quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bárbara Maix - Beata viveu 14 anos no RS.



Madre Bárbara Maix fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de MariaNesta sábado, 6, a Igreja Católica celebra a beatificação da fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, Bárbara Maix. A Missa que acontecerá no Ginásio Gigantinho, em Porto Alegre (RS), será transmitida a partir das 13h30 pela TV Canção Nova, e será presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom Ângelo Amato.

O processo, que começou em 1993, teve a autorização do Vaticano publicada em maio deste ano, pelo Papa Bento XVI, através do decreto do milagre atribuído a intercessão da madre.

Uma vida de amor e fé

A jovem austríaca nasceu em 1818, em Viena. Desde pequena mostrava fé e amor a Deus. Foi expulsa de seu país devido a perseguição religiosa, movida pela revolução liberal de 1848. Acompanhada por 21 moças, Bárbara Maix embarcou rumo ao Brasil e, já no Rio de Janeiro, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, atuando nas áreas da educação e saúde dos órfãos, crianças e mulheres pobres.

No Rio Grande do Sul, assumiu um asilo em Pelotas e a roda dos excluídos da Santa Casa de Porto Alegre. Madre Bárbara Maix viveu 14 anos na capital gaúcha e retornou ao Rio de Janeiro, onde faleceu no dia 17 de março de 1873, aos 54 anos. Seus restos mortais estão depositados na Capela São Rafael, em Porto Alegre.

O Milagre

No dia 10 de julho do ano de 1944, Onorino Ecker tinha apenas quatro anos e se aquecia ao redor do fogo com seus irmãos em sua casa em Caxias do Sul. Uma panela de água fervendo estava pendura numa corrente sobre o fogo. Um dos irmãos bateu na corrente e a água derramou. O vapor e a cinza vieram por cima de Onorino, que caiu nas brasas.

O menino sofreu queimaduras de terceiro grau. Já no hospital, as unhas caíram e ele sofreu convulsões. Nem os médicos acreditavam na recuperação. Então a Irmã Dulcídia Granzotto, enfermeira da Congregação do Imaculado Coração de Maria, pais e amigos iniciaram uma novena, invocando a intercessão de Bárbara Maix. Após 15 dias, Onorino deixou o hospital completamente curado, sem nenhuma cicatriz.

Oração

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes Bárbara Maix para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a Graça de que tanto precisamos.

“Mostremos com nosso exemplo, aquilo que com palavras ensinamos”’


Bárbara Maix – Serva de Deus

Destaque para a última das beatificações, a da irmã Bárbara Maix, que ocorrerá no Brasil no dia 6 de novembro. A religiosa nasceu na Áustria mas desenvolveu seus trabalhos e fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração no Brasil, no Rio Grande do Sul.

No começo do mês o Vaticano havia confirmado que a Freira Bárbara Maix seria beatificada, após o Papa acolher proposta encaminhada pelo arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings.

Maria Barbara da Santíssima Trindade, (Barbara Maix), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria; Sábado, 6 de novembro.

Fonte: http://barbaramaix.blogspot.com/2010/06/foi-divulgado-nesta-terca-feira-pelo.html

Natural de Viena, Áustria, filha de José Maix e Rosália Mauritz, nasceu no dia 27 de junho de 1818.Registros históricos nos relatam que José Maix era funcionário público. Encontramos seu pai, no ano de 1782, trabalhando como ajudante de cozinha junto ao príncipe Luis José Lischtein. Pouco tempo depois, no ano de 1786, passa a ser funcionário no Palácio de Schönbrunn, na função de criado doméstico e depois camareiro do imperador.

As mortes na família Maix eram freqüentes e a doença, contínua. Bárbara, a caçula de 09 filhos do segundo matrimônio, teve sua infância e adolescência marcadas por muitas privações o que lhe causou debilidade orgânica.

