quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Campanha Nacional da RCC contra a Descriminalização do Aborto!


"Não vos conformeis com este mundo. Mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito. Para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito." (Romanos I 2,2)

Quem medita a Palavra com um mínimo de amor e resposabilidade, lembra que o Senhor falou expressamente "Eu vim para que todos tenham vida, e que a tenham em abundância". Portanto, não é preciso muito esforço para discernir qual a vontade de Deus a respeito do aborto.

Que cada cristão seja um defensor da vida, ainda que isso nos custe o escárnio e a ridicularização.

É muito bom ser perseguido por amor a Deus. E, hoje, as perseguições contra a fé cristã (católica e evangélica) concentram-se na ridicularização.

Não nos conformamos com a insensibilidade do homem moderno, com a falta de cuidado e de amor às outras pessoas. Não se pode admitir que a vida humana seja espezinhada dessa forma, com seres humanos sendo lançados nas privadas e latrinas, como se fossem o escremento da Criação.

Feliz aquele que crê, e se deixa transformar pela ação do Espírito Santo, pois todos prestaremos contas ao Senhor da vida. O fato de alguém se dizer ateu não o dispensa de cumprir a Lei, Deus é concreto, e todos serão chamados a prestar as devidas contas, "Porque teremos de comparecer diante do tribunal de Cristo. Ali cada um receberá o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito enquanto estava no corpo. " (II Cor. 5, 10).

Não digas: "- A vida é minha, dela faço o que quero!". Isso não é verdade. Somos administradores da vida, e prestaremos - com toda certeza - contas a Nosso Senhor!

Defendamos a vida sempre.

A Paz de Jesus a todos os nossos leitores...

Grupo Água Viva.


domingo, 26 de setembro de 2010

Fotos do Cenáculo em Lagoa Vermelha/RS - Um Momento Abençoado!


Cenáculo em Lagoa Vermelha/RS.



Salão Comunitário da Igreja São Paulo Apóstolo contou com boa participação.



Padre João Batista Ferreira - Paróquia da Glória, Porto Alegre/RS


Momento do passeio eucarístico.

Padre João Batista Ferreira durante o passeio eucarístico.




sábado, 25 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Filme de Padre Pio -

Olá amigos do Grupo Água Viva. Vejam só o que o criado de vocês aqui encontrou, que preciosidade, que tesouro.

O Filme de Padre Pio. Para assistir direto no blog....

Bom Proveito.


Exame de Consciência - Preparando-se para a Confissão.


COMO SE PREPARAR PARA UMA BOA CONFISSÃO


Muitas confissões não são frutuosas por uma série de motivos. Entre os princípios está a forma superficial como algumas pessoas confessam. Toda confissão exige uma preparação feita com oração e um bom exame de consciência: "... prepara-te... para sair ao encontro de ter Deus" (Am 4,12).

PREPARAÇÃO COM A ORAÇÃO

1. O Local: escolha um lugar tranqüilo para passar um tempo a sós com o Senhor. Se possível, diante do sacrário.

2. A Oração: tenha presente que a finalidade é preparar-se para uma confissão frutuosa. Se estiver diante do sacrário, fique olhando para Ele sem se preocupar com as palavras. Sinta a presença de vida a brotar desse lugar santo.

Caso esteja em qualquer outro lugar, não tenha pressa em fazer a oração. Feche seus olhos, enxergue Jesus sorrindo para você e iluminando-o com sua luz.

A seguir, abra seu coração em agradecimento ao Senhor pela oportunidade de poder renovar Seu perdão em sua vida. Você pode agradecer lembrando fatos do passado em que sentiu a cura de Deus, assim como as bênçãos recebidas desde a sua última confissão.

O passo seguinte é pedir para fazer um bom exame de consciência.

3. Procurar um sacerdote para fazer uma boa confissão. Ao terminar a confissão, não tenha pressa em retornar as atividades. Permaneça alguns instantes agradecendo pelo perdão recebido, e se houver algo a ser reparado por palavras e atitudes, faça-o sem demora.

No caso de problemas de relacionamento, ore para que o Senhor tire os efeitos das feridas emocionais, sem ficar buscando culpados. Também interceda pelas pessoas que o magoaram ou que você magoou. Peça o auxílio da graça para que o perdão da confissão vá curando as faltas e defeitos confessados.

SUGESTÃO DE UM BREVE EXAME DE CONSCIÊNCIA

1. Mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas".

Tenho dado tempo em meu dia para Deus, buscando-o pela oração, lendo sua Palavra, oferecendo-lhe meus trabalhos e evitando todo mal?

2. Mandamento: "Não tomar seu santo nome em vão".

Sou dado a usar o nome de Deus de qualquer modo? Tenho blasfemado ou feito juramentos falsos? Fiz promessas e não cumpri?

3. Mandamento: "Guardar domingos e festas".

Tenho honrado o dia do Senhor e os dias santificados participando da santa missa, ou tenho trocado por outros compromissos?

4. Mandamento: "Honrar pai e mãe".

Tenho amado os meus pais, independentemente de seus aparentes defeitos? Sendo necessário, tenho colaborado com suas necessidades materiais e espirituais?

5. Mandamento: "Não matar".

Tenho prejudicado a vida, a integridade física, fama ou honra do próximo... Tenho aconselhado ou praticado o aborto? Tenho guardado rancor?

6. Mandamento: "Não pecar contra a castidade".

Tenho consentido em meus pensamentos ou desejos? Respeitei meu corpo ou o corpo de outras pessoas como templo do Espírito Santo?

7. Mandamento: "Não furtar."

Tenho roubado, prejudicado no trabalho ou negócios ou desejado injustamente os bens do próximo?

8. Mandamento: "Não levantar falso testemunho".

Tenho sido leal e verdadeiro? Ou prejudicado os outros com palavras falsas, calúnias, fofocas, juízos temerários, violação de segredo?

9. Mandamento: "Não desejar a mulher do próximo."

Tenho sido fiel a meu esposo ou esposa em meus desejos e relações com os outros?

10. Mandamento: "Não cobiçar as coisas alheias".

Tenho sido dominado pela ambição desregrada, a ponto de usar meios desonestos para alcançar alguma vantagem financeira? Tenho sentido inveja do progresso do meu próximo?

