sábado, 14 de agosto de 2010

LIVRAI-NOS DO MAL!



Em certa oportunidade, os discípulos se aproximaram de Jesus e pediram: “-Mestre, ensina-nos a orar, como João Batista ensinou os seus discípulos. Jesus, então, ensinou-os o “Pai Nosso”, passo a passo. Esta magnífica oração, ministrada e ensinada pelo próprio Cristo, revela essências de nossa caminhada espiritual, evidenciando nossa filiação divina, a santidade do nome do Senhor; a necessidade da busca do seu Reino, da obediência à divina Vontade em todo lugar; de que o Senhor sabe e supre nossas necessidades; que Ele perdoa nossos pecados; e nos livra de todo o mal.

E é justamente sobre o último verso do Pai Nosso que pretendo falar hoje. Sobre o “Livrai-nos do mal”.

Como eu disse anteriormente, Jesus sintetizou no “Pai Nosso” essências, ou seja, pontos e questões indispensáveis da nossa fé. No “Pai Nosso” não há uma única expressão ou palavra inútil, todas são imprescindíveis.

E Jesus concluiu dizendo: “Livrai-nos do mal”.

Sabe-se que um soneto clássico reúne no último verso (última linha) um resumo de todo o poema, ou seja, algo de extrema importância. Se não for assim não é um soneto clássico, mas um soneto qualquer.

Jesus, além de ser o verdadeiro Pai da Pedagogia, também se expressava de modo muito eficiente, fazendo-se compreender por todos, principalmente os mais humildes.

Quando Ele diz, no final do “Pai Nosso”, “Livrai-nos do mal”, é porque se faz necessário o socorro divino para fazermos frente às forças ocultas que nos combatem.

Se o mal é uma pessoa, ou seja, o demônio, precisamos nos defender de seus ataques, necessitando sempre de um pronto socorro divino, para que não pereçamos ou soframos prejuízos.

Quando eu digo que o mal é uma pessoa, não digo uma pessoa de carne e osso, um indivíduo humano, mas uma personificação que reúne em si a oposição a tudo o quanto lembra, é, e representa o Deus vivo e verdadeiro. A partir do momento em que uma pessoa se aproxima de Deus, o mal (leia-se: demônio ou satanás) tenta de tudo para fazê-la retroceder ao estágio inicial, onde era vulnerável e indefesa às sugestões malignas.

Voltando ao “Pai Nosso”, observo que o último verso revela algo tão imprescindível quanto todas as demais essências. Em outras palavras, se o mal é uma realidade, precisamos de proteção, e nossa proteção é Deus.

Na “Bíblia de Jerusalém” a tradução é ainda mais incisiva e fiel aos originais gregos. Lê-se claramente: “Livrai-nos do maligno”. Portanto, não há dúvidas que o mal é o próprio maligno, ou seja, a personificação de tudo o que se opõe a Deus.

Portanto, proteger-se do mal é algo essencialmente necessário. Mais! É nossa obrigação buscar proteção contra as forças negativas e contra os ataques do espírito imundo. Ninguém poderá culpar o maligno se não se defendeu. Aliás, o maligno já está julgado e condenado, mais culpa ou menos culpa não faz mais qualquer diferença.

Somos nós é que devemos nos proteger e proteger nossa família.

Recentemente, publiquei aqui a oração do Papa Leão XIII (mais conhecida como o Exorcismo de São Miguel), cujo uso privado é permitido (uso público somente para sacerdotes devidamente autorizados pelo bispo). Certa vez falei com o grande exorcista Frei Hermínio Bordignon, e ele me disse para rezar o exorcismo em casa UMA VEZ POR SEMANA (no mínimo). Esta oração consta completa em nosso blog na categoria “orações”, logo abaixo do “arquivo do blog” e acima do “mixpod” (lado direito da tela). Já faz uns 5 meses que a rezo uma vez por semana e consegui superar muitas adversidades nesse período.

Portanto, recomendo a todos que se PROTEJAM DO MAL! Com oração e súplicas constantes, especialmente: 1) Participação assídua e devotada na SANTA MISSA; 2) Rezar o TERÇO todos os dias; 3) Rezar o TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA também todos os dias (às três horas da tarde, se possível); 4) Rezar o EXORCISMO DE SÃO MIGUEL (Papa Leão XIII) uma vez por semana; 5) Praticar devoções aos santos, especialmente o que considera como seu padroeiro (sugestões: Santo Antônio, São Francisco, São Padre Pio, São José, Santa Madre Paulina, Santo Antônio de Sant’anna Galvão); 6) viver conforme o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo; 7) Frequentar com assiduidade os sacramentos, e valorizá-los ao extremo, especialmente a confissão.

Lógico que isso não é tudo, mas a partir desse começo se pode crescer, conforme a caminhada na fé.

Abaixo posto dois vídeos interessantíssimos: o primeiro deles do saudoso Padre Léo; o segundo, do Monsenhor Jonas Abib.





Também colaciono um fragmento do livro Eu e Minha Casa Serviremos ao Senhor:

Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé


O Senhor quer nos ensinar que para acontecer o “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” é preciso, de nossa parte, uma contínua ação de “reagir” ao pecado, à tentação, às forças do mal. Talvez pensemos que a nossa posição seja defensiva, mas o Senhor vem nos ensinar o contrário. Nossa atitude deve ser de reação, precisamos reagir firmes, reagir na fé. São Pedro nos exorta:

“Sede sóbrios, vigiai! Vosso adversário, o diabo, como um leão que ruge, ronda, procurando a quem devorar. RESISTI-LHE, FIRMES NA FÉ” (1Pd 5,8-9a).

Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé. “Firmes na fé” significa acreditar na vitória do Senhor em nós. Sabemos da nossa fraqueza, de nossos pecados e da facilidade com que erramos. Pecamos. Resvalamos. Mas o Senhor é fiel e poderoso. O poder de Deus é soberano sobre nós, sobre a nossa vida.

Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova."

(Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib)





A Paz de Jesus e o amor de Maria a todos...

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