Certamente, era muito duro para o pai José Maix trabalhar no palácio onde se realizavam muitas festas, com requintes e luxo, e ver os próprios filhos morrerem, um após outro, por não conseguir vencer, com o fruto de seu trabalho, a fome e a doença. Morava na casa número um (1) dos empregados, ao lado do palácio.

Neste ambiente de contrastes entre luxo e abundância do palácio com a pobreza e a dor na família, a personalidade de Bárbara foi se formando. Dos pais herda a fé cristã, o espírito de luta e resistência, persistente teimosia pela causa da vida, a coragem de enfrentar o império do luxo com súplicas de socorro para as carências da família. É o amor sem limites pela vida que a torna forte, destemida, cheia de vigor. Aprende na experiência sofrida do dia-a-dia, a não fraquejar diante das dificuldades por maiores que sejam.Desde tenra idade, manifesta espírito missionário e profético diante dos desafios da realidade:

Em tempo de guerra, de proibição do Estado em fundar Congregações Religiosas, reúne jovens e, com elas, inicia o Projeto das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Numa situação social de desemprego em que o maior número de nascimentos eram de mães solteiras, abre um pensionato para abrigar empregadas domésticas, visando à orientação e à assistência, prevenindo-as da prostituição e demais desigualdades sociais.

Perseguida pelo contexto político-econômico de Viena e na necessidade de sair do país, planeja ir à América do Norte. Ao embarcar com 21 companheiras, quis as circunstâncias que viesse ao Brasil, sem conhecê-lo cultural e geograficamente. Conforme escreve uma de suas companheiras: “Chegamos ao Rio de Janeiro, em novembro (09/11/1848), sem dinheiro, sem conhecimento de ninguém, sem saber a língua, com muita fome, mas cheias de confiança em Deus e em Nossa Senhora.” (Me. Isabel)

Numa época em que a mulher não tinha participação social, acesso ao saber e à Escola, ela se fez educadora e permitiu o estudo às meninas, em especial as órfãs e pobres.

Atenta à realidade, percebe outras necessidades da época, assumindo Asilos, Pensionatos. Por ocasião das epidemias: cólera e febre amarela e da Guerra do Paraguai, assume atividades em enfermarias e Hospitais.

Diante de uma sociedade que mantém o regime de escravidão, Bárbara não aceita pessoas trabalharem em condição de escravas junto às Irmãs. Todas realizam os mesmos serviços e têm os mesmos direitos numa relação de igualdade e partilha.

Bárbara, mulher de fé, discerne a realidade, tomando iniciativas de não mais realizar tarefas quando estas não ajudam no modo de vida exigido pelo Projeto Congregacional. “… não creio que haja autoridade na terra que me possa obrigar a fazer coisa alguma contra minha consciência. Não somos escravas, Senhor Administrador. Somos livres pela misericórdia de Deus.” (B.Maix)

Num contexto em que as Ordens Religiosas eram de estilo puramente contemplativo, Bárbara apresenta uma inovação: uma forma de Vida Consagrada projetada para o trabalho leigo e social. Este modelo de Vida Religiosa era novo tanto para a Igreja como para o Governo. Funda a primeira Congregação feminina de vida ativa no Brasil.Com perspicaz inteligência, abre novos caminhos, supera obstáculos e posiciona-se com firmeza diante da orfandade, da opressão e do autoritarismo da época.

A vida de Bárbara Maix foi duramente marcada pelo sofrimento e dificuldades de toda sorte: econômica, espiritual, vida comunitária e realização da missão. Faleceu no dia 17 de março de 1873, deixando como herança às suas Irmãs o Perdão.