A Devoção das Três Ave-Marias


DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA


Dos vários meios de salvação que Deus, Jesus Cristo e a Igreja, inspirada pelo Espírito Santo, colocaram ao nosso alcance, um dos mais eficazes e dos mais infalíveis ë sem dúvida a devoção à Santíssima Virgem, Mãe de Jesus Cristo, Nosso Senhor. Todos os Papas, todos os santos e santas e todos os Doutores da Igreja são unânimes em afirmar que a intercessão de Maria junto de Deus á tão verdadeira que, antes de orarmos, já a nossa prece foi atendida. Pois, como Santo Afonso Maria de Ligório afirmara: "Um servo devoto de Maria nunca perecerá." Mas é necessário perseverar com fidelidade na devoção a Nossa Senhora, sempre e até à morte. Nunca deixando de acreditar e de a ela recorrer.

A oração da Ave-Maria é muito antiga, assim como a devoção a Nossa Senhora. Desde sempre que os cristãos, na sua tradição, veneram Maria, e com razão, pois as preces e intercessões são sempre por ela atendidas com amor, e sempre segundo a vontade de Deus. Orar a Maria é por isso considerado um dos meios mais eficientes para se chegar a Jesus Cristo, nossa salvação e vida eterna, como o bom Papa João Paulo II afirmara: "de fato, se Jesus, único Mediador, é o Caminho da nossa oração, Maria, pura transparência d'Ele, mostra o Caminho." (Rosarium Virginis Mariae - § 16)

O Papa Urbano II (século xi), piedoso devoto da Virgem Mãe, também decretou no ano de 1095, que se devia rezar a oração da Ave-Maria três vezes ao dia. E ordenou também que se tocassem os sinos nas igrejas no início destes momentos, para lembrar aos fiéis a oração que iria começar. Ainda hoje, constatamos que muitas igrejas mantêm o toque tradicional das Ave-Maria.

A Virgem Maria revelou a devoção das três Ave-Matia a Matilde de Helfta, que viveu no Mosteiro de Rodardesdorf Alemanha, desde os sete anos de idade. A prece piedosa das três Ave-Maria, praticada por esta santa, foi então transmitida logo desde o sáculo xiii, através do livro Revelações, que ela deixou sobre a sua vida, expressando uma grande riqueza espiritual, e nele diz-nos que o melhor uso das mãos é para orar e escrever. No livro, Matilde narra também que nas suas preces à Virgem, pedia sempre amparo na hora da sua morte. Então, certa noite, a Virgem Maria apareceu-lhe em sonhos e tranqüilizou dizendo para rezar todos os dias três Ave Maria em louvor à Santíssima Trindade: a primeira em honra do Pai, a segunda em honra do Filho e a terceira em honra do Espírito Santo. Assim, ela asseguraria a sua hora final para a vida eterna, cheia de paz e de santa serenidade.

Nas Revelações de Santa Gertrudes, irmã de Matilde, também está escrito:

Enquanto esta santa cantava a Ave-Maria nos cantos matinais da Anunciação, viu subitamente três chamas brilhantes brotarem do Coração do Pai, do Filho e do Espírito Santo, as quais penetraram o Coração da Santíssima Virgem.

E logo escutou as seguintes palavras:

Depois do Poder do Pai, da Sabedoria do Filho e da Ternura misericordiosa do Espírito Santo, nada se aproxima do Poder, da Sabedoria e da Ternura misericordiosa de Maria.

A REVELAÇÃO DA DEVOÇÃO DAS TRÊS AVE-MARIA

Santa Matilde presenciou várias aparições de Jesus e de Maria. E apesar da sua penitência e oração, ela temia o momento da morte. Por isso rezava a Nossa Senhora pedindo-lhe que a assistisse nessa hora derradeira. Então, no ano de 1285, a Virgem Maria apareceu-lhe e consolou-a dizendo:

Sim, farei aquilo que me pedes, minha filha, porém peço-te que rezes diariamente três Ave-Maria:

Primeira Ave-Maria, para agradecer ao Pai Eterno por me ter feito onipotente no céu e na terra;

Segunda Ave-Maria, para honrar o Filho de Deus, por me ter dado tamanha ciência e sabedoria, que ultrapassa aquela de todos os santos e de todos os anjos, e por me ter dotado de tanto esplendor de poder iluminar, como o sol resplandece, todo o Paraíso;

Terceira Ave-Maria, para honrar o Espírito Santo, por ter acendido no meu coração as chamas mais ardentes do seu amor e por me ter feito bondosa e benigna, de ser, depois de Deus, a mais doce e a mais misericordiosa.

A Virgem Maria disse também depois:

Na hora da morte eu:

Estarei presente para te confortar e afastar de ti -qualquer força diabólica;

Infundirei em ti a luz da fé e do conhecimento, a fim de que a tua fé não venha a ser prejudicada pela ignorância;

Assistir-te-ei, na hora da morte, infundindo na tua alma, a suavidade do Divino Amor, a fim de que prevaleça em ti para converter toda a pena e amargura da morte em grande suavidade.

DEVOÇÃO DAS TRES AVE-MARIA

Anos depois de esta revelação ter ocorrido, Santo António de Lisboa foi pioneiro na prática da devoção das três Ave Maria e na sua transmissão a todos os que lhe estavam próximos. A sua principal vontade era a de dignificar a Imaculada Virgindade de Maria e assim manter a pureza natural e perfeita da mente, do coração, e do corpo de todos os que vivem no meio das tentações do mundo, tal como ele assim o verificou com a sua santificação.

Muitos outros também têm recebido as graças que esta devoção favorece e assim dão testemunho.

No século XVI, foi um santo franciscano, São Leonardo de Porto Maurício - grande pregador missionário e muito devoto da Virgem Maria quem contribuiu muito para a transmissão da devoção das três Ave-Maria. Ele próprio rezava esta oração de manhã e à noite em honra de Maria Imaculada, para obter a graça de evitar todos os pecados mortais. E como as suas preces eram sempre atendidas pela Virgem Maria, São Leonardo prometeu de um modo especial a salvação eterna a todos os que permanecessem fiéis a esta prática, recomendando a todos esta santa prática: ((aos piedosos e aos pecadores, aos jovens e aos velhos.»

Santo Afonso Maria de Ligório será também um dos mais convictos seguidores desta santa devoção, e engrandeceu-a entusiasticamente transmitindo-a a todos os que se cruzaram com ele. Não só a recomendava, como a tornou condição necessária para penitência a todos os que não tivessem adoptado este bom costume. Santo

Afonso Maria de Ligório aconselhou ainda de forma especial os sacerdotes e confessores a assegurarem-se de que as crianças ao seu cuidado rezassem duas vezes estas três Ave-Maria, de manhã e a noite.

