e, finalmente, identificar as formas com que estes problemas chegaram até mim.

Neste mundo, de um lado temos notícias muito más, onde a própria Palavra de Deus diz que “o mundo jaz sobre a influência do maligno”. E de outro lado temos a Palavra de Jesus que nos diz “Não tenhais medo, Eu venci o maligno!”

Quando eu dou retiro aos padres eu digo o 'por que' Jesus veio a este mundo e se encarnou no nosso meio; Jesus se tornou homem com um propósito: destruir o poder do mal."

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