Algumas frases de Bárbara Maix:

“Dizei muitas vezes: Meu Jesus, aqui estou. Fazei de mim o que vos aprouver! outra coisa eu não quero a não ser cumprir a vossa Santíssima Vontade!” (03.04.1860)

“Deus não permitirá que sejamos iludidas em nossa confiança“ (junho-1866)

“Assim como o corpo tão somente recebe o seu vigor, porte e beleza quando todos os membros prestam o seu auxilio mútuo, assim uma comunidade adquire a sua beleza, vigor e poder, somente quando o amor fraterno impulsiona os membros a doar-se mutuamente.” (14.10.1869)

“Depois de horas sombrias, vêm horas alegres” (14.09.1871)

“A SS. Trindade iniciou a obra da fundação e há de completá-la. E porque é de Deus e não minha, não importa nada se ele deixa que tudo seja, aparentemente, aniquilado, porque em sua onipotência,com um só aceno, a reerguerá.” (19.02.1872)

“Mostremos com nosso exemplo, aquilo que com palavras ensinamos”’

Fonte:http://www.icm-sec.org.br/seduc.htm

UMA HISTÓRIA QUE SE FAZ VIDA…

Bárbara Maix, fundadora da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, nasceu em Viena, na Áustria. Devido à perseguição religiosa movida pela revolução de 1848, Bárbara embarcou para o Brasil com mais 21 companheiras, chegando ao Rio de Janeiro depois de 57 dias de viagem. No dia 8 de maio de 1849, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, no Rio de Janeiro – RJ.

A primeira semente de vida foi lançada no dia 08 de maio de 1843, em solo vienense. Enquanto o grupo de jovens realizava atividades manuais, Bárbara ia externando, às suas companheiras, o desejo de fundar uma Congregação de Irmãs para dedicar-se à educação de meninas e assistência às jovens desempregadas. Cultivando a fé cristã recebida da família, freqüentava a Igreja Maria da Escada, Igreja dos pescadores, localizada às margens do Rio Danúbio.

A situação sócio-político-cultural-religiosa de Viena e de toda a Europa era de tensão e conflito pela difusão das idéias liberais, provindas da Revolução Francesa. Em Viena, irrompe a revolução Josefinista contrária às Ordens Religiosas, que provoca a expulsão de Bárbara e suas companheiras, as quais pretendiam estabelecer-se na América do Norte. Enquanto aguardavam, no Porto de Hamburgo, um navio que as transportasse para esse país, aportou um barco com destino ao Brasil. Entendeu Bárbara ser esta a Vontade de Deus: decidiu partir. Era dia 15 de setembro de 1848.

Tendo presente este panorama, no qual foram implantadas as raízes iniciais, a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria foi fundada, oficialmente, no Brasil em 08 de maio de 1849, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

No Brasil, Bárbara encontrou um contexto de escravidão. Aos poucos se fazia também sentir a nova ordem mundial que ia se estabelecendo: o capitalismo e o liberalismo, com o advento do operariado. A indústria se acelerou e marcou a história como a era da industrialização.

Atualmente, precisamos redescobrir a missão que Bárbara nos legou, cultivar uma postura de fidelidade criativa ao Carisma fundacional – “Busca contínua da Vontade de Deus, caracterizada pelo seguimento radical a Jesus Cristo, que veio para cumprir os desígnios do Pai. Supõe uma atitude de total e permanente disponibilidade aos apelos da Igreja em cada momento histórico”. (Constituições 1987)

A missão da Vida Consagrada nasce no coração da Trindade: no amor do Pai que nos torna filhas, no amor de Jesus que nos torna Irmãs e no Espírito Santo que nos convoca à comunhão de vida com Deus e à participação fraterna na comunidade humana.Olhando às Pessoas da Santíssima Trindade, especialmente Jesus, o revelador do Projeto do Pai por meio do Espírito Santo, nossa missão é o compromisso com a VIDA. Percebendo a realidade do povo, comprometemo-nos com os pobres, buscando resgatar e defender a dignidade da pessoa, promovendo-a em comunidade.