No século XVIII, será o Santo Cura d'Ars quem servirá de arauto da devoção das três Ave-Marias, utilizando-a para incentivar e santificar a vida dos seus fiéis, que ao início pouco freqüentavam a missa dominical.

Assim, esta santa devoção, é benéfica para todos, inclusive para os religiosos consagrados a Deus, que certamente obterão dela muitos frutos preciosos e santificantes.

Ao longo da sua historia, são muitos os exemplos que nos demonstram quão agradável é à Mãe de Deus a de~voção das três Ave-Maria, pois obtêm-se muitas graças especiais durante a vida e principalmente na hora da morte. Sobretudo para aqueles que a rezem todos os dias, sem excepção.

AS TRES AVE-MARIA

Como Santa Matilde suplicava à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu o que Nossa Senhora lhe disse:

Sim eu o farei; mas quero que por tua parte me rezes diariamente três Ave-Maria.

Na primeira Ave-Maria, pedirás que assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo-me a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra, para te fortificar e te afastar de todo o poder inimigo.

Na segunda Ave-Maria, pedir-me-ás que assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria, em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santissimn. Trindade que todos os santos, assim eu te assista na passagem da morte, para encher a tua alma com as luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e da ignorância.

Na terceira Ave-Maria, pedirás que assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras do seu amor, e me tem feito tão amável que, depois de Deus Trindade, sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte, enchendo a tua alma de tal suavidade de amor divino, que toda a pena e amargura da morte se converta para ti em delícias.

MODE DE PRATICAR ESTA DEVOÇÃO

Todos os dias, rezar o seguinte:

Maria, minha Mãe; livrai-me de cair em pecado mortal!

1- Pelo Poder que te concedeu o Pai Eterno.

Rezar uma Ave-Maria.

2- Pela Sabedoria que te concedeu o Filho.

Rezar uma Ave-Maria

3- Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo.

Rezar uma Ave-Maria.

Esta santa oração poder-se-á rezar mais do que urna vez por dia. De acordo com vários santos, recomenda-se duas vezes por dia - de manhã e à noite.

ATO DE CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do Paraíso, Filha do Pai Eterno, e Vos consagro a minha alma com todas as suas faculdades.

Ave-Maria, cheia de graça,

o Senhor é convosco,

bendita sois Vós entre as mulheres,

e bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mâe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amém.

Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do Paraíso,caríssima Mãe do Filho de Deus, e Vos consagro o meu corpo com todos os seus sentidos.

Ave-Maria...

Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do Paraíso, caríssima Esposa do Espírito Santo, e Vos consagro o meu coração com todos os seus afetos, e Vos rogo que obtenhais da Santíssima Trindade todas as graças necessárias para a minha salvação.

Ave-Maria...
Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/

O grande Valor da Comunhão Espiritual - Para Divorciados e Pessoas em Segunda União.



"A Igreja convida os divorciados recasados a unir-se a Cristo

A comunhão espiritual é um ato de desejo interior, consciencioso e sério, de receber a Sagrada Comunhão e, mais especificamente, de se unir ao Senhor. Ela pode ser feita por palavras ou por pensamentos interiores que nos levam a uma íntima união com Cristo, e Jesus não deixará de nos conceder as suas copiosas bênçãos.

Nos dias de hoje, pode-se fazer, com frequência, a comunhão espiritual como desejo de maior união e intimidade com Deus ao longo dos dias da nossa vida. Ela é e pode ser o único meio de união e intimidade com Deus para quem, por exemplo, não guardou uma hora de jejum eucarístico, vive numa situação de irregularidade perante a Igreja ou pratica outra religião.

A comunhão espiritual é o caminho para as pessoas que não podem recebê-la sacramentalmente na Missa, "mas podem recebê-la espriritualmente" na hora santa, ao entrar em uma igreja, quando estiver em casa ou no trabalho, ou nas situações de dificuldade pelas quais se passa na vida. "Senhor, que de Vós jamais me aparte" (Jo 6,35), pois, "Quem come deste pão viverá eternamente" (Jo 6,58).

É bom cultivar o desejo da plena união com Cristo através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II e recomendada por santos mestres de vida espiritual (SC,55). Uma visita ao Santíssimo Sacramento é uma boa oportunidade para se fazer essa comunhão.

a) nos Documentos da Igreja

Um dos melhores meios para os divorciados recasados participarem ativamente da comunidade cristã é, segundo o ensinamento da Igreja, a comunhão espiritual.

Que o magistério reconheça a relação entre a graça e a comunhão espiritual que se deduz especialmente do convite que a mesma Igreja faz aos divorciados recasados de unir-se a Cristo pela comunhão espiritual.

Mais ainda: "Os fiéis devem ser ajudados na compreensão mais profunda do valor da participação ao sacrifício de Cristo na Missa, da comunhão espiritual, da oração, da meditação da Palavra de Deus, das obras de caridade e de justiça" (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta aos Bispos,1994, n.6).

"A prática da comunhão espiritual, tão querida à tradição católica, poderia e deveria ser em maior medida promovida e explicada para ajudar os fiéis a melhor se comunicarem sacramentalmente, quer para servir de verdadeiro conforto a quantos não podem receber a comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, quer por várias razões. Pensamos que esta prática ajudaria as pessoas sozinhas, em particular os deficientes, idosos, presos e refugiados. Conhecemos - afirmam os bispos do Sínodo - a tristeza de quantos não podem ter acesso à comunhão sacramental devido a uma situação familiar sem conformidade com o mandamento do Senhor (cf. Mt 19, 3-9). Alguns divorciados que voltaram a casar-se aceitam com sofrimento o fato de não poderem receber a comunhão sacramental e oferecem-no a Deus. Outros não compreendem esta restrição e vivem uma frustração interior. Reafirmamos que, mesmo com irregularidade na sua situação (cf. CIC 2384), vocês não estão excluídos da vida da Igreja. Pedimos-lhes que participem na Santa Missa dominical e que se dediquem assiduamente à escuta da Palavra de Deus para que ela possa alimentar a sua vida de fé, caridade e partilha" (MENSAGEM DA XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO SÍNODO DOS BISPOS AO POVO DE DEUS. Cidade do Vaticano, 21 de outubro de 2005).

