quinta-feira, 28 de maio de 2009

A SEGUNDA CHANCE














A SEGUNDA CHANCE

"Havia um homem muito rico e que possuía muitos bens, acumulados ao longo da sua vida à custa de muito trabalho. Ele tinha um único filho, que, ao contrário do pai, não queria nada como o trabalho nem com os estudos. O que ele mais curtia eram as mulheres e as festas com os amigos. Seu pai sempre o advertia sobre a importância do trabalho e dos estudos. Os amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse algo para lhes oferecer. Os conselhos e ensinamentos do pai chegavam aos ouvidos do jovem, mas ele não assimilava nada e continuava com sua vida vazia de conteúdo e sem objetivos. Um dia, o velho pai mandou os empregados construírem um pequeno celeiro nos fundos da casa e, dentro dele, uma forca com os seguintes dizeres: "Eu nunca ouvi os Conselhos do Meu Pai".

Mais tarde ele chamou o filho, levou-o ao celeiro e disse: - Meu filho, já estou velho e quando eu morrer, tudo isso será seu. Se você fracassar quero que me prometa que vai se enforcar nesta forca. O jovem, incrédulo com aquela louca proposta riu, achou tudo um absurdo, mas, para não discutir com o pai, fez a promessa pensando consigo mesmo que jamais faria aquilo. O tempo passou, o velho pai morreu e o filho herdou todos os seus bens, assumindo os negócios da família; mas, como havia sido previsto, gastou muito em festas, perdeu dinheiro em negócios malfeitos e começou a vender o patrimônio. Em pouco tempo perdeu tudo. Perdeu os amigos e, desesperado, lembrou-se do pai, cujos conselhos jamais ouvira e então começou a chorar copiosamente.

Pesaroso, levantou os olhos vermelhos e avistou ao longe o velho celeiro e aí se lembrou da promessa feita a seu pai. Deprimido e enfraquecido caminhou até lá e, lendo as palavras escritas na placa, entrou novamente em choro convulsivo, decidiu então cumprir a promessa, já que nada mais lhe restava na vida. Pensava ele: "Pelo menos agora vou alegrar meu pai, cumprindo minha palavra". Subiu na forca, pendurou a corda no pescoço e jogou-se no ar, sentindo por um instante o aperto em sua garganta. Mas o braço da forca era oco e quebrou-se antes que o rapaz morresse. Ele caiu ao chão e do braço oco da forca, caíram jóias, esmeraldas e diamantes. Uma pequena fortuna que trazia junto um bilhete com os seguintes dizeres: "Esta é a sua nova chance. Eu o Amo Muito, SEU PAI".

Todos temos direito a uma segunda oportunidade, mas, se ouvirmos os conselhos dos mais experientes, o preço desta segunda oportunidade poderá ser muito menor."

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