Fonte: http://www.icm-sec.org.br/site/institucional.php?id=1

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2008/documents/ns_lit_doc_2008_beatificazioni-approvate_it.html

ORAÇÃO

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes BÁRBARA MAIX para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a GRAÇA de que tanto precisamos…

Pedimos, também, por intermédio do Imaculado Coração de Maria, a Beatificação de Vossa fiel serva. Amém!

Ave Maria…

Abaixo notícia a respeito da beatificação de Madre Bárbara Maix:


"Cerimônia de beatificação de Madre Bárbara provoca mudanças no trânsito da Capital


Evento deve levar milhares hoje ao Gigantinho

Juliana Bublitz
juliana.bublitz@zerohora.com.br

A cerimônia de beatificação de Madre Bárbara provoca mudanças no trânsito da Capital. Desde as 7h deste sábado, o trecho da Avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) entre a Avenida Ipiranga e o Parque Gigante está bloqueado.

O local será usado como estacionamento para os ônibus. A alternativa para quem se dirige da Zona Sul ao Centro ou vice-versa é a Avenida Padre Cacique, onde o trânsito estará liberado. Os portões serão abertos às 10h30min.

Cerimônia reunirá milhares de pessoas

Religiosos de todo o Rio Grande do Sul viverão hoje, em Porto Alegre, um dia histórico. Pela primeira vez, a Capital será palco de um dos mais importantes ritos da Igreja Católica: uma cerimônia de beatificação, que terá como protagonista Madre Bárbara Maix, austríaca de nascimento e gaúcha de coração, cuja fama de protetora de órfãos, mulheres e pobres se espalhou pelo país e pelo mundo.

Morta em março de 1873, Madre Bárbara viveu por 14 anos na cidade que hoje a consagrará beata. Da Capital, a irmã comandou asilos, orfanatos, pensionatos e escolas da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Também foi em Porto Alegre, sede da entidade no Estado, que ganhou força a luta por sua beatificação – o primeiro passo rumo à santidade.

— Foram 20 anos de muito trabalho, com a ajuda de muita gente. Com a confirmação do Vaticano, sinto que estamos realizando nossa missão — afirma a irmã Gentila Richetti, postuladora da causa.

Hoje, a partir das 13h30min, o sonho de Gentila finalmente se tornará realidade. Mais de 15 mil pessoas são esperadas no ginásio Gigantinho, onde uma megaestrutura foi montada para dar à celebração a solenidade que merece. Das estolas que serão usadas por 319 padres – especialmente confeccionadas para a data – aos ornamentos enfeitando o altar, tudo foi pensado nos mínimos detalhes. Haverá, inclusive, dois telões do lado de fora, para que ninguém deixe de acompanhar o evento.

Mais do que uma missa tradicional, a cerimônia incluirá o que os católicos chamam de Rito de Beatificação. Comandado por dom Lorenzo Baldisseri, Núncio Apostólico da Igreja no Brasil, e dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, o ritual culminará com a leitura de uma carta do Papa Bento XVI.

O documento confirmará o milagre atribuído a Bárbara – ela seria responsável pela cura de um menino atingido por uma panela de água fervente em 1944 – e consagrará a irmã como bem-aventurada. Antes e depois da oficialização, estão programadas algumas surpresas, preparadas cuidadosamente pela congregação.

— Não podemos contar tudo para não estragar a festa, mas, com certeza, muita gente vai se emocionar — diz Gentila.

Gigantinho transformado para evento

Em homenagem a Madre Bárbara, o ginásio Gigantinho passou por uma transformação ontem, na Capital. Durante todo o dia, integrantes da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria trabalharam na ornamentação do espaço onde será celebrada a beatificação.

Montado sobre o palco, em uma das extremidades do ginásio, o altar recebeu cortinas brancas, flores em tons claros, velas, crucifixo e iluminação especial.

Nas proximidades, foi disposta uma vela principal que chama a atenção pela beleza. Com 80 centímetros de altura e 15 centímetros de diâmetro, o objeto traz uma imagem da beata.