A Exortação Apostólica pós-sinodal "Sacramentum caritatis", de 22 de fevereiro de 2007, confirma: "Mesmo quando não for possível abeirar-se da comunhão sacramental, a participação na Santa Missa permanece necessária, válida, significativa e frutuosa; neste caso, é bom cultivar o desejo da plena união com Cristo, por exemplo, através da prática da comunhão espiritual, recordada por João Paulo II (170) e recomendada por santos mestres de vida espiritual" (171) SC,55).

b) Na teologia

É importante, segundo o padre G. Muraro redescobrir a doutrina do desejo do sacramento - através da comunhão espiritual - para continuar a presença de Jesus na vida dos divorciados. Ele apela ao antigo princípio, segundo o qual o caminho sacramental não esgota todos os caminhos da graça.

O lugar teológico de referência para entender este caminho alternativo se encontra em Santo Tomás , o qual trata da comunhão espiritual.

Segundo a explicação de Santo Tomás, a realidade do sacramento pode ser obtida antes da recepção ritual do mesmo sacramento, somente pelo fato que se desejar recebê-lo (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologicae, III, q. 80,a, 4).

O valor da comunhão espiritual como caminho extrasacramentário da graça encontra apoio no fato de que a Igreja "com firme confiança, crê que, mesmo aqueles afastatos do mandamento do Senhor e que vivem agora neste estado, poderão obter de Deus a graça da conversão e da salvação se perseverarem na oração, na penitência e na caridade FC 84" (cf. G. Muraro, I divorziati risposati nella comunitá cristiana, Cinisello Balsamo, Paoline,1994 in Sc. Catt. art. cit. 564-565).

Dom Edvaldo, enfatizando o valor e o bem da comunhão espiritual, encoraja os casais em segunda união e os aconselha a fazer esta comunhão na Santa Missa, devidamente dispostos e desejosos de receber o Corpo de Cristo por uma oração sincera. Se sua fé e amor for tão intenso e apaixonado, é possível talvez que eles obtenham maior proveito espiritual do que aqueles que, por rotina e sem piedade alguma, recebem a sagrada hóstia em nossas celebrações sem nenhuma convicção e adequada preparação espiritual.

Padre Luciano Scampini, Sacerdote da paróquia N. S. Aparecida, da Arq. Campo Grande. 17/9/2010."

Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/

Oração de Santa Fausta.



Ó Deus, nosso Pai, fortalecei a nossa fé e renovai o nosso Espírito, para que estejamos prontos a superar todas as adversidades e a não nos deixar abater por temores vãos. Amém.

Santa Fausta, rogai por nós.

sábado, 18 de setembro de 2010

Encerrada a Primeira Etapa da Construção da Sede Nacional da RCC!


"Foram duas semanas de trabalho preparando o terreno para as edificações. Nesta quinta-feira (16), foi finalizada a primeira etapa das obras de construção da Sede Nacional da RCCBRASIL, a terraplanagem da área reservada aos prédios que serão feitos inicialmente.

Na tarde desse dia, estiveram presentes no local o diretor-executivo do Escritório Nacional, Márcio Zolin, juntamente com o prefeito de Canas/SP, Rinaldo Zanin, e o presidente da Câmara Municipal, João Antônio Marton, além dos responsáveis pela obra.

O espaço já finalizado abrigará as duas primeiras construções a serem entregues ao Movimento: o Cenáculo de Nossa Senhora de Pentecostes e o Escritório Administrativo da RCCBRASIL. A primeira será entregue já em janeiro, durante o Encontro Nacional de Formação."

Livrai-nos do Mal. Ensinamento extraordinário do Padre Léo.

domingo, 12 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Entrevista com o Frei Elias Vella!

Olá amigos, irmãos em Cristo.
Abaixo resolvi publicar uma entrevista muito interessante com o conhecido exorcista Frei Elitas Vella, a qual recebi via e-mail do Portal Carismático. http://www.portalcarismatico.com.br/

Frei Elias Vella

"O inimigo quer que pensemos que ele não existe"

Frei conventual da Ilha européia de Malta , um dos maiores exorcistas da atualidade, lança no Brasil o livro "O Anticristo: quem é e como age". Em entrevista, Frei Elias fala sobre as táticas de ação do maligno e indica como se defender de todas elas. Denuncia que uma das estratégias mais utilizadas pelo demônio no Brasil é a de levar os líderes religiosos a não acreditarem em sua existência e manifestação.

O senhor está lançando um livro sobre o anticristo. De onde surgiu a necessidade de falar sobre este assunto?

Frei Elias: Este é um assunto muito importante e as pessoas não conhecem muito sobre ele. Jesus veio para lutar e trazer a vitória sobre o mal. Somos, agora, os representantes do Senhor. Todos nós, cristãos, estamos no campo de batalha e não saber quem é exatamente o inimigo com o qual estamos lutando e quais são as táticas dele, torna-se a ser uma perturbação em nossas vidas. Eu sei que, muitas vezes, em nossos Seminários de Teologia nós não lidamos muito com esse assunto, por isso eu senti a necessidade de me aprofundar nele e escrever um livro sobre o maligno.

Quais são as principais estratégias do inimigo para atacar os filhos de Deus?

Frei Elias: A principal estratégia dele é fazer com que nós não acreditemos que ele exista ou que não seja tão perigoso, assim não damos tanta importância a ele. Desta maneira, ele pode trabalhar tranqüilo, sem que seja perturbado. Assim, ele nos distrai e tira a nossa atenção de Jesus. Então, ao invés de buscarmos ao Senhor para nossa cura e libertação, convencemo-nos de buscar o espiritismo e as forças ocultas; pois o maligno nos faz acreditar que temos forças em nós mesmos para nos curar e nos libertar, e não precisamos de Jesus para isso. A meta principal dele é a de fazer com que pensemos que Jesus não é o Senhor de nossas vidas.

Referindo-se especificamente à situação do Brasil, como o senhor vê a ação do inimigo de Deus no país?

Frei Elias: Acredito que há duas coisas que ele [o maligno] está utilizando, aqui, no Brasil. Uma delas é fazer com que os sacerdotes não creiam que ele exista, porque se os próprios pastores, líderes da Igreja, não acreditam na existência dele, fica muito fácil dispersar o rebanho deles.

A segunda estratégia utilizada por ele, no Brasil, é a da macumba e do espiritismo, pois, por meio dessas práticas, ele tira a atenção das pessoas de Jesus. Isso não exclui as estratégias gerais de que ele faz uso em todos os outros países, como a ganância pelo poder e a desunião. No que diz respeito à falta de unidade, ele também se serve bastante no Brasil.

