quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As Bem-Aventuranças!


1ª — Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino do Céu.

2ª — Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a Terra.

3ª — Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.

4ª — Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

5ª — Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia.

6ª — Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

7ª — Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.

8ª — Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino do Céu.

* * *
Jesus Cristo propôs as bem-aventuranças para fazer detestar as máximas do mundo e para convidar a amar e praticar as máximas de seu Evangelho.

O mundo chama bem-aventurados aqueles que abundam em riquezas e honras, que vivem alegremente e não têm nenhuma ocasião de sofrer.

Os pobres de espírito, segundo o Evangelho, são os que têm o coração desapegado das riquezas; delas fazem bom uso, se as possuem; não as procuram com solicitude, se não as têm; e sofrem com resignação sua perda, se lhes são tiradas.

Os mansos são aqueles que tratam o próximo com brandura e sofrem com paciência os defeitos e as ofensas que deles recebem, sem querela, ressentimento ou vingança.

Os que choram, e no entanto são chamados de bem-aventurados, são os que sofrem resignados as tribulações e se afligem pelos pecados cometidos, pelos males e pelos escândalos que se vêem no mundo, pela ausência do paraíso e pelo perigo de perdê-lo.

Os que têm fome e sede de justiça são aqueles que desejam ardentemente progredir cada vez mais na graça divina e na prática das obras boas e virtuosas.

Os misericordiosos são aqueles que amam a Deus e, por amor de Deus, o próximo, compadecem-se das suas misérias espirituais e corporais e procuram socorrê-lo segundo as suas forças e o seu estado.

Os puros de coração são aqueles que não têm nenhum afeto ao pecado, se afastam dele e evitam sobretudo toda sorte de impureza.

Os pacíficos são aqueles que conservam a paz com o próximo e consigo mesmos e procuram estabelecer a paz entre aqueles que estão em discórdia*.

Os que sofrem perseguição por amor da justiça são aqueles que suportam com paciência os escárnios, censuras e perseguições por causa da Fé e da lei de Jesus Cristo.

Os diversos prêmios prometidos por Jesus Cristo nas bem-aventuranças significam todos, sob diversos nomes, a glória eterna do Céu.

As bem-aventuranças não nos alcançam somente a eterna glória do paraíso, mas são também meios de conduzir neste mundo uma vida feliz, tanto quanto possível.

Certamente os que seguem as bem-aventuranças recebem já alguma recompensa ainda nesta vida, porque gozam de uma paz e um contentamento internos que são o princípio, embora imperfeito, da felicidade eterna.

Os que seguem as máximas do mundo não são felizes, porque não têm a verdadeira paz de alma e correm o perigo de se condenar.
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Traduzido do Catechismo Maggiore promulgato da San Pio X, Roma, Tipografia Vaticana, 1905, Edizione Ares, Milano, pp. 212-215.

*Evidentemente não se trata de uma paz a qualquer preço, mas sim daquela que é fruto da justiça. Dando-se a Deus o louvor que Ele merece, e a cada um o que é seu, age-se com justiça e se obtém a paz. De um mundo baseado nas ofensas a Deus, como o nosso, não se pode esperar uma paz verdadeira.
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AS BEM-AVENTURANÇAS DE UMA CASA

1) Bem-aventurada a casa onde se reza, porque Deus habitará dentro dela.

2) Bem-aventurada a casa onde se guardam as festas, porque seus moradores tomarão parte nas festas do céu.

3) Bem-aventurada a casa de onde se não sai para frequentar diversões mundanas, porque nela reinará a alegria cristã.

4) Bem-aventurada a casa cujos filhos são logo batizados, porque nela se criarão bem-aventurados para o céu.

5) Bem-aventurada a casa na qual se pratica a caridade para com os pobres, porque o trabalho de seus moradores será abençoado por Deus.

6) Bem-aventurada a casa onde os que morrem recebem os santos sacramentos, porque sua morte será tranquila e cheia de esperanças.

7) Bem-aventurada a casa onde se ama a doutrina cristã, porque nela jamais faltarão as consolações da religião.

8) Bem-aventurada a casa na qual pais e filhos mutuamente se edificam pelos exemplos de virtude, porque a felicidade e o contentamento aí morarão também.

(As três chamas do lar, Pe. Geraldo Pires de Sousa, p.374-375)


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