– Essa vela foi feita especialmente por irmãs carmelitas – contou a irmã Élida Debastiani, coordenadora da equipe de liturgia.

Além do trabalho de ornamentação, do qual participaram mais de 15 freiras, o ginásio recebeu mais de 300 crianças ligadas a obras da congregação. O grupo ensaiou para as apresentações artísticas que antecederão o Rito de Beatificação.

Quem foi Madre Bárbara

- Bárbara Maix nasceu em 27 de junho de 1818, na Áustria. Era de família pobre e, aos 15 anos, ficou órfã.

- Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1848 e, um ano depois, fundou a Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

- Em 1856, transferiu-se para Porto Alegre, onde acolheu as crianças da Roda dos Expostos da Santa Casa – onde mães deixavam filhos recém-nascidos rejeitados.

- Da Capital, por 14 anos, comandou asilos, orfanatos, pensionatos e escolas da congregação pelo Estado.

- No fim da vida, voltou ao Rio para assumir a sua última missão.

- Morreu em 17 de março de 1873, aos 54 anos.

O MILAGRE

- Na manhã de 10 de julho de 1944, um acidente doméstico mudou a vida de uma família de São Sebastião do Caí.

- Aos quatro anos, o menino Onorino Ecker foi atingido por uma panela com água fervente.

- No hospital, os médicos desenganaram o menino.

- Uma das irmãs do Imaculado Coração de Maria começou uma novena com os parentes da criança, pedindo ajuda a Madre Bárbara Maix. Quinze dias depois, o menino deixou o hospital, curado.

- O milagre atribuído a ela passou por uma bateria de análises médicas e teológicas até ser referendado pelo Vaticano."

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3100778.xml

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Mais informações:

Beata Bárbara Maix
(27/jun/1818 - †17/mar/1873)

Religiosa e fundadora da congregação das irmãs do Imaculado Coração de Maria

Bárbara nasceu em Viena, Áustria, filha de José Maix[1] e Rosália Mauritz. Cresceu num lar muito pobre, solidamente edificado na fé cristã. Seu pai era camareiro do Imperador no palácio de Schonbrunn, mas a família vivia na miséria. A desnutrição ocasionou a morte de vários filhos do casal. Seus pais, porém, transmitiram a Bárbara o espírito de luta e coragem.

Aos 15 anos ela ficou órfã de pai e mãe. As 5 irmãs perderam inclusive a casa em que viviam. Enfrentando a vida praticamente sozinha, fez curso de modista, habilitando-se a ensinar corte e costura, bordado e artes femininas. Passava horas inteiras em oração na Igreja de Nossa Senhora da Escada, onde, à luz da pregação dos padres redentoristas, percebeu a necessidade de se empenhar na solução dos graves problemas sociais de Viena. Pensou em fundar a Congregação do Sagrado Coração de Maria, e em 1843 abriu uma pensão destinada a acolher moças desempregadas. Com Bárbara já estavam reunidas 18 congregadas, sob a orientação espiritual e apoio do Pe. João Nepomuceno Pöckl, redentorista.

Em 1848 explodiu a revolução liberal em Viena, perseguindo a Igreja e associações religiosas. Bárbara e suas companheiras foram obrigadas a abandonar sua residência. Dispôs-se a ir para a América do Norte. Reuniu 21 companheiras. Enquanto aguardavam, no porto de Hamburgo, aportou um barco com destino ao Brasil, e entendeu Bárbara ser esta a Vontade de Deus. Decidiu partir, e acompanhou-as o Pe. Pöckl, que também tencionava fundar a Congregação dos Irmãos do Sagrado Coração de Maria, e mais dois jovens da família Hamberger.