O maligno se serve também de outros métodos para atingir a juventude, como músicas e filmes consagrados a ele?

Frei Elias: Claro. Algumas das estratégias dele são diretas, outras indiretas. Até certo tempo atrás, ele fazia uso das estratégias indiretas, mas, atualmente, ele está utilizando-se das bem diretas. Como, por exemplo, por meio de bandas de rock que escrevem letras de músicas se referindo diretamente a ele, consagrando-se a ele. Ele se serve delas [letras] para enganar aos jovens que dizem assim: "Eu não ligo para a letra, mas sim, para a melodia, para a música que é legal". O truque então é esse: porque gostam da melodia, começam a cantar a letra, e esta vai entrando aos poucos em suas mentes e almas. É claro que a partir disso a juventude vai se tornando cada vez mais distante de Jesus, e a grande tragédia da atualidade é que os jovens têm vergonha de proclamá-Lo, mas não têm vergonha de proclamar nem de falar sobre satanás.

Há algum caso de libertação que o senhor tenha ministrado nos últimos tempos que tenha chamado a sua atenção de modo particular?

Frei Elias: De fato, casos de pessoas possuídas são raros, mas para um exorcista, lidar com esses fatos é uma coisa cotidiana. Por ser o nosso trabalho, encontramos sempre casos de pessoas possuídas. Por estar sempre viajando, encontro muitas pessoas que precisam de ajuda para serem libertas e exorcizadas.

Neste momento, por exemplo, nós estamos atendendo a duas pessoas em Malta que estão recebendo orações de libertação e exorcismo. Acredito que já estamos quase no final do atendimento, pois as pessoas estão praticamente libertas e exorcizadas.

O senhor se sente mais atacado pelo demônio por fazer este trabalho de exorcismo pelo mundo?

Frei Elias: Tenho certeza disto. Muitas coisas acontecem na minha vida e eu não tenho explicações lógicas para elas, mas nós [exorcistas], com o tempo, ficamos treinados para esse tipo de ataque, tendo sempre a certeza de que a vitória será sempre de Jesus! É claro que ninguém fica feliz com sofrimentos que vêm até nós por causa do inimigo, mas temos o consolo de saber que Jesus está sempre nos protegendo.

Como se defender dos ataques do maligno?

Frei Elias: Entre todos os meios de que podemos fazer uso para nos proteger dele, vou deixar três.

O primeiro meio de defesa contra o inimigo de Deus é a Eucaristia, porque ele tem um medo terrível da força que vem dela. O segundo, é o sacramento da confissão, pois este entra numa luta direta contra o maligno quando o recebemos. E, finalmente, posso dizer que a derrota final do inimigo é Maria, pois ele nunca conseguiu exercer nenhum papel na vida dela. Então, se nós tivermos a ajuda dos três meios em nossas vidas, então teremos armas poderosas e poderemos ter certeza de que com elas nós o derrotaremos.

fonte: Frei Elias Vella (http://www.portalcarismatico.com.br/)
 
ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS


Pai Celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no Nome do Senhor Jesus †, vencê-las.

Eu tomo a Vossa Verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso. Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás. Eu tomo o Equipamento do Evangelho da Paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.

E, acima de tudo, eu tomo a Vossa Fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades. Eu tomo a Vossa Salvação e confio em vós para proteger meu corpo e minha alma contra os ataques de satanás. Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todo cativo de satanás, no poderoso e conquistador Nome † de Jesus Cristo, meu Senhor.

Eu me visto desta Armadura, vivendo e orando em completa dependência de Ti, bendito Espírito Santo. Amém!

Livrai-nos do mal III. Lições de Padre Gabriele Amorth, o Exorcista Oficial do Vaticano.



Padre Gabriele Amorth (Exorcista do Vaticano) explica como orar por libertação. Saiba mais:

Um desenvolvimento progressivo

Como o avançar do tempo, cada vez mais pessoas vinham até nós, pessoas que não estavam muito próximas de Deus e que precisavam de orações de libertação; nos maiores destes grupos, como o que eu oriento, fixamos ministérios estabilizados de libertação. Atualmente, a oração de libertação encontra-se muito difundida; muitos grupos da Renovação constituíram ministérios de libertação das amarras do Maligno naqueles que costumamos considerar casos menores, quer no acompanhamento do sacerdote exorcista no exercício do seu ministério. Temos também serviços coletivos de libertação.

Que estilo de oração praticamos na libertação?

Antes de mais nada, um estilo de oração comunitária; e isto por dois motivos: um teológico e um pastoral. Não preferimos a oração individual, como se costuma fazer no exorcismo. No exorcismo é o exorcista quem atua; na oração de libertação atua a comunidade. Damos grande valor à realidade de Igreja, vivente em cada comunidade de fiéis que se reúnem em redor de Cristo e invocam o Espírito. Na comunidade dos crentes é Cristo quem atua e continua a libertar os irmãos da presença do inimigo.

Por outro lado, consideramos com segurança que a libertação é função do Corpo Místico de Cristo, que deve eliminar do seu seio as infiltrações do Maligno, lá onde elas se manifestarem; porque qualquer manifestação do Maligno pesa sobre o corpo todo e danifica-o. Eis então a idéia de que a Igreja, a comunidade, e em toda a Igreja.

Há também um motivo pastoral, ou, melhor, teológico: a oração comunitária permite a interação dos vários carismas, que, deste modo, melhor iluminam e tornam mais eficaz a oração. Por outro lado, preserva-nos do perigo de sermos confundidos com magos ou curandeiros, que atuam sempre isoladamente. A interação dos carismas é um motivo pastoral: numa comunidade existem diferentes carismas; como a finalidade é livra-se de um mal, um grupo que tem bons carismas obtém mais facilmente a libertação.

Qual é a composição ideal de um grupo?

Tratando-se de um grupo carismático, nós procuramos antes de mais quem tem o carisma da cura.

Nos primeiros séculos da Igreja, antes que se instituísse o sacramental do exorcizado, eram os carismáticos que libertavam; ou seja, eram todos os cristãos que exerciam os seus carismas. Também hoje existem pessoas que possuem este carisma; são pessoas que vivem no anonimato, mas que têm poder sobre o Maligno.