Chegaram ao Rio de Janeiro em 9 de novembro, “sem dinheiro, sem conhecimento de ninguém, sem saber a língua, com muita fome, mas cheias de confiança em Deus e em Nossa Senhora”, escreveu Isabel, uma das congregadas. A pedido de Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Bispo do Rio de Janeiro, foram acolhidas pelas Irmãs Concepcionistas por seis meses. Particularmente, preparavam-se para o dia da vestição religiosa, que ficou marcada para o dia 8 de maio de 1849. Emitiram os votos religiosos e ficou ereta, juridicamente, a Congregação do Sagrado Coração de Maria, já com 22 membros. Me. Bárbara recebeu o nome religioso de Me. Maria Bárbara da Santíssima Trindade.

Bárbara sentia-se comprometida com os pobres e necessitados. Acolhiam mulheres que procuravam asilo, dedicavam-se à educação das jovens mais abandonadas e cuidavam dos doentes. As primeiras experiências de trabalho pastoral junto ao povo foram nos colégios, e ocorreram em circunstâncias adversas para a Congregação. Eram pobres, não tinham casa própria, experimentavam muitas privações e insegurança.

A Vontade de Deus norteava a vida de Bárbara, e estava sempre aberta para entender o que Deus pedia a ela. Assim, devido ao problema da orfandade no Brasil, que ia se agravando em conseqüência das epidemias e da Guerra do Paraguai, Madre Bárbara passou a prestar serviço em diversos Asilos do Império: em Niterói (RJ), Pelotas e Porto Alegre (RS). As Irmãs cuidavam também dos empestados e vítimas da guerra.

Foram grandes e incontáveis os sofrimentos da Fundadora. Nos Asilos mantidos por sociedades leigas, pertencentes à maçonaria, Bárbara sofreu toda sorte de hostilidade. Lutas e contradições, dificuldades de toda espécie foram, aos poucos, consolidando e definindo posições das Irmãs com relação à Fundadora. Um grupo de Irmãs do Asilo de Pelotas, influenciado e apoiado pela Diretoria, separou-se da Congregação.

Em Porto Alegre, algumas Irmãs apresentaram a Dom Sebastião Dias Laranjeira, Bispo do Rio Grande do Sul, acusações contra a Fundadora, ocasionando a visita canônica ao Asilo Providência, onde residia Madre Bárbara. Críticas infundadas e calúnias difamaram a fundadora e as irmãs que lhe eram fiéis. Bárbara sofreu muito. Na sua simplicidade e humildade, aceitou mais essa provação e deixou Porto Alegre. Nas suas cartas ofereceu a todas o seu perdão.

Em 31 de dezembro de 1870, Bárbara partiu para o Rio de Janeiro, onde assumiu a Escola Doméstica, destinada a acolher moças órfãs, e aí permaneceu até um mês antes de sua morte. Faleceu em Catumbi (RJ), onde morava com quatro Irmãs, numa casa emprestada. Era de saúde frágil, sofria da asma e do coração. No dia 17 de março de 1873, sentiu-se mal após a missa, e acompanhada por uma irmã, sentou-se em sua cadeira de braços onde muitas vezes passava as noites nos momentos de crise, e faleceu com um sorriso nos lábios, um sorriso de paz. Tinha 55 anos. Sua fé foi imbatível. Deixou o perdão como herança, e a todos o perfume da sua santidade.

A partir de então suas acusadoras começaram a reconhecer suas virtudes e penitenciar-se pelo mal cometido contra ela. Algum tempo após sua morte forma encontradas entre suas correspondências, as cartas datadas de 1872, e que Madre Jacinta havia escrito às autoridades eclesiásticas e ao Imperador contando toda a verdade sobre o acontecido e retratando-se, pedindo perdão à fundadora. Madre Bárbara guardara estas cartas, que depois de lidas pelas autoridades lhe foram entregues, para evitar a humilhação de suas filhas perante a Igreja e o governo Imperial.