Nós apercebemo-nos deste fato porque na sua presença, mesmo quando rezam em silêncio e retirados do grupo, o paciente começa a abanar-se todo. A sua presença é suficiente. São pessoas que, por terem este carisma da cura, asseguram a autoridade carismática do grupo. É uma experiência claríssima que já fizemos.

Utilizamos também o profeta em abundância. Quem é o profeta, o profeta bíblico? É um dom de Deus também presente nos nossos grupos. O profeta é quem recebe uma iluminação do Espírito Santo e nos dá indicações bíblicas. Com o avançar da oração, é que ele quem dá indicações que acertam em cheio o alvo; por isso, a oração é sempre guiada. Descobrimos, por exemplo, a origem de uma doença porque no decurso da oração o Senhor intervém sugerindo texto bíblicos adequados ao caso em questão.

Por exemplo, o profeta sugere: “Vamos ler Isaías 4,4 seguido de Ezequiel 8,2”. É criado um clima que nos orienta sobre como devemos agir. A presença do profeta é muito importante; por vezes, durante a oração, o Senhor conforta-nos, convida-nos a insistir, indica-nos a origem do mal.

Quando é possível, também está presente o Sacerdote que assegura a autoridade eclesiástica com o seu poder ministerial. E também há quem interceda; há pessoas que têm o carisma da intercessão. Quando um grupo é composto desta maneira, com a presença de vários carismas, é um grupo ideal para fazer o discernimento e para orientar a oração. Esta torna-se muito eficaz e nós apercebemos-nos da alegria, da paz e da serenidade que acompanham a libertação. É claro que, no discernimento, prestamos atenção ao grupo infetado, à identidade dos espíritos do mal que atuam, no nível em que atuam e os objetivos que os movem.

Qual é a força da oração de libertação?

É uma pergunta que já várias vezes me fiz. A oração de libertação muitas vezes chega a substituir o exorcismo. Aliás, em certos caso não convém fazer o exorcismo, que deve reservar-se para as situações mais graves. Nos casos menores, ao contrário, é preferível a oração de libertação. Exercendo este ministério, reparei na força extraordinária da oração de louvor: liberta uma força poderosíssima. E também reparei na força da Palavra de Deus, sobretudo das palavras de Jesus. Nós baseamo-nos muito nestes dois elementos: a oração e a Palavra.

No exorcismo oficial temos três elementos: a oração, a Palavra, a esconjuração. E, muitas vezes, a conjuração, ou seja, a ordem dirigida ao Maligno é resolutiva. Nos casos mais graves não podemos deixar de nos agarrar a ela, porque é a autoridade da Igreja que intervém.

Na oração da libertação, pelo contrário, a força decisiva é o louvor. É suficiente pensar em alguns casos bíblicos. Durante a batalha contra Amalec, Moisés reza sobre o monte: são os seus braços erguidos em oração que obtêm a vitória.

Jericó era uma cidade bem fortificada; e, no entanto, foi suficiente a oração de louvor a Deus, cantada em redor da cidade, para lhe derrubar as muralhas.

O Segundo Livro das Crônicas informa-nos sobre os israelitas que partiram para o deserto do Tecoa; Josafat colocou os cantores do Senhor, vestidos de paramentos sagrados, à frente dos homens, para que louvassem a Deus dizendo: “Louvai o Senhor porque a sua graça dura para sempre”. Assim que começaram os cânticos de júbilo de louvor, o Senhor preparou uma armadilha contra os inimigos de Israel, que foram derrotados.

A oração é forte, sobretudo no Novo Testamento. Cristo obteve a vitória decisiva sobre o Maligno e a oração de louvor, com esta vitória, reordena o universo perturbado pelo pecado. O Maligno tinha tentado apagar o louvor no céu, arrastando os anjos rebeldes para o inferno. Tentou, depois, interromper o louvor de Adão, o homem que devia fazer-se voz do universo e louvar o Criador.

Agora, cada vez que o inimigo ouve a oração de louvor, escuta a vitória de Cristo vitorioso sobre a morte, sobre o pecado e sobre os demônios. E Satanás sente uma inveja fortíssima, porque agora é o homem quem louva a Deus; no lugar que ele ocupava, agora, está o homem que se une aos Anjos e louva o Senhor. O Maligno sente-se frustrado na sua pessoa e nas suas obras; por isso reage com tanta veemência à oração de louvor.

A oração de intercessão também é muito potente. Constatamos isso no livro dos Atos, quando os Apóstolos estão na prisão e a Igreja reza por eles e se dá a libertação. Do mesmo modo, pouco depois, quando Pedro está preso, a Igreja reza; e Deus envia o anjo para libertar o Seu Apóstolo. Também nas nossas orações, constatamos que o Maligno fica furioso, sobretudo, durante a oração de libertação e, freqüentemente, é durante esta oração que foge.

Sublinho, igualmente, a força de Palavra. Nós não esconjuramos, a não ser que esteja sempre um Sacerdote autorizado; mas atribuímos muita força à Palavra de Deus; experimentamos esta força e usamo-la largamente. Têm especial eficácia as palavras de Jesus e as outras citações bíblicas que nos são sugeridas. A palavra de Jesus derrota o inimigo. Quando fazemos a oração de libertação, pronunciamos lentamente as palavras de Jesus, escolhendo um dos vários episódios em que ele expulsa o demônio.

Trata-se de apresentar de novo a Jesus, de o fazer reviver naquela cena, de introduzir Jesus, o libertador. As palavras de Jesus pronunciadas nesse momento, com a força de Espírito, derrotam o inimigo, que grita e vai-se embora; e vai-se embora também quando é desmascarado por uma indicação bíblica.

Tal como o cântico de louvor, também a Palavra de Deus consola os aflitos, cura os corações dilacerados, cuida das feridas, infunde esperança, faz com que o paciente experimente pessoalmente a presença do seu libertador.

Já falamos da oração de louvor, da palavra de Jesus. Gostaria de acrescentar mais alguma coisa sobre o modo como estruturamos a oração. Existe uma libertação de (ou seja, uma libertação da presença do Maligno; por isso olha-se para ele) e uma libertação para (vantagem de; e, por isso, olha-se para a pessoa). Mais importante do que libertar de, é libertar para. Privilegiamos a libertação para enquanto trabalhamos pela libertação de. Ou seja, interessa-nos mais o irmão perturbado que o inimigo; a atenção vai toda para o irmão. E é por isso que solicitamos a sua colaboração de todas as maneiras. Em vez de expulsar o inimigo, procuramos resgatar-lhe o paciente.

A libertação pode ocorrer de duas maneiras. Imaginemos uma sala sem que esteja presente o Maligno e o paciente. Um método é o de apanhar o Maligno e expulsá-lo dali; se se consegue, o método é bom. Mas também já vimos que é mais fácil um outro método: aquele de agarrar o paciente e levá-lo para outro lugar, fora da sala, onde esteja em segurança. É o método que preferimos, interessa-nos mais o paciente do que o inimigo.

Interessarmo-nos pelo paciente significa estimulá-lo a rezar, solicitar a graça de Deus sobre ele e fortalecê-lo com os sacramentos, ajudá-lo a tomar consciência da sua situação para que saia dela. Vimos que, desta maneira, a libertação é mais fácil, pois transforma-se o homem infestado pelo Maligno num homem capaz de viver com o filho de Deus.

Com efeito, qual é a finalidade do Maligno?

É destruir o homem-cristão, o homem na sua identidade de filho de Deus. Nós, então, temos de o tornar capaz de viver a sua vida filial no Espírito Santo. Por isso, logo de imediato, invocamos sobre ele o Espírito Santo, para que preencha os espaços vazios, para que o corrobore de maneira a que, com a força do Espírito, possa arrepender-se e viver plenamente a proposta de vida cristã na fé, na esperança, na caridade.

Também tem muito peso a fé o amor daqueles que intervêm. Nós pedimos sempre ao Senhor uma grande fé; o nosso ministério exige muita fé; o Evangelho é claro. A nossa força é a fé de quem reza e a caridade para com Deus e para com o próximo.

A fé e a caridade ajudam-me reciprocamente muito bem. São Gregório Magno, falando acerca da pregação, afirmava que ninguém pode exercer este ministério se não tiver caridade para com o próximo. Nós dizemos o mesmo a respeito do ministério da libertação. O espírito maléfico não resiste ao amor; ele, que é fogo, tem medo do fogo do amor. Por isso, nós procuramos amar o doente, amar quem está infestado, para além de nos amarmos uns aos outros no grupo. Se não existe amor não se avança, porque o amor derrota o inimigo.

fonte: Padre Gabriele Amorth: Livro Exorcistas e Psiquiatras
 

Livrai-nos do mal II [Imitação de Cristo, Palavra, Verdade, Armadura de Deus, Aquele que é da Verdade ouve a minha voz.]

Prezados amigos, irmãos em Cristo Jesus Senhor Nosso, e filhos bem amados da Santíssima Virgem Maria, aquela que esmaga a cabeça da serpente (Gen. 3,15).


Muito embora não seja meu feitio falar sobre o mal, sinto forte o impulso de deixar consignadas no blog o texto abaixo. Como diz a Palavra, “guardai o que é bom.”

 
Vivemos numa época de grande confusão em torno de assuntos em envolvem a compreensão da espiritualidade. Todos os dias surgem novas religiões, novas doutrinas, novos símbolos, a ponto de as pessoas se sentirem num verdadeiro “shopping”, julgando-se no direito de escolherem a religião que bem entenderem, conforme suas intenções pessoais ou seus interesses.

Parece que tudo é uma questão de escolha, para que cada um sirva-se nesse “bufê espiritual”, conforme o que achar melhor, pouco importando o que é a Verdade ou quais as conseqüências de viver na ilusão e na mentira.

Quando Jesus realizou sua oração sacerdotal (São João, capítulo 17, versículos de 11 a 19), Ele clamou ao Pai que santificasse seus discípulos com a Verdade, afirmando “A tua Palavra é a Verdade”.

O que importa é que sigamos o caminho da Verdade. Não adianta nos apresentarem um jardim florido, como vastas áreas de sombra, se para chegarmos ao local desejado (Céu) precisamos passar pelo deserto (dificuldades). Não adianta querer a fácil estrada do litoral, se nosso destino passa pela serra. O caminho errado não leva a lugar algum. Além disso, cuidado: “O caminho dos pecadores é muito bem pavimentado, mas no final dele estão o inferno, as trevas e os castigos” (Eclesiástico, 21, 11).

Lembre-se: Jesus é o Caminho e a Palavra de Deus é a Verdade. O que passa disso são as fábulas do mundo e os engodos do inferno.

Um dos meus livros preferidos é o “Imitação de Cristo”. Veja abaixo uma extraordinária passagem deste clássico cristão (Livro III, Capítulos 4).

“Está certo que o inimigo antigo de todos os modos se esforça para sufocar os teus bons desejos a apartar-te dos exercícios devotos: como é honrar os Santos, meditar em minha paixão dolorosa, ter dor pelos pecados, guardar teu coração, formar propósito firme de emenda e aproveitar na virtude. Sugere-te mil pensamentos maus, para te causar enfado [tédio, aborrecimento] e turbação [medo, sentir-se ameaçado], para te apartar da oração das santas leituras. Aborrece-lhe a humilde confissão dos pecados, e, se pudesse, faria que deixasses de comungar. Não lhe dês crédito, nem faças caso dele ainda que muitas vezes te arme laços para te seduzir. Atribui-lhe os pensamentos criminosos e torpes que te inspira e dize-lhe: VAI-TE DAQUI, espírito imundo; envergonha-te, miserável; mui perverso deves ser para me trazeres á imaginação tais torpezas. Retira-te de mim, malvado embusteiro, não terás parte em meu coração; Jesus está comigo como invencível guerreiro e tu ficarás confundido. Antes quero morrer e sofrer todos os tormentos imagináveis que consentir com tua malícia. ‘Cala-te e não me fales mais; não te darei ouvidos por mais que me importunes. A quem posso temer sendo o Senhor a minha luz e minha salvação’ (Mc 4,39 e Salmo 26,1). ‘Ainda que um exército se formasse em batalha contra mim, ainda assim não temeria o meu coração. O Senhor é o meu sustentáculo e o meu Redentor’ (Salmo 26,3).

Portanto, como ensinou o notável Apóstolo São Paulo:

“...Vistam a armadura de Deus para que, no dia mau, vocês possam resistir e permanecer firmes, superando todas as provas. Estejam, portanto, bem firmes: cingidos com a couraça da justiça, os pés calçados com o zelo de propagar o Evangelho da paz; tenham sempre na mão o escudo da fé, e assim poderão apagar as flechas inflamadas do Maligno. Coloquem o capacete da salvação e pegues a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.” (Efésios 6, 13-17).