Praticou, heroicamente, todas as virtudes com fidelidade e constância até a morte, buscando sempre e em tudo a Vontade de Deus, servindo-se de todos os meios para corresponder-Lhe. Era devotíssima da Santíssima Trindade, em cujo nome abençoava as Irmãs. Amava a Eucaristia e passava horas e horas diante do sacrário. A palavra de Deus era todo o seu sustento e alegria. Com grande docilidade deixava-se conduzir pelo Espírito Santo. Seu amor à Mãe de Deus era tal que dedicou a Congregação ao seu Coração. Desde a infância, nutriu especial devoção ao Menino Jesus. Perdoava a todos com todo o gosto e consolo do coração. Alegrava-se no sofrimento por imitar a Jesus Crucificado. Mostrou-se sempre filha obediente e fiel à Igreja e ao Santo Padre, dócil e reverente aos Srs. Bispos e Sacerdotes. Viveu sua consagração religiosa de modo perfeito e exemplar. Abandonada em Deus, vigiava para não ofender a Divina Majestade com o mínimo ato de imperfeição. Buscou, incessantemente a Deus e Sua Glória.

Aparentemente sua vida foi um fracasso, mas ela simplesmente imitava a Cristo Crucificado. Tinha certeza, como demonstram suas cartas, que Deus tinha fundado a sua Congregação, e apesar de ela parecer aniquilada, com um só aceno a reergueria. Como Cristo ressuscitou, sua Congregação também, e ela prosperou e se expandiu. Presente em 15 estados do Brasil, encontra-se também no Haiti, Moçambique, Paraguai, Venezuela, Bolívia e Itália.

Oração

Deus, Pai de bondade e misericórdia, que escolhestes Bárbara Maix para cumprir sempre e em tudo a Vossa Vontade, especialmente junto aos mais necessitados, concedei-nos, Vós que conheceis nossas esperanças e sofrimentos, a Graça de que tanto precisamos...Pedimos, também, por intermédio do Imaculado Coração de Maria, a Beatificação de Vossa fiel serva. Amém!

Ave-Maria...

Dies natalis: 17 de março

Restos Mortais: trasladados do Rio de Janeiro para Porto Alegre, RS, em 1957; aos 20/nov/1987 foi inumada na Capela São Rafael, do Instituto Coração de Maria (Rua Riachuelo, 508).

Causa de Canonização: sediada na Arquidiocese de Porto Alegre (competentia fori transferida da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro). Ator: Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria.

Processo informativo diocesano iniciado em 19/jun/1993 e encerrado em 29/nov/1996. Decreto de validade e nomeação do relator em 15/mai/1998. Publicação da Positio em 16/out/2002. Aprovação da Comissão Histórica em 29/abr/2003. Decreto das Virtudes Heróicas em 3/julho/2008. Decreto sobre o Milagre em 27/março/2010. Beatificação em 06/novembro/2010. Postuladora: Ir. Gentila Richetti, ICM (formacao@cpovo.net).

Bibliografia sobre a SD. Bárbara Maix:

Irmã Ignez CUNHA. Taça Aberta. Santa Maria (RS): Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 2ªed., 1982 (Biografia de Me. Bárbara)

Pediram...e Alcançaram. Porto Alegre: Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 1996 (resumos de relatos de graças alcançadas pela intercessão de Me. Bárbara de 1947 a 1995)

Pediram...e Alcançaram - 2o. Volume. Porto Alegre: Publicação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, 2005 (resumos de relatos de graças alcançadas pela intercessão de Me. Bárbara de 1995 a 2004).

Site Oficial da Congr. das Irmãs do Imaculado Coração de Maria: http://www.icm-sec.org.br/

Para comunicar graças alcançadas e maiores informações:

Sede Geral da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria

Ramiro Barcelos, 1001 – Bairro Independência

90035-005 – Porto Alegre – RS – Brasil. Tel.: (51) 3312-4600. E-mail: sede.geral@icm-sec.org.br

Blog da beatificação: http://barbaramaix.blogspot.com/




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