No mais, opte sempre pela Verdade, pois, como disse o Senhor, “Aquele que é da Verdade ouve a minha voz.” (Jo 18,37)

Tenham todos uma ótima semana.

A Paz de Jesus e o Amor de Maria.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Iniciam as Obras da Sede Nacional da RCC!

Sem dúvida uma ótima notícia.

Iniciadas as obras na sede nacional da RCC, sita no Município de Canas/SP.


No dia 02 de setembro de 2010, teve início a terraplanagem.

Maiores informações no site: http://www.rccbrasil.com.br/


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Missa Explicada por Padre Pio!


Padre Pio era o modelo de cada padre... Não se podia assistir "à sua Missa", sem que nos tornássemos, quase sem perceber, "participantes" desse drama que se vivia a cada manhã sobre o altar. Crucificado com o Crucificado, o Padre revivia a Paixão de Jesus com grande dor, da qual fui testemunha privilegiada, pois lhe ajudava, na Missa.

Ele nos ensinava que nossa Salvação só se poderia obter se, em primeiro lugar, a cruz fosse plantada na nossa vida. Dizia: "Creio que a Santíssima Eucaristia é o grande meio para aspirar à Santa Perfeição, mas é preciso recebê-La com o desejo e o engajamento de arrancar, do próprio coração, tudo o que desagrada Àquele que queremos ter em nós".(27 de julho 1917).

Pouco depois da minha ordenação sacerdotal, explicou-me ele que, durante a celebração da Eucaristia, era preciso colocar em paralelo a cronologia da Missa e a da Paixão. Trata-se, antes de tudo, de compreender e de realizar que o Padre no altar É Jesus Cristo. Desde então, Jesus, em seu Padre , revive indefinidamente a mesma Paixão.

Do sinal da cruz inicial até o Ofertório, é preciso ir encontrar Jesus no Getsemani, é preciso seguir Jesus na Sua agonia, sofrendo diante deste "mar de lama" do pecado. É preciso unir-se a Jesus em sua dor de ver que a Palavra do Pai, que Ele veio nos trazer, não é recebida pelos homens, nem bem nem mal. E, a partir desta visão, é preciso escutar as leituras da Missa como sendo dirigidas a nós, pessoalmente .

O Ofertório: É a prisão, chegou a hora...

O Prefácio: É o canto de louvor e de agradecimento que Jesus dirige ao Pai, e que Lhe permitiu, enfim, chegar a esta "Hora".

Desde o início da oração Eucarística até a Consagração : Nós nos unimos (rapidamente!...) a Jesus em Seu aprisionamento, em Sua atroz flagelação, na Sua coroação de espinhos e Seu caminhar com a cruz nas costas, pelas ruelas de Jerusalém e, no "Memento", olhando todos os presentes e aqueles pelos quais rezamos especialmente.

A Consagração nos dá o Corpo entregue agora, o Sangue derramado agora. Misticamente, é a própria crucifixão do Senhor. E é por isso que Padre Pio sofria atrozmente neste momento da Missa.

Nós nos uníamos em seguida a Jesus na cruz, oferecendo ao Pai, desde esse instante, o Sacrifício Redentor. Este é o sentido da oração litúrgica que segue imediatamente à consagração.

"Por Cristo com Cristo e em Cristo" corresponde ao grito de Jesus: "Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito!" Desde então, o sacrifício é consumado pelo Cristo e aceito pelo Pai. Daqui por diante, os homens não mais estão separados de Deus e se encontram de novo unidos. É a razão pela qual, nesse instante, recita-se a oração de todos os filhos: "Pai Nosso...".

A fração da hóstia indica a Morte de Jesus...

A Intinção, instante em que o Padre, tendo partido a hóstia (símbolo da morte...), deixa cair uma parcela do Corpo de Cristo no cálice do Precioso Sangue, marca o momento da Ressurreição, pois o Corpo e o Sangue estão de novo reunidos e é ao Cristo Vivo que vamos comungar.

A Bênção do Padre marca os fiéis com a cruz, ao mesmo tempo como um extraordinário distintivo e como um escudo protetor contra os assaltos do Maligno...

Depois de ter escutado uma tal explicação dos lábios do próprio Padre e sabendo bem que ele vivia dolorosamente tudo aquilo, compreende-se que me tenha pedido segui-lo neste caminho... o que eu fazia cada dia... E com que alegria!

Pe. Jean Derobert

Palavras do padre Pio

Jesus me consolou. Em 18 de abril de 1912, depois de uma luta terrível contra o inferno, a consolação do Senhor me veio depois da Missa: "Ao final da missa, conversei com Jesus para a ação de graças. Oh quanto foi suave o colóquio mantido com o paraíso nessa manhã!... O coração de Jesus e o meu se fundiram. Não eram mais dois que batiam, mas um só. Meu coração tinha desaparecido como uma gota de água se dissolve no mar... - Padre Pio chorava de alegria.- Quando o paraíso invade um coração, esse coração aflito, exilado, fraco e mortal não pode suporta-lo sem chorar...".

Ao Pe Agostinho, 18/04/1912, em "Padre Pio, Transparent de Dieu", J.Derobert.

Confidências a seus filhos espirituais

"Minha missa é uma mistura sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo", disse ele chorando.

"Na Paixão de Jesus, encontrarão também a minha".

"Não desejo o sofrimento por ele mesmo, não; mas pelos frutos que me dá. Ele dá glória a Deus e salva meus irmãos, que mais posso desejar?".

"A que momento do Divino Sacrifício mais sofreis?". - Da consagração à comunhão."

"Durante o ofertório?. - É neste momento que a alma é separada das coisas profanas."

"A consagração?". - É verdadeiramente aí que advém uma nova admirável destruição e criação."

"A Comunhão? Na comunhão, sofreis a morte? - Misticamente, sim. - Por veemência de amor ou de dor? - Por uma e outra: mas mais por amor."

"Sofreis toda e sempre a Paixão de Jesus?". - Sim, por Sua bondade e Sua condescendência, tanto quanto é possível a uma criatura humana. - E como podeis trabalhar com tanta dor? - Encontro o meu repouso sobre a cruz."

"Como nós devemos ouvir a Santa Missa?". - Como a assistiam a Santa Virgem Maria e as Santas mulheres. Como São João assistiu ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrificio sangrento da cruz "". Pe. Tarcísio, Congresso de Udine, 1972.  3/9/2010

Fonte: http://www.encontrocomcristo